{"id":6188,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/plano-para-a-missao\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"plano-para-a-missao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/plano-para-a-missao\/","title":{"rendered":"Plano para a miss\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 uma das &#8216;caracter\u00edsticas mais marcantes da Igreja em Portugal&#8217; e precisa de maior \u201cunidade e efic\u00e1cia operativa\u201d. Com esse objectivo foi elaborado um Plano, que o Presidente da Comiss\u00e3o Episcopal das Miss\u00f5es aqui apresenta <!--more--> Ag\u00eancia Ecclesia &#8211; O Simp\u00f3sio sobre a Missiona\u00e7\u00e3o, \u201cDi\u00e1logo, Testemunho e Profecia &#8211; para uma Miss\u00e3o Ad Gentes no III Mil\u00e9nio\u201d \u00e9 um sinal de que a Igreja Cat\u00f3lica est\u00e1 \u00e0 procura de respostas para renovar a vida mission\u00e1ria em Portugal?  D. Manuel Quintas &#8211; A realiza\u00e7\u00e3o deste Simp\u00f3sio pretende proporcionar uma reflex\u00e3o sobre a Missiona\u00e7\u00e3o, nas suas diversas dimens\u00f5es (b\u00edblica, teol\u00f3gica, espiritual, hist\u00f3rica, pastoral&#8230;) tendo em conta as vertentes do di\u00e1logo, do testemunho e da profecia. Dirige-se, particularmente, a quantos na Igreja em Portugal, t\u00eam uma responsabilidade directa ou indirecta, no servi\u00e7o de anima\u00e7\u00e3o mis-sion\u00e1ria: Directores diocesanos das OMP, Reitores de Semin\u00e1rios, P\u00e1rocos, Professores de EMRC e de Teologia, membros dos Institutos Mission\u00e1rios, respons\u00e1veis dos diferentes movimentos e associa\u00e7\u00f5es eclesiais&#8230; O objectivo principal prende-se, necessariamente, com a sensibiliza\u00e7\u00e3o de todos, com vista a promover e a estimular a vida mission\u00e1ria da Igreja em Portugal.  AE &#8211; Nesse sentido, foi elaborado um plano de actividades de cariz mission\u00e1rio para a Igreja em Portugal, que j\u00e1 foi apresentado \u00e0 Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa. Que espera do mesmo?  MQ &#8211; Este plano foi proposto pelo Conselho Nacional das Miss\u00f5es, \u00f3rg\u00e3o que procura congregar as iniciativas no \u00e2mbito da anima\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria, de modo a conseguir-se maior unidade e efic\u00e1cia operativa. Esperamos contribuir para dar um renovado impulso \u00e0quela que \u00e9 uma das caracter\u00edsticas mais marcantes da Igreja em Portugal, a sua ac\u00e7\u00e3o mis-sion\u00e1ria. Na Redemptoris missio o Papa refere que \u00e9 preciso inverter a tend\u00eancia negativa, verificada em muitas partes, traduzida num certo afrouxamento da miss\u00e3o espec\u00edfica ad gentes. Esta situa\u00e7\u00e3o deve-se a dificuldades de v\u00e1ria ordem que enfraquecem o dinamismo mission\u00e1rio da Igreja. O impulso mission\u00e1rio foi sempre, na vida da Igreja, sinal da sua vitalidade e da sua renova\u00e7\u00e3o, do revigoramento da sua f\u00e9 e da sua identidade, proporcionando-lhe um novo entusiasmo e novas motiva\u00e7\u00f5es. \u00c9 dando a f\u00e9 que ela se fortalece! (cf RM 2).  AE &#8211; A Igreja Cat\u00f3lica foi desafiada por Jo\u00e3o Paulo II a renovar o compromisso mission\u00e1rio, que o Papa classificou como uma \u201curg\u00eancia\u201d na mensagem para o pr\u00f3ximo Dia Mundial das Miss\u00f5es. Esse sentido de urg\u00eancia est\u00e1 presente na nossa Igreja?  