{"id":64269,"date":"2014-01-23T11:01:00","date_gmt":"2014-01-23T11:01:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/01\/23\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-48-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais\/"},"modified":"2014-01-23T11:01:00","modified_gmt":"2014-01-23T11:01:00","slug":"mensagem-do-papa-francisco-para-o-48-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-48-o-dia-mundial-das-comunicacoes-sociais\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Francisco para o 48.\u00ba Dia Mundial das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais"},"content":{"rendered":"<p>Comunica\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de uma aut\u00eantica cultura do encontro <!--more--> <\/p>\n<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s,&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje vivemos num mundo que est&aacute; a tornar-se cada vez menor, parecendo, por isso mesmo, que deveria ser mais f&aacute;cil fazer-se pr&oacute;ximo uns dos outros. Os progressos dos transportes e das tecnologias de comunica&ccedil;&atilde;o deixam-nos mais pr&oacute;ximo, interligando-nos sempre mais, e a globaliza&ccedil;&atilde;o faz-nos mais interdependentes. Todavia, dentro da humanidade, permanecem divis&otilde;es, e &agrave;s vezes muito acentuadas. A n&iacute;vel global, vemos a dist&acirc;ncia escandalosa que existe entre o luxo dos mais ricos e a mis&eacute;ria dos mais pobres. Frequentemente, basta passar pelas estradas duma cidade para ver o contraste entre os que vivem nos passeios e as luzes brilhantes das lojas. Estamos j&aacute; t&atilde;o habituados a tudo isso que nem nos impressiona. O mundo sofre de m&uacute;ltiplas formas de exclus&atilde;o, marginaliza&ccedil;&atilde;o e pobreza, como tamb&eacute;m de conflitos para os quais convergem causas econ&oacute;micas, pol&iacute;ticas, ideol&oacute;gicas e at&eacute; mesmo, infelizmente, religiosas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Neste mundo, os <em>mass-media<\/em> podem ajudar a sentir-nos mais pr&oacute;ximo uns dos outros; a fazer-nos perceber um renovado sentido de unidade da fam&iacute;lia humana, que impele &agrave; solidariedade e a um compromisso s&eacute;rio para uma vida mais digna. Uma boa comunica&ccedil;&atilde;o ajuda-nos a estar mais perto e a conhecer-nos melhor entre n&oacute;s, a ser mais unidos. Os muros que nos dividem s&oacute; podem ser superados, se estivermos prontos a ouvir e a aprender uns dos outros. Precisamos de harmonizar as diferen&ccedil;as por meio de formas de di&aacute;logo, que nos permitam crescer na compreens&atilde;o e no respeito. A cultura do encontro requer que estejamos dispostos n&atilde;o s&oacute; a dar, mas tamb&eacute;m a receber de outros. Os <em>mass-media<\/em> podem ajudar-nos nisso, especialmente nos nossos dias em que as redes da comunica&ccedil;&atilde;o humana atingiram progressos sem precedentes. Particularmente a <em>internet<\/em> pode oferecer maiores possibilidades de encontro e de solidariedade entre todos; e isto &eacute; uma coisa boa, &eacute; um dom de Deus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, existem aspetos problem&aacute;ticos: a velocidade da informa&ccedil;&atilde;o supera a nossa capacidade de reflex&atilde;o e discernimento, e n&atilde;o permite uma express&atilde;o equilibrada e correta de si mesmo. A variedade das opini&otilde;es expressas pode ser sentida como riqueza, mas &eacute; poss&iacute;vel tamb&eacute;m fechar-se numa esfera de informa&ccedil;&otilde;es que correspondem apenas &agrave;s nossas expectativas e &agrave;s nossas ideias, ou mesmo a determinados interesses pol&iacute;ticos e econ&oacute;micos. O ambiente de comunica&ccedil;&atilde;o pode ajudar-nos a crescer ou, pelo contr&aacute;rio, desorientar-nos. O desejo de conex&atilde;o digital pode acabar por nos isolar do nosso pr&oacute;ximo, de quem est&aacute; mais perto de n&oacute;s. Sem esquecer que a pessoa que, pelas mais diversas raz&otilde;es, n&atilde;o tem acesso aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social corre o risco de ser exclu&iacute;do.