{"id":64219,"date":"2014-01-19T09:39:00","date_gmt":"2014-01-19T09:39:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/01\/19\/migrantes-e-refugiados-rumo-a-um-mundo-melhor\/"},"modified":"2014-01-19T09:39:00","modified_gmt":"2014-01-19T09:39:00","slug":"migrantes-e-refugiados-rumo-a-um-mundo-melhor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/migrantes-e-refugiados-rumo-a-um-mundo-melhor\/","title":{"rendered":"\u201cMigrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor\u201d"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa para a Jornada Mundial do Migrante e Refugiado <!--more--> <\/p>\n<p>Queridos irm&atilde;os e irm&atilde;s!<\/p>\n<p>As nossas sociedades est&atilde;o enfrentando, como nunca antes na hist&oacute;ria, processos de interdepend&ecirc;ncia m&uacute;tua e intera&ccedil;&atilde;o em um n&iacute;vel global, que, mesmo incluindo elementos problem&aacute;ticos ou negativos, se destinam a melhorar as condi&ccedil;&otilde;es de vida da fam&iacute;lia humana, n&atilde;o s&oacute; nos aspectos econ&ocirc;micos, mas tamb&eacute;m nos aspectos pol&iacute;ticos e culturais. Cada pessoa, afinal, pertence &agrave; humanidade e partilha a esperan&ccedil;a de um futuro melhor com toda a fam&iacute;lia dos povos. A partir dessa constata&ccedil;&atilde;o, nasce o tema que escolhi para o Dia Mundial dos Migrantes e Refugiados deste ano: &ldquo;Os migrantes e refugiados: rumo a um mundo melhor&rdquo;.<\/p>\n<p>Entre os resultados das mudan&ccedil;as modernas, o fen&ocirc;meno crescente da mobilidade humana emerge como um &ldquo;sinal dos tempos&rdquo;, como o definiu o Papa Bento XVI (cf. Mensagem para o Dia Mundial do migrante e do refugiado de 2006). Se por um lado, as migra&ccedil;&otilde;es muitas vezes denunciam fragilidades e lacunas nos Estados e na Comunidade internacional, por outro, revelam a aspira&ccedil;&atilde;o da humanidade de viver a unidade, no respeito &agrave;s diferen&ccedil;as; de viver o acolhimento e a hospitalidade, que permitem a partilha equitativa dos bens da terra; de viver a prote&ccedil;&atilde;o e a promo&ccedil;&atilde;o da dignidade humana e da centralidade de cada ser humano.<\/p>\n<p>Do ponto de vista crist&atilde;o, como em outras realidades humanas tamb&eacute;m nos fen&ocirc;menos migrat&oacute;rios se observa a tens&atilde;o entre a beleza da cria&ccedil;&atilde;o, marcada pela Gra&ccedil;a e pela Reden&ccedil;&atilde;o, e o mist&eacute;rio do pecado. A solidariedade e o acolhimento, os gestos fraternos e de compreens&atilde;o, veem-se contrapostos &agrave; rejei&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o, aos tr&aacute;ficos de explora&ccedil;&atilde;o, de dor e de morte. Um motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o, principalmente, as situa&ccedil;&otilde;es em que a migra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&oacute; &eacute; for&ccedil;ada, mas tamb&eacute;m realizada atrav&eacute;s de v&aacute;rias modalidades de tr&aacute;fico humano e de escravid&atilde;o. O &ldquo;trabalho escravo&rdquo; &eacute; hoje uma moeda corrente! No entanto, apesar dos problemas, dos riscos e das dificuldades que devem ser enfrentados, aquilo que anima muitos migrantes e refugiados &eacute; o bin&ocirc;mio confian&ccedil;a e esperan&ccedil;a: eles trazem em seus cora&ccedil;&otilde;es o desejo de um futuro melhor n&atilde;o s&oacute; para si mesmos, mas tamb&eacute;m para as suas fam&iacute;lias e para os entes queridos.