{"id":63905,"date":"2013-12-27T09:30:37","date_gmt":"2013-12-27T09:30:37","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/12\/27\/papa-marcelo-rebelo-de-sousa-destaca-mistura-unica-de-jesuita-com-sensibilidade-franciscana\/"},"modified":"2013-12-27T09:30:37","modified_gmt":"2013-12-27T09:30:37","slug":"papa-marcelo-rebelo-de-sousa-destaca-mistura-unica-de-jesuita-com-sensibilidade-franciscana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/papa-marcelo-rebelo-de-sousa-destaca-mistura-unica-de-jesuita-com-sensibilidade-franciscana\/","title":{"rendered":"Papa: Marcelo Rebelo de Sousa destaca \u00abmistura \u00fanica de jesu\u00edta com sensibilidade franciscana\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Lisboa, 27 dez 2013 (Ecclesia) &ndash; O professor universit&aacute;rio e comentador pol&iacute;tico, Marcelo Rebelo de Sousa, destaca o exemplo &uacute;nico e genu&iacute;no do Papa Francisco que cativa pela a&ccedil;&atilde;o e pela coer&ecirc;ncia dos seus atos que n&atilde;o s&atilde;o fruto do pontificado mas carater&iacute;sticas pr&oacute;prias.<\/p>\n<p>&ldquo;Ele &eacute; mais um Papa da pastoral do que da doutrina, n&atilde;o &eacute; t&atilde;o importante estar a discutir quest&otilde;es doutrin&aacute;rias, passam ao lado da situa&ccedil;&atilde;o de fome, de guerra, de mis&eacute;ria, priva&ccedil;&atilde;o de sofrimento das pessoas do que responder a esses problemas concretos para os quais a Igreja tem uma mensagem e um testemunho a dar&rdquo;, revela Marcelo Rebelo de Sousa sobre a possibilidade de Francisco tornar-se uma refer&ecirc;ncia pelas suas preocupa&ccedil;&otilde;es e chamadas de aten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&ldquo;Nessa mistura &uacute;nica de jesu&iacute;ta com sensibilidade franciscana vai, como fazia quando estava na sua diocese, at&eacute; aos pobres, aos sacrificados, aos marginalizados, at&eacute; &agrave;s periferias&rdquo;, desenvolve o entrevistado &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA.<\/p>\n<p>Do querer desinstalar e chamar a aten&ccedil;&atilde;o constante para os mais pobres, exclu&iacute;dos e apelo a ir &agrave;s periferias, Marcelo Rebelo de Sousa destaca que Francisco &ldquo;aproveita cada momento para isso&rdquo;, que &ldquo;n&atilde;o &eacute; demag&oacute;gico nem populista&rdquo; mas &ldquo;natural&rdquo;, como no seu anivers&aacute;rio que celebrou com pessoas sem-abrigo: &ldquo;Ele fazia isso quando era cardeal, quando era bispo, n&atilde;o passou a fazer. N&atilde;o deixou de fazer isso ao ser Papa&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A genuinidade existiu em todos os Papas mas com ele est&aacute; de facto a aproxim&aacute;-lo de muito crente e n&atilde;o crente que entende os sinais e se sente atra&iacute;do antes mesmo da f&eacute;&rdquo;, prossegue o entrevistado.<\/p>\n<p>Nesse sentido, Marcelo Rebelo de Sousa considera que dar o exemplo &eacute; &ldquo;muito importante &ldquo;para uma Igreja muitas vezes acomodada&rdquo; onde &eacute; &ldquo;muito mais f&aacute;cil com o tempo, com a idade e com a doutrina as pessoas acomodarem-se&rdquo; e o Papa Francisco &ldquo;quer precisamente que se desacomodem&rdquo;.<\/p>\n<p>Para o professor universit&aacute;rio, o Papa para transformar a Igreja que todos conhecem precisa de fazer tr&ecirc;s coisas: &ldquo;Descentralizar a Igreja, desconcentrar o poder que muitas vezes est&aacute; concentrado em Roma; Descentralizar no sentido de cada Igreja particular ter a sua evangeliza&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria, n&atilde;o se evangeliza da mesma maneira na &Aacute;sia, Am&eacute;rica latina, na &Aacute;frica e na Europa e em terceiro abrir caminho para novas linguagens.&rdquo;<\/p>\n<p>&ldquo;O mundo mudou e s&oacute; h&aacute; evangeliza&ccedil;&atilde;o se as pessoas perceberem a mensagem, a mudan&ccedil;a de linguagem neste tempo de novas tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental&rdquo;, observa.<\/p>\n<p>As origens sul americanas do Papa tamb&eacute;m s&atilde;o importantes, considera o professor que assinala o facto de a Europa ter &ldquo;um problema de evangeliza&ccedil;&atilde;o, que em muitos casos &eacute; quase um recome&ccedil;ar de novo&rdquo; porque &ldquo;n&atilde;o h&aacute; valores absolutos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O centro da Igreja est&aacute; verdadeiramente noutros continentes, onde h&aacute; mais cat&oacute;licos, onde est&atilde;o a crescer em n&uacute;mero, em experi&ecirc;ncias de f&eacute; e onde evangelizar &eacute; outra coisa&rdquo;, acrescenta, comparando tamb&eacute;m o ritmo r&aacute;pido das novas igrejas noutros continentes ao &ldquo;ritmo lento&rdquo; da Igreja na Europa.<\/p>\n<p>Por isso, Marcelo Rebelo de Sousa revela que estas altera&ccedil;&otilde;es na Igreja significam &ldquo;mexer em estruturas que estavam muito paradas, centralizadas, muito no plano te&oacute;rico e doutrin&aacute;rio, para a realidade do dia-a-dia&rdquo;.<\/p>\n<p>Com a internet, &ldquo;uma juventude que funciona de outro ritmo e maneira&rdquo;, o aumento da esperan&ccedil;a de vida e os seus &ldquo;problemas pr&oacute;prios&rdquo;, o comentador pol&iacute;tico reafirma que &eacute; necess&aacute;rio &ldquo;uma revis&atilde;o pastoral da pr&aacute;tica da Igreja, da pr&aacute;tica de todos e de evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo; diferente da &ldquo;proposta de Jo&atilde;o Paulo II que foi &agrave; uma eternidade, nem sequer com o pensamento de Bento XVI&rdquo;, concluiu o professor universit&aacute;rio.<\/p>\n<p><em>PA\/CB<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lisboa, 27 dez 2013 (Ecclesia) &ndash; O professor universit&aacute;rio e comentador pol&iacute;tico, Marcelo Rebelo de Sousa, destaca o exemplo &uacute;nico e genu&iacute;no do Papa Francisco que cativa pela a&ccedil;&atilde;o e pela coer&ecirc;ncia dos seus atos que n&atilde;o s&atilde;o fruto do pontificado mas carater&iacute;sticas pr&oacute;prias. &ldquo;Ele &eacute; mais um Papa da pastoral do que da doutrina, 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