{"id":63506,"date":"2013-11-29T10:28:54","date_gmt":"2013-11-29T10:28:54","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/11\/29\/um-ano-em-missao-jubilar\/"},"modified":"2013-11-29T10:28:54","modified_gmt":"2013-11-29T10:28:54","slug":"um-ano-em-missao-jubilar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/um-ano-em-missao-jubilar\/","title":{"rendered":"Um ano em Miss\u00e3o Jubilar"},"content":{"rendered":"<p>A Diocese de Aveiro celebrou ao longo dos \u00faltimos 12 meses uma Miss\u00e3o Jubilar que assinalou os 75 anos da sua restaura\u00e7\u00e3o. Uma din\u00e2mica que movimento as comunidades paroquiais e que deixou satisfeito o bispo diocesano, D. Ant\u00f3nio Francisco dos Santos, que evoca ainda o seu antecessor, D. Ant\u00f3nio Marcelino, falecido neste per\u00edodo. <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &#8211; Que preocupa&ccedil;&atilde;o teve e tem esta Miss&atilde;o Jubilar?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos (AFS) &#8211;<\/em> A Miss&atilde;o Jubilar &eacute; o desenvolvimento de um projeto pastoral que nasceu h&aacute; cinco anos. Cheguei &agrave; diocese h&aacute; sete anos e senti que, na perspetiva dos 75 anos da restaura&ccedil;&atilde;o da diocese, no contexto dos 50 anos do Conc&iacute;lio Vaticano II, e no esp&iacute;rito de uma Igreja jovem que se quer renovar cada vez mais, pudesse lan&ccedil;ar um grande projeto envolvente e mobilizador de toda a Igreja.<\/p>\n<p>Fomos no sentido da Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o ao encontro de todos e de cada, nas suas casas e na sua vida concreta. Aqui cheg&aacute;mos e daqui partiremos, agora com renovado vigor, aumentado entusiasmo, e com um sentido de alegria dado &agrave; Miss&atilde;o Jubilar, para nos sentirmos uma Igreja feliz, porque somos disc&iacute;pulos de Jesus Cristo, porque vivemos nesta terra aben&ccedil;oada que Deus quis para n&oacute;s e tamb&eacute;m porque temos um projeto de constru&ccedil;&atilde;o de um mundo melhor a que a Igreja tem de se lan&ccedil;ar com alegria, com renovado entusiasmo e com sentido de um mundo novo, de encontro com todos para levar o an&uacute;ncio do Evangelho de Jesus Cristo.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &#8211; O trabalho foi por isso transversal &agrave;s par&oacute;quias, arciprestados, a toda a diocese.<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Quisemos envolver toda a gente. Essa foi uma das carater&iacute;sticas muito belas da nossa Miss&atilde;o &ndash; todos envolvidos, todos necess&aacute;rios.<\/p>\n<p>&Eacute; um trabalho de uma Igreja comunh&atilde;o que quis envolver leigos, consagrados, religiosos, di&aacute;conos, sacerdotes e bispo. Encontr&aacute;mos pessoas dispon&iacute;veis para serem mensageiros, mission&aacute;rios e coordenadores da Miss&atilde;o. N&atilde;o foi apenas uma iniciativa do bispo, n&atilde;o foi um envolvimento de alguns mas um trabalho de todos.<\/p>\n<p>O projeto, na sua intui&ccedil;&atilde;o inicial, pretendia lan&ccedil;ar a Igreja neste movimento, onde todos tivessem lugar, de abertura e ir, com uma alegria muito grande, ao encontro daqueles que vivem distantes da Igreja, ou est&atilde;o esquecidos deste caminho de vida crist&atilde;. Ningu&eacute;m ficou de fora, a ningu&eacute;m esquecemos. Precisamos e contamos com todos.