<\/p>\n<p>O que significa a cria&ccedil;&atilde;o de um &ldquo;mundo melhor&rdquo;? Esta express&atilde;o n&atilde;o se refere ingenuamente a conceitos abstratos ou a realidades inating&iacute;veis, mas se dirige &agrave; busca de um desenvolvimento aut&ecirc;ntico e integral, para poder agir de tal modo que haja condi&ccedil;&otilde;es de vida digna para todos, para que se encontrem respostas justas &agrave;s necessidades dos indiv&iacute;duos e das fam&iacute;lias, para que seja respeitada, preservada e cultivada a cria&ccedil;&atilde;o que Deus nos deu. O Vener&aacute;vel Papa Paulo VI descrevia com estas palavras as aspira&ccedil;&otilde;es dos homens de hoje: &laquo;ser liberado da pobreza, ter garantido de um modo seguro o pr&oacute;prio sustento, a sa&uacute;de, o emprego est&aacute;vel, ter uma maior participa&ccedil;&atilde;o nas responsabilidades, fora de qualquer opress&atilde;o e ao protegido de condi&ccedil;&otilde;es que ofendem a dignidade humana; poder desfrutar de uma educa&ccedil;&atilde;o melhor; em uma palavra, fazer conhecer e ter mais, para ser mais &#8220;(Enc&iacute;clica Populorum Progressio, 26 de mar&ccedil;o de 1967, n. 6).<\/p>\n<p>O nosso cora&ccedil;&atilde;o quer um &ldquo;mais&rdquo; que n&atilde;o seja simplesmente conhecer mais ou ter mais, mas que seja essencialmente um ser mais. N&atilde;o se pode reduzir o desenvolvimento a um mero crescimento econ&ocirc;mico, alcan&ccedil;ado, muitas vezes, sem tem em conta os mais fracos e indefesos. O mundo s&oacute; pode melhorar se a aten&ccedil;&atilde;o &eacute; dirigida, em primeiro lugar, &agrave; pessoa; se a promo&ccedil;&atilde;o da pessoa &eacute; integral, em todas as suas dimens&otilde;es, inclusive a espiritual; se n&atilde;o se deixa ningu&eacute;m de lado, incluindo os pobres, os doentes, os encarcerados, os necessitados, os estrangeiros (cf. Mt 25, 31-46); caso se passe de uma cultura do descart&aacute;vel para uma cultura do encontro e do acolhimento.<\/p>\n<p>Os migrantes e refugiados n&atilde;o s&atilde;o pe&otilde;es no tabuleiro de xadrez da humanidade. Trata-se de crian&ccedil;as, mulheres e homens que deixam ou s&atilde;o for&ccedil;ados a abandonar suas casas por v&aacute;rios motivos, que compartilham o mesmo desejo leg&iacute;timo de conhecer, de ter, mas, acima de tudo, de ser mais. &Eacute; impressionante o n&uacute;mero de pessoas que migram de um continente para outro, bem como aqueles que se deslocam dentro de seus pr&oacute;prios pa&iacute;ses e &aacute;reas geogr&aacute;ficas. Os fluxos migrat&oacute;rios contempor&acirc;neos s&atilde;o o maior movimento de pessoas, se n&atilde;o de povos, de todos os tempos. No caminho, ao lado dos migrantes e refugiados, a Igreja se esfor&ccedil;a para compreender as causas que est&atilde;o na origem das migra&ccedil;&otilde;es, mas tamb&eacute;m se esfor&ccedil;a no trabalho para superar os efeitos negativos e aumentar os impactos positivos nas comunidades de origem, de tr&acirc;nsito e de destino dos fluxos migrat&oacute;rios.<\/p>\n<p>Infelizmente, enquanto incentivamos o desenvolvimento em vista de um mundo melhor, n&atilde;o podemos silenciar o esc&acirc;ndalo da pobreza nas suas v&aacute;rias dimens&otilde;es. Viol&ecirc;ncia, explora&ccedil;&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o, marginaliza&ccedil;&atilde;o, abordagens restritivas &agrave;s liberdades fundamentais, tanto para o indiv&iacute;duo quanto para grupos, s&atilde;o alguns dos principais elementos da pobreza que devem ser superados. Muitas vezes, s&atilde;o justamente esses aspectos que caracterizam os movimentos migrat&oacute;rios, ligando migra&ccedil;&atilde;o e pobreza. Fugindo de situa&ccedil;&otilde;es de mis&eacute;ria ou de persegui&ccedil;&atilde;o em vista de melhores perspectivas ou para salvar a sua vida, milh&otilde;es de pessoas embarcam no caminho da migra&ccedil;&atilde;o e, enquanto esperam encontrar a satisfa&ccedil;&atilde;o das expectativas, muitas vezes o que encontram &eacute; suspeita, fechamento e exclus&atilde;o; quando n&atilde;o s&atilde;o golpeados por outros infort&uacute;nios, muitas vezes, mais graves e que ferem a sua dignidade humana.