{"id":63975,"date":"2014-01-03T11:53:07","date_gmt":"2014-01-03T11:53:07","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2014\/01\/03\/exercicios\/"},"modified":"2014-01-03T11:53:07","modified_gmt":"2014-01-03T11:53:07","slug":"exercicios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/exercicios\/","title":{"rendered":"Exerc\u00edcios"},"content":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das Comunica\u00e7\u00f5es Sociais <!--more--> <\/p>\n<p>Um percurso, mesmo diagonal, sobre os media nestes dias levou-me ao habitual: &agrave; leitura ou escuta dos costumeiros balan&ccedil;os do ano findo e das igualmente habituais tentativas de perspetivar o novo ano.<\/p>\n<p>Deparei-me com &#8220;exerc&iacute;cios&#8221; distintos: muitas foram, de facto, as diverg&ecirc;ncias que anotei entre analistas e\/ou comentadores &#8211; o que n&atilde;o deixa de ser bom sinal acerca do esfor&ccedil;o por cultivar o pluralismo.<\/p>\n<p>Este afirmou-se de tal modo que, sobre o mesmo assunto, ouvi opini&otilde;es o mais distantes poss&iacute;vel. Ou preto ou branco, sem admissibilidade do cinzento&#8230;<\/p>\n<p>Ou seja: da minha leitura ou escuta n&atilde;o tirei mais que perguntas, mesmo que, naturalmente, uma vez ou outra ficasse mais pr&oacute;ximo da opini&atilde;o de A ou da perspetiva de Z.<\/p>\n<p>Nem no olhar sobre a nuvem que pretendia ter no ventre a palavra do ano encontrei o conforto de um consenso; mesmo tendo em conta que algu&eacute;m elegeu &#8220;selfie&#8221;, n&atilde;o sei quem escolheu &#8221; indignado&#8221; e tamb&eacute;m n&atilde;o sei quem registou &#8220;irrevog&aacute;vel&#8221;.<\/p>\n<p>Admito que dou import&acirc;ncia &agrave;s palavras; mas dou import&acirc;ncia maior &agrave; palavra. Por isso lamento quando vejo algu&eacute;m a quem ela falta. E a falta at&eacute; pode vir, paradoxalmente, da abund&acirc;ncia&#8230; Ter duas palavras &eacute;, ao fim e ao cabo, o mesmo que n&atilde;o ter palavra, n&atilde;o &eacute;&hellip;?<\/p>\n<p>Se o balan&ccedil;o me deixou na corda bamba, as tentativas de perspetivar o futuro n&atilde;o me proporcionaram maior conforto: como diria Gede&atilde;o, &#8220;onde uns veem luto e dores, outros veem flores&#8221;&#8230;<\/p>\n<p>Aqui, no entanto, tenho algo a acrescentar. Realmente, se o que foi j&aacute; foi, o que vai ser podemos ainda constru&iacute;-lo, com a intelig&ecirc;ncia de quem aprendeu com os erros e a paix&atilde;o de quem n&atilde;o se aliena ou resigna.<\/p>\n<p>H&aacute; caminhos a corrigir? H&aacute;. H&aacute; decis&otilde;es atrasadas? H&aacute;. H&aacute; pessoas a grelhar no fogo lento de burocracias? H&aacute;&#8230;Mas creio que h&aacute; tamb&eacute;m em cada um de n&oacute;s a capacidade de incomodar, urgir, propor. A capacidade de fazer o papel de agitador das &aacute;guas da piscina onde possam curar-se paralisias de muitos anos&#8230;<\/p>\n<p>Quando me questiono sob o novo ano, estou tamb&eacute;m a perguntar-me sobre a esperan&ccedil;a e a determina&ccedil;&atilde;o que me habitam.<\/p>\n<p>A ajuda de Deus, pe&ccedil;o-a solicitando o discernimento, sem o qual o bem e o mal correm o risco de serem escolhas circunstanciais ou de conveni&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Retomo, por isso, cinco linhas de um texto que escrevi h&aacute; anos e ent&atilde;o chamei &ldquo;Ora&ccedil;&atilde;o de Ano Novo&rdquo;:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Olho o calend&aacute;rio com os olhos<\/p>\n<p>de menino de escrita romba<\/p>\n<p>em caderno de duas linhas.<\/p>\n<p>Olho-Te, sabendo que nalguns desenhos<\/p>\n<p>me h&aacute;s de conduzir a m&atilde;o&#8230;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Jo&atilde;o Aguiar Campos<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jo\u00e3o Aguiar Campos, Secretariado Nacional das 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Sociais<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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