{"id":62785,"date":"2013-10-07T11:08:14","date_gmt":"2013-10-07T11:08:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/10\/07\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-dia-mundial-das-missoes-2013\/"},"modified":"2013-10-07T11:08:14","modified_gmt":"2013-10-07T11:08:14","slug":"mensagem-do-papa-francisco-para-o-dia-mundial-das-missoes-2013","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-do-papa-francisco-para-o-dia-mundial-das-missoes-2013\/","title":{"rendered":"Mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Miss\u00f5es 2013"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: left;\">Caros Irm&atilde;os e Irm&atilde;s,<\/p>\n<p>Celebramos, este ano, o Dia Mundial das Miss&otilde;es, enquanto estamos a concluir o <em>Ano da f&eacute;,<\/em> ocasi&atilde;o importante para refor&ccedil;ar a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja, que anuncia com coragem o Evangelho. Nesta perspetiva, gostaria de vos propor algumas reflex&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>1. A f&eacute; &eacute; um dom precioso de Deus, que abre a nossa mente para que o possamos conhecer e amar. Ele quer estabelecer uma rela&ccedil;&atilde;o connosco para nos fazer participantes da sua pr&oacute;pria vida e tornar a nossa vida com maior sentido, mais bela e melhor. Deus ama-nos! A f&eacute;, no entanto, exige ser acolhida, exige a nossa resposta pessoal, exige a coragem para nos aproximarmos de Deus, para vermos o seu amor, gratos pela sua infinita miseric&oacute;rdia.<\/p>\n<p>&Eacute; um dom, pois, que n&atilde;o &eacute; reservado apenas a alguns, mas que &eacute; oferecido a todos com generosidade. Todos deveriam poder experimentar a alegria de nos sentirmos amados por Deus, a alegria da Salva&ccedil;&atilde;o! E &eacute; um dom que n&atilde;o se pode possuir apenas para si pr&oacute;prio, mas que deve ser partilhado. Se o quisermos possuir para n&oacute;s pr&oacute;prios, tornar-nos-emos&nbsp; crist&atilde;os isolados, est&eacute;reis e doentes. O an&uacute;ncio do Evangelho faz parte do ser disc&iacute;pulo de Cristo e &eacute; um empenho constante que anima toda a vida da Igreja. &ldquo;O impulso mission&aacute;rio &eacute; um sinal claro da maturidade de uma comunidade eclesial&rdquo; (Bento XVI, Exort. Ap<em>. Verbum Domini<\/em>, 95). Cada comunidade torna-se &ldquo;adulta&rdquo; quando professa a f&eacute;, a celebra com alegria na liturgia, vive a caridade e anuncia sem cessar a Palavra de Deus, saindo do seu pr&oacute;prio espa&ccedil;o fechado para lev&aacute;-la tamb&eacute;m &agrave; &ldquo;periferia&rdquo;, sobretudo a quem ainda n&atilde;o teve a oportunidade de conhecer Cristo. A solidez da nossa f&eacute;, a n&iacute;vel pessoal e comunit&aacute;rio, mede-se tamb&eacute;m pela capacidade de a comunicar aos outros, de a irradiar, de a viver na caridade, de a testemunhar a quantos vivem e partilham connosco o caminho da vida.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. <em>O Ano da f&eacute;,<\/em> a cinquenta anos do in&iacute;cio do Conc&iacute;lio Vaticano II, &eacute; um est&iacute;mulo para que toda a Igreja tenha uma renovada consci&ecirc;ncia da sua presen&ccedil;a no mundo contempor&acirc;neo, da sua miss&atilde;o entre os povos e na&ccedil;&otilde;es. A missionariedade n&atilde;o &eacute; s&oacute; uma quest&atilde;o de territ&oacute;rios geogr&aacute;ficos, mas de povos, de culturas e de cada pessoa, porque &ldquo;os confins&rdquo; da f&eacute; n&atilde;o atravessam