{"id":61874,"date":"2013-07-19T11:13:10","date_gmt":"2013-07-19T11:13:10","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/07\/19\/preparar-e-celebrar-a-jmj-em-portugal\/"},"modified":"2013-07-19T11:13:10","modified_gmt":"2013-07-19T11:13:10","slug":"preparar-e-celebrar-a-jmj-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/preparar-e-celebrar-a-jmj-em-portugal\/","title":{"rendered":"Preparar e celebrar a JMJ em Portugal"},"content":{"rendered":"<p>D. Il\u00eddio Leandro, bispo de Viseu e membro da Comiss\u00e3o Episcopal do Laicado e Fam\u00edlia, considera que as Jornadas Mundiais da Juventude no Rio de Janeiro t\u00eam tudo para ser um acontecimento cat\u00f3lico marcante para os jovens portugueses. <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; Portugal vai levar cerca de 600 jovens &agrave;s Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ), no Brasil. O que &eacute; que pensa deste n&uacute;mero?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Il&iacute;dio Leandro (IL) &ndash;<\/em> Acho que este n&uacute;mero &eacute; um sinal de que os jovens portugueses t&ecirc;m nas JMJ uma forma de viver a sua f&eacute;, de referenciarem a sua f&eacute; tamb&eacute;m em encontros de multid&atilde;o.<\/p>\n<p>E eu digo isto comparando as jornadas de Madrid, onde estiveram cerca de 13 mil, e o Rio de Janeiro onde v&atilde;o estar cerca de 500, 600 jovens, naturalmente compreendendo a dist&acirc;ncia e o momento atual da sociedade portuguesa tamb&eacute;m, e sabendo que os que n&atilde;o v&atilde;o, ir&atilde;o viv&ecirc;-la c&aacute; mas sintonizados e em liga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>C&aacute; em Portugal est&aacute; a organizar-se um grande acampamento aqui em Viseu, outro no Porto e outros noutros s&iacute;tios, e portanto &eacute; uma afirma&ccedil;&atilde;o de que os jovens precisam destes encontros, destes acontecimentos, e respondem sim quando naturalmente &eacute; de acordo com a oportunidade que t&ecirc;m.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; N&atilde;o h&aacute; o perigo de serem apenas bal&otilde;es de oxig&eacute;nio em que a juventude se junta e prepara para as jornadas e depois acabou?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &ndash;<\/em> &Eacute; um perigo, pode acontecer. Talvez tivesse passado por essa leitura quando em 1997 fui a primeira vez a uma JMJ a Paris. A partir da&iacute; j&aacute; fui a v&aacute;rias, e na primeira ia talvez com esse pensamento, era respons&aacute;vel aqui da diocese.<\/p>\n<p>As jornadas marcam muito os jovens, claro que h&aacute; uns tantos que porventura passam ao lado e depois n&atilde;o se embrenham, n&atilde;o entram dentro da prepara&ccedil;&atilde;o nem na viv&ecirc;ncia posterior.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, o Departamento Nacional da Pastoral Juvenil c&aacute; em Portugal, os respons&aacute;veis diocesanos, os movimentos, os grupos de jovens, penso que t&ecirc;m feito um trabalho muito merit&oacute;rio.<\/p>\n<p>Quero prestar homenagem a todos aqueles que em Portugal trabalham com a juventude, porque fazem um trabalho muito bom no sentido das JMJ serem n&atilde;o apenas um evento mas um acontecimento que est&aacute; a acontecer desde o final de uma jornada at&eacute; &agrave; outra, para naturalmente se refletirem os objetivos, os valores que ficaram da primeira, atrav&eacute;s dos lemas que s&atilde;o lan&ccedil;ados.<\/p>\n<p>Por isso, eu quero acreditar que h&aacute; muitos jovens em Portugal, e muitos casais e adultos que devem muito da sua inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, e mesmo do seu aprofundamento na vida da Igreja &agrave;s JMJ.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Foi diretor da Pastoral Juvenil. Nota muitas diferen&ccedil;as desde esse tempo, do final dos anos 90 do s&eacute;culo XX at&eacute; agora?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &ndash;<\/em> Naturalmente que era mais f&aacute;cil nessa altura passar mensagem. Havia ainda, talvez da maior parte das dioceses, um certo ambiente de transmiss&atilde;o da f&eacute; que tamb&eacute;m envolvia a fam&iacute;lia, e que por um maior n&uacute;mero de jovens tamb&eacute;m existente em cada comunidade, mais facilmente era poss&iacute;vel envolver e entusiasmar esses grupos de jovens.