{"id":63453,"date":"2013-11-26T11:19:39","date_gmt":"2013-11-26T11:19:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/11\/26\/vaticano-papa-propoe-fe-como-antidoto-para-tristeza-individualista\/"},"modified":"2013-11-26T11:19:39","modified_gmt":"2013-11-26T11:19:39","slug":"vaticano-papa-propoe-fe-como-antidoto-para-tristeza-individualista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/vaticano-papa-propoe-fe-como-antidoto-para-tristeza-individualista\/","title":{"rendered":"Vaticano: Papa prop\u00f5e f\u00e9 como ant\u00eddoto para \u00abtristeza individualista\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Francisco sublinha paradoxo do anonimato crescente numa sociedade cada vez mais mediatizada <!--more--> <\/p>\n<p>Cidade do Vaticano, 26 nov 2013 (Ecclesia) &ndash; O Papa publicou hoje a sua primeira exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica, &lsquo;Evangelii Gaudium&rsquo; (a alegria do Evangelho) na qual apresenta a f&eacute; como ant&iacute;doto para a &ldquo;tristeza individualista&rdquo; e o crescente &ldquo;anonimato&rdquo; numa sociedade cada vez mais mediatizada.<\/p>\n<p>&ldquo;O grande risco do mundo atual, com sua m&uacute;ltipla e avassaladora oferta de consumo, &eacute; uma tristeza individualista que brota do cora&ccedil;&atilde;o comodista e mesquinho, da busca desordenada de prazeres superficiais, da consci&ecirc;ncia isolada&rdquo;, refere Francisco, no texto divulgado pela Santa S&eacute;.<\/p>\n<p>O documento pontif&iacute;cio fala numa &ldquo;civiliza&ccedil;&atilde;o paradoxalmente ferida pelo anonimato&rdquo; e, simultaneamente, &ldquo;obcecada com os detalhes da vida alheia, descaradamente doente de morbosa curiosidade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;A Igreja tem necessidade de um olhar solid&aacute;rio para contemplar, comover-se e parar diante do outro, tantas vezes quantas forem necess&aacute;rias&rdquo;, contrap&otilde;e o Papa.<\/p>\n<p>A mensagem alude em particular &agrave;s redes sociais e outros instrumentos da comunica&ccedil;&atilde;o humana que alcan&ccedil;aram &ldquo;progressos inauditos&rdquo;, desafiando os cat&oacute;licos a &ldquo;descobrir e transmitir a &laquo;m&iacute;stica&raquo; de viver juntos&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Assim como alguns quiseram um Cristo puramente espiritual, sem carne nem cruz, tamb&eacute;m se pretendem rela&ccedil;&otilde;es interpessoais mediadas apenas por sofisticados aparelhos, por ecr&atilde;s e sistemas que se podem acender e apagar &agrave; vontade&rdquo;, adverte.<\/p>\n<p>Segundo o Papa, h&aacute; cada vez mais pessoas com o cora&ccedil;&atilde;o &ldquo;despeda&ccedil;ado em milhares de fragmentos&rdquo;, frisando que assim &ldquo;ser&aacute; dif&iacute;cil construir uma verdadeira paz social&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O Evangelho convida-nos sempre a abra&ccedil;ar o risco do encontro com o rosto do outro, com a sua presen&ccedil;a f&iacute;sica que interpela, com o seu sofrimentos e suas reivindica&ccedil;&otilde;es&rdquo;, prossegue.<\/p>\n<p>Francisco d&aacute; uma aten&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica aos problemas das cidades, onde &ldquo;facilmente se desenvolve o tr&aacute;fico de drogas e de pessoas, o abuso e a explora&ccedil;&atilde;o de menores, o abandono de idosos e doentes, v&aacute;rias formas de corrup&ccedil;&atilde;o e crime&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;O que poderia ser um precioso espa&ccedil;o de encontro e solidariedade, transforma-se muitas vezes num lugar de retraimento e desconfian&ccedil;a m&uacute;tua&rdquo;, constata.<\/p>\n<p>O Papa confessa-se angustiado perante a situa&ccedil;&atilde;o das pessoas que s&atilde;o &ldquo;objeto das diferentes formas de tr&aacute;fico&rdquo;, denunciando uma rede de crime &ldquo;mafioso e aberrante&rdquo; que cresce gra&ccedil;as a uma &ldquo;c&oacute;moda e muda cumplicidade&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Onde est&aacute; o teu irm&atilde;o escravo? Onde est&aacute; o irm&atilde;o que est&aacute;s a matar cada dia na pequena f&aacute;brica clandestina, na rede da prostitui&ccedil;&atilde;o, nas crian&ccedil;as usadas para a mendicidade, naquele que tem de trabalhar &agrave;s escondidas porque n&atilde;o foi regularizado? N&atilde;o nos fa&ccedil;amos de distra&iacute;dos! H&aacute; muita cumplicidade&rdquo;, alerta.<\/p>\n<p>Francisco deixa cr&iacute;ticas, por outro lado, &agrave; maneira como a mensagem eclesial &eacute; &ldquo;mutilada e reduzida a alguns dos seus aspetos secund&aacute;rios&rdquo; atrav&eacute;s da &ldquo;sele&ccedil;&atilde;o interessada dos conte&uacute;dos&rdquo; feita pelos media.<\/p>\n<p>&ldquo;Tanto os intelectuais como os jornalistas caem, frequentemente, em generaliza&ccedil;&otilde;es grosseiras e pouco acad&eacute;micas, quando falam dos defeitos das religi&otilde;es e, muitas vezes, n&atilde;o s&atilde;o capazes de distinguir que nem todos os crentes &ndash; nem todos os l&iacute;deres religiosos &ndash; s&atilde;o iguais&rdquo;, lamenta.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Francisco sublinha paradoxo do anonimato crescente numa sociedade cada vez mais mediatizada<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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