{"id":61762,"date":"2013-07-12T10:20:14","date_gmt":"2013-07-12T10:20:14","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/07\/12\/voluntariado-missionario-dinamica-solidaria-2\/"},"modified":"2013-07-12T10:20:14","modified_gmt":"2013-07-12T10:20:14","slug":"voluntariado-missionario-dinamica-solidaria-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/voluntariado-missionario-dinamica-solidaria-2\/","title":{"rendered":"Voluntariado mission\u00e1rio, din\u00e2mica solid\u00e1ria"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 ECCLESIA, Patr\u00edcia Fonseca, coordenadora da Rede de Voluntariado Mission\u00e1rio, destaca o n\u00famero recorde de 405 jovens e adultos que est\u00e3o a preparar-se para prestar servi\u00e7o em pa\u00edses mais desfavorecidos, especialmente no continente africano <!--more--> <\/p>\n<p>A Funda&ccedil;&atilde;o F&eacute; e Coopera&ccedil;&atilde;o (FEC), da Igreja Cat&oacute;lica, revelou que &nbsp;1478 pessoas v&atilde;o este ano integrar projetos de voluntariado mission&aacute;rio dentro e fora de Portugal, sin&oacute;nimo de uma &ldquo;din&acirc;mica de solidariedade&rdquo; bem enraizada na sociedade.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; ECCLESIA, Patr&iacute;cia Fonseca, coordenadora da Rede de Voluntariado Mission&aacute;rio, destaca o n&uacute;mero recorde de 405 jovens e adultos que est&atilde;o a preparar-se para prestar servi&ccedil;o em pa&iacute;ses mais desfavorecidos, especialmente no continente africano<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; O que &eacute; o voluntariado mission&aacute;rio?<\/em><\/p>\n<p><em>Patr&iacute;cia Fonseca (PF) &ndash; <\/em>O voluntariado mission&aacute;rio &eacute; uma tipologia muito espec&iacute;fica de voluntariado, assemelha-se ao voluntariado para a coopera&ccedil;&atilde;o, o voluntariado internacional, mas tem uma matriz cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>No fundo, estes mission&aacute;rios integram miss&otilde;es cat&oacute;licas, muitas vezes ligadas a institutos mission&aacute;rios, outras ligadas a par&oacute;quias ou dioceses com cariz mission&aacute;rio, e trabalham em miss&otilde;es cat&oacute;licas em pa&iacute;ses em vias de desenvolvimento, sobretudo nos pa&iacute;ses de express&atilde;o portuguesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ao longos destes 25 anos, mais de 5 mil pessoas foram formadas, menos se calhar partiram. Explique-nos um pouco este processo de forma&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> O voluntariado mission&aacute;rio integra um plano de vida estruturado que estas pessoas j&aacute; t&ecirc;m, n&atilde;o aparece do nada, um dia acordam e querem fazer voluntariado, faz parte do seu projeto de vida.<\/p>\n<p>Como tudo aquilo que faz parte do nosso plano de vida, requer amadurecimento, reflex&atilde;o, discernimento, e a forma&ccedil;&atilde;o que &eacute; dada aos volunt&aacute;rios &eacute; precisamente esse processo.<\/p>\n<p>O volunt&aacute;rio, ao longo deste tempo de forma&ccedil;&atilde;o, normalmente um ano letivo, vai percebendo o que &eacute; chamado a fazer, se isso vai ao encontro do que &eacute; proposto.<\/p>\n<p>Este processo de forma&ccedil;&atilde;o &eacute; este casamento, &eacute; este encontro da vontade do volunt&aacute;rio e da vontade de Deus, que &eacute; expressa atrav&eacute;s da organiza&ccedil;&atilde;o pela qual ele &eacute; enviado.<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m este discernimento, do volunt&aacute;rio se quer ou n&atilde;o partir, e da organiza&ccedil;&atilde;o perceber se ele tem ou n&atilde;o a capacidade de integrar as miss&otilde;es a que &eacute; chamado.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>[[v,d,4046,Entrevista a Patr&iacute;cia Fonseca, FEC]]AE &ndash; Uma forma&ccedil;&atilde;o que &eacute; oferecida tanto pela Funda&ccedil;&atilde;o F&eacute; e Coopera&ccedil;&atilde;o como por parte das entidades a que os volunt&aacute;rios est&atilde;o agregados.