{"id":63278,"date":"2013-11-14T15:00:00","date_gmt":"2013-11-14T15:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/11\/14\/desafios-eticos-do-trabalho-humano\/"},"modified":"2013-11-14T15:00:00","modified_gmt":"2013-11-14T15:00:00","slug":"desafios-eticos-do-trabalho-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/desafios-eticos-do-trabalho-humano\/","title":{"rendered":"\u00abDesafios \u00e9ticos do trabalho humano\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa <!--more--> <\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">1. Um dos problemas mais graves que hoje atingem o nosso Pa&iacute;s diz respeito &agrave; situa&ccedil;&atilde;o do mundo do trabalho. Para muitos, o problema consiste no desemprego; para outros, no trabalho prec&aacute;rio ou mal remunerado; para outros ainda, tem sido a necessidade de cargas suplementares de esfor&ccedil;o na procura da sobreviv&ecirc;ncia das suas empresas. Sobressai a elevada taxa de desemprego dos jovens, muitos dos quais escolheram a emigra&ccedil;&atilde;o como forma de obterem o que n&atilde;o encontram no seu Pa&iacute;s. Tamb&eacute;m muitas pessoas de meia-idade vivem situa&ccedil;&otilde;es complicadas de adapta&ccedil;&atilde;o laboral num per&iacute;odo repleto de encargos econ&oacute;micos, devendo merecer uma solicitude particular por parte da sociedade e do Estado.<\/p>\n<p>Muitos outros t&ecirc;m tamb&eacute;m sido duramente atingidos pela crise e pelas medidas tomadas para a combater. Neste contexto, entendemos ser particularmente oportuno afirmar a mensagem nuclear da Igreja sobre o trabalho humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Direito e dever do trabalho<\/em><\/strong><\/p>\n<p>2. Como afirmou o Papa Jo&atilde;o Paulo II, na sua enc&iacute;clica sobre o trabalho humano: &laquo;A Igreja est&aacute; convencida de que o trabalho constitui uma dimens&atilde;o fundamental da exist&ecirc;ncia do homem sobre a terra&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn1\">[1]<\/a>, n&atilde;o apenas enquanto meio de sustento, mas tamb&eacute;m enquanto atividade inerente ao processo de desenvolvimento de cada pessoa e da sociedade. De acordo com esta vis&atilde;o humanista, o trabalho constitui um <em>direito<\/em> e um <em>dever<\/em>, decorrentes da natureza humana e da sua inviol&aacute;vel dignidade; para os crist&atilde;os decorre tamb&eacute;m do facto de todo o ser humano, homem ou mulher, ser &laquo;imagem de Deus&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn2\">[2]<\/a>, um Deus ativo e criador.<\/p>\n<p>Quando a Igreja fala em <em>dignidade humana<\/em> refere-se, antes de mais, a uma qualidade inerente &agrave; pr&oacute;pria natureza humana, que implica a considera&ccedil;&atilde;o do homem e da mulher como seres livres, dotados de subjetividade, intelig&ecirc;ncia, vontade e criatividade; bem como de capacidade para decidir e assumir responsabilidades e relacionar-se com os outros, realizando-se a si pr&oacute;prios. Deste modo, o trabalho dever&aacute; permitir a todos o <em>exerc&iacute;cio efetivo<\/em> daquelas qualidades e potencialidades.<\/p>\n<p>Neste entendimento, n&atilde;o &eacute; qualquer trabalho que satisfaz as exig&ecirc;ncias da dignidade humana. Da&iacute;, tamb&eacute;m, nas palavras do Papa Jo&atilde;o Paulo II, a &laquo;obriga&ccedil;&atilde;o moral de unir a laboriosidade como virtude com a ordem social do trabalho, o que h&aacute; de permitir ao homem <em>tornar-se mais homem<\/em> no trabalho, e n&atilde;o j&aacute; degradar-se por causa do trabalho&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p>O Papa Francisco sublinhou, recentemente, que importa &laquo;<em>voltar a colocar no centro a pessoa e o trabalho<\/em>. A crise econ&oacute;mica tem uma dimens&atilde;o europeia global; no entanto, a crise n&atilde;o &eacute; apenas econ&oacute;mica, mas tamb&eacute;m &eacute;tica, espiritual e humana. Na raiz existe uma trai&ccedil;&atilde;o ao bem comum, quer da parte do indiv&iacute;duo, quer da parte de certos grupos de poder. Por conseguinte, &eacute; necess&aacute;rio tirar a centralidade &agrave; lei do lucro e do rendimento, e voltar a dar a prioridade &agrave; pessoa e ao bem comum&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn4\">[4]<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>O drama do desemprego<\/em><\/strong><\/p>\n<p>3. A situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s em mat&eacute;ria laboral &eacute;, em muitos aspetos, grave e de dif&iacute;cil solu&ccedil;&atilde;o. V&ecirc;m a prop&oacute;sito as palavras do Papa Bento XVI: &laquo;Em