{"id":63408,"date":"2013-11-22T15:17:11","date_gmt":"2013-11-22T15:17:11","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/11\/22\/cinema-historias-que-contamos\/"},"modified":"2013-11-22T15:17:11","modified_gmt":"2013-11-22T15:17:11","slug":"cinema-historias-que-contamos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-historias-que-contamos\/","title":{"rendered":"Cinema: Hist\u00f3rias que contamos"},"content":{"rendered":"<p>Sarah Polley, atriz com 28 anos de carreira e realizadora com quatro longas metragens cumpridas, passou pelos ecr&atilde;s portugueses em Fevereiro deste mesmo ano com o seu peculiar &lsquo;Notas de Amor&rsquo;.<\/p>\n<p>Uma narrativa invulgar que combinava as dimens&otilde;es intimista e on&iacute;rica ao percorrer a busca de Margot pelo sentido do amor e da sua identidade, entre o conforto de um casamento constru&iacute;do sobre uma ternura c&oacute;moda, segura e repetitiva e a possibilidade de encontrar o fulgor que ali nunca existiu. Um filme claramente feminino com algo de biogr&aacute;fico que, de forma delicada, toca uma mulher fr&aacute;gil e forte dos nossos dias.<\/p>\n<p>De regresso, em &lsquo;Hist&oacute;rias que Contamos&rsquo; que agora estreia, Polley vai bem mais longe no compromisso de fazer do seu cinema lugar de significado, vinculando-nos corajosamente &agrave; sua autobiografia, num estranho e &agrave; vez inc&oacute;modo gesto de partilha.<\/p>\n<p>Todas as fam&iacute;lias t&ecirc;m a sua hist&oacute;ria e &eacute; pelo mais genu&iacute;no desejo de preserva&ccedil;&atilde;o de si mesmas, do seu patrim&oacute;nio imaterial, maior prova de amor pr&oacute;prio e do significado que uns t&ecirc;m para os outros, que os mais velhos partilham partes de si com os mais novos, confiando-lhes a miss&atilde;o de desafiar a as leis do tempo, sedimentando uma identidade coletiva que os manter&aacute; solidamente unidos para &nbsp;sempre e para sempre inscritos no relato da humanidade. &nbsp;Os seus epis&oacute;dios, suas particularidades humanas, diferen&ccedil;as e semelhan&ccedil;as entre as demais, no seu tempo e no seu modo, matriz identit&aacute;ria &uacute;nica, tecida de cumplicidades, intimidades, prop&oacute;sitos e acasos, encontros e contradi&ccedil;&otilde;es, verdade e fic&ccedil;&atilde;o, segredos&nbsp; e revela&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Assim &eacute; com &lsquo;Hist&oacute;rias que Contamos&rsquo;. Um document&aacute;rio e um legado que inscreve na hist&oacute;ria do cinema e da humanidade a demanda duma mulher do nosso tempo em busca da sua m&atilde;e, feita de lugares, testemunhos e mem&oacute;rias plurais, passados mais ou menos remotos evocados de modo pr&oacute;prio que, entretecido em registos diversos, a conduz e a n&oacute;s por caminhos imprevistos: as revela&ccedil;&otilde;es sucedem-se e comportam verdades dolorosas sobre a identidade de Sarah.<\/p>\n<p>Para para l&aacute; do enredo concreto que se desenvolve, h&aacute; no filme uma riqueza inequ&iacute;voca no tocar de uma quest&atilde;o fundamental: &nbsp;como nos tornamos, individual e simultaneamente, escultores e esculpidos enquanto narradores e narrados <em>de<\/em> e <em>por <\/em>uma mesma hist&oacute;ria coletiva&#8230;<\/p>\n<p><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n<p><em>[[v,d,,]]<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>  <object width=\"425\" height=\"350\" data=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nq7CHLUu8vo#t<param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/nq7CHLUu8vo#t\" \/><\/object> <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sarah Polley, atriz com 28 anos de carreira e realizadora com quatro longas metragens cumpridas, passou pelos ecr&atilde;s portugueses em Fevereiro deste mesmo ano com o seu peculiar &lsquo;Notas de Amor&rsquo;. 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