{"id":62952,"date":"2013-10-18T12:04:56","date_gmt":"2013-10-18T12:04:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/10\/18\/cinema-e-viveram-felizes-para-sempre\/"},"modified":"2013-10-18T12:04:56","modified_gmt":"2013-10-18T12:04:56","slug":"cinema-e-viveram-felizes-para-sempre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-e-viveram-felizes-para-sempre\/","title":{"rendered":"Cinema: E Viveram Felizes Para Sempre&#8230;?"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aos vinte e quatro anos de idade, Laura espera vir a encontrar o seu pr&iacute;ncipe encantado. A inquietude dos seus sonhos premonit&oacute;rios ameniza-se quando conhece Sandro, &nbsp;um jovem e bondoso m&uacute;sico cujo amor augura um futuro semelhante aos dos contos de fadas. No entanto, &agrave; medida que a rela&ccedil;&atilde;o progride e outras personagens entram nesta hist&oacute;ria as inquieta&ccedil;&otilde;es aumentam: ser&aacute; Maxime, sedutor empres&aacute;rio e &lsquo;bon vivant&rsquo; , o anjo que Laura&nbsp; anteviu nos seus sonhos? Ser&aacute; o pai de Sandro capaz de iludir a data da morte que uma vidente lhe anunciou? Poder&aacute; a tia de Laura vencer os seus medos e levar a bom porto o ensaio da pe&ccedil;a que tem em m&atilde;os? Ser&atilde;o Laura e Maxime verdadeiramente donos das suas vidas e destinos?&#8230;<\/p>\n<p>Desde que &lsquo;O Gosto dos Outros&rsquo; chegou a Portugal, em 2001, fic&aacute;mos a conhecer a extraordin&aacute;ria capacidade simultaneamente realista e encantat&oacute;ria do cinema de Agn&egrave;s Jaoui. Ali, atrav&eacute;s de uma hist&oacute;ria simples e comum, pr&oacute;xima de qualquer espetador, Jaoui&nbsp;confeccionava um bel&iacute;ssimo conto de amor, envolvendo um introvertido empres&aacute;rio e tocando numa das &lsquo;feridas&rsquo; do nosso tempo: a solid&atilde;o e o ceticismo.<\/p>\n<p>Os seus filmes seguintes, &lsquo;Olhem para Mim&rsquo; e &lsquo;Deixa Chover&rsquo; tornam a pegar em temas t&atilde;o comuns e marcantes do nosso tempo como o da import&acirc;ncia da imagem e a sua rela&ccedil;&atilde;o com a identidade, no primeiro caso, ou de classe, de g&eacute;nero e imigra&ccedil;&atilde;o no segundo.<\/p>\n<p>Aqui, em &lsquo;E Viveram Felizes para Sempre&#8230;?&rsquo; e a partir de mais uma parceria na escrita do argumento com o seu marido Jean-Pierre Bacri (ambos atores neste filme), Jaoui tece uma deliciosa trama entre o rom&acirc;ntico, o dram&aacute;tico e o on&iacute;rico para representar os tempos de inquietude e interroga&ccedil;&atilde;o que vivemos. F&aacute;-lo distribuindo por v&aacute;rias gera&ccedil;&otilde;es as grandes interroga&ccedil;&otilde;es que cabem &agrave;s respetivas fases de vida e a cada personagem no desenho social que lhe compete: o papel do sonho e do desejo, a busca do amor; a fidelidade, a entrega ao outro, a gest&atilde;o do acaso e do poder de escolha sobre o destino; a proximidade da morte e a reflex&atilde;o de vida; o desejo de eternidade e a ced&ecirc;ncia ao ef&eacute;mero, entre outras&#8230;<\/p>\n<p>Um filme &lsquo;sui generis&rsquo; servido por um bom elenco que combina, entre conson&acirc;ncias e disson&acirc;ncias,&nbsp; a narrativa tradicional dos contos de fadas com uma outra bem atual, dando-nos uma perspetiva curiosa da nossa pr&oacute;pria humanidade.<\/p>\n<p><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><em>&nbsp;&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Aos vinte e quatro anos de idade, Laura espera vir a encontrar o seu pr&iacute;ncipe encantado. 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