{"id":61717,"date":"2013-07-08T17:06:17","date_gmt":"2013-07-08T17:06:17","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/07\/08\/homilia-de-d-manuel-clemente-na-entrada-solene-no-patriarcado-de-lisboa\/"},"modified":"2013-07-08T17:06:17","modified_gmt":"2013-07-08T17:06:17","slug":"homilia-de-d-manuel-clemente-na-entrada-solene-no-patriarcado-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-de-d-manuel-clemente-na-entrada-solene-no-patriarcado-de-lisboa\/","title":{"rendered":"Homilia de D. Manuel Clemente na entrada solene no Patriarcado de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p>Edificar na paz a cidade de todos <!--more--> <\/p>\n<p>1.A&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as<\/p>\n<p>Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e estimados amigos:<\/p>\n<p>Ao come&ccedil;ar o minist&eacute;rio de que o Santo Padre Francisco me incumbiu no Patriarcado, o meu primeiro sentimento s&oacute; pode ser de a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as a Deus, que assinala a sua presen&ccedil;a nas nossas vidas decalcando-as no trilho pascal que Jesus Cristo unicamente abriu. &Eacute; altura de retomar na Igreja de Lisboa o que nela comecei a viver h&aacute; seis d&eacute;cadas e meia, do &acirc;mbito familiar ao paroquial e do paroquial ao diocesano, com tantos exemplos e est&iacute;mulos de leigos, consagrados e cl&eacute;rigos que a minha mem&oacute;ria evoca agradecida. Destaco de entre eles os meus tr&ecirc;s sucessivos Patriarcas, os Cardeais Cerejeira, Ribeiro e Policarpo, nos quais pude divisar o rosto paternal de Deus e o cuidado pastoral de Cristo. Ao Senhor D. Jos&eacute; Policarpo, reafirmo a muita gratid&atilde;o pela amizade com que sempre me acompanhou, bem como pela lucidez e generosidade do seu servi&ccedil;o eclesial, dentro e al&eacute;m do Patriarcado. Sei que posso contar com a sua ora&ccedil;&atilde;o e conselho, para o trabalho que agora inicio.<\/p>\n<p>Nesta evoca&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o poderia faltar a Igreja Portucalense, de cujo servi&ccedil;o episcopal me ocupei nos &uacute;ltimos anos. Foram muitos e muit&iacute;ssimos os testemunhos que l&aacute; colhi de dedica&ccedil;&atilde;o a Deus e ao pr&oacute;ximo, tanto na quadr&iacute;cula diocesano-paroquial como nos institutos de vida consagrada, movimentos e associa&ccedil;&otilde;es de fi&eacute;is, ou em centenas de institui&ccedil;&otilde;es sociocaritativas e outras, com generosidade refor&ccedil;ada pelas atuais dificuldades da sociedade portuguesa e especialmente nortenha. Norte que, ali&aacute;s, bem nos pode inspirar a todos, pela capacidade de resistir, recome&ccedil;ar e inovar, que a sua popula&ccedil;&atilde;o reiteradamente demonstra, em muitos dos seus intervenientes sociais, econ&oacute;micos e culturais. Nunca poderei agradecer devidamente o apoio e o carinho com que sempre fui acompanhado pela Diocese do Porto e o seu magn&iacute;fico povo, bem como pelas respetivas institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas e privadas. Quero, ainda assim, destacar a grande comunh&atilde;o eclesial que sempre encontrei nos &oacute;rg&atilde;os coletivos da pastoral diocesana e, acima de tudo, nos car&iacute;ssimos Bispos Auxiliares e demais membros do Conselho Episcopal. Como tudo na Igreja de Cristo, s&oacute; em comunh&atilde;o se serve a comunh&atilde;o: assim foi no Porto, como assim &eacute; e ser&aacute; em Lisboa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. Comunidades de acolhimento e miss&atilde;o<\/p>\n<p>Importa insistir neste ponto e &agrave; luz do Evangelho que ouvimos: &laquo;Naquele tempo designou o Senhor setenta e dois disc&iacute;pulos e enviou-os dois a dois &agrave; sua frente, a todas as cidades e lugares aonde Ele havia de ir. E dizia-lhes: &ldquo;[&hellip;] Quando entrardes nalguma cidade dizei primeiro: &lsquo;Paz a esta casa!