{"id":62776,"date":"2013-10-05T12:08:50","date_gmt":"2013-10-05T12:08:50","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/10\/05\/nota-pastoral-do-bispo-de-angra-sobre-o-ano-pastoral\/"},"modified":"2013-10-05T12:08:50","modified_gmt":"2013-10-05T12:08:50","slug":"nota-pastoral-do-bispo-de-angra-sobre-o-ano-pastoral","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/nota-pastoral-do-bispo-de-angra-sobre-o-ano-pastoral\/","title":{"rendered":"Nota Pastoral do bispo de Angra sobre o Ano Pastoral"},"content":{"rendered":"<p><strong>A nossa &eacute; a f&eacute; da Igreja e na Igreja.<br \/><\/strong>Estamos na parte final do Ano da F&eacute;. Ora, a f&eacute; &eacute; dom, que recebemos atrav&eacute;s da Igreja. &Eacute; um acto pessoal, na medida em que &eacute; uma escolha livre e volunt&aacute;ria. Mas &eacute;, ao mesmo tempo, um acto comunit&aacute;rio e eclesial: acreditamos como comunidade e na comunidade crist&atilde;. Portanto, n&atilde;o tem sentido afirmar: &ldquo;eu c&aacute; tenho a minha f&eacute;&rdquo;. A nossa &eacute; a f&eacute; da Igreja e na Igreja. &Eacute; com esta f&eacute; e com renovado ardor mission&aacute;rio, que iniciamos o novo ano pastoral, no 1&ordm; Domingo de Outubro, m&ecirc;s das Miss&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Semana da Diocese<br \/><\/strong>Com esta mesma f&eacute; da Igreja e na Igreja, vamos celebrar, a 3 de Novembro, o Dia da Diocese, com a feliz coincid&ecirc;ncia do anivers&aacute;rio da sua funda&ccedil;&atilde;o (3 de Novembro de 1534). Seguir-se-&aacute; a Semana da Diocese, em que somos convidados a reavivar esta f&eacute; na Igreja e nesta Igreja Particular, que &eacute; a Diocese de Angra.<\/p>\n<p>Cada um, de algum modo, cr&ecirc; juntamente com a Igreja e cr&ecirc; no que a Igreja acredita. &ldquo;Esta &eacute; a f&eacute; da Igreja, que nos gloriamos de professar&rdquo;, proclamamos na celebra&ccedil;&atilde;o dos Sacramentos do Baptismo e do Crisma. A Igreja n&atilde;o &eacute; apenas destinat&aacute;ria da Revela&ccedil;&atilde;o; n&atilde;o vem depois da Revela&ccedil;&atilde;o; faz parte da Revela&ccedil;&atilde;o; &eacute; objecto da Revela&ccedil;&atilde;o. Por isso, ao celebrarmos o Dia e a Semana da Diocese, queremos professar com toda a convic&ccedil;&atilde;o: &laquo;Creio na Igreja&raquo;. Nesta Igreja, dispersa pelas nove Ilhas, mas unida, na mesma f&eacute; e empenho mission&aacute;rio.<\/p>\n<p>Express&atilde;o dessa comunh&atilde;o &eacute; a programa&ccedil;&atilde;o poss&iacute;vel, que intentamos e que este ano pastoral se concentra num maior empenhamento da Diocese na comunica&ccedil;&atilde;o, nomeadamente com o lan&ccedil;amento do Gabinete de Informa&ccedil;&atilde;o, de um Portal digital e de um Seman&aacute;rio diocesano.<\/p>\n<p>Como acontece, todos os anos, os ofert&oacute;rios do fim-de-semana de 2 e 3 de Novembro destinam-se aos Servi&ccedil;os Centrais da Diocese. &Eacute; uma express&atilde;o concreta de solidariedade, nesta hora de dificuldades para todos. O &uacute;ltimo ofert&oacute;rio do Dia da Diocese rendeu 12.378, 61 Euros.