muitos casos os pobres s&atilde;o o resultado da viola&ccedil;&atilde;o da dignidade do trabalho humano seja porque as suas possibilidades s&atilde;o limitadas (desemprego e subemprego), seja porque s&atilde;o desvalorizados os direitos que dele brotam, especialmente o direito ao justo sal&aacute;rio, &agrave; seguran&ccedil;a da pessoa do trabalhador e da sua fam&iacute;lia&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn5\">[5]<\/a>. Entre as situa&ccedil;&otilde;es mais graves est&aacute; a dos desempregados que n&atilde;o t&ecirc;m direito a qualquer forma de subs&iacute;dio de desemprego. Importa recordar que essa forma de apoio est&aacute; ligada ao <em>direito &agrave; vida<\/em> e &agrave; <em>subsist&ecirc;ncia<\/em>, e decorre n&atilde;o s&oacute; da <em>dignidade humana<\/em> mas tamb&eacute;m do princ&iacute;pio do <em>uso comum dos bens<\/em>, tanto mais imperativo quanto mais grave seja a situa&ccedil;&atilde;o geral do Pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Conseguir compatibilizar esta obriga&ccedil;&atilde;o de solidariedade social com a diminui&ccedil;&atilde;o efetiva da riqueza pessoal e do pr&oacute;prio Pa&iacute;s &eacute; um enorme desafio que se coloca a todos os cidad&atilde;os.<\/p>\n<p>Pese embora o imenso esfor&ccedil;o de muitas empresas de se reinventarem e de procurarem novos mercados para os seus produtos capazes de assegurarem o seu futuro e dos seus colaboradores, n&atilde;o pode passar despercebida a tend&ecirc;ncia para promover o emprego atrav&eacute;s do cerceamento dos direitos dos trabalhadores. Sem querer entrar no dom&iacute;nio das medidas concretas, n&atilde;o podemos deixar de sublinhar, uma vez mais, que &laquo;o trabalho &eacute; para o homem e n&atilde;o o homem para o trabalho&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn6\">[6]<\/a>. Seria contradit&oacute;ria, em si mesma, qualquer medida que procurasse promover o emprego &agrave; custa de outras dimens&otilde;es da dignidade humana. Assim, recordou o Papa Francisco num encontro com os trabalhadores: &laquo;No centro deve estar o homem e a mulher, como Deus deseja, e n&atilde;o o dinheiro&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn7\">[7]<\/a>. A dignidade do capital est&aacute; no servi&ccedil;o das pessoas e na promo&ccedil;&atilde;o do seu progresso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Potenciar as empresas para promover o trabalho<\/em><\/strong><\/p>\n<p>4. Constatamos que a &ldquo;empresa&rdquo; &eacute; um dos elementos fundamentais da problem&aacute;tica do trabalho e um eixo central na luta contra a pobreza e o desemprego. As empresas s&atilde;o feitas de pessoas e h&aacute; empresas onde o &uacute;nico valor parece ser o lucro, desprezando os valores humanos e sociais, e h&aacute; empresas onde o valor da pessoa humana &eacute; central, contribuindo para o crescimento integral de cada um dos seus colaboradores. S&atilde;o as pessoas que colaboram numa empresa, e a sua equipa dirigente e acionistas em particular, que determinam o comportamento da empresa, os seus valores e as suas pr&aacute;ticas.<\/p>\n<p>Importante &eacute; promover uma cultura de justi&ccedil;a que dignifique empregadores e trabalhadores, que se concretiza pagando atempadamente a quem trabalha, o que contribui tamb&eacute;m para promover o emprego.<\/p>\n<p>&Eacute; essencial desafiar cada crist&atilde;o a viver com sentido de miss&atilde;o o seu trabalho profissional, a procurar assumir os crit&eacute;rios de Cristo na sua empresa, traduzindo-os na realidade das tarefas, na promo&ccedil;&atilde;o de boas-pr&aacute;ticas que potenciem o desenvolvimento da empresa, a procura da qualidade e a dignidade de cada colaborador.<\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>&nbsp;<\/em><\/strong><\/p>\n<p><strong><em>Criatividade nas solu&ccedil;&otilde;es<\/em><\/strong><\/p>\n<p>5. &Eacute; sabido que os problemas de emprego requerem solu&ccedil;&otilde;es dif&iacute;ceis. As solu&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias t&ecirc;m dimens&otilde;es que ultrapassam as caracter&iacute;sticas deste documento. Todavia, sempre dentro de preocupa&ccedil;&otilde;es fundamentalmente &eacute;ticas, n&atilde;o queremos deixar de propor algumas orienta&ccedil;&otilde;es no &acirc;mbito de um breve quadro de refer&ecirc;ncia b&aacute;sico.