{"id":6189,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/perspectivas-actuais-da-missao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"perspectivas-actuais-da-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/perspectivas-actuais-da-missao\/","title":{"rendered":"Perspectivas Actuais da Miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>(\u2026) A miss\u00e3o ad gentes \u00e9, pois, algo de espec\u00edfico, n\u00e3o se deve confundir sequer com a \u2018nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u2019 (apesar de as duas terem semelhan\u00e7as entre si\u2026). Quais ser\u00e3o, ent\u00e3o, as notas espec\u00edficas da miss\u00e3o ad gentes? Creio que as podemos sintetizar em quatro: Refer\u00eancia ao negativo \u2013 a palavra \u2018negativo\u2019 n\u00e3o \u00e9 aqui empregue em sentido moral ou pejorativo. Na miss\u00e3o h\u00e1 esta refer\u00eancia ao \u2018negativo\u2019 no sentido de que se est\u00e1 na presen\u00e7a de n\u00e3o-crist\u00e3os, n\u00e3o baptizados, n\u00e3o conhecedores de Jesus Cristo. Portanto, n\u00e3o se trata apenas de re-iniciar algu\u00e9m \u00e0 f\u00e9, n\u00e3o \u00e9 apenas um neo-catecumenato; \u00e9 levar o kerigma aos que t\u00eam estado \u00e0 margem ou independentes do fen\u00f3meno crist\u00e3o configurado em Igreja (Cfr A.Seumois, F\u00e9,religi\u00f5es e culturas, Ed.Miss\u00f5es, Cucuj\u00e3es 1997, p.24). Espiritualidade do envio e do \u00eaxodo \u2013 a miss\u00e3o implica agentes, mission\u00e1rios. E aqueles que se enfrentam ao mundo n\u00e3o-crist\u00e3os s\u00e3o, de facto, os autenticamente mission\u00e1rios. D\u00e3o um salto no desconhecido, quer dum ponto de vista cultural e ideol\u00f3gico quer, quase sempre, dum ponto de vista geogr\u00e1fico. H\u00e1 um deixar qualquer coisa, h\u00e1 um \u2018partir\u2019, uma desloca\u00e7\u00e3o. N\u00e3o esque\u00e7amos, ali\u00e1s, a etimologia da palavra miss\u00e3o: \u2018mittere\u2019, isto \u00e9, enviar. E tudo isto reclama um carisma correspondente. O carisma mission\u00e1rio \u00e9 dado a toda a comunidade eclesial, mas condensa-se nesta ou naquela pessoa concreta que sente a chamada \u00e0 miss\u00e3o e generosamente a acolhe. Prega\u00e7\u00e3o expl\u00edcita \u2013 \u00e9 verdade que muitos pensam que a proclama\u00e7\u00e3o expl\u00edcita do Evangelho \u00e9 algo j\u00e1 superado, j\u00e1 que vivemos em ambiente dominado pela ortopraxis, a liberdade e a permissividade. H\u00e1 quem pense que toda a tarefa pastoral deve reduzir-se a dar um testemunho de vida aut\u00eantica e que a prega\u00e7\u00e3o directa do Evangelho at\u00e9 poderia constituir uma viola\u00e7\u00e3o da liberdade das consci\u00eancias\u2026 J\u00e1 na E.N. o Papa Paulo VI equacionava esta quest\u00e3o ao falar da import\u00e2ncia da linguagem testemunhal (n.21) mas sem esquecer que \u00aba prega\u00e7\u00e3o permanece sempre como algo de indispens\u00e1vel\u00bb (n.42). A verdade \u00e9 que diante dum mundo ou pessoas n\u00e3o-crist\u00e3s o an\u00fancio expl\u00edcito da palavra de Deus \u00e9 indispens\u00e1vel, pois ningu\u00e9m se consegue evange-lizar a si mesmo se n\u00e3o conhece o pr\u00f3prio Evangelho e, sobretudo, o que a miss\u00e3o procura \u00e9 que as pessoas ou as culturas se encontrem e confrontem, elas mesmas, com Jesus e o seu Evangelho, e n\u00e3o que se liguem afectivamente a um qualquer mission\u00e1rio que lhes d\u00e1 um exemplo de vida cativante e edificante\u2026 A auto-realiza\u00e7\u00e3o eclesial \u2013 a concre-tiza\u00e7\u00e3o deste processo mission\u00e1rio \u00e9 a convers\u00e3o e entrada na comunidade, muitas vezes com a constitui\u00e7\u00e3o de uma Igreja local que n\u00e3o \u00e9 apenas mais uma parte do todo (Igreja universal) mas sim um novo acontecimento e um novo marco na Hist\u00f3ria da Salva\u00e7\u00e3o. E a tarefa destes novos convertidos e destas novas Igrejas n\u00e3o \u00e9 apenas a da edifica\u00e7\u00e3o da vida comunit\u00e1ria \u2018ad intra\u2019, mas sim a penetra\u00e7\u00e3o do Evangelho em toda a realidade s\u00f3cio-cultural. O processo mission\u00e1rio n\u00e3o \u00e9, pois, apenas um momento, mas sim um longo processo