&rsquo;&rdquo;&raquo;<\/p>\n<p>Jesus envia os seus disc&iacute;pulos a todas as cidades e lugares aonde ele mesmo havia de ir. Este envio define permanentemente a Igreja e legitima-a como &ldquo;crist&atilde;&rdquo;, participando da miss&atilde;o de Cristo, que &ldquo;por n&oacute;s homens e para nossa salva&ccedil;&atilde;o desceu dos C&eacute;us&rdquo;. Ou, como lhe ouvimos dizer no quarto Evangelho, dirigindo-se ao Pai: &laquo;Assim como Tu me enviaste ao mundo, tamb&eacute;m eu os enviei ao mundo&raquo; (Jo 17, 18). Enviada a todas as cidades e lugares onde Cristo quer chegar, &eacute; fun&ccedil;&atilde;o da Igreja abrir caminho a tudo o que assinala a sua vinda, superando ego&iacute;smos com partilhas e transformado solid&otilde;es em conviv&ecirc;ncias.<\/p>\n<p>&nbsp;Mas, falando de Igreja, falamos de comunidade e n&atilde;o de subjetivismos dispersos. Jesus envia-os &ldquo;dois a dois&rdquo;, como j&aacute; aos Doze Ap&oacute;stolos os reunira em grupo. Tamb&eacute;m e apenas deste modo se pode falar de Igreja &ldquo;crist&atilde;&rdquo;, pois Cristo nada faz essencialmente sem o Pai, ou eclesialmente o quer fazer sem os disc&iacute;pulos. Ensina-nos mesmo que, em Deus, a unidade &eacute; comunh&atilde;o, quando prossegue: &laquo;N&atilde;o rogo s&oacute; por eles, mas tamb&eacute;m por aqueles que h&atilde;o de crer em mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um s&oacute;, como Tu, Pai, est&aacute;s em mim e eu em Ti; para que assim eles estejam em N&oacute;s e o mundo creia que Tu me enviaste&raquo; (Jo 17, 20-21).&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A Igreja n&atilde;o existe para si mesma. No Esp&iacute;rito de Cristo, existe para Deus Pai em permanente a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e para o mundo em constante servi&ccedil;o. O que n&atilde;o se inclui neste duplo e coincidente movimento est&aacute; a mais e exige convers&atilde;o. O mundo, este nosso mundo de hoje em dia, precisa urgentemente de comunidades de acolhimento e miss&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o sendo este um momento de detalhes program&aacute;ticos, adianto, ainda assim, o que me parece mais &oacute;bvio: a Igreja de Lisboa seguir&aacute; as indica&ccedil;&otilde;es do S&iacute;nodo dos Bispos, na sua Mensagem de outubro &uacute;ltimo, e da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, na sua Nota Pastoral de 11 de abril, que visa &ldquo;promover a renova&ccedil;&atilde;o da pastoral da Igreja em Portugal&rdquo;. Tiraremos certamente daqui plano e programa que baste para os pr&oacute;ximos tempos e na maior correspond&ecirc;ncia ao que o nosso povo espera da Igreja, dentro ou mesmo fora das fronteiras da cren&ccedil;a.<\/p>\n<p>Diz-nos o texto sinodal: &laquo;&Eacute; necess&aacute;rio criar comunidades acolhedoras, onde todos os marginalizados encontrem a sua casa, realizar experi&ecirc;ncias concretas de comunh&atilde;o que, com a for&ccedil;a ardente do amor [&hellip;], atraiam o olhar desencantado da humanidade contempor&acirc;nea&raquo; (Mensagem, n&ordm; 3). Comunidades que coletivamente o sejam, quer para acolher, quer procurando quem ainda n&atilde;o chegou, adianta mais &agrave; frente: &laquo;A obra da evangeliza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; tarefa de alguns na Igreja, mas de comunidades eclesiais enquanto tais, onde se tem acesso &agrave; plenitude dos instrumentos do encontro com Jesus: a Palavra, os sacramentos, a comunh&atilde;o fraterna, o servi&ccedil;o da caridade, a miss&atilde;o&raquo; (Mensagem, n&ordm; 8).