{"id":627,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/caritas-procura-solucoes-para-os-novos-problemas-sociais\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"caritas-procura-solucoes-para-os-novos-problemas-sociais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/caritas-procura-solucoes-para-os-novos-problemas-sociais\/","title":{"rendered":"Caritas procura solu\u00e7\u00f5es para os novos problemas sociais"},"content":{"rendered":"<p>Ano ap\u00f3s ano o cen\u00e1rio repete-se: caixas met\u00e1licas amarelas surgem diante dos transeuntes, mais ou menos surpreendidos pela sua presen\u00e7a, levadas nas m\u00e3os de volunt\u00e1rios, escuteiros ou alunos das escolas cat\u00f3licas, para pedir uma contribui\u00e7\u00e3o em favor da Caritas. Todos os anos o pedit\u00f3rio para a Caritas suscita as mais diversas reac\u00e7\u00f5es &#8211; nem sempre agrad\u00e1veis, que os pedit\u00f3rios s\u00e3o muitos \u2013 e o contacto de rua desperta nos respons\u00e1veis diocesanos a consci\u00eancia de que o trabalho de sensibiliza\u00e7\u00e3o para o seu trabalho ainda \u00e9 muito grande. \u201cA imagem da Caritas que se passa para a popula\u00e7\u00e3o em geral n\u00e3o \u00e9 cred\u00edvel, porque ainda n\u00e3o se associa a entidade \u00e0 diversidade de ac\u00e7\u00f5es que ela executa. A nossa ac\u00e7\u00e3o \u00e9 feita, muitas vezes, na penumbra, numa entrega que n\u00e3o olha a recompensas\u201d, constata Carlos Alberto Oliveira, da Diocese do Algarve. Os respons\u00e1veis diocesanos do Algarve, Coimbra, Funchal, Porto e Viseu explicaram \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA que o dinheiro obtido com o pedit\u00f3rio \u00e9 utilizado, predominantemente no que denominam \u201cactividade di\u00e1ria\u201d. Essa actividade inclui as mais variadas situa\u00e7\u00f5es \u2013 rendas de casa, opera\u00e7\u00f5es, medicamentos, alimenta\u00e7\u00e3o, material ortop\u00e9dico, atendimento domicili\u00e1rio, atendimento social e jur\u00eddico aos imigrantes, chegando ao ponto \u201cde nos substituirmos \u00e0s autoridades oficias na resolu\u00e7\u00e3o de algumas situa\u00e7\u00f5es\u201d, revela um dos nossos entrevistados, referindo-se ao caso dos imigrantes ilegais, sem direito a apoios por parte da seguran\u00e7a social. H\u00e1 algumas iniciativas espec\u00edficas para o ano 2003, como \u00e9 o caso da cria\u00e7\u00e3o de um fundo de \u201cacolhimento e encaminhamento\u201d dos imigrantes \u2013 que nas primeiras semanas s\u00e3o extremamente vulner\u00e1veis &#8211; na Diocese do Porto, como adianta Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Silva. No caso espec\u00edfico, a Diocese \u00e9 rica em institui\u00e7\u00f5es de car\u00e1cter s\u00f3cio-caritativo a n\u00edvel local, por isso a \u201cCaritas no Porto pode orientar-se para outro tipo de perspectivas, mais abrangentes\u201d, explica. O problema, muitas vezes, \u00e9 que os resultados dos pedit\u00f3rios s\u00e3o muito fracos. Jos\u00e9 Pereira Borges, da Diocese de Viseu, assume que \u201co resultado do pedit\u00f3rio e do ofert\u00f3rio fica exclusivamente para a ac\u00e7\u00e3o social da Diocese; temos um quadro de 25 pessoas em perman\u00eancia nos nossos projectos\u2013 entre soci\u00f3logos, psic\u00f3logos e assistentes sociais &#8211; e o dinheiro n\u00e3o chegaria nem para pagar aos funcion\u00e1rios.\u201d A Caritas Madeira d\u00e1 o mote para se superar essa dificuldade: \u201csensibilizar as pessoas para a exclus\u00e3o social, e dar uma imagem mais actualizada da Caritas\u201d. Essa nova imagem \u00e9, ali\u00e1s, uma preocupa\u00e7\u00e3o de todos os entrevistados. Carlos Neves, da Diocese de Coimbra, afirma que \u00e9 fundamental que \u201ca ac\u00e7\u00e3o social da Igreja seja assumida de forma organizada, n\u00e3o dependendo da boa vontade e iniciativa de pessoas isoladas\u201d. O respons\u00e1vel da Diocese de Viseu acrescenta que \u00e9 necess\u00e1rio \u201cpassar uma imagem nova da Caritas, mais virada para a inser\u00e7\u00e3o das pessoas, atenta aos problemas de exclus\u00e3o social e da pobreza\u201d que se concilie com o surgimento de \u201cnovas estrat\u00e9gias para conseguir fundos, de modo a que a ac\u00e7\u00e3o social funcione\u201d. Enquanto n\u00e3o surgem esta novas estrat\u00e9gias, a contribui\u00e7\u00e3o de todos \u00e9 indispens\u00e1vel. \u201cO nosso desejo \u00e9 o de orientarmos as pessoas para solu\u00e7\u00f5es definitivas, n\u00e3o criando depend\u00eancias. Isso s\u00f3 ser\u00e1 poss\u00edvel quando houver capacidade para encontrar respostas estruturais e n\u00e3o pontuais\u201d, conclui Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Silva.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ano ap\u00f3s ano o cen\u00e1rio repete-se: caixas met\u00e1licas amarelas surgem diante dos transeuntes, mais ou menos surpreendidos pela sua presen\u00e7a, levadas nas m\u00e3os de volunt\u00e1rios, escuteiros ou alunos das escolas cat\u00f3licas, para pedir uma contribui\u00e7\u00e3o em favor da Caritas. 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