<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Sim, a FEC oferece um plano de forma&ccedil;&atilde;o que &eacute; sempre complementar, e eu gosto de frisar isto, ao plano de forma&ccedil;&atilde;o que cada organiza&ccedil;&atilde;o oferece aos seus volunt&aacute;rios.<\/p>\n<p>O nosso plano &eacute; curto, s&atilde;o cinco sess&otilde;es, cinco fins-de-semana ao longo do ano mas nas organiza&ccedil;&otilde;es os volunt&aacute;rios t&ecirc;m encontros semanais, alguns quinzenais de prepara&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Os encontros da FEC, para al&eacute;m da complementaridade dos temas, s&atilde;o tamb&eacute;m um espa&ccedil;o de encontro entre diferentes realidades, porque apesar de serem todos volunt&aacute;rios mission&aacute;rios, t&ecirc;m diferentes carismas, formas de estar, porque as organiza&ccedil;&otilde;es s&atilde;o diferentes.<\/p>\n<p>&Eacute; uma forma tamb&eacute;m de se encontrarem as diferentes express&otilde;es do voluntariado mission&aacute;rios, naqueles fins-de-semana que normalmente congregam cerca de 40 a 50 pessoas, um espa&ccedil;o para perceber como &eacute; que o outro faz, como &eacute; que eu tamb&eacute;m estou a fazer.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; 61 entidades fazem parte desta Rede de Voluntariado Mission&aacute;rio. Apresentam diferentes projetos pastorais nos pa&iacute;ses de miss&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> A interven&ccedil;&atilde;o &eacute; muito semelhante, s&atilde;o sobretudo interven&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, com jovens, com professores, com campanhas de sensibiliza&ccedil;&atilde;o na &aacute;rea da sa&uacute;de, tamb&eacute;m para determinadas doen&ccedil;as.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m na &aacute;rea pastoral, da dinamiza&ccedil;&atilde;o de comunidades crist&atilde;s, de apoio &agrave; catequese, e tamb&eacute;m muito na &aacute;rea da anima&ccedil;&atilde;o sociocultural das comunidades.<\/p>\n<p>Quase todas as organiza&ccedil;&otilde;es trabalham nestas quatro &aacute;reas, depois a forma como trabalham e o que fazem &eacute; uma resposta &agrave;s necessidades locais.<\/p>\n<p>Apesar de trabalharem nas diferentes &aacute;reas, procuramos sempre ir ao encontro daquilo que a popula&ccedil;&atilde;o local tem necessidade, da sua cultura, da sua forma de estar, portanto h&aacute; tamb&eacute;m esta aproxima&ccedil;&atilde;o, a interven&ccedil;&atilde;o difere consoante a popula&ccedil;&atilde;o que encontramos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Este ano partem 405 pessoas em miss&atilde;o &ldquo;ad gentes&rdquo;. C&aacute; em Portugal, 1073 v&atilde;o estar envolvidos em projetos de miss&atilde;o. Que significado representam estes n&uacute;meros, nos dias de hoje?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash; <\/em>Quero frisar que h&aacute; muitos mais volunt&aacute;rios em Portugal. Estes n&uacute;meros que recolhemos s&atilde;o s&oacute; destas organiza&ccedil;&otilde;es que integram a Rede de Voluntariado Mission&aacute;rio.<\/p>\n<p>Do ano passado para este ano, o n&uacute;mero de volunt&aacute;rios destas organiza&ccedil;&otilde;es que fazem trabalho em Portugal aumentou significativamente &#8211; o ano passado foram cerca de 600 e este ano s&atilde;o cerca de 1000.<\/p>\n<p>Isto mostra as duas din&acirc;micas onde estes volunt&aacute;rios est&atilde;o envolvidos: olham para dentro da sua casa, aqueles que trabalham em Portugal, para as dificuldades do pa&iacute;s, sobretudo nas aldeias mais isoladas.<\/p>\n<p>O trabalho &eacute; muito feito com os idosos que vivem sozinhos e tamb&eacute;m com as crian&ccedil;as que nesta altura das f&eacute;rias n&atilde;o saem e est&atilde;o nas suas aldeias.