<\/p>\n<p>Eu acredito que hoje &eacute; mais dif&iacute;cil, por isso fa&ccedil;o tamb&eacute;m este apelo a um acompanhamento muito pessoal e muito de grupos &ndash; e grupos pequenos &ndash; que os respons&aacute;veis da juventude, nos diversos setores, precisam de fazer.<\/p>\n<p>Hoje &eacute; mais dif&iacute;cil motivar os jovens, hoje eles vivem tamb&eacute;m em menor n&uacute;mero, com menos envolvimento, portanto com grupos mais pequenos, e &eacute; mais f&aacute;cil perderem-se, dispersarem-se, at&eacute; com tantas alternativas existentes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A proposta da sociedade talvez seja mais forte, mais apelativa. Como &eacute; que a Igreja consegue tornar tamb&eacute;m a sua proposta apelativa?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &ndash;<\/em> Claro que hoje os meios que temos ao alcance, as redes sociais e toda a din&acirc;mica da comunica&ccedil;&atilde;o s&atilde;o tamb&eacute;m uma chance para a Igreja. Naturalmente que s&atilde;o fatores de dispers&atilde;o e de alternativas a tudo aquilo que sejam valores humanos e crist&atilde;os, mas as crises e dificuldades s&atilde;o tamb&eacute;m oportunidade.<\/p>\n<p>A utiliza&ccedil;&atilde;o desses meios, e hoje os animadores dos jovens est&atilde;o muito envolvidos em todas essas formas de comunica&ccedil;&atilde;o, &eacute; tamb&eacute;m uma oportunidade positiva que t&ecirc;m.<\/p>\n<p>E depois muito o testemunho &ndash; penso que hoje h&aacute; animadores muito bons, nas dioceses e nos diversos movimentos, h&aacute; animadores que fazem um trabalho not&aacute;vel e depois quando se passa de um regime quase de cristandade para grupos de jovens mais pequenos, para jovens mais dispersos, em franjas muito pequenas, &eacute; sobretudo o testemunho e o acompanhamento pessoal. E hoje os animadores est&atilde;o muito bem preparados para isso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; E o carisma do Papa Francisco tamb&eacute;m ir&aacute; ajudar a isso.<\/em><\/p>\n<p><em>IL &ndash; <\/em>Claro, com certeza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ficou surpreendido com a elei&ccedil;&atilde;o dele e depois com este estado de gra&ccedil;a?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &ndash;<\/em> Fiquei surpreendido porque falava-se nessa altura que seria eleito algu&eacute;m mais novo, e depois quando foi anunciado eu n&atilde;o o conhecia.<\/p>\n<p>A partir da&iacute;, a surpresa tem sido permanente, di&aacute;ria, nos seus gestos, nas suas palavras, na sua forma de olhar a Igreja e a sociedade, com uma rela&ccedil;&atilde;o &agrave; Vaticano II, nunca de condena&ccedil;&atilde;o, de apontar defeitos, suscitar cr&iacute;ticas, mas um olhar de amor, de ternura, de compaix&atilde;o, muito ao jeito de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>Penso que o Papa Francisco veio dar um novo &eacute;lan &agrave; Igreja e tamb&eacute;m, mesmo aqueles que olhavam para a Igreja de fora, centrar no essencial que a Igreja &eacute; e n&atilde;o em tantas formas de, por vezes, olhar sobretudo os podres da Igreja.<\/p>\n<p>Portanto, este Papa veio dar &agrave; Igreja uma ideia de profetismo que naturalmente lhe estava a faltar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Passar&aacute; a ser um &iacute;dolo para os jovens?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &ndash;<\/em> N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil, os jovens captam muito bem os valores profundos das pessoas que se d&atilde;o, que se entregam, e o Papa Francisco, penso que na continuidade de Jo&atilde;o Paulo II passando por Bento XVI, que amou os jovens muito &agrave; sua maneira mas com um cora&ccedil;&atilde;o grande, penso que o Papa Francisco vem p&ocirc;r a rela&ccedil;&atilde;o dos jovens com o Papa no ponto mais alto.<\/p>\n<p>LFS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. 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