<\/p>\n<p>Encontrar tanta gente que se mobilizou e trabalhou pela Miss&atilde;o, foi certamente um dos frutos mais aben&ccedil;oados desta iniciativa. A a&ccedil;&atilde;o da Igreja, a Miss&atilde;o Jubilar, &eacute; um trabalho de todos. Este esp&iacute;rito de Isa&iacute;as &laquo;O Senhor me ungiu e me enviou a anunciar o Evangelho&raquo;, que no in&iacute;cio me inspirou. Depois retomada esta palavra por Jesus Cristo na sinagoga de Nazar&eacute; onde ele disse &laquo;Esta palavra cumpriu-se hoje e aqui&raquo;. Este &laquo;hoje e aqui&raquo; &eacute; este tempo dos 75 anos da diocese e o &laquo;aqui&raquo; &eacute; Aveiro, estas 101 par&oacute;quias, nestes 101 pedacinhos de barco que n&oacute;s fizemos como s&iacute;mbolo da nossa Miss&atilde;o, que se re&uacute;ne e se congrega para ser uma Igreja muito jovem, muito feliz, disc&iacute;pula de Jesus Cristo e sentindo que &eacute; enviada ao mundo que queremos servir. O nosso lema &eacute; &laquo;Amar a Deus &eacute; servir&raquo;.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Ganharam uma maior participa&ccedil;&atilde;o dos leigos?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Temos, gra&ccedil;as a Deus, leigos muito bem formados em Aveiro. Houve um grande trabalho ao longo destes 75 anos e isso &eacute; certamente um dom com que contamos.<\/p>\n<p>Realiz&aacute;mos catequeses nas par&oacute;quias ao mesmo tempo, com catequistas que n&oacute;s chamamos mission&aacute;rios enviados nos caminhos cruzados da nossa diocese. Mas a forma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o terminou, n&atilde;o se cumpriu. &Eacute; necess&aacute;rio envolver todos os leigos e a Igreja de Aveiro &eacute; uma Igreja muito aberta e empenhada neste trabalho conjunto de todo o laicado.<\/p>\n<p>Penso que os leigos de Aveiro sentiram que a miss&atilde;o &eacute; tanto sua, como dos sacerdotes, como do bispo.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &#8211; A Miss&atilde;o Jubilar foi uma miss&atilde;o muito cuidada &ndash; com uma meta, cada momento apresentava um slogan &ndash; foi muito pensado para chegar a todos?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> A Miss&atilde;o foi preparada ao longo de muito tempo. O itiner&aacute;rio de planifica&ccedil;&atilde;o pastoral de cinco anos que culminou aqui e daqui quer partir para um novo quinqu&eacute;nio pastoral, diz-nos que tudo foi muito bem refletido.<\/p>\n<p>O trabalho do coordenador da Miss&atilde;o Jubilar, o padre Francisco Melo, da equipa de coordena&ccedil;&atilde;o e o que realiz&aacute;mos em todas as par&oacute;quias, arciprestados e as inst&acirc;ncias de participa&ccedil;&atilde;o e corresponsabilidade na diocese, permitiu que esta Miss&atilde;o fosse muito bem preparada. Por isso ela resultou nos seus frutos de organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Tivemos sempre presente e com muito cuidado a pedagogia e a metodologia nova que quisemos imprimir na miss&atilde;o. Isso foi um trabalho de muito esfor&ccedil;o mas tamb&eacute;m muito gratificante, porque encontr&aacute;mos pessoas sempre dispon&iacute;veis e capazes de elaborar as iniciativas e de as tornar muito belas. Procur&aacute;mos ter muito cuidado com os subs&iacute;dios, com os contributos, com a elabora&ccedil;&atilde;o os textos.<\/p>\n<p>O gabinete de imagem e comunica&ccedil;&atilde;o da diocese teve um trabalho preponderante na dinamiza&ccedil;&atilde;o e divulga&ccedil;&atilde;o de todos os materiais que foram concebidos para que Miss&atilde;o resultasse e o trabalho fosse sendo acolhido.<\/p>\n<p>Estamos numa cidade e regi&atilde;o muito valorizada a n&iacute;vel cultural. O trabalho com outras institui&ccedil;&otilde;es, concretamente, com a Universidade, deu-nos essa mais-valia de podermos contar com pessoas de muita qualidade que nos deram um valioso contributo.