de incu-ltura\u00e7\u00e3o. (\u2026) Imp\u00f5e-se, neste momento, a abordagem, ainda que sucinta, de uma outra vertente da missionologia: quais as metodologias mission\u00e1rias hoje propostas pela Igreja ou, dito de outra forma, quais as grandes perspectivas para a praxis mission\u00e1ria na actualidade? Creio que a Miss\u00e3o \u00e9 hoje entendida e proposta a partir de tr\u00eas grandes orienta\u00e7\u00f5es: a incultura\u00e7\u00e3o, a liberta\u00e7\u00e3o ou promo\u00e7\u00e3o humana, o di\u00e1logo inter-religioso. Trata-se, respectivamente, da rela\u00e7\u00e3o do Evangelho com as culturas, com as realidades s\u00f3cio-pol\u00edtico-econ\u00f3micas, com as grandes tradi\u00e7\u00f5es religiosas. Ali\u00e1s, s\u00e3o estas tr\u00eas perspectivas as enunciadas por J.Paulo II na Redemptoris Missio (nn.52-54 para a incultura\u00e7\u00e3o; nn.55-57 para o di\u00e1logo inter-religioso; nn.58-59 para o desenvolvimento e promo\u00e7\u00e3o humana). &#8211; Incultura\u00e7\u00e3o \u2013 diz respeito a uma miss\u00e3o evangelizadora que respeita profundamente as culturas sem, por outro lado, abdicar da radical novidade do Evangelho. H\u00e1 como que um dar e receber: o Evangelho de Jesus \u00e9 \u2018boa novidade\u2019 e pedir\u00e1 a purifica\u00e7\u00e3o de todas as cren\u00e7as, mentalidades, usos e costumes, leis e institui\u00e7\u00f5es de determinada cultura; esta, por sua vez, oferecer\u00e1 \u00e0 vida crist\u00e3 de determinada Igreja local todos os elementos para a viv\u00eancia e express\u00e3o da f\u00e9 crist\u00e3. O objectivo do processo de incultura\u00e7\u00e3o ser\u00e1, pois, o aparecimento de diversos cristianismos, cada qual, na unidade da mesma f\u00e9 e na comunh\u00e3o universal, a viver originalmente e com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias o Evangelho comum a todos os crist\u00e3os.  &#8211; Di\u00e1logo inter-religioso \u2013 face \u00e0s grandes tradi\u00e7\u00f5es religiosas da humanidade, a Igreja abandonou h\u00e1 muito a perspectiva excluente e condenat\u00f3ria do axioma \u2018fora da Igreja n\u00e3o h\u00e1 salva\u00e7\u00e3o\u2019. Prop\u00f5e-se um di\u00e1logo em tr\u00eas grandes vertentes: de vida e ora\u00e7\u00e3o, de colabora\u00e7\u00e3o, doutrinal. A Igreja n\u00e3o se demite de propor o Evangelho e o Evangelho todo aos crentes de outras religi\u00f5es, mas f\u00e1-lo como proposta dialogante e na convic\u00e7\u00e3o de que tamb\u00e9m ela, Igreja, tem muito a receber da espiritualidade e testemunho de vida desses seus irm\u00e3os que professam outros credos. &#8211; Liberta\u00e7\u00e3o \u2013 a miss\u00e3o que Jesus confiou aos seus disc\u00edpulos, sabemo-lo bem, n\u00e3o foi apenas de ordem cultual ou sacramental: pregar a Boa Nova e baptizar n\u00e3o fazem esquecer a necessidade de curar os doentes e expulsar os dem\u00f3nios. J\u00e1 a E.N. lembrava que \u00abentre evangeliza\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o humana \u2013 desenvolvimento e liberta\u00e7\u00e3o \u2013 existem la\u00e7os profundos\u00bb (n.31) e, nesse sentido, a miss\u00e3o da Igreja n\u00e3o h\u00e1-de ser desempenhada apenas em estilo assistencial-caritativo, mas tendo \u00abcomo algo importante e urgente que se construam estruturas mais humanas, mais justas, mais respeitadoras dos direitos das pessoas e menos opressivas e menos escraviza-doras\u00bb (n.36).  N\u00e3o ser\u00e1 de esquecer, por\u00e9m, uma correc\u00e7\u00e3o importante a todas estas perspectivas e que vem sendo assinalada e reclamada por alguns te\u00f3logos da miss\u00e3o: a necessidade de a miss\u00e3o ad gentes ser entendida como \u2018profecia\u2019, isto \u00e9, como an\u00fancio prof\u00e9tico e aten\u00e7\u00e3o cr\u00edtica permanente face a todas as poss\u00edveis ced\u00eancias em que possam cair quer a incultura\u00e7\u00e3o, quer o di\u00e1logo inter-religioso, quer os planos de reforma social. De facto, de que adiantaria uma incultura\u00e7\u00e3o em que o respeito por uma cultura particular conduzisse ao confronto tribal com outras culturas particulares? De que adiantaria o di\u00e1logo inter-religioso se se  tornasse irrelevante para