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Estes limites s&atilde;o reais, mas n&atilde;o justificam uma rejei&ccedil;&atilde;o dos <em>mass-media<\/em>; antes, recordam-nos que, em &uacute;ltima an&aacute;lise, a comunica&ccedil;&atilde;o &eacute; uma conquista mais humana que tecnol&oacute;gica. Portanto haver&aacute; alguma coisa, no ambiente digital, que nos ajuda a crescer em humanidade e na compreens&atilde;o rec&iacute;proca? Devemos, por exemplo, recuperar um certo sentido de pausa e calma. Isto requer tempo e capacidade de fazer sil&ecirc;ncio para escutar. Temos necessidade tamb&eacute;m de ser pacientes, se quisermos compreender aqueles que s&atilde;o diferentes de n&oacute;s: uma pessoa expressa-se plenamente a si mesma, n&atilde;o quando &eacute; simplesmente tolerada, mas quando sabe que &eacute; verdadeiramente acolhida. Se estamos verdadeiramente desejosos de escutar os outros, ent&atilde;o aprenderemos a ver o mundo com olhos diferentes e a apreciar a experi&ecirc;ncia humana tal como se manifesta nas v&aacute;rias culturas e tradi&ccedil;&otilde;es. Entretanto saberemos apreciar melhor tamb&eacute;m os grandes valores inspirados pelo Cristianismo, como, por exemplo, a vis&atilde;o do ser humano como pessoa, o matrim&oacute;nio e a fam&iacute;lia, a distin&ccedil;&atilde;o entre esfera religiosa e esfera pol&iacute;tica, os princ&iacute;pios de solidariedade e subsidiariedade, entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ent&atilde;o, como pode a comunica&ccedil;&atilde;o estar ao servi&ccedil;o de uma aut&ecirc;ntica cultura do encontro? E &ndash; para n&oacute;s, disc&iacute;pulos do Senhor &ndash; que significa, segundo o Evangelho, encontrar uma pessoa? Como &eacute; poss&iacute;vel, apesar de todas as nossas limita&ccedil;&otilde;es e pecados, ser verdadeiramente pr&oacute;ximo aos outros? Estas perguntas resumem-se naquela que, um dia, um escriba &ndash; isto &eacute;, um comunicador &ndash; p&ocirc;s a Jesus: &laquo;E quem &eacute; o meu pr&oacute;ximo?&raquo; (<em>Lc<\/em> 10, 29 ). Esta pergunta ajuda-nos a compreender a comunica&ccedil;&atilde;o em termos de proximidade. Poder&iacute;amos traduzi-la assim: Como se manifesta a &laquo;proximidade&raquo; no uso dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e no novo ambiente criado pelas tecnologias digitais? Encontro resposta na par&aacute;bola do bom samaritano, que &eacute; tamb&eacute;m uma par&aacute;bola do comunicador. Na realidade, quem comunica faz-se pr&oacute;ximo. E o bom samaritano n&atilde;o s&oacute; se faz pr&oacute;ximo, mas cuida do homem que encontra quase morto ao lado da estrada. Jesus inverte a perspetiva: n&atilde;o se trata de reconhecer o outro como um meu semelhante, mas da minha capacidade para me fazer semelhante ao outro. Por isso, comunicar significa tomar consci&ecirc;ncia de que somos humanos, filhos de Deus. Apraz-me definir este poder da comunica&ccedil;&atilde;o como &laquo;proximidade&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando a comunica&ccedil;&atilde;o tem como fim predominante induzir ao consumo ou &agrave; manipula&ccedil;&atilde;o das pessoas, encontramo-nos perante uma agress&atilde;o violenta como a que sofreu o homem espancado pelos assaltantes e abandonado na estrada, como lemos na par&aacute;bola. Naquele homem, o levita e o sacerdote n&atilde;o veem um seu pr&oacute;ximo, mas um estranho de quem era melhor manter a dist&acirc;ncia. Naquele tempo, eram condicionados pelas regras da pureza ritual. Hoje, corremos o risco de que alguns <em>mass-media<\/em> nos condicionem at&eacute; ao ponto de fazer-nos ignorar o nosso pr&oacute;ximo real.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>N&atilde;o basta circular pelas &laquo;estradas&raquo; digitais, isto &eacute;, simplesmente estar conectados: &eacute; necess&aacute;rio que a conex&atilde;o seja acompanhada pelo encontro verdadeiro. N&atilde;o podemos viver sozinhos, fechados em n&oacute;s mesmos. Precisamos de amar e ser amados. Precisamos de ternura. N&atilde;o s&atilde;o as estrat&eacute;gias comunicativas que garantem a beleza, a bondade e a verdade da comunica&ccedil;&atilde;o. O pr&oacute;prio mundo dos <em>mass-media<\/em> n&atilde;o pode alhear-se da solicitude pela humanidade, chamado como &eacute; a exprimir ternura. A rede digital pode ser um lugar rico de humanidade: n&atilde;o uma rede de fios, mas de pessoas humanas. A neutralidade dos <em>mass-media<\/em> &eacute; s&oacute; aparente: quem comunica s&oacute; pode constituir um ponto de refer&ecirc;ncia colocando-se a si mesmo em jogo. O envolvimento pessoal &eacute; a pr&oacute;pria raiz da fiabilidade dum comunicador. &Eacute; por isso mesmo que o testemunho crist&atilde;o pode, gra&ccedil;as &agrave; rede, alcan&ccedil;ar as periferias existenciais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tenho-o repetido j&aacute; diversas vezes: entre uma Igreja acidentada que sai pela estrada e uma Igreja doente de autorreferencialidade, n&atilde;o hesito em preferir a primeira. E