{"id":64080,"date":"2014-01-10T10:23:37","date_gmt":"2014-01-10T10:23:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/01\/10\/igreja-acompanha-emigrantes-portugueses-no-luxemburgo\/"},"modified":"2014-01-10T10:23:37","modified_gmt":"2014-01-10T10:23:37","slug":"igreja-acompanha-emigrantes-portugueses-no-luxemburgo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-acompanha-emigrantes-portugueses-no-luxemburgo\/","title":{"rendered":"Igreja acompanha emigrantes portugueses no Luxemburgo"},"content":{"rendered":"<p>O Padre Rui Pedro, mission\u00e1rio scalabriniano e antigo diretor da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es, fala da sua experi\u00eancia junto da comunidade lusa no Gr\u00e3o-ducado <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Como tem sido esta experi&ecirc;ncia junto dos emigrantes no Luxemburgo?<\/em><\/p>\n<p><em>Padre Rui Pedro (RP) &#8211;<\/em> Continuo um homem do sul. Fran&ccedil;a, Portugal, It&aacute;lia e Cabo Verde foram at&eacute; agora as minhas terras solarengas de miss&atilde;o. &Eacute; a primeira vez que a Igreja me envia no frio norte da Europa para acompanhar as comunidades migrantes: uma exigente mudan&ccedil;a no meu caminho de padre mission&aacute;rio.<\/p>\n<p>Vivo na fronteira do Gr&atilde;o-ducado com a Fran&ccedil;a e B&eacute;lgica: regi&atilde;o marcada, no passado, por numerosas minas de ferro, f&aacute;bricas, metalurgias e siderurgias onde, ainda hoje, se respira uma cultura oper&aacute;ria, cosmopolita porque enriquecida pela presen&ccedil;a migrante. O Luxemburgo &eacute; diariamente <em>invadido<\/em> por 150 000 trabalhadores transfronteiri&ccedil;os oriundos dos pa&iacute;ses vizinhos. Dizem-me que foi aqui, nas tr&ecirc;s fonteiras, que nasceu a Uni&atilde;o Europeia.<\/p>\n<p>A cidade onde vivo chama-se Esch-sur-Alzette, a segunda cidade do pa&iacute;s e conta 30 000 habitantes provenientes de uma centena de nacionalidades. Sou um dos 110 000 portugueses que vivem neste pequeno pa&iacute;s constitu&iacute;do por meio-milh&atilde;o de habitantes. A minha Congrega&ccedil;&atilde;o tem uma comunidade no Bairro Brill: um bairro tradicionalmente popular, oper&aacute;rio e habitado essencialmente por fam&iacute;lias migrantes: ontem predominavam os italianos, hoje, a maioria s&atilde;o portugueses e cabo-verdianos. &Eacute; na Igreja do Sagrado Cora&ccedil;&atilde;o de Jesus que os lus&oacute;fonos partilham sua f&eacute; com a pequena comunidade cat&oacute;lica luxemburguesa.<\/p>\n<p>Estou integrado na equipa pastoral (composta por agentes pastorais luxemburgueses, franceses, italianos e portugueses) e est&aacute;-me confiado o particular servi&ccedil;o lingu&iacute;stico aos portugueses, cabo-verdianos, brasileiros e outros lus&oacute;fonos. Num raio de aproximadamente 30 km acompanho cinco comunidades de l&iacute;ngua portuguesa que se encontram todos os domingos. Sinto-me feliz por, num momento dram&aacute;tico em que se volta a falar da Emigra&ccedil;&atilde;o, com realismo e sem rodeios, poder dar o meu contributo concreto &agrave; nossa gente. E, n&atilde;o apenas aos que para aqui emigraram h&aacute; 40, 25, 10 anos, mas tamb&eacute;m &agrave;queles que chegaram h&aacute; 4, 3, 1 ano ou seis meses. Uns vieram com fam&iacute;lia, outros sozinhos; uns encontraram o trabalho prometido, outros redondamente enganados vivem o desencanto; uns foram ajudados pelos conterr&acirc;neos, outros explorados sem piedade; uns trabalham, mas muitos est&atilde;o desempregados e outros reformados. Constato uma grande diversidade de perfis, hist&oacute;rias, habilita&ccedil;&otilde;es e percursos de vida. Julgo que as categorias qualitativas e quantitativas de outrora demonstram-se insuficientes para compreender o hodierno movimento emigrat&oacute;rio. Urge construir uma nova conceptualiza&ccedil;&atilde;o da emigra&ccedil;&atilde;o, como j&aacute; o afirmaram, em 2005, os congressistas no Encontro das Comunidades do Porto, organizado pela OCPM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Qual a import&acirc;ncia de um acompanhamento espiritual de quem chega a um novo pa&iacute;s?