a erradica\u00e7\u00e3o dos fundamentalis-mos? De que adiantariam os discursos e ajudas aos pa\u00edses pobres e sub-desenvolvidos se o fosso entre ricos e pobres n\u00e3o parasse de aumentar? Eis por que a miss\u00e3o tem de ser, necessariamente, profecia, reserva de sentido cr\u00edtico e questio-nante de tudo e todos, em qualquer momento e qualquer lugar. Profecia que, em palavras de Michel Amaladoss, levar\u00e1 a Igreja e os mission\u00e1rios em concreto a serem muitas vezes incompreendidos e politicamente pouco correctos: num mundo post-moderno, \u00abser contra-cultural \u00e9 ser prof\u00e9tico\u00bb (Cfr Michel Amaladoss, Mission in a post-modern world. A call to be counter-cultural, Mission Studies 13\/1996, pp.68-79. Esta perspectiva j\u00e1 come\u00e7ara a ser enunciada pelo mesmo autor em \u2018La mission comme proph\u00e9tie\u2019, Spiritus 33 (1992), pp.263-275).  (\u2026) Sem prescindir da import\u00e2ncia \u2013 quantitativa e qualitativa \u2013 da tarefa mission\u00e1ria levada a cabo pelos membros de numerosos institutos religiosos mission\u00e1rios, masculinos e femininos, e muitas vezes partindo dos espa\u00e7os das velhas cristandades para os continentes dos novos mundos (o que n\u00e3o s\u00f3 continua a justificar-se como \u00e9 uma imperiosa necessidade), a verdade \u00e9 que tanto a reflex\u00e3o teol\u00f3gica como a pr\u00e1tica mission\u00e1ria s\u00e3o hoje marcadas por duas notas relativamente recentes: &#8211; em primeiro lugar, a consci\u00eancia de que os sujeitos principais da miss\u00e3o \u2013 respondendo aos impulsos do Esp\u00edrito de Deus \u2013 s\u00e3o as Igrejas locais no seu conjunto (cfr RM 62-64), raz\u00e3o pela qual n\u00e3o deve centrar-se exclusivamente esta quest\u00e3o na figura do tradicional e mais individual mission\u00e1rio que a hist\u00f3ria da Igreja sempre conheceu. A miss\u00e3o \u00e9 da responsabilidade de toda a Igreja, a qual se entende como Povo de Deus no mundo e apelando todo o evangelizado a evangelizar (EN 24). E se o Conc\u00edlio Vat.II sublinhou magnificamente e em muitos lugares a realidade do sacerd\u00f3cio comum dos fi\u00e9is e a responsabilidade mission\u00e1ria de todo o crist\u00e3o (por exemplo: LG 12-14, 34-36; AG 20-21\u2026), toda essa perspectiva ganhou concretiza\u00e7\u00e3o extraordin\u00e1ria na figura do voluntariado mission\u00e1rio ou do laicado mission\u00e1rio, hoje vis\u00edvel em todo o mundo (cfr RM 71-72) e que em Portugal conta com algumas dezenas de entidades bem activas e florescentes; &#8211; em segundo lugar, a consci\u00eancia de que a miss\u00e3o n\u00e3o pode nem deve ser levada a cabo apenas no sentido das velhas cristandades para o das jovens Igrejas ou continentes menos evangelizados, mas que \u00e9 n\u00e3o s\u00f3 verific\u00e1vel como salutar uma circula\u00e7\u00e3o, cada vez maior, entre todas as Igrejas locais em solid\u00e1ria partilha de anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria. Isso faz com que as jovens Igrejas sejam chamadas, quanto antes, \u00e0 miss\u00e3o universal (cfr AG 20 e RM 62) e isso faz tamb\u00e9m com que sejam valorizados todos os agentes mission\u00e1rios das comunidades crist\u00e3s (a RM 73-74 fala da obra dos catequistas e de muitos outros minist\u00e9rios de evangeli-za\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria). Supera-se assim, naturalmente, a antiga querela sobre quem estava capacitado para a tarefa mission\u00e1ria: se os estrangeiros ou os aut\u00f3ctones, se os cl\u00e9rigos ou os leigos, etc. Afinal, \u00e9 toda a comunidade local e com todas as suas for\u00e7as vivas que \u00e9 chamada \u00e0 miss\u00e3o.(\u2026)  Fr. Jos\u00e9 Nunes,op  (Da interven\u00e7\u00e3o no Simp\u00f3sio a Missiona\u00e7\u00e3o) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>(\u2026) A miss\u00e3o ad gentes \u00e9, pois, algo de espec\u00edfico, n\u00e3o se deve confundir sequer com a \u2018nova evangeliza\u00e7\u00e3o\u2019 (apesar de as duas terem semelhan\u00e7as entre si\u2026). Quais ser\u00e3o, ent\u00e3o, as notas espec\u00edficas da miss\u00e3o ad gentes? 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