<\/p>\n<p>A realidade das migra&ccedil;&otilde;es, com as dimens&otilde;es que assume na nossa &eacute;poca de globaliza&ccedil;&atilde;o, precisa ser tratada e gerida de uma maneira nova, justa e eficaz, o que exige, acima de tudo, uma coopera&ccedil;&atilde;o internacional e um esp&iacute;rito de profunda solidariedade e compaix&atilde;o. &Eacute; importante a colabora&ccedil;&atilde;o em v&aacute;rios n&iacute;veis, com a ado&ccedil;&atilde;o un&acirc;nime de instrumentos de regulamenta&ccedil;&atilde;o para proteger e promover a pessoa humana. O Papa Bento XVI nos tra&ccedil;ou as coordenadas, afirmando que &laquo;esta pol&iacute;tica h&aacute; de ser desenvolvida a partir de uma estreita colabora&ccedil;&atilde;o entre os pa&iacute;ses donde partem os emigrantes e os pa&iacute;ses de chegada; h&aacute; de ser acompanhada por adequadas normativas internacionais capazes de harmonizar os diversos sistemas legislativos, na perspectiva de salvaguardar as exig&ecirc;ncias e os direitos das pessoas e das fam&iacute;lias emigradas e, ao mesmo tempo, os das sociedades de chegada dos pr&oacute;prios emigrantes&raquo; (Carta Enc&iacute;clica Caritas in veritate, 19 de Junho de 2009, 62). Trabalhar juntos por um mundo melhor requer a ajuda m&uacute;tua entre os pa&iacute;ses, com abertura e confian&ccedil;a, sem levantar barreiras intranspon&iacute;veis. Uma boa sinergia pode ser um incentivo para os governantes enfrentarem os desequil&iacute;brios socioecon&ocirc;micos e uma globaliza&ccedil;&atilde;o sem regras, que se encontram entre as causas das migra&ccedil;&otilde;es em que as pessoas s&atilde;o mais v&iacute;timas do que protagonistas. Nenhum pa&iacute;s pode enfrentar sozinho as dificuldades associadas a esse fen&ocirc;meno que, sendo t&atilde;o amplo, j&aacute; afeta todos os Continentes com o seu duplo movimento de imigra&ccedil;&atilde;o e emigra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m importante ressaltar como essa colabora&ccedil;&atilde;o j&aacute; come&ccedil;a com o esfor&ccedil;o que cada pa&iacute;s deveria fazer para criar melhores condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e sociais no seu pr&oacute;prio territ&oacute;rio, para que a emigra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o seja a &uacute;nica op&ccedil;&atilde;o para aqueles que buscam a paz, a justi&ccedil;a, a seguran&ccedil;a e o pleno respeito da dignidade humana. Criar oportunidades de emprego nas economias locais impediria, para al&eacute;m do mais, a separa&ccedil;&atilde;o das fam&iacute;lias e garantiria condi&ccedil;&otilde;es de estabilidade e de serenidade para os indiv&iacute;duos e comunidades.<\/p>\n<p>Finalmente, olhando para a realidade dos migrantes e refugiados, h&aacute; um terceiro elemento que eu gostaria de destacar neste caminho de constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor: a supera&ccedil;&atilde;o de preconceitos e de pr&eacute;-compreens&otilde;es, ao considerar a migra&ccedil;&atilde;o. De fato, n&atilde;o &eacute; raro que a chegada de migrantes, pr&oacute;fugos, requerentes de asilo e refugiados desperte desconfian&ccedil;a e hostilidade nas popula&ccedil;&otilde;es locais. Surge o medo que se produzam perturba&ccedil;&otilde;es na seguran&ccedil;a social, que se corra o risco de perder a identidade e a cultura, que se alimente a concorr&ecirc;ncia no mercado de trabalho ou, ainda, que se introduzam novos fatores de criminalidade. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social, neste campo, t&ecirc;m um papel de grande responsabilidade: cabe a eles, de fato, desmascarar estere&oacute;tipos e fornecer informa&ccedil;&otilde;es corretas, o que significar&aacute; denunciar o erro de alguns, mas tamb&eacute;m descrever a honestidade, a retid&atilde;o e a magnanimidade da maioria. Para isso, &eacute; preciso que todos mudem a atitude em rela&ccedil;&atilde;o aos migrantes e refugiados; &eacute; necess&aacute;rio passar de uma atitude de defesa e de medo, de desinteresse ou de marginaliza&ccedil;&atilde;o &#8211; que, no final, corresponde precisamente &agrave; &ldquo;cultura do descart&aacute;vel&rdquo; &ndash; para uma atitude que tem por base a &ldquo;cultura do encontro&rdquo;, a &uacute;nica capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor. Os meios de comunica&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m s&atilde;o chamados a entrar nesta &ldquo;convers&atilde;o de atitudes&rdquo; e a incentivar esta mudan&ccedil;a de comportamento em rela&ccedil;&atilde;o aos imigrantes e refugiados.