quando falo de estrada, penso nas estradas do mundo onde as pessoas vivem: &eacute; l&aacute; que as podemos, efetiva e afetivamente, alcan&ccedil;ar. Entre estas estradas est&atilde;o tamb&eacute;m as digitais, congestionadas de humanidade, muitas vezes ferida: homens e mulheres que procuram uma salva&ccedil;&atilde;o ou uma esperan&ccedil;a. Tamb&eacute;m gra&ccedil;as &agrave; rede, pode a mensagem crist&atilde; viajar &laquo;at&eacute; aos confins do mundo&raquo; (<em>At<\/em> 1, 8). Abrir as portas das igrejas significa tamb&eacute;m abri-las no ambiente digital, seja para que as pessoas entrem, independentemente da condi&ccedil;&atilde;o de vida em que se encontrem, seja para que o Evangelho possa cruzar o limiar do templo e sair ao encontro de todos. Somos chamados a testemunhar uma Igreja que seja casa de todos. Seremos n&oacute;s capazes de comunicar o rosto duma Igreja assim? A comunica&ccedil;&atilde;o concorre para dar forma &agrave; voca&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria de toda a Igreja, e as redes sociais s&atilde;o, hoje, um dos lugares onde viver esta voca&ccedil;&atilde;o de redescobrir a beleza da f&eacute;, a beleza do encontro com Cristo. Inclusive no contexto da comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; precisa uma Igreja que consiga levar calor, inflamar o cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O testemunho crist&atilde;o n&atilde;o se faz com o bombardeio de mensagens religiosas, mas com a vontade de se doar aos outros &laquo;atrav&eacute;s da disponibilidade para se deixar envolver, pacientemente e com respeito, nas suas quest&otilde;es e nas suas d&uacute;vidas, no caminho de busca da verdade e do sentido da exist&ecirc;ncia humana (Bento XVI, <em>Mensagem para o XLVII Dia Mundial das Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais<\/em>, 2013). Pensemos no epis&oacute;dio dos disc&iacute;pulos de Ema&uacute;s. &Eacute; preciso saber-se inserir no di&aacute;logo com os homens e mulheres de hoje, para compreender os seus anseios, d&uacute;vidas, esperan&ccedil;as, e oferecer-lhes o Evangelho, isto &eacute;, Jesus Cristo, Deus feito homem, que morreu e ressuscitou para nos libertar do pecado e da morte. O desafio requer profundidade, aten&ccedil;&atilde;o &agrave; vida, sensibilidade espiritual. Dialogar significa estar convencido de que o outro tem algo de bom para dizer, dar espa&ccedil;o ao seu ponto de vista, &agrave;s suas propostas. Dialogar n&atilde;o significa renunciar &agrave;s pr&oacute;prias ideias e tradi&ccedil;&otilde;es, mas &agrave; pretens&atilde;o de que sejam &uacute;nicas e absolutas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Possa servir-nos de guia o &iacute;cone do bom samaritano, que liga as feridas do homem espancado, deitando nelas azeite e vinho. A nossa comunica&ccedil;&atilde;o seja azeite perfumado pela dor e vinho bom pela alegria. A nossa luminosidade n&atilde;o derive de truques ou efeitos especiais, mas de nos fazermos pr&oacute;ximo, com amor, com ternura, de quem encontramos ferido pelo caminho. N&atilde;o tenhais medo de vos fazerdes cidad&atilde;os do ambiente digital. &Eacute; importante a aten&ccedil;&atilde;o e a presen&ccedil;a da Igreja no mundo da comunica&ccedil;&atilde;o, para dialogar com o homem de hoje e lev&aacute;-lo ao encontro com Cristo: uma Igreja companheira de estrada sabe p&ocirc;r-se a caminho com todos. Neste contexto, a revolu&ccedil;&atilde;o nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e de informa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o um grande e apaixonante desafio que requer energias frescas e uma imagina&ccedil;&atilde;o nova para transmitir aos outros a beleza de Deus.<\/p>\n<p>Vaticano, 24 de janeiro &ndash; Mem&oacute;ria de S&atilde;o Francisco de Sales &ndash; do ano 2014.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comunica\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de uma aut\u00eantica cultura do encontro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,140,274,314],"class_list":["post-64269","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-comunicacoes-sociais","tag-papa-francisco","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64269","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64269"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64269\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64269"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64269"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64269"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}