<\/p>\n<p>Tenhamos tamb&eacute;m presente que o 1&ordm; de Novembro deixou de ser feriado nacional, mas a Igreja continua a celebrar, nesse dia, a Solenidade de Todos os Santos. Como &eacute; um dia normal de trabalho, isso vai dificultar a manuten&ccedil;&atilde;o da linda tradi&ccedil;&atilde;o do &ldquo;P&atilde;o por Deus&rdquo;. Chamo a aten&ccedil;&atilde;o das par&oacute;quias para esse facto. Conv&eacute;m que, em di&aacute;logo com as escolas, vejam qual &eacute; o melhor caminho a seguir. Nada impede que essa tradi&ccedil;&atilde;o, muito sentida e vivida nos A&ccedil;ores, passe para o Domingo seguinte. &Eacute; s&oacute; experimentar.<\/p>\n<p><strong>Semana dos Semin&aacute;rios<\/strong><br \/>De 10 a 17 de Novembro, celebra-se, em todo o pa&iacute;s, a Semana dos Semin&aacute;rios. N&atilde;o deixaremos de assinalar, entre n&oacute;s, essa ocorr&ecirc;ncia. Tanto mais que, em Novembro, encerramos as comemora&ccedil;&otilde;es dos 150 anos de funda&ccedil;&atilde;o do Semin&aacute;rio Episcopal de Angra. &Eacute; um momento de ac&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as pelo que tem significado o nosso Semin&aacute;rio para a Diocese e para os A&ccedil;ores. Este ano entraram sete novos seminaristas, todos de S. Miguel. S&atilde;o ao todo 21. Rezemos pela sua perseveran&ccedil;a e apoiemos o nosso Semin&aacute;rio em todos os sentidos.<\/p>\n<p>Nessa Semana, os seminaristas visitar&atilde;o algumas par&oacute;quias e ter&atilde;o iniciativas, envolvendo jovens. &Eacute; a melhor Pastoral Vocacional, porque &eacute; feita atrav&eacute;s do testemunho.<\/p>\n<p><strong>Conselho Pastoral Diocesano<\/strong><br \/>Na Solenidade de Cristo Rei (24 de Novembro) &eacute; o encerramento do Ano da F&eacute;. Nesse fim-de-semana, realizaremos o Conselho Pastoral Diocesano (22-24 de Novembro), que congrega fi&eacute;is leigos, representantes das Ouvidorias, dos v&aacute;rios Grupos, Servi&ccedil;os e Movimentos.<\/p>\n<p>&Eacute; uma ocasi&atilde;o &uacute;nica de avalia&ccedil;&atilde;o e de programa&ccedil;&atilde;o pastorais, que, desta vez, vai centrar-se: no balan&ccedil;o do Ano da F&eacute; na Diocese; nas orienta&ccedil;&otilde;es pastorais para 2013\/14, dominadas pelo tema: Comunica&ccedil;&atilde;o Social e Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o; e nas perspectivas futuras de empenho mission&aacute;rio, a partir, sobretudo, dos desafios, lan&ccedil;ados continuamente pelo Papa Francisco.<\/p>\n<p>Se, na Quinta-Feira Santa, o Papa tinha pedido aos sacerdotes para serem pastores &laquo;com o cheiro das ovelhas&raquo;, a todos o baptizados Ele exorta a serem mensageiros e testemunhas da Boa Nova da salva&ccedil;&atilde;o, em todas as periferias, n&atilde;o s&oacute; geogr&aacute;ficas ou sociol&oacute;gicas, mas tamb&eacute;m e, sobretudo, &ldquo;existenciais&rdquo; e culturais.