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Houve v&aacute;rios momentos em que reuniram milhares de pessoas. Que mensagem fica dessas reuni&otilde;es numerosas?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Tivemos iniciativas voltadas para a par&oacute;quia, outras programadas a n&iacute;vel arciprestal e ainda iniciativas a n&iacute;vel diocesano que mobilizaram milhares de pessoas. A mensagem era dirigida todos os meses, no dia 11 &#8211; dia em que foi executada a Bula da restaura&ccedil;&atilde;o da diocese, que celebraremos a 11 de dezembro como o dia da mem&oacute;ria e da restaura&ccedil;&atilde;o &#8211; mas o envolvimento de multid&otilde;es de pessoas permitiu-nos lan&ccedil;ar esta bela mensagem de que a Igreja de Jesus Cristo est&aacute; aberta a todos e temos de ser n&oacute;s os protagonistas da miss&atilde;o e da evangeliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os milhares de pessoas n&atilde;o vieram como espetadores mas como participantes e protagonistas porque tamb&eacute;m eles s&atilde;o elementos determinantes da miss&atilde;o, tamb&eacute;m mission&aacute;rios em nome do Senhor.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Que momento destacaria?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Penso que o grande momento de destaque foi o esp&iacute;rito e a alma nova que se conseguiu imprimir na Igreja de Aveiro. Sentirmo-nos disc&iacute;pulos felizes de Jesus Cristo, procurar viver as bem-aventuran&ccedil;as na sua plena aplica&ccedil;&atilde;o e compromisso e ao mesmo tempo, sentirmo-nos uma Igreja feliz neste mundo e neste tempo em que os desafios s&atilde;o enormes.<\/p>\n<p>Houve momentos de grande dimens&atilde;o como aconteceu na peregrina&ccedil;&atilde;o do dia 11 e 12 de maio ao t&uacute;mulo de Santa Joana e a celebra&ccedil;&atilde;o no cora&ccedil;&atilde;o da cidade. Mas desde o in&iacute;cio, no dia 21 de outubro de 2012, na abertura da Miss&atilde;o, eu senti que este era um caminho que Deus quer &ndash; muito bom, belo e necess&aacute;rio para a Igreja de Aveiro. E o Papa Francisco veio trazer uma forma e um sentido de proximidade, de bondade e de comunh&atilde;o que eu gostaria de imprimir em cada paz que dou, em cada palavra que digo, em cada gesto que assumo e em cada servi&ccedil;o da vida de Aveiro.<\/p>\n<p>E gostaria de dar gra&ccedil;as a Deus pelos sacerdotes, pelos di&aacute;conos, pelos consagrados, pelos leigos porque &eacute; com eles que esta Igreja se torna bela e feliz.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; A Miss&atilde;o juntou fam&iacute;lias, jovens, adultos. Todos se uniram. Foi uma forma de mostrar que os setores da Igreja n&atilde;o se devem fechar em si, mas devem trabalhar em conjunto?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Esse foi um dos aspetos fundamentais. Muitas vezes trabalhamos em Igreja de forma parcelar, setorizada, reduzindo-nos ao nosso canto, &agrave; nossa pequenina capelinha. N&oacute;s fizemos uma experi&ecirc;ncia e tivemos a alegria de encontrar acolhimento e disponibilidade.<\/p>\n<p>Foi preciso trabalhar, ser paciente, ser mais demorado do que inicialmente gostaria, mas para fazer compreender a todos que s&oacute; assim &eacute; que somos verdadeiro rosto mission&aacute;rio de uma Igreja que &eacute; uma s&oacute; Igreja.