<\/em><\/p>\n<p><em>RP &#8211;<\/em> A Miss&atilde;o Cat&oacute;lica de L&iacute;ngua Portuguesa (MCLP) &eacute; uma estrutura da Igreja local com uma hist&oacute;ria exemplar de generosidade, evangeliza&ccedil;&atilde;o e bem-fazer social e cultural em prol dos emigrantes e lusodescendentes. O acompanhamento espiritual dos adultos que chegam, dos adolescentes, mas, sobretudo, das crian&ccedil;as, com a oferta da catequese, &eacute; crucial para o desenvolvimento da f&eacute; e identidade das fam&iacute;lias. Em terra estrangeira, as ra&iacute;zes culturais e refer&ecirc;ncias religiosas e simb&oacute;licas natais correm o risco de perder-se, descaracterizar-se ou cristalizar-se face &aacute; seculariza&ccedil;&atilde;o e relativismo da sociedade. No Luxemburgo, como acontece um pouco por todo o norte da Europa, assiste-se ao eclipse de Deus, &agrave; irrelev&acirc;ncia da pr&aacute;tica religiosa, ao enfraquecimento dos la&ccedil;os sociais, ao envelhecimento das comunidades e dos agentes pastorais. Desde h&aacute; algumas d&eacute;cadas que os emigrantes constituem as comunidades mais jovens, mais praticantes e mission&aacute;rias da Igreja no Luxemburgo: qual sinal dos tempos a decifrar juntos!<\/p>\n<p>Sem a a&ccedil;&atilde;o das tr&ecirc;s Miss&otilde;es &ndash; no Norte (Schieren\/Ettelbruck), no Centro (Luxembourg Ville) e no Sul (Esch-sur-Alzette) a integra&ccedil;&atilde;o social e eclesial dos cat&oacute;licos lus&oacute;fonos, nos &uacute;ltimos cinquenta anos, teriam sido mais traum&aacute;ticas e despersonalizantes a n&iacute;vel da f&eacute; e da identidade cultural. Todavia, diante da sociedade e mobilidade em acelerada mudan&ccedil;a, as MCLP vivem o dif&iacute;cil momento da atualiza&ccedil;&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o do seu <em>papel de media&ccedil;&atilde;o<\/em> para dar novas respostas &agrave;s novas exig&ecirc;ncias da Igreja local e &agrave;s necessidades novas dos emigrantes. Os novos emigrantes apresentam-se menos vis&iacute;veis e mais independentes, identificando-se pouco com os lugares tradicionais de agrega&ccedil;&atilde;o: as Associa&ccedil;&otilde;es portuguesas, caf&eacute;s, clubes de futebol, e a pr&oacute;pria Miss&atilde;o cat&oacute;lica.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Como acompanha a comunidade portuguesa a situa&ccedil;&atilde;o no seu pa&iacute;s de origem?<\/em><\/p>\n<p><em>RP &#8211;<\/em> A Comunidade portuguesa, gra&ccedil;as aos media televisivos internacionais, &agrave; internet e &agrave;s frequentes viagens de <em>vai-e-vem<\/em>, acompanha muito de perto o que se passa em Portugal. A incerta e prec&aacute;ria situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica, com a desumana e prolongada austeridade justificada por pol&iacute;ticos, continua a for&ccedil;ar muitos portugueses a abandonar o pa&iacute;s. E, aos emigrantes que c&aacute; est&atilde;o h&aacute; mais tempo &#8211; desempregados ou j&aacute; reformados &ndash; por enquanto, a n&atilde;o tentarem o regresso. Seria uma aventura arriscada e votada ao fracasso. Em Portugal aumentam os apelos dirigidos aos emigrantes para captar suas remessas, poupan&ccedil;as e investimentos, mas os emigrantes n&atilde;o veem claro porque, ap&oacute;s d&eacute;cadas de pouco investimento nas Comunidades com Consulados inadequados, s&atilde;o apelos que soam a oportunismo econ&oacute;mico, desresponsabiliza&ccedil;&atilde;o nacional e a demagogia politica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Qual o papel da Igreja no acompanhamento e prepara&ccedil;&atilde;o dos novos emigrantes, antes da partida?<\/em><\/p>\n<p><em>RP &#8211;<\/em> A Igreja em Portugal, apoiando-se em parcerias eficazes a n&iacute;vel do estudo das migra&ccedil;&otilde;es, deve mais uma vez dar o exemplo. Deve conhecer em profundidade a atual e concreta situa&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses mais procurados pelos portugueses. Deve trocar experi&ecirc;ncias e dialogar bilateralmente com essas igrejas para que continuem a apoiar as nossas Comunidades com espa&ccedil;os e recursos, e Portugal envie mais sacerdotes para a Emigra&ccedil;&atilde;o, com vista a manter as que existem e a abrir novas Miss&otilde;es. S&oacute; assim, &eacute; poss&iacute;vel denunciar alguns mitos sobre o <em>emigrar f&aacute;cil<\/em>, o <em>trabalho a pontap&eacute;<\/em> (ex. no Luxemburgo), a <em>solidariedade entre portugueses, os apoios sociais dos consulados, as generosas regalias da Seguran&ccedil;a Social estrangeira, entre outros. <\/em>S&oacute; assim se poder&aacute; atuar em Portugal a preven&ccedil;&atilde;o de dolorosas situa&ccedil;&otilde;es de engano, viol&ecirc;ncia, solid&atilde;o, vulnerabilidade familiar, explora&ccedil;&atilde;o, desalojamento, fraude fiscal e trabalho for&ccedil;ado. Crimes que v&atilde;o acontecendo na Europa das liberdades e direitos iguais. Na Europa que prefere falar de cidad&atilde;os europeus no seu pleno direito de livre circula&ccedil;&atilde;o, em vez de emigrantes, termo sempre mais pejorativo. Outro mito a corrigir!