s&oacute; lugares e tradi&ccedil;&otilde;es humanas, mas o cora&ccedil;&atilde;o de cada homem e de cada mulher. O Conc&iacute;lio Vaticano II sublinhou, de modo particular, como o trabalho mission&aacute;rio, a tarefa de alargar os confins da f&eacute;, seja pr&oacute;prio de cada batizado e de todas as comunidades crist&atilde;s: &ldquo;Dado que&nbsp; o povo de Deus vive nas comunidades, especialmente nas dioceses e par&oacute;quias, e nelas se torna vis&iacute;vel,&nbsp; cabe tamb&eacute;m a esta comunidade ser testemunha de Cristo diante de todas as na&ccedil;&otilde;es.&rdquo; (Decr<em>. Ad Gentes<\/em>, 37). Cada comunidade &eacute;, pois, interpelada e convidada a fazer seu o mandato dado por Jesus aos ap&oacute;stolos de ser suas &ldquo;testemunhas em Jerusal&eacute;m em toda a Judeia e Samaria e at&eacute; aos confins da terra&rdquo; (Act 1, 8), n&atilde;o como um aspeto secund&aacute;rio da vida crist&atilde;,&nbsp; mas como um aspeto essencial: todos somos enviados pelo mundo para caminhar com os irm&atilde;os, professando e testemunhando a nossa f&eacute; em Cristo e tornando-nos anunciadores do seu Evangelho.&nbsp; Convido os Bispos, os Presb&iacute;teros, os conselhos presbiterais e pastorais, cada pessoa e cada grupo respons&aacute;vel na Igreja a dar o devido relevo &agrave; dimens&atilde;o mission&aacute;ria nos programas pastorais e formativos, sentindo que o pr&oacute;prio empenho apost&oacute;lico n&atilde;o &eacute; completo, se n&atilde;o cont&eacute;m o prop&oacute;sito de &ldquo;tornar-se testemunha de Cristo diante das na&ccedil;&otilde;es&rdquo;, diante de todos os povos. A missionariedade n&atilde;o &eacute; somente uma dimens&atilde;o program&aacute;tica na vida crist&atilde;, mas tamb&eacute;m uma dimens&atilde;o paradigm&aacute;tica que diz respeito a todos os aspetos da vida crist&atilde;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. Frequentemente, a obra da evangeliza&ccedil;&atilde;o encontra dificuldades n&atilde;o s&oacute; no exterior, mas tamb&eacute;m no interior da pr&oacute;pria comunidade eclesial. &Agrave;s vezes, s&atilde;o fracos o fervor, a alegria, a coragem, a esperan&ccedil;a no anunciar a todos a mensagem de Cristo e em ajudar os homens do nosso tempo a encontr&aacute;-Lo.&nbsp; &Agrave;s vezes, tamb&eacute;m se pensa que levar a verdade do Evangelho &eacute; fazer viol&ecirc;ncia &agrave; liberdade. Paulo VI tem palavras claras sobre a quest&atilde;o: &ldquo;Seria um erro impor qualquer coisa &agrave; consci&ecirc;ncia dos nossos irm&atilde;os. Mas propor a esta consci&ecirc;ncia a verdade evang&eacute;lica e a salva&ccedil;&atilde;o de Jesus Cristo com plena clareza e com todo o respeito pelas op&ccedil;&otilde;es livres que essa consci&ecirc;ncia far&aacute;&hellip;&eacute; uma homenagem a esta liberdade.&#8221; (Exort. Ap. <em>Evangelii Nuntiandi<\/em>, 80 ). Devemos ter sempre a coragem e a alegria de propor, com respeito, o encontro com Cristo, fazendo-nos portadores do seu Evangelho. Jesus fez-se homem para nos indicar o caminho da salva&ccedil;&atilde;o, e confiou-nos tamb&eacute;m a miss&atilde;o de dar a conhecer esta salva&ccedil;&atilde;o a todos os homens, at&eacute; aos confins da terra. Muitas vezes,verificamos que a viol&ecirc;ncia, a mentira, o erro s&atilde;o propostos e colocados em evid&ecirc;ncia. &Eacute; urgente mostrar ao nosso tempo a vida&nbsp; do Evangelho, atrav&eacute;s do an&uacute;ncio e do testemunho e isto, desde j&aacute;, no interior da Igreja. Porque, nesta