<\/p>\n<p>Diz textualmente o Papa Francisco: &laquo;N&atilde;o compreendo as comunidades crist&atilde;s, que se fecham nas par&oacute;quias&raquo;. E referindo-se &agrave; par&aacute;bola da ovelha tresmalhada, adverte: &laquo;Digamos a verdade: hoje s&oacute; temos uma ovelha (no rebanho); somos minoria. Urge sair e ir ao encontro das noventa e nove&raquo; (que est&atilde;o fora do rebanho). Por todos os meios. Tamb&eacute;m melhorando e actualizando a nossa comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>Comunica&ccedil;&atilde;o ao servi&ccedil;o da &laquo;cultura do encontro&raquo;<br \/><\/strong>&Eacute; a proposta do Papa Francisco. Deve inspirar a aposta da Diocese na Pastoral da Comunica&ccedil;&atilde;o, tendo presente as redes sociais, que dominam o mundo de hoje. N&atilde;o se trata apenas de servir-se delas como instrumento de evangeliza&ccedil;&atilde;o, mas tamb&eacute;m e, sobretudo, de entrar nessa cultura.<\/p>\n<p>&laquo;O grande continente digital &ndash; adverte o Papa &ndash; n&atilde;o &eacute; simplesmente tecnologia, mas &eacute; formado por homens e mulheres reais, que trazem consigo aquilo que t&ecirc;m dentro, as suas esperan&ccedil;as, os seus sofrimentos, as suas ansiedades, a busca do verdadeiro, do belo e do bom (&hellip;). Assim, &eacute; importante saber dialogar, entrando com discernimento, tamb&eacute;m nos ambientes criados pelas novas tecnologias, nas redes sociais, para fazer emergir uma presen&ccedil;a, uma presen&ccedil;a que escuta, dialoga, encoraja. N&atilde;o tenhais medo de ser esta presen&ccedil;a, afirmando a vossa identidade crist&atilde;, ao fazer-vos cidad&atilde;os deste ambiente&hellip;&raquo;. (Discurso &agrave; Assembleia Plen&aacute;ria do Pontif&iacute;cio Conselho para as Comunica&ccedil;&otilde;es Sociais, 21 de Setembro de 2013).<\/p>\n<p>Evangelizar &eacute; comunicar. E comunicar &eacute; fazer comunh&atilde;o, criar comunidade. Fazer comunh&atilde;o &eacute; comunicar. E n&atilde;o h&aacute; comunidade, sem comunicar. S&atilde;o tudo palavras, com a mesma raiz: &ldquo;p&ocirc;r em comum&rdquo;. Trata-se, pois, de &laquo;valorizar o potencial da comunica&ccedil;&atilde;o, num mundo, cada vez mais conectado e em rede, a fim de que as pessoas estejam mais pr&oacute;ximas umas das outras. (&hellip;).<\/p>\n<p>&laquo;Uma Igreja, companheira de estrada, sabe p&ocirc;r-se a caminho com todos. H&aacute; uma regra antiga dos peregrinos, que Santo In&aacute;cio adoptou (por isso &eacute; que a conhe&ccedil;o). Diz ele, numa das suas regras, que o companheiro de um peregrino, que faz a estrada com o peregrino, deve caminhar com o passo do peregrino, nem ir mais adiante, nem ficar para tr&aacute;s. Com isto quero dizer &ndash; remata o Papa Francisco &#8211; urge uma Igreja companheira de estrada, que saiba p&ocirc;r-se a caminho, como se caminha hoje&raquo; (Ibid.).<\/p>\n<p>M&atilde;os &agrave; obra, com o aux&iacute;lio de Nossa Senhora do Ros&aacute;rio, que veneramos, de modo especial, neste m&ecirc;s de Outubro!<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio, Bispo de Angra<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A nossa &eacute; a f&eacute; da Igreja e na Igreja.Estamos na parte final do Ano da F&eacute;. Ora, a f&eacute; &eacute; dom, que recebemos atrav&eacute;s da Igreja. &Eacute; um acto pessoal, na medida em que &eacute; uma escolha livre e volunt&aacute;ria. 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