<\/p>\n<p>Percebemos, na peregrina&ccedil;&atilde;o diocesana dos dias 11 e 12 de maio, uma Igreja una, unida e &uacute;nica, onde as crian&ccedil;as viam simultaneamente os seus catequistas e os professores de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica, os animadores da sua comunidade crist&atilde;, viam p&aacute;rocos, a sua fam&iacute;lia inteira, e viam os seus vizinhos, percebendo a proximidade e a capacidade de vizinhan&ccedil;a que os mensageiros nos ajudaram a traduzir mensalmente, levando a 93 mil fam&iacute;lias uma mensagem e um convite para que as iniciativas fossem assumidas, vividas e realizadas para todos; levou-nos a compreender que n&atilde;o podemos ser uma Igreja de setores mas temos de ser esse conjunto, que o s&iacute;mbolo do barco &ndash; sublinho esta imagem do barco porque somos uma terra de ria e de mar, entendemos bem esta linguagem &ndash; distribu&iacute;do em todas as par&oacute;quias, que o guardaram durante o ano e agora se reuniram para dizer que somos o mesmo barco, com o mesmo timoneiro que &eacute; Cristo, todos a rumar no mesmo sentido neste tempo que &eacute; o nosso.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Abriu-se um caminho?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Foi um pequeno passo, dado com muita firmeza, para um grande caminho que est&aacute; aberto que &eacute; sempre de esperan&ccedil;a, de renova&ccedil;&atilde;o e de futuro. &Eacute; essa a miss&atilde;o da Igreja e, hoje, Aveiro, tem a oportunidade de ter dado este passo e sentir a alegria para o caminho que queremos construir.<\/p>\n<p>Hoje a porta do caminho de Evangelho, e permita-me referir o tema da Exorta&ccedil;&atilde;o Apost&oacute;lica, &laquo;A alegria de evangelizar&raquo;, esta doce e reconfortante alegria de evangelizar est&aacute; presente nesta Igreja de Aveiro e &eacute; isso que queremos cumprir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; Aconteceram v&aacute;rias atividades de &acirc;mbito cultural e debates que tocaram o quotidiano, assuntos que podem achar mais fraturantes. Que mensagens procuraram emitir estes di&aacute;logos sobre estes quatro temas fraturantes (A&ccedil;&atilde;o Social. Protagonistas; Economia e o mundo oper&aacute;rio: Oportunidades; Ecumenismo e Di&aacute;logo Inter-Religioso: Rumos; Fam&iacute;lia, casamento e sexualidade: realidades)?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Quisemos viver a Miss&atilde;o Jubilar n&atilde;o apenas voltados para o interior da Igreja. Fortalecendo este esp&iacute;rito das bem-aventuran&ccedil;as e vivendo como disc&iacute;pulos de Jesus Cristo, sentimo-nos enviados a todos, no abrir de bra&ccedil;os e alargar horizontes no cora&ccedil;&atilde;o, para saber que s&oacute; no di&aacute;logo e no mundo da cultura, da educa&ccedil;&atilde;o, do trabalho, da fam&iacute;lia, com os desafios do nosso tempo, das novas pobrezas, das dificuldades que a crise nos traz, vemos isso como uma oportunidade de di&aacute;logo e abertura.<\/p>\n<p>Trouxemos pessoas dos mais variados lugares, conce&ccedil;&otilde;es e perspetivas, mas todos nos ajudaram. Tivemos ainda a alegria de ver que esta iniciativa quer a n&iacute;vel cultural, nos debates e concertos de m&uacute;sica, nos ajudaram a perceber que h&aacute; muitas pessoas que est&atilde;o atentas &agrave; voz da Igreja de outras formas e em outras &aacute;reas. Este utilizar de novas linguagens, o escutar outras pessoas que n&atilde;o s&atilde;o as que est&atilde;o especificamente no interior da igreja, alargou o nosso horizonte de conv&iacute;vio, contacto e aprofundamento da nossa reflex&atilde;o. Todos ajudaram a Igreja a perceber que a nossa miss&atilde;o &eacute; mais alargada e mais ampla do que julg&aacute;vamos.