<\/p>\n<p>O Papa Francisco tem insistido repetidamente neste ponto, nos seus preenchidos meses de luminoso pontificado. E que importante &eacute; e ser&aacute;, que nas nossas comunidades todos possam encontrar sempre um &ldquo;sim&rdquo; &agrave; pessoa que s&atilde;o, mesmo quando n&atilde;o devamos conceder o que imediatamente nos pe&ccedil;am. Ainda a&iacute; imitaremos Cristo, que tanto evidenciava a miseric&oacute;rdia divina como n&atilde;o escondia a exig&ecirc;ncia evang&eacute;lica, quer acolhendo quem vinha, quer propondo sempre mais e melhor, mesmo que dif&iacute;cil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. A consequ&ecirc;ncia sociocultural do Evangelho<\/p>\n<p>Nesta linha geral, a Mensagem do S&iacute;nodo dos Bispos d&aacute;-nos v&aacute;rias indica&ccedil;&otilde;es, absolutamente a reter. Lembro apenas mais uma, ali&aacute;s muito real&ccedil;ada nas recentes Jornadas Pastorais do Episcopado: &laquo;O gesto da caridade, por sua vez, exige ser acompanhado pelo empenho em favor da justi&ccedil;a, com um apelo que a todos envolve, pobres e ricos. Da&iacute; tamb&eacute;m a inser&ccedil;&atilde;o da doutrina social da Igreja nos percursos da nova evangeliza&ccedil;&atilde;o e o cuidado pela forma&ccedil;&atilde;o dos crist&atilde;os que se empenham em servir a conviv&ecirc;ncia humana na vida social e pol&iacute;tica&raquo; (Mensagem, n&ordm; 12).<\/p>\n<p>S&atilde;o muitas e globais, de facto, as consequ&ecirc;ncias socioculturais do Evangelho, quer na concretiza&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria quer na aplica&ccedil;&atilde;o social. Com a difus&atilde;o do cristianismo e a sua feliz coincid&ecirc;ncia com as aspira&ccedil;&otilde;es de tantas sabedorias e credos, foram pouco a pouco germinando sementes de vida, civiliza&ccedil;&atilde;o e cultura de que n&atilde;o podemos abdicar sem p&ocirc;r em risco a pr&oacute;pria humanidade de n&oacute;s todos: a dignidade da pessoa humana, na variedade enriquecida de ra&ccedil;as e povos e sempre protegida e promovida da conce&ccedil;&atilde;o &agrave; morte natural de cada um; a verdade familiar, na complementaridade homem-mulher, na gera&ccedil;&atilde;o e educa&ccedil;&atilde;o dos filhos e na entreajuda entre mais novos e mais velhos; uma vis&atilde;o desmitificada e respons&aacute;vel do conjunto da cria&ccedil;&atilde;o, que assim mesmo abriu espa&ccedil;o &agrave; ci&ecirc;ncia e ao aut&ecirc;ntico desenvolvimento; a valoriza&ccedil;&atilde;o do trabalho, como meio de realiza&ccedil;&atilde;o pessoal e social de cada ser humano, sempre a garantir neste sentido; a distin&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;Deus e C&eacute;sar&rdquo;, que abriu caminho &agrave; laicidade positiva das institui&ccedil;&otilde;es pol&iacute;ticas e &agrave; liberdade religiosa dos cidad&atilde;os; e o reconhecimento te&oacute;rico e pr&aacute;tico de quatro princ&iacute;pios indispens&aacute;veis a qualquer sociedade que se queira justa e realmente livre: a dignidade da pessoa humana, o bem comum, a subsidiariedade e a solidariedade (cf. Comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja, n&ordm; 160).