perspetiva, &eacute; importante nunca esquecer o princ&iacute;pio fundamental de cada evangelizador: n&atilde;o se pode anunciar Cristo sem a Igreja. Evangelizar nunca &eacute; um ato isolado, individual, privado, mas sempre eclesial. Paulo VI escrevia que &ldquo;quando o mais desconhecido pregador, mission&aacute;rio, catequista ou Pastor, anuncia o Evangelho, re&uacute;ne a comunidade, transmite a f&eacute;, administra um Sacramento, ainda que o fa&ccedil;a sozinho, realiza um ato de Igreja&rdquo;. Ele n&atilde;o age &ldquo;para atribuir a si uma miss&atilde;o, nem age atrav&eacute;s de uma inspira&ccedil;&atilde;o pessoal, mas em uni&atilde;o com a miss&atilde;o da Igreja e em nome dela&rdquo; (<em>ibidem<\/em>) E isto d&aacute; for&ccedil;a &agrave; miss&atilde;o e faz sentir, a cada mission&aacute;rio e evangelizador, que n&atilde;o est&aacute; sozinho, mas &eacute; parte de um &uacute;nico Corpo animado pelo Esp&iacute;rito Santo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. No nosso tempo, a mobilidade aumenta e a facilidade de comunica&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s dos &ldquo;<em>novos<\/em> <em>media<\/em>&rdquo; misturaram entre si os povos, os conhecimentos, as experi&ecirc;ncias. Por motivos de trabalho fam&iacute;lias inteiras deslocaram-se de um continente para o outro; os interc&acirc;mbios profissionais e culturais, em seguida, o turismo e fen&oacute;menos an&aacute;logos impeliram a um amplo movimento de pessoas. &Aacute;s vezes, at&eacute; se torna dif&iacute;cil para a comunidade paroquial conhecer de&nbsp; modo seguro e certo quem est&aacute; de passagem ou quem vive de forma efetiva nesse territ&oacute;rio.&nbsp; Al&eacute;m disso, em &aacute;reas sempre mais amplas das regi&otilde;es tradicionalmente crist&atilde;s, cresce o n&uacute;mero daqueles que s&atilde;o estranhos &agrave; f&eacute;, indiferentes &agrave; dimens&atilde;o religiosa ou animados por outras cren&ccedil;as. Frequentemente, alguns batizados fazem op&ccedil;&otilde;es de vida que os afastam da &oacute;rbita da f&eacute;, tornando-os assim candidatos a uma &ldquo;nova evangeliza&ccedil;&atilde;o&rdquo;. Acrescentar a tudo isto se verifica o facto que&nbsp; ainda uma grande parte da humanidade n&atilde;o conhece a boa nova de Jesus Cristo. Vivemos, pois, um momento de crise que toca v&aacute;rios setores da exist&ecirc;ncia humana, n&atilde;o s&oacute; o da economia, das finan&ccedil;as, da seguran&ccedil;a alimentar, do ambiente, mas tamb&eacute;m o do sentido profundo da vida e dos valores fundamentais que a animam. Tamb&eacute;m as rela&ccedil;&otilde;es humanas s&atilde;o marcadas pelas tens&otilde;es e conflitos que provocam inseguran&ccedil;a e o cansa&ccedil;o para encontrar o caminho para uma paz est&aacute;vel. Nesta complexa situa&ccedil;&atilde;o, onde o horizonte do presente e do futuro parecem envolvidos por nuvens amea&ccedil;adoras, torna-se ainda mais urgente levar com coragem a cada realidade o Evangelho de Cristo, que &eacute; an&uacute;ncio de esperan&ccedil;a, de reconcilia&ccedil;&atilde;o, de comunh&atilde;o, an&uacute;ncio da proximidade de Deus, da sua miseric&oacute;rdia, da sua salva&ccedil;&atilde;o, an&uacute;ncio da for&ccedil;a do amor de Deus, que &eacute; capaz de vencer as trevas do mal e de nos conduzir sobre o caminho da bem. O homem do nosso tempo tem necessidade de uma luz segura que ilumina o seu caminho e que s&oacute; o encontro com Cristo pode dar. Levemos a este mundo, com o nosso