MQ &#8211; A \u201curg\u00eancia\u201d do an\u00fancio tem a sua origem j\u00e1 nas recomenda\u00e7\u00f5es que Jesus faz aos seus disc\u00edpulos, quando os envia a anunciar o Evangelho (Lc 10,3ss). Urg\u00eancia repetida ao longo dos tempos e renovada pelo Papa Jo\u00e3o Paulo II, mais que uma vez. Diria que o \u201can\u00fancio\u201d do Evangelho \u00e9 t\u00e3o essencial na vida da Igreja e de cada crist\u00e3o, que n\u00e3o pode ser realizado sen\u00e3o de modo urgente e permanente. \u00c0 urg\u00eancia podemos chamar tamb\u00e9m \u201cardor\u201d, \u201centusiasmo\u201d, \u201caud\u00e1cia\u201d&#8230; \u201csantidade\u201d. O Evangelho, entregue \u00e0 Igreja e por ela assimilado, deve ser anunciado e testemunhado de modo permanente. \u00c9 esta a voca\u00e7\u00e3o da Igreja em todos os tempos e lugares. Certamente que, hoje, como em todos os tempos, essa \u201curg\u00eancia\u201d constitui um desafio permanente para a Igreja, na fidelidade ao mandato que Jesus lhe confiou.  AE &#8211;  Come\u00e7am a surgir na Igreja Cat\u00f3lica, em Portugal, novas formas de miss\u00e3o, que passam por projectos de volunta-riado de alguns meses ou anos. \u00c9 um sinal de esperan\u00e7a ou de medo do compromisso definitivo?  MQ &#8211; \u00c9 sem d\u00favida, em meu entender, um sinal de esperan\u00e7a, que pode tamb\u00e9m constituir, para alguns, um caminho de compromisso definitivo.  Nunca ser\u00e1 demais salientar a import\u00e2ncia destas experi\u00eancias, na sensibi-liza\u00e7\u00e3o e no \u201cdespertar\u201d para o an\u00fancio do Evangelho, tanto para os que nelas participam como para as suas Dioceses e Par\u00f3quias, quando s\u00e3o devidamente envolvidas na sua prepara\u00e7\u00e3o e concre-tiza\u00e7\u00e3o. De facto, s\u00e3o beneficiadas n\u00e3o s\u00f3 as Igrejas que acolhem estas \u201cnovas formas de miss\u00e3o\u201d, mas tamb\u00e9m as Igrejas que enviam.  AE &#8211;  Portugal ainda tem muitos mission\u00e1rios em todo o mundo, apesar da propalada \u201ccrise de voca\u00e7\u00f5es\u201d. Pode-se dizer que continuamos fi\u00e9is \u00e0 nossa voca\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria?  MQ &#8211; A miss\u00e3o ad gentes constituiu e continua a constituir, sem d\u00favida, umas das caracter\u00edsticas mais marcantes da hist\u00f3ria da Igreja em Portugal, concretizada nos muitos mission\u00e1rios portugueses presentes em tantas partes do mundo. \u00c9 evidente que, atendendo \u00e0 necessidade de anunciar o Evangelho a uma parte, cada vez maior, da popula\u00e7\u00e3o humana, o n\u00famero de mission\u00e1rios revela-se profundamente insuficiente. A diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de presb\u00edteros e consagrados, motivada pela \u201ccrise de voca\u00e7\u00f5es\u201d, n\u00e3o deveria constituir um impedimento para que as Igrejas particulares n\u00e3o assumam a realiza\u00e7\u00e3o desta exig\u00eancia da Igreja universal.  AE  &#8211; Faz sentido pensar que os tradicionais pa\u00edses de miss\u00e3o passar\u00e3o a missionadores? \u00c9 leg\u00edtimo esperar que a Europa (com Portugal) seja, rapidamente, terra de miss\u00e3o para cat\u00f3licos do resto do mundo?  MQ &#8211; Penso que isso n\u00e3o constitui novidade para ningu\u00e9m. Portugal vai, gradualmente, incluindo-se no grupo daqueles pa\u00edses europeus tradicionalmente crist\u00e3os, nos quais a par duma nova evange-liza\u00e7\u00e3o se requer, em determinados casos, a primeira evangeliza\u00e7\u00e3o, que poder\u00e1 tamb\u00e9m vir a ser realizada por \u201cmission\u00e1rios\u201d oriundos de pa\u00edses evangelizados por n\u00f3s. Ali\u00e1s, eles j\u00e1 est\u00e3o presentes em algumas das nossas dioceses. Como refere o Papa, mesmo no \u201cvelho\u201d continente existem extensas \u00e1reas sociais e culturais, onde se torna necess\u00e1ria uma verdadeira e pr\u00f3pria missio ad gentes (cf RM 37). <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 uma das &#8216;caracter\u00edsticas mais marcantes da Igreja em Portugal&#8217; e precisa de maior \u201cunidade e efic\u00e1cia operativa\u201d. 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