<\/p>\n<p>Mas tamb&eacute;m t&ecirc;m outra din&acirc;mica que &eacute; olhar para fora, para aquilo que n&oacute;s n&atilde;o conseguimos ver com os nossos olhos mas sabemos que existe, e porque sabemos que existe queremos intervir.<\/p>\n<p>Acho muito interessante esta dupla din&acirc;mica, de olhar para dentro mas tamb&eacute;m para fora.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &ndash; Este &eacute; um n&uacute;mero que se tem consolidado, no voluntariado mission&aacute;rio em Portugal?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Sim, todos os anos v&atilde;o cada vez mais volunt&aacute;rios, do ano passado para este ano v&atilde;o mais ou menos os mesmos, cerca de 400, mas h&aacute; cinco anos iam cento e poucos, n&atilde;o chegavam a 200, e h&aacute; 25 anos foram os primeiros 9.<\/p>\n<p>Olhar para tr&aacute;s e perceber que no primeiro ano partiram 9 e 25 anos depois j&aacute; s&atilde;o mais de cinco mil &eacute; uma din&acirc;mica crescente mas tamb&eacute;m &eacute; uma din&acirc;mica consolidada.<\/p>\n<p>&nbsp;N&atilde;o interessa crescer s&oacute; para sermos muitos, interessa crescer para que as comunidades com quem trabalhamos possam ter mais apoio, se possam desenvolver e elas pr&oacute;prias crescerem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Sendo o voluntariado mission&aacute;rio uma marca da Igreja, tem uma matriz crist&atilde;, pode-se dizer que estas quase 1500 pessoas que este ano est&atilde;o envolvidas em projetos de miss&atilde;o assumiram a sua voca&ccedil;&atilde;o batismal?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Disso n&atilde;o tenho muitas d&uacute;vidas, &eacute; um voluntariado de matriz crist&atilde; e estes volunt&aacute;rios ou leigos assumem a sua condi&ccedil;&atilde;o de batizados, &eacute; nessa condi&ccedil;&atilde;o que querem intervir.<\/p>\n<p>&Eacute; este ponto que nos distingue do voluntariado para a coopera&ccedil;&atilde;o, &eacute; o assumirmos a nossa condi&ccedil;&atilde;o de batizados e o querermos fazer como Jesus fez. No fundo, a vida de Jesus Cristo &eacute; a gram&aacute;tica que estes volunt&aacute;rios t&ecirc;m para a sua interven&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Olhando para dados que a Rede de Voluntariado Mission&aacute;rio, atrav&eacute;s da FEC, lan&ccedil;ou recentemente, eles referem que muitos pediram licen&ccedil;a sem vencimento para partir, 20 por cento est&atilde;o empregados e v&atilde;o usar as suas f&eacute;rias de ver&atilde;o para estarem envolvidos nestes projetos mission&aacute;rios. O que &eacute; que isto nos diz?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> &Eacute; curioso porque normalmente temos a ideia de f&eacute;rias, de querer descansar, ir para a praia, n&atilde;o fazer nada, e h&aacute; muita gente que tem um conceito de f&eacute;rias diferente, de se colocar ao servi&ccedil;o e de doar aquilo que tem, que &eacute; tempo e conhecimento.<\/p>\n<p>Significa esta din&acirc;mica de solidariedade, de encontro com o outro, e &eacute; interessante tamb&eacute;m perceber que sobretudo entre aquelas que v&atilde;o por per&iacute;odos maiores, de um ano ou dois, h&aacute; um n&uacute;mero ainda significativo que se desemprega para partirem em miss&atilde;o.<\/p>\n<p>Quando voltar n&atilde;o sabe o que vai encontrar, se vai ter emprego, se n&atilde;o vai, nesta situa&ccedil;&atilde;o que vivemos &eacute; poss&iacute;vel que n&atilde;o tenha, mas ainda assim toma esta op&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o deixa de ser radical, de hoje deixarmos o nosso emprego para participarmos num projeto de solidariedade.<\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><em>AE &ndash; Olhando para a forma como acompanha esta din&acirc;mica do voluntariado mission&aacute;rio, pode-se dizer que tem marcado a pr&oacute;pria forma como a Igreja e a pr&oacute;pria sociedade olham para o voluntariado.