testemunho, com amor, a esperan&ccedil;a dada pela f&eacute;! A missionariedade da Igreja n&atilde;o &eacute; proselitismo, mas antes testemunho de vida que ilumina o caminho, que traz esperan&ccedil;a e amor. A Igreja &ndash; repito uma vez mais &ndash; n&atilde;o &eacute; uma organiza&ccedil;&atilde;o assistencial, uma empresa, uma Organiza&ccedil;&atilde;o N&atilde;o Governamental (ONG), mas &eacute; antes uma comunidade de pessoas, animada pela a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo, que viveram e vivem o espanto do encontro com Jesus Cristo, desejando partilhar esta experi&ecirc;ncia de profunda alegria, partilhar a Mensagem da salva&ccedil;&atilde;o que o Senhor nos trouxe. &Eacute; o pr&oacute;prio Esp&iacute;rito Santo que guia a Igreja neste caminho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>5. Queria a todos encorajar a tornarem-se anunciadores da boa not&iacute;cia de Cristo e estou grato, de modo particular, aos mission&aacute;rios e &agrave;s mission&aacute;rias, aos sacerdotes <em>Fidei Donum<\/em>, aos religiosos e &agrave;s religiosas, aos leigos &ndash; sempre mais numerosos &ndash; que, acolhendo o chamamento do Senhor, deixam o pr&oacute;prio pa&iacute;s, para espalhar o Evangelho em terras e culturas diversas. Mas gostaria tamb&eacute;m de sublinhar como as pr&oacute;prias igrejas jovens se est&atilde;o a empenhar generosamente no envio de mission&aacute;rios &agrave;s igrejas que est&atilde;o em dificuldade &ndash; geralmente Igrejas crist&atilde;s antigas &ndash; levando assim a frescura e o entusiasmo com as quais elas vivem a f&eacute;, que renova a vida e d&aacute; esperan&ccedil;a. Viver neste contexto de dimens&atilde;o universal, respondendo ao mandato de Jesus &ldquo;Ide, pois, e fazei disc&iacute;pulos em todos os povos&rdquo;(Mt 28, 19) &eacute; uma riqueza para cada Igreja particular, para cada comunidade. Assim, enviar mission&aacute;rios e mission&aacute;rias n&atilde;o &eacute; mais visto como uma perda, mas, antes, um ganho. Fa&ccedil;o um apelo a todos quantos sentem tal chamamento a corresponderem generosamente &agrave; voz do Esp&iacute;rito, segundo o seu pr&oacute;prio estado de vida, e a n&atilde;o terem medo de serem generosos com o Senhor. Convido tamb&eacute;m os Bispos, as fam&iacute;lias religiosas, as comunidades e todas as associa&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s a sustentarem, com clarivid&ecirc;ncia e discernimento atento, o chamamento mission&aacute;rio <em>ad gentes<\/em> e a ajudarem as Igrejas que t&ecirc;m necessidade de sacerdotes, de religiosos, de religiosas e de leigos para apoiar a comunidade crist&atilde;. E esta aten&ccedil;&atilde;o deveria tamb&eacute;m estar presente entre as Igrejas que fazem parte de uma mesma Confer&ecirc;ncia Episcopal ou de uma Regi&atilde;o: &eacute; importante que as Igrejas mais ricas de voca&ccedil;&otilde;es ajudem com generosidade aquelas que sofrem com a sua escassez.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo exorto os mission&aacute;rios e as mission&aacute;rias, especialmente os sacerdotes <em>fidei<\/em> <em>donum<\/em> e os leigos, a viverem com alegria o seu precioso servi&ccedil;o nas Igrejas &agrave;s quais s&atilde;o enviados, e a levarem a sua alegria&nbsp; e a sua experi&ecirc;ncia &agrave;s Igrejas da sua origem, recordando como Paulo e Barnab&eacute; no fim da sua primeira viagem mission&aacute;ria &ldquo;contando tudo aquilo que Deus tinha feito por seu meio e como tivesse aberto as portas da f&eacute; aos pag&atilde;os&#8221; (Act 14,27) Eles podem&nbsp; vir a ser um caminho para uma esp&eacute;cie de &ldquo;restitui&ccedil;&atilde;o&rdquo; da f&eacute;, levando a frescura das jovens igrejas, para que as igrejas da antiga cristandade encontrem o entusiasmo e a alegria de partilharem a f&eacute;&nbsp; numa mudan&ccedil;a que &eacute; enriquecimento rec&iacute;proco no caminho de seguimento do Senhor.