{"id":6173,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-procura-duma-pastoral-vocacional\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-procura-duma-pastoral-vocacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-procura-duma-pastoral-vocacional\/","title":{"rendered":"\u00c0 procura duma pastoral vocacional"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;Urge acordar para a nova realidade e situar-se num contexto que ningu\u00e9m deveria ignorar&#8221; &#8211; pede D. Jorge Ortiga <!--more--> N\u00e3o me situo \u2013 por temperamento e f\u00e9 \u2013 no mundo dos pessimistas. Sei que reina um clima de apreens\u00e3o e temor. Muitos se interrogam sobre o futuro da humanidade e da Igreja. Talvez seja mais verdadeiro se afirmar que s\u00e3o poucos os que se interrogam. Vive-se ao sabor do instant\u00e2neo que gera emo\u00e7\u00f5es e parece iludir-nos atr\u00e1s duma cortina que esconde a realidade. Basta um pouco de futebol e esquecemos todos os problemas. Exagerei? Deixo uma pergunta. Urge acordar para a nova realidade e situar-se num contexto que ningu\u00e9m deveria ignorar. Os tempos n\u00e3o permitem uma vis\u00e3o cor-de-rosa. Este cen\u00e1rio, aplicando-o \u00e0 realidade social, teremos de o transportar para a Igreja e para a nossa de Braga. N\u00e3o nos podemos iludir e adoptar a pol\u00edtica ou pastoral da avestruz. H\u00e1 realidades que n\u00e3o podemos ocultar e viver como se n\u00e3o nos inquietassem. Neste Conselho Pastoral, preparando o pr\u00f3ximo ano, iremos discernir os contornos dum Programa que sensibilize para a necessidade e urg\u00eancia duma Pastoral Vocacional. Deixo algumas considera\u00e7\u00f5es. 1. A Igreja n\u00e3o \u00e9 realidade humana e ser\u00e1 sempre conduzida por Cristo que n\u00e3o abandona a Sua grei. Sem f\u00e9 e confian\u00e7a no Esp\u00edrito podemos ser uma sociedade mas nunca a Igreja de Jesus Cristo. 2. Esta certeza n\u00e3o nos dispensa de ser realistas. Os tempos mudaram e mergulhamos numa \u00e9poca de reduzido n\u00famero de voca\u00e7\u00f5es sacerdotais, religiosas e mission\u00e1rias. N\u00e3o somos os mesmos, envelhecemos e as exig\u00eancias pastorais s\u00e3o diametralmente opostas \u00e0s solicita\u00e7\u00f5es do passado. Antes bastava a eucaristia, algumas devo\u00e7\u00f5es e um pouco de catequese. Hoje a pastoral torna-se mais espec\u00edfica e qualificada. Daqui emergem algumas ideias-for\u00e7a que ter\u00e3o de nortear a pastoral. 2.1. O Povo de Deus tem direito a uma assist\u00eancia que permita a educa\u00e7\u00e3o na f\u00e9, a celebra\u00e7\u00e3o sacramental e a anima\u00e7\u00e3o crist\u00e3 das realidades terrestres. 2.2. O modo de o efectuar tem de ser diferente exigindo uma mudan\u00e7a radical por parte dos fieis e dos sacerdotes. Nem estes podem, particularmente ao fim de semana, esfalfar-se numa correria sem nexo e desmotivante, nem aqueles se devem refugiar em tradi\u00e7\u00f5es imperme\u00e1veis a uma nova maneira de ser e agir. 2.3. A nossa pastoral tem de ser mais inter-paroquial e com uma colabora\u00e7\u00e3o activa dum laicado assumidamente crist\u00e3o. Urge rever esquemas e ultrapassar resist\u00eancias. 3. Para atingir esta nova maneira de ser e agir, h\u00e1 um itiner\u00e1rio que teremos de assumir. Trata-se de descobrir a voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 como encontro com Cristo para um sentir-se enviado em Seu nome. \u00c9 num h\u00famus vocacional que devemos plantar ou semear a din\u00e2mica do apelo para que muitos possam responder com alegria. As voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o s\u00e3o imprescind\u00edveis. Como tornar o Ano Pastoral 2004-2005 um Ano Vocacional durante o qual, sem hesita\u00e7\u00f5es ou discusss\u00f5es in\u00fateis, as comunidades paroquiais e os movimentos se projectam em iniciativas de converg\u00eancia diocesana? Exigir sacerdotes torna-se f\u00e1cil; reconhecer o trabalho generoso das religiosas nas obras sociais \u00e9 encorajador; fazer festa por verificar que ainda h\u00e1 quem se aventure a partir para anunciar a Boa Nova, \u00e9 sinal de vitalidade. Mas, ser\u00e1 suficiente? N\u00e3o teremos de nos consciencializar doutras realidades? \u00c9 bom que a Arquidiocese reconhe\u00e7a que este tempo das nomea\u00e7\u00f5es de sacerdotes para as par\u00f3quias e para os Servi\u00e7os Centrais consiste num exerc\u00edcio com muito sacrif\u00edcio e esp\u00edrito de procura de solu\u00e7\u00f5es. N\u00e3o temo o futuro mas o amanh\u00e3 da Igreja responsabiliza-me e intranquiliza-me se n\u00e3o surgem novas voca\u00e7\u00f5es. Por tudo o referido quero pedir que n\u00e3o sejamos pessimistas mas que invistamos. O substrato religioso ainda \u00e9 muito valioso. Poderemos tirar dele aut\u00eanticos tesouros. Mas, dum modo honesto, reconhe\u00e7amos que tudo mudou. A f\u00e9 permanece. O dever de a anunciar, celebrar e viver pode e deve mudar nas suas formas e linguagem.  Saibamos colocar-nos ao ritmo do Esp\u00edrito. + Jorge Ortiga, A. P.    <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Urge acordar para a nova realidade e situar-se num contexto que ningu\u00e9m deveria ignorar&#8221; &#8211; pede D. 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