<\/p>\n<p>Recordemos, antes do mais, que <em>todos somos chamados a contribuir para a resolu&ccedil;&atilde;o dos problemas do desemprego e do emprego prec&aacute;rio<\/em>, com partilha de responsabilidades entre os poderes p&uacute;blicos, centrais e aut&aacute;rquicos, as empresas, os parceiros sociais, as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o lucrativas, as fam&iacute;lias e as pessoas individualmente consideradas. Est&atilde;o em causa um <em>direito humano <\/em>e um <em>aspeto fundamental do bem comum<\/em>, que requerem uma maior sensibilidade social e mais fortes la&ccedil;os de solidariedade, que levam &agrave; corresponsabiliza&ccedil;&atilde;o pelos que est&atilde;o em piores condi&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Imp&otilde;e-se que a aproxima&ccedil;&atilde;o da oferta e da procura de emprego n&atilde;o fique totalmente dependente dos mecanismos do mercado. A n&iacute;vel global, s&atilde;o necess&aacute;rias e urgentes <em>pol&iacute;ticas favor&aacute;veis a um modelo de crescimento econ&oacute;mico que potencie a a&ccedil;&atilde;o das empresas (com ou sem fins lucrativos) e institui&ccedil;&otilde;es para que estas possam criar empregos de qualidade. <\/em>Nisto est&aacute; o<em> <\/em>verdadeiro motor do aumento de empregos. Neste &acirc;mbito, colocam-se exig&ecirc;ncias particularmente relevantes &agrave;s pol&iacute;ticas europeias relacionadas com o emprego. No mundo globalizado em que vivemos, tal esfor&ccedil;o implica tamb&eacute;m uma dimens&atilde;o internacional.<\/p>\n<p>Para fazer face ao desemprego, os pa&iacute;ses europeus, entre os quais o nosso, t&ecirc;m tamb&eacute;m lan&ccedil;ado m&atilde;o das chamadas &laquo;pol&iacute;ticas ativas de emprego&raquo;, com resultados insatisfat&oacute;rios. Todavia, sobretudo quando incluem uma adequada componente formativa e qualificante, podem ser importantes num contexto geral de baixas qualifica&ccedil;&otilde;es dos trabalhadores e dos empres&aacute;rios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong><em>Realismo e esperan&ccedil;a<\/em><\/strong><\/p>\n<p>6. Recordamos as palavras do Papa Bento XVI, chamando a aten&ccedil;&atilde;o para a necessidade de &laquo;um mercado, no qual possam operar, livremente e em condi&ccedil;&otilde;es de igual oportunidade, empresas que persigam fins institucionais diversos&raquo;. Por outras palavras: &laquo;Ao lado da empresa privada orientada para o lucro e dos v&aacute;rios tipos de empresa p&uacute;blica, devem poder-se radicar e exprimir as organiza&ccedil;&otilde;es produtivas que perseguem fins mutualistas e sociais&raquo;<a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftn8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p>Queremos manifestar a nossa profunda solidariedade e proximidade com os que n&atilde;o encontram trabalho e vivem situa&ccedil;&otilde;es de ang&uacute;stia. Louvamos e agradecemos os que investem em tempos de crise para criar postos de trabalho e manter as portas da sua empresa abertas, por vezes com grande sacrif&iacute;cio.<\/p>\n<p>A gravidade do problema &eacute; um urgente apelo &agrave; criatividade e &agrave; excel&ecirc;ncia profissional de trabalhadores e empres&aacute;rios, de governantes e for&ccedil;as sociais e pol&iacute;ticas, na procura de novas propostas e paradigmas que se tornem progressivas solu&ccedil;&otilde;es para os variad&iacute;ssimos problemas que emergem no campo do trabalho humano. Com realismo e esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p align=\"right\"><em>F&aacute;tima, 14 de novembro de 2013<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr size=\"1\" \/>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref1\">[1]<\/a> Enc&iacute;clica <em>Laborem Exercens<\/em>, 1981, n&ordm; 4.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref2\">[2]<\/a> <em>G&eacute;nesis<\/em>, 1, 27.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref3\">[3]<\/a> Enc&iacute;clica<em> Laborem Exercens<\/em>, n&ordm; 9.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref4\">[4]<\/a> Discurso aos Trabalhadores em Cagliari, 2013.09.22.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref5\">[5]<\/a> Enc&iacute;clica <em>Caritas in Veritate<\/em>, n.&ordm; 63.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref6\">[6]<\/a> Enc&iacute;clica<em> Laborem Exercens<\/em>, n.&ordm; 6.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref7\">[7]<\/a> Discurso aos Trabalhadores em Cagliari, 2013.09.22.<\/p>\n<p><a href=\"file:\/\/\/C:\/Users\/manuel\/Desktop\/documentosdaassembleiaplenriadacepembargoat15ho\/APnov2013_Mensagem_TrabalhoHumano_final.docx#_ftnref8\">[8]<\/a> Enc&iacute;clica<em> Caritas in Veritate<\/em>, n.&ordm; 38.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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