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; O crescente aumento da emigra&ccedil;&atilde;o coloca desafios espec&iacute;ficos &agrave;s comunidades cat&oacute;licas portuguesas?<\/em><\/p>\n<p><em>RP &#8211;<\/em> Os mais de 120 mil portugueses que deixaram Portugal em 2013 colocam desafios espec&iacute;ficos &agrave; Igreja, em contexto rural e urbano, litoral e insular. Esta hemorragia demogr&aacute;fica, agravada pela baixa taxa de natalidade em Portugal, fere o pa&iacute;s em todas as suas express&otilde;es e mutila o seu capital humano. Em Portugal, ocorre conhecer as caracter&iacute;sticas da nova e invis&iacute;vel vaga migrat&oacute;ria; ocorre fazer-se pr&oacute;ximo das pessoas para apoiar os familiares (idosos, doentes e crian&ccedil;as) que ficam para tr&aacute;s, &agrave;s vezes dependentes dos escassos proventos de quem partiu, isolados, sem o apoio necess&aacute;rio por desconhecimento dos casos por parte da pr&oacute;pria comunidade, par&oacute;quia ou Caritas. No estrangeiro, ocorre igualmente tornar-se pr&oacute;ximo para que a escola deixe de ser discriminat&oacute;ria e seletiva (por causa da l&iacute;ngua) para os filhos de emigrantes; para que o trabalho em excesso, &agrave;s vezes t&atilde;o desumano porque altamente competitivo, e a vontade de fazer face, no mais curto espa&ccedil;o de tempo a d&iacute;vidas pendentes ou situa&ccedil;&otilde;es familiares complexas, n&atilde;o roube para sempre a alma &agrave;s pessoas, n&atilde;o banalize ainda mais a dignidade humana e n&atilde;o dilua os valores crist&atilde;os: os &uacute;nicos a poder garantir a transcend&ecirc;ncia da vida e alimentar o sonho que todo o emigrante e refugiado acalenta no seu cora&ccedil;&atilde;o: um mundo melhor, uma vida melhor.<\/p>\n<p>Os portugueses n&atilde;o est&atilde;o ainda integrados nos pa&iacute;ses para onde emigraram e continuam a emigrar! Termino recordando &agrave; Igreja em Portugal portuguesa essa importante tarefa. Refiro-me ao di&aacute;logo solid&aacute;rio e peri&oacute;dico com as estruturas das Igrejas que acolhem as Comunidades portuguesas. N&oacute;s, mission&aacute;rios dos emigrantes, precisamos de mais apoio a n&iacute;vel do discernimento cr&iacute;tico para que a reestrutura&ccedil;&atilde;o interna no Luxemburgo e na Europa que compreende a redu&ccedil;&atilde;o de recursos humanos e financeiros n&atilde;o prive fatalmente as Comunidades Cat&oacute;licas Portuguesas de meios adequados. As MCLP, desde h&aacute; uma d&eacute;cada envolvidas num processo de renova&ccedil;&atilde;o eclesiol&oacute;gica, inspirado no modelo da &ldquo;Pastoral Intercomunit&aacute;ria&rdquo;, esperam ser mais seguidas e acompanhadas pela Igreja em Portugal. Somos um modelo pastoral de acompanhamento espiritual e media&ccedil;&atilde;o cultural a reinventar. Com mais raz&atilde;o ainda, num momento epocal de viragem hist&oacute;rica em que o fluxo de Emigra&ccedil;&atilde;o deixou de ser tabu &ndash; como o foi nos &uacute;ltimos 25 anos &#8211; para voltar a ser uma preocupa&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Padre Rui Pedro, mission\u00e1rio scalabriniano e antigo diretor da Obra Cat\u00f3lica Portuguesa de Migra\u00e7\u00f5es, fala da sua experi\u00eancia junto da comunidade lusa no Gr\u00e3o-ducado<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[122,123,127,187,203,258,267,269,314],"class_list":["post-64080","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-brasil","tag-cabo-verde","tag-catequese","tag-diocese-do-porto","tag-europa","tag-migracoes","tag-natal","tag-ocpm","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64080","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=64080"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/64080\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=64080"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=64080"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=64080"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}