{"id":61875,"date":"2013-07-19T11:28:03","date_gmt":"2013-07-19T11:28:03","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/07\/19\/cinema-xingu-a-expedicao\/"},"modified":"2013-07-19T11:28:03","modified_gmt":"2013-07-19T11:28:03","slug":"cinema-xingu-a-expedicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cinema-xingu-a-expedicao\/","title":{"rendered":"Cinema: Xingu &#8211; a expedi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Brasil, 1943. A dois anos do final do primeiro per&iacute;odo de governo de Get&uacute;lio Vargas, &eacute; criada a Marcha para o Oeste, uma iniciativa que visava equilibrar o desenvolvimento do pa&iacute;s atrav&eacute;s do incentivo &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o populacional do puco conhecido centro-oeste do Brasil conseguida a partir dos excendentes populacionais da regi&atilde;o centro-sul. A longo prazo, a marcha previa extender-se &agrave; regi&atilde;o da Amaz&oacute;nia.<\/p>\n<p>Como parte desta marcha, &eacute; criada a Expedi&ccedil;&atilde;o Roncador-Xingu que desbravar&aacute;, identificando e catalogando, regi&otilde;es e popula&ccedil;&otilde;es a fim de verificar as respetivas condi&ccedil;&otilde;es e formas de (re)povoamento e &lsquo;re-educa&ccedil;&atilde;o&rsquo;. Tr&ecirc;s irm&atilde;os, Orlando, Leonardo e Cl&aacute;udio Villas-Boas candidatam-se a participar mas s&atilde;o inicialmente rejeitados por estarem bem al&eacute;m do padr&atilde;o pouco alfabetizado de sertanejo que se pretendia para o efeito. Firmes no seu prop&oacute;sito, os tr&ecirc;s irm&atilde;os regressar&atilde;o de aspeto simples, submisso e analfabeto para finalmente integrarem a expedi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Come&ccedil;ando por executar os trabalhos pesados que cabiam aos seus pares, os irm&atilde;os depressa se destacam pela sua cultura, sabedoria, &iacute;mpeto e carisma, acabando n&atilde;o apenas por liderar a expedi&ccedil;&atilde;o mas sobretudo por transformar o seu car&aacute;ter: consigo, o princ&iacute;pio de encultura&ccedil;&atilde;o dos povos ind&iacute;genas por subjuga&ccedil;&atilde;o a um certo conceito de progresso ser&aacute; preterido em favor&nbsp; do pleno respeito e preserva&ccedil;&atilde;o da sua cultura, com integra&ccedil;&atilde;o dos aspetos estritamente ben&eacute;ficos para os aut&oacute;ctones e os novos povoadores.<\/p>\n<p>Assim nasce e &eacute; preservado, ao longo dos trinta e cinco anos de Villas Boas no Brasil Central, o Parque Ind&iacute;gena do Xingu. Extraordin&aacute;rio processo com o seu qu&ecirc; de aventura que, ap&oacute;s inspirar Jos&eacute; de Mauro de Vasconcellos a acompanh&aacute;-lo e a escrever &lsquo;Arraia de Fogo&rsquo; (1955) entusiasmou o bem conhecido realizador brasileiro Fernando Meirelles (&lsquo;Cidade de Deus&rsquo;, &lsquo;Cidade dos Homens&rsquo; e &lsquo;O Fiel Jardineiro&rsquo;) a produzir o filme que agora estreia.<\/p>\n<p>Relato apaixonado e apaixonante da cria&ccedil;&atilde;o do parque nacional, &lsquo;Xingu &ndash; a Expedi&ccedil;&atilde;o&rsquo; &eacute; a homenagem cinematogr&aacute;fica ao esp&iacute;rito venturoso que esteve na sua g&eacute;nese, dirigida com m&atilde;o segura e evidente sensibilidade por Cao Hamburger, o realizador aclamado pela sua longa metragem, &lsquo;O ano em que os meus pais sa&iacute;ram de f&eacute;rias&rsquo; (2006), com uma nomea&ccedil;&atilde;o ao Urso de Ouro em Berlim e o Grande Pr&eacute;mio Cinema Brazil (nomeado em praticamente todas as categorias poss&iacute;veis e arrecadado para melhor filme, argumento e dire&ccedil;&atilde;o art&iacute;stica).<\/p>\n<p>Com uma justa combina&ccedil;&atilde;o de narra&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&atilde;o, entre drama e aventura, de atualidade e imagens de arquivo, o filme conta com um bom argumento e uma bel&iacute;ssima dire&ccedil;&atilde;o fotogr&aacute;fica.<\/p>\n<p>No momento em que se abeiram as Jornadas Mundiais da Juventude, uma excelente proposta para conhecer uma parte significativa da hist&oacute;ria do Brasil, pensar a sua g&eacute;nese e pertinentemente refletir sobre valores sociais, culturais, ecol&oacute;gicos, permanentemente amea&ccedil;ados pela voragem de um certo conceito de progresso. Sobre eles e sobre a coragem que a todos nos &eacute; exigida para os preservar.<\/p>\n<p><em>Margarida Ata&iacute;de<\/em><\/p>\n<p><em> <object width=\"425\" height=\"350\" data=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OQwTWLwKLIM<param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/OQwTWLwKLIM\" \/><\/object> <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasil, 1943. A dois anos do final do primeiro per&iacute;odo de governo de Get&uacute;lio Vargas, &eacute; criada a Marcha para o Oeste, uma iniciativa que visava equilibrar o desenvolvimento do pa&iacute;s atrav&eacute;s do incentivo &agrave; ocupa&ccedil;&atilde;o populacional do puco conhecido centro-oeste do Brasil conseguida a partir dos excendentes populacionais da regi&atilde;o centro-sul. 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