{"id":6326,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/duas-barcas\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"duas-barcas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/duas-barcas\/","title":{"rendered":"Duas barcas"},"content":{"rendered":"<p>Tal como aconteceu com a recente sondagem sobre os Religiosos em Portugal, cujos resultados geraram perplexidades, julgo que o comum dos cidad\u00e3os, inclusive cat\u00f3licos, se sente um pouco confundido com os desdobramentos da palavra Miss\u00e3o. Fala-se em miss\u00e3o na cidade quase ao mesmo n\u00edvel e com significado semelhante, que numa aldeia africana ou asi\u00e1tica desconhecida em qualquer mapa. Diz-se que \u00e9 miss\u00e3o atravessar a rua e falar de Jesus ao cidad\u00e3o que mora defronte da catedral, como falar da Boa Nova ao Amer\u00edn-dio que comunga com o sol, as \u00e1guas e as \u00e1rvores o infinito do Grande Ser. \u00c9 mission\u00e1rio o que parte e o que fica, o que entrega a sua vida de forma consagrada total e o que disponibiliza, em breve est\u00e1gio, alguns tempos e generosidades da sua complexa agenda de vida. Por outro lado, no caso portugu\u00eas e na era p\u00f3s-colonial, muitos mission\u00e1rios \u201cficaram por c\u00e1\u201d com uma esp\u00e9cie de escr\u00fapulo sobre \u201co direito a incomodar\u201d outros povos que l\u00e1 t\u00eam os seus profetas. A tudo isto se junta a perspectiva de que a torrente de Deus passa por circuitos inesperados. O carisma pessoal e a narrativa religiosa por novas incultura\u00e7\u00f5es podem conduzir a um \u201cexcesso\u201d de c\u00e1lculo, antes de partir na barca da Boa Nova. O que acima se disse n\u00e3o \u00e9, de longe ou de perto, uma cr\u00edtica aos novos tempos e aos extraordin\u00e1rios sinais inspiradores de Miss\u00e3o que os nossos dias oferecem. Vivemos uma aut\u00eantica purifica\u00e7\u00e3o de raz\u00f5es e uma clarivid\u00eancia progressiva do sentido de Miss\u00e3o. E h\u00e1 Institutos Mission\u00e1rios em Portugal verdadeiramente esclarecidos e mobilizados nesta mat\u00e9ria. O recente simp\u00f3sio sobre Missiona\u00e7\u00e3o veio oferecer uma corajosa an\u00e1lise da hist\u00f3ria de ontem e de hoje como tempo de Miss\u00e3o, com contornos diferentes mas de igual urg\u00eancia em dinamismo evang\u00e9lico. Ao afirmar que \u201c o Mission\u00e1rio \u00e9 a primeira terra de Miss\u00e3o \u2026que aceita andar na contra m\u00e3o a semear vida e esperan\u00e7a\u201d, reconhece a prem\u00eancia de bra\u00e7os para as duas barcas: a que atravessa o rio que j\u00e1 ouviu (e porventura esqueceu) o Evangelho e a que atravessa os long\u00ednquos oceanos onde \u00e9 vago o nome de Deus, sem refer\u00eancia expressa a Seu Filho Jesus. A doutrina mission\u00e1ria de hoje \u00e9, para muitos crist\u00e3os, aut\u00eantica terra de miss\u00e3o.  Ant\u00f3nio Rego<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tal como aconteceu com a recente sondagem sobre os Religiosos em Portugal, cujos resultados geraram perplexidades, julgo que o comum dos cidad\u00e3os, inclusive cat\u00f3licos, se sente um pouco confundido com os desdobramentos da palavra Miss\u00e3o. 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