<\/p>\n<p>A participa&ccedil;&atilde;o foi enorme e isso mostra que este &eacute; o caminho a continuar. As sess&otilde;es de debates, a exposi&ccedil;&atilde;o, os concertos, as iniciativas de di&aacute;logo e encontro com pessoas do mundo da cultura, do trabalho e outras &aacute;reas, leva-nos a dizer que temos de estar sempre com este olhar de abertura ao mundo e capacidade de nos ouvirmos e dialogarmos.<\/p>\n<p>Estas s&atilde;o as novas periferias onde o papa Francisco nos convida a ir e estas s&atilde;o as novas linguagens que a Igreja h&aacute; muito tem.<\/p>\n<p>Temos de agradecer a todos os que aceitaram o convite e reconhecer que este foi um meio muito v&aacute;lido de viver a Miss&atilde;o Jubilar, aberta a outros meios que habitualmente a Igreja n&atilde;o se abre facilmente.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Foi um ano que n&atilde;o teve apenas momentos alegres, nomeadamente na morte do bispo em&eacute;rito, D. Ant&oacute;nio Marcelino. A uni&atilde;o notou-se tamb&eacute;m nesses momentos?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> N&oacute;s sentimos que a Igreja &eacute; sempre lugar e escola de esperan&ccedil;a e vida. O momento mais dif&iacute;cil que vivemos este ano foi a doen&ccedil;a do D. Ant&oacute;nio Marcelino. Procur&aacute;mos acompanh&aacute;-lo com zelo e carinho em todos os dias. Teve uma homenagem de gratid&atilde;o e comunh&atilde;o aquando da morte e das ex&eacute;quias solenes, com uma participa&ccedil;&atilde;o numerosa de pessoas, e ap&oacute;s um m&ecirc;s da sua morte.<\/p>\n<p>Sobretudo queremos guardar uma mem&oacute;ria aben&ccedil;oada de tudo quanto ele foi, enquanto bispo t&atilde;o generoso e dedicado para a Igreja de Aveiro, e de tudo o que nos deixou num minist&eacute;rio riqu&iacute;ssimo, numa abertura enorme. Ele pr&oacute;prio se envolveu nesta aventura da Miss&atilde;o Jubilar porque preparou as catequeses que se fizeram em todas as par&oacute;quias na diocese durante a Quaresma.<\/p>\n<p>Ele junto de Deus continua hoje a ser b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o para n&oacute;s. O dom de termos ao longo do tempo, quatro bispos que serviram a Igreja de Aveiro com dedica&ccedil;&atilde;o confere-me um dever de grande gratid&atilde;o para com eles, e ao mesmo tempo procurar merecer tudo o quanto eles foram e serviram nesta Igreja de Aveiro. Com extraordin&aacute;ria dedica&ccedil;&atilde;o e um exemplo magn&iacute;fico, todos vamos recordar.<strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; As dioceses, Aveiro n&atilde;o &eacute; exce&ccedil;&atilde;o, sofrem com o envelhecimento dos sacerdotes. A 17 de novembro ordenou tr&ecirc;s sacerdotes. Que significado tem a ordena&ccedil;&atilde;o destes novos padres junto do clero, mas tamb&eacute;m pelo facto de terem sido ordenados nesta Miss&atilde;o Jubilar?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> N&oacute;s tivemos a preocupa&ccedil;&atilde;o de olhar a todos mas tivemos gestos e momentos significativos neste caminhar em miss&atilde;o. Um deles foi a abertura da Casa Sacerdotal procurando cuidar com zelo os sacerdotes mais idosos e doentes, assim como as pessoas que os acompanharam durante a vida. Outro foi a ordena&ccedil;&atilde;o de di&aacute;conos permanentes e de tr&ecirc;s novos sacerdotes.<\/p>\n<p>Desde 2001, a Igreja de Aveiro contou com seis novos sacerdotes, a que se juntam estes tr&ecirc;s. Ter a gra&ccedil;a e a b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de ordenar tr&ecirc;s no mesmo dia e neste tempo de Miss&atilde;o Jubilar foi um dos marcos maiores do caminho.