<\/p>\n<p>Penso como tamb&eacute;m a Sagrada Fam&iacute;lia de Nazar&eacute; teve que viver a experi&ecirc;ncia de rejei&ccedil;&atilde;o no in&iacute;cio do seu caminho: Maria &laquo;deu &agrave; luz o seu filho primog&ecirc;nito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque n&atilde;o havia lugar na hospedaria&raquo; (Lc 2,7). Al&eacute;m disso, Jesus, Maria e Jos&eacute; experimentaram o que significa deixar sua terra natal e ser migrantes: amea&ccedil;ados pela sede de poder de Herodes, foram for&ccedil;ados a fugir e buscar ref&uacute;gio no Egito (cf. Mt 2,13-14). Mas o cora&ccedil;&atilde;o materno de Maria e o cora&ccedil;&atilde;o zeloso de Jos&eacute;, Protetor da Sagrada Fam&iacute;lia, sempre mantiveram a confian&ccedil;a de que Deus nunca abandona. Pela intercess&atilde;o deles possa ser sempre firme no cora&ccedil;&atilde;o do migrante e do refugiado esta mesma certeza.<\/p>\n<p>A Igreja, respondendo ao mandato de Cristo: &laquo;Ide e fazei disc&iacute;pulos entre todos as na&ccedil;&otilde;es&raquo;, &eacute; chamada a ser o Povo de Deus que abra&ccedil;a todos os povos, e leva a todos os povos o an&uacute;ncio do Evangelho, pois no rosto de cada pessoa est&aacute; estampado o rosto de Cristo! Eis a raiz mais profunda da dignidade do ser humano que deve ser sempre respeitada e protegida. N&atilde;o s&atilde;o os crit&eacute;rios de efici&ecirc;ncia, produtividade, de classe social, de perten&ccedil;a &eacute;tnica ou religiosa que fundamentam a dignidade da pessoa, mas sim o fato de ser criado &agrave; imagem e semelhan&ccedil;a de Deus (cf. Gn 1,26-27), e, ainda mais, o fato de ser filhos de Deus; todo ser humano &eacute; um filho de Deus! Nele est&aacute; impressa a imagem de Cristo! Trata-se, ent&atilde;o, de o vermos, n&oacute;s, em primeiro lugar, e de ajudar os outros a verem no migrante e no refugiado n&atilde;o s&oacute; um problema para lidar, mas um irm&atilde;o e uma irm&atilde; a serem acolhidos, respeitados e amados; trata-se de uma oportunidade que a Provid&ecirc;ncia nos oferece para contribuir na constru&ccedil;&atilde;o de uma sociedade mais justa, de uma democracia mais completa, de um pa&iacute;s mais inclusivo, de um mundo mais fraterno e de uma comunidade crist&atilde; mais aberta, de acordo com o Evangelho. As migra&ccedil;&otilde;es podem criar possibilidades para a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o; abrir espa&ccedil;os para o crescimento de uma nova humanidade, preanunciada no mist&eacute;rio pascal: uma humanidade em que toda terra estrangeira &eacute; uma p&aacute;tria, e em que toda p&aacute;tria &eacute; uma terra estrangeira.<\/p>\n<p>Queridos migrantes e refugiados! N&atilde;o percais a esperan&ccedil;a de que tamb&eacute;m a v&oacute;s est&aacute; reservado um futuro mais seguro; Que possais encontrar em vossos caminhos uma m&atilde;o estendida; que vos seja permitido experimentar a solidariedade fraterna e o calor da amizade! Para todos v&oacute;s e para aqueles que dedicam suas vidas e suas energias ao vosso lado eu prometo a minha ora&ccedil;&atilde;o e concedo de cora&ccedil;&atilde;o a minha B&ecirc;n&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica.<\/p>\n<p>Cidade do Vaticano, 05 de agosto de 2013.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem do Papa para a Jornada Mundial do Migrante e Refugiado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,168,191,267,291,314],"class_list":["post-64219","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-da-guarda","tag-economia","tag-natal","tag-refugiados","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64219","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64219"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64219\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64219"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64219"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64219"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}