<\/p>\n<p>A solicitude para com todas as Igrejas, que o Bispo de Roma partilha com os seus irm&atilde;os Bispos, encontra uma importante atua&ccedil;&atilde;o no empenho das Obras Mission&aacute;rias Pontif&iacute;cias que t&ecirc;m como tarefa animarem e aprofundarem a consci&ecirc;ncia mission&aacute;ria de cada batizado e de cada comunidade, quer chamando de novo para a necessidade de uma mais profunda forma&ccedil;&atilde;o mission&aacute;ria no interior do Povo de Deus, quer alimentando a sensibilidade da comunidade crist&atilde; para oferecer a sua ajuda na difus&atilde;o do Evangelho no mundo.<\/p>\n<p>Um pensamento, por fim, aos crist&atilde;os que, em v&aacute;rias partes do mundo, se encontram em dificuldade para professar livremente a pr&oacute;pria f&eacute; e em verem reconhecido o direito de a viverem dignamente. S&atilde;o os nossos irm&atilde;os e irm&atilde;s, testemunhas corajosas &ndash; ainda mais numerosos que os m&aacute;rtires dos primeiros s&eacute;culos &ndash; que suportam com perseveran&ccedil;a apost&oacute;lica as v&aacute;rias formas atuais de persegui&ccedil;&atilde;o. Muitos arriscam tamb&eacute;m a vida para permanecerem fieis ao Evangelho de Cristo. Desejo assegurar que estou pr&oacute;ximo, com a minha ora&ccedil;&atilde;o, junto de todas as pessoas, de todas as fam&iacute;lias e comunidades que sofrem viol&ecirc;ncia e intoler&acirc;ncia e quero repetir-lhes as palavras consoladoras de Jesus: &ldquo;Coragem, eu venci o mundo&rdquo; (Jo 16, 33).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Bento XVI exortava: &rdquo;a Palavra do Senhor avance e seja glorificada&rdquo; (2Ts 3, 1). Oxal&aacute; possa neste&nbsp; <em>Ano da f&eacute;<\/em> tornar sempre mais s&oacute;lida a rela&ccedil;&atilde;o com Cristo Senhor, porque&nbsp; s&oacute; Nele h&aacute; a certeza para enfrentar o futuro e a garantia de um amor autentico e duradoiro&rdquo; (Carta Apos. <em>Porta<\/em> <em>fidei,<\/em> 15). &Eacute; o meu aug&uacute;rio para&nbsp; o Dia Mundial das Miss&otilde;es deste ano. Aben&ccedil;oo, de cora&ccedil;&atilde;o, os mission&aacute;rios e as mission&aacute;rias, todos aqueles que acompanham e asseguram esta fundamental tarefa da Igreja, para que o an&uacute;ncio do Evangelho possa ressoar em todos os cantos da terra.E n&oacute;s, ministros do Evangelho e mission&aacute;rios, experimentaremos &ldquo; a doce e confortante alegria de evangelizar&rdquo; (Paulo VI, Exort. Apos<em>. Evangelii Nuntiandi<\/em>, 80).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vaticano, 19 de maio de 2013, Solenidade do Pentecostes<\/p>\n<p><em>Francisco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caros Irm&atilde;os e Irm&atilde;s, Celebramos, este ano, o Dia Mundial das Miss&otilde;es, enquanto estamos a concluir o Ano da f&eacute;, ocasi&atilde;o importante para refor&ccedil;ar a nossa amizade com o Senhor e o nosso caminho como Igreja, que anuncia com coragem o Evangelho. Nesta perspetiva, gostaria de vos propor algumas reflex&otilde;es. &nbsp; 1. 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