<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Sim, n&oacute;s somos sempre aliciados por esta quest&atilde;o do voluntariado mission&aacute;rio, gera sempre muita curiosidade, porque &eacute; que os jovens partem, se &eacute; uma quest&atilde;o de aventura, se &eacute; para acumularem experi&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>Aquilo que n&oacute;s vamos percebendo &eacute; que o voluntariado mission&aacute;rio responde a um projeto de vida, que &eacute; dos volunt&aacute;rios e que &eacute; tamb&eacute;m o projeto de vida que Deus tem para estas pessoas.<\/p>\n<p>Neste sentido vai marcando a vida da Igreja, porque vai tendo cada vez, de ano para ano, alguma express&atilde;o e algum significado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Dos volunt&aacute;rios que partem, que relatos &eacute; que lhes chegam depois destas experi&ecirc;ncias de um m&ecirc;s ou de um ano. O que &eacute; que lhe dizem?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &ndash;<\/em> Que querem voltar, que aprenderam muito mais do que aquilo que deram, esta &eacute; a frase que mais se ouve.<\/p>\n<p>Os volunt&aacute;rios sentem que t&ecirc;m muito a dar, sobretudo ao n&iacute;vel do conhecimento, mas aquilo que recebem do ponto de vista afetivo, emocional, de rela&ccedil;&atilde;o, &eacute; muito maior do que aquilo que &agrave; partida esperavam.<\/p>\n<p>Nesse sentido, sentem que aquilo que recebem das pessoas com quem trabalham &eacute; muito mais do que aquilo que d&atilde;o.<\/p>\n<p>Mas tamb&eacute;m aprendem outras formas de ser, de estar, valorizam muito mais recursos naturais como a &aacute;gua. Aqui basta abrir a torneira e temos &aacute;gua, mas nestas comunidades onde os volunt&aacute;rios trabalham muitas vezes t&ecirc;m de fazer muitos quil&oacute;metros a p&eacute; para terem &aacute;gua para beber, para se lavarem ou para cozinhar.<\/p>\n<p>Portanto h&aacute; esta valoriza&ccedil;&atilde;o dos recursos e esta no&ccedil;&atilde;o das interdepend&ecirc;ncias e do mundo global em que vivemos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Porque os projetos s&atilde;o pensados em parceria com as comunidades locais, que recebem os volunt&aacute;rios, &eacute; importante tamb&eacute;m perceber de que forma &eacute; que essas pr&oacute;prias comunidades recebem ou percebem mudan&ccedil;as de interven&ccedil;&atilde;o. Que relatos &eacute; que vos chegam?<\/em><\/p>\n<p><em>PF &#8211;<\/em> Das comunidades h&aacute; sempre a alegria grande de terem volunt&aacute;rios e pessoas de fora a trabalhar, a ajudar na din&acirc;mica. Mas &eacute; preciso tamb&eacute;m perceber que os volunt&aacute;rios, mesmo aqueles que est&atilde;o num per&iacute;odo maior, um ou dois anos, &eacute; um per&iacute;odo curto na vida das pessoas e das comunidades.<\/p>\n<p>Aquilo que &eacute; muito valorizado nas comunidades &eacute; a presen&ccedil;a da Igreja Cat&oacute;lica, das miss&otilde;es cat&oacute;licas no terreno.<\/p>\n<p>E porque os volunt&aacute;rios integram estas miss&otilde;es, nunca podemos desvincular a a&ccedil;&atilde;o dos volunt&aacute;rios destas miss&otilde;es cat&oacute;licas, de padres, de irm&atilde;s, que est&atilde;o todos os dias, h&aacute; muitos anos, 30, 40 anos, no terreno.<\/p>\n<p>Portanto, a experi&ecirc;ncia de um ano, dois anos, dos volunt&aacute;rios &eacute; valorizada pelas pessoas, mas mais do que isso &eacute; a presen&ccedil;a cont&iacute;nua da comunidade cat&oacute;lica, das miss&otilde;es cat&oacute;licas.<\/p>\n<p><em>LS\/JCP<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista \u00e0 ECCLESIA, Patr\u00edcia Fonseca, coordenadora da Rede de Voluntariado Mission\u00e1rio, destaca o n\u00famero recorde de 405 jovens e adultos que est\u00e3o a preparar-se para prestar servi\u00e7o em pa\u00edses mais desfavorecidos, especialmente no continente 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