<\/p>\n<p>Dou gra&ccedil;as a Deus por isso mas porque eles significam uma esperan&ccedil;a renovada neste contexto das voca&ccedil;&otilde;es que eu sinto a surgir na diocese. Reorganiz&aacute;mos o Semin&aacute;rio de Santa Joana, o pr&eacute;-Semin&aacute;rio est&aacute; a trabalhar muito e bem na diocese. Os seminaristas maiores est&atilde;o no patriarcado de Lisboa, no Semin&aacute;rio de S&atilde;o Jos&eacute; de Caparide e no Semin&aacute;rio de Cristo-Rei dos Olivais, e vemos surgir em n&uacute;mero e em cultura vocacional. Futuramente a Igreja de Aveiro vai contar com mais voca&ccedil;&otilde;es e com mais sacerdotes que come&ccedil;am a surgir.<\/p>\n<p>&Eacute; uma esperan&ccedil;a que diariamente eu transporto ao cora&ccedil;&atilde;o de Deus e &eacute; uma esperan&ccedil;a que antevejo como uma grande certeza.<\/p>\n<p>&Eacute; o culminar de todo o trabalho vocacional, juvenil e nos semin&aacute;rios que se tem realizado. Sinto que as pr&oacute;prias comunidades viveram o momento da ordena&ccedil;&atilde;o dos tr&ecirc;s sacerdotes com um empenho e alegria vis&iacute;veis. A S&eacute; foi pequena para acolher tanta gente que veio de todos os cantos da diocese, se manteve de p&eacute;, no &aacute;trio, para celebrar de forma jubilar e em esp&iacute;rito de miss&atilde;o o dia da ordena&ccedil;&atilde;o do padre Leonel, do padre Nuno e do padre V&iacute;tor.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &#8211; D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos ajoelhou-se aos p&eacute;s dos novos sacerdotes. O que significou esse gesto?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Significa que agrade&ccedil;o a Deus o dom dos sacerdotes que temos. Inspirei-me no gesto do Papa Francisco quando apareceu &agrave; janela da Bas&iacute;lica, na Pra&ccedil;a de S&atilde;o Pedro, ap&oacute;s a sua elei&ccedil;&atilde;o, antes de aben&ccedil;oar a Igreja universal e a multid&atilde;o que ali se reunia, pediu que o aben&ccedil;oassem a ele. Antes de aben&ccedil;oarmos a assembleia t&atilde;o numerosa que estava na nossa S&eacute; eu pedi aos novos sacerdotes, que s&atilde;o b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o de Deus para este povo, que aben&ccedil;oassem o bispo e nele, aben&ccedil;oassem toda a diocese.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &#8211; Para si, pessoalmente, o que significou esta Miss&atilde;o Jubilar?<\/em><\/p>\n<p><em>AFS &#8211;<\/em> Para mim foi uma gra&ccedil;a e uma b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o muito grande. Significou que as palavras do profeta Isa&iacute;as se fizeram minhas tamb&eacute;m. O bispo tem de ser profeta &ndash; na ousadia, na renova&ccedil;&atilde;o, na capacidade de mudan&ccedil;a, na criatividade de novos caminhos.<\/p>\n<p>Esta &eacute; a terra &eacute; a minha terra e onde eu tenho de dizer, todos os dias, que a palavra do profeta Isa&iacute;as se cumpriu. Porque tamb&eacute;m a mim o Senhor ungiu, me trouxe at&eacute; estas terras aben&ccedil;oadas e amadas de Aveiro, e me envia a proclamar a boa nova. Por isso fiz das bem-aventuran&ccedil;as o programa desta miss&atilde;o e o lema da minha vida de bispo.<\/p>\n<p><em>MD\/LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Diocese de Aveiro celebrou ao longo dos \u00faltimos 12 meses uma Miss\u00e3o Jubilar que assinalou os 75 anos da sua restaura\u00e7\u00e3o. Uma din\u00e2mica que movimento as comunidades paroquiais e que deixou satisfeito o bispo diocesano, D. 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