<\/p>\n<p>Nos tempos que vivemos, quase para nos refazermos como sociedade reencontrada, os crist&atilde;os t&ecirc;m de oferecer a todos, crentes ou n&atilde;o crentes, o que recebem de Deus, como luz penetrante, verdade verificada e caridade plena. Com simplicidade, como S&atilde;o Pedro ensinava aos que viviam numa sociedade ainda por evangelizar: &laquo;No &iacute;ntimo do vosso cora&ccedil;&atilde;o, confessai Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a raz&atilde;o da vossa esperan&ccedil;a a todo aquele que vo-la pe&ccedil;a; com mansid&atilde;o e respeito, mantende limpa a consci&ecirc;ncia&#8230;&raquo; (1 Pe 3, 15-16). Tanto mais que, diante da complexidade dos problemas, as respostas nem sempre s&atilde;o f&aacute;ceis, exigindo abertura, esclarecimento e estudo; e os que n&atilde;o concordam hoje connosco, poder&atilde;o faz&ecirc;-lo mais &agrave; frente, em caminhos necessariamente comuns. Como o pr&oacute;prio nome indica, a conc&oacute;rdia come&ccedil;a nos cora&ccedil;&otilde;es, quando ningu&eacute;m desiste de ningu&eacute;m, seja em que campo for.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Rumos a seguir<\/p>\n<p>Concluo, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e estimados amigos, aludindo &agrave; referida Nota pastoral da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, visando promover a renova&ccedil;&atilde;o da pastoral da Igreja em Portugal. Indica-nos ela sete oportunos &ldquo;rumos&rdquo;, dos quais destaco os tr&ecirc;s primeiros: O primado da gra&ccedil;a, &laquo;sabendo todos bem, pastores e fi&eacute;is leigos, que o essencial da viv&ecirc;ncia crist&atilde; e dos frutos pastorais na vida da comunidade n&atilde;o depende tanto do nosso esfor&ccedil;o de programa&ccedil;&atilde;o e da multiplica&ccedil;&atilde;o dos nossos passos e afazeres, mas sobretudo da transforma&ccedil;&atilde;o da nossa mente e da convers&atilde;o do nosso cora&ccedil;&atilde;o, operadas pela a&ccedil;&atilde;o da gra&ccedil;a de Jesus Cristo&raquo;; a comunh&atilde;o para a miss&atilde;o, requerendo &laquo;comunidades que sejam aut&ecirc;nticas escolas de viv&ecirc;ncia da f&eacute; e da comunh&atilde;o, gerando entre todos os seus membros la&ccedil;os de fidelidade, de proximidade e de confian&ccedil;a, que se traduzam no servi&ccedil;o humilde da caridade fraterna&raquo;; e a miss&atilde;o generalizada, &laquo;como empenho da comunidade toda e de todos seus membros&raquo;.<\/p>\n<p>Falando de gra&ccedil;a, comunh&atilde;o e miss&atilde;o, imediatamente pensaremos n&rsquo;Aquela em que tudo se realizou primeiro, no acolhimento e oferta de Jesus Cristo ao mundo. Retomemos o exemplo de Santa Maria, que em Nazar&eacute; acolheu em si mesma e em Bel&eacute;m ofereceu a todos o Verbo de Deus incarnado. &#8211; Lembrai-nos sempre, &oacute; M&atilde;e de Cristo e da Igreja, que isso mesmo havemos de ser: pleno acolhimento de Cristo e miss&atilde;o permanente no mundo, para reedificar na paz a cidade de todos!&nbsp;<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa<\/p>\n<p>Santa Maria de Bel&eacute;m, 7 de julho de 2013<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Edificar na paz a cidade de todos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[187,274,294,314,326],"class_list":["post-61717","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-do-porto","tag-papa-francisco","tag-sacramentos","tag-solidariedade","tag-vida-consagrada"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61717","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61717"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61717\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61717"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61717"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61717"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}