{"id":61642,"date":"2013-07-03T12:23:00","date_gmt":"2013-07-03T12:23:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/07\/03\/emrc-a-comunidade-unida-no-servico-a-educacao\/"},"modified":"2013-07-03T12:23:00","modified_gmt":"2013-07-03T12:23:00","slug":"emrc-a-comunidade-unida-no-servico-a-educacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/emrc-a-comunidade-unida-no-servico-a-educacao\/","title":{"rendered":"EMRC &#8211;  A Comunidade unida no servi\u00e7o \u00e0 Educa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><strong><em><br \/><\/em><\/strong><\/p>\n<p>Com a realiza&ccedil;&atilde;o dos &uacute;ltimos exames, calendarizados para estes dias, vemos conclu&iacute;do o presente ano letivo. Isso n&atilde;o significa que estejam terminados na escola todos os trabalhos deste ano. A escola vive nesta hora um momento de avalia&ccedil;&atilde;o do ano letivo que termina e um tempo de prepara&ccedil;&atilde;o e programa&ccedil;&atilde;o do novo ano que come&ccedil;a no pr&oacute;ximo m&ecirc;s de setembro. Avaliar com rigor e programar com clarivid&ecirc;ncia s&atilde;o sempre trabalho necess&aacute;rio a exigir acrescido esfor&ccedil;o de toda a comunidade educativa.<\/p>\n<p>Este ano, que agora se conclui, fica marcado no &acirc;mbito da Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica (EMRC) pela promulga&ccedil;&atilde;o da nova legisla&ccedil;&atilde;o que vem dar renovada consist&ecirc;ncia legal ao exerc&iacute;cio do ensino desta disciplina curricular.<\/p>\n<p>Este texto legislativo org&acirc;nico, estruturado e consistente &eacute; fruto de um prolongado trabalho realizado entre a Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa e o Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o e Ci&ecirc;ncia, que mereceu parecer favor&aacute;vel da Comiss&atilde;o Parit&aacute;ria, aprova&ccedil;&atilde;o em Conselho de Ministros e promulga&ccedil;&atilde;o do senhor Presidente da Rep&uacute;blica.<\/p>\n<p>O Decreto &ndash; Lei n.&ordm; 70\/2013, de 23 de maio, re&uacute;ne e configura toda a legisla&ccedil;&atilde;o anterior, que foi dando forma e abrindo caminho ao direito dos alunos e dos encarregados de educa&ccedil;&atilde;o de escolherem um projeto educativo assente nos valores da educa&ccedil;&atilde;o moral e religiosa cat&oacute;lica.<\/p>\n<p>Sendo a disciplina de EMRC, na escola p&uacute;blica estatal, uma disciplina de oferta obrigat&oacute;ria e de frequ&ecirc;ncia facultativa, ela inscreve-se legalmente no quadro do respeito inviol&aacute;vel pelo direito dos alunos de escolherem uma resposta educativa que assegure a sua forma&ccedil;&atilde;o integral.<\/p>\n<p>As estat&iacute;sticas revelam que a frequ&ecirc;ncia desta disciplina tem sido est&aacute;vel ao longo das &uacute;ltimas d&eacute;cadas. Mudou a cultura de escola e transformaram-se os contextos de vida da sociedade atual, mas n&atilde;o se alterou nem diminuiu o desejo das fam&iacute;lias de encontrarem na disciplina de EMRC um necess&aacute;rio contributo para a educa&ccedil;&atilde;o dos seus filhos.<\/p>\n<p>Tem aumentado significativamente, nos &uacute;ltimos anos, o n&uacute;mero de alunos do primeiro ciclo que se matriculam nas aulas de EMRC, em conformidade com a lei. Isto diz-nos que as fam&iacute;lias procuram dar aos seus filhos, desde o in&iacute;cio do ensino b&aacute;sico, a possibilidade de frequentar esta disciplina, conscientes dos benef&iacute;cios que da&iacute; lhes adv&ecirc;m.<\/p>\n<p>H&aacute; muitos alunos que frequentam EMRC independentemente das suas convic&ccedil;&otilde;es religiosas e do seu credo de f&eacute;. Compreendemos todos que EMRC n&atilde;o &eacute; catequese nem somente educa&ccedil;&atilde;o c&iacute;vica. A EMRC oferece aos alunos e &agrave; comunidade escolar um olhar de interdisciplinaridade para a beleza, valor e sentido da vida.<\/p>\n<p>Ser aluno de EMRC significa aprender caminhos firmados na dignidade humana, sentir o fasc&iacute;nio do transcendente e a lucidez diante do tempo presente, saborear a alegria de trabalhar em conjunto, preencher de alma o viver em comunidade, ler a hist&oacute;ria com a sabedoria da intelig&ecirc;ncia e abra&ccedil;ar as grandes causas da humanidade com a do&ccedil;ura do cora&ccedil;&atilde;o. Ser aluno de EMRC consiste em moldar a vida pelos valores do evangelho de Jesus e ajuda a descobrir o encanto da f&eacute; e a paix&atilde;o pela miss&atilde;o da Igreja.<\/p>\n<p>Os protagonistas da EMRC s&atilde;o sempre os alunos e as suas fam&iacute;lias. O seu meio natural &eacute; a comunidade escolar. O seu horizonte &eacute; a plenitude da vida dos alunos sem marcas temporais e sem fronteiras ideol&oacute;gicas. Os seus agentes mais diretos s&atilde;o os professores de EMRC e a comunidade educativa no seu todo.<\/p>\n<p>Ningu&eacute;m na comunidade se deve alhear desta grande causa nem dispensar deste servi&ccedil;o &agrave; educa&ccedil;&atilde;o, a come&ccedil;ar pelos professores e restantes agentes educativos. O segredo do &ecirc;xito conseguido em tantas escolas do nosso pa&iacute;s pela disciplina de EMRC est&aacute; precisamente aqui: ela &eacute; um ato vivo de toda a comunidade, que conhece as suas crian&ccedil;as, os seus jovens e as suas fam&iacute;lias. S&oacute; uma comunidade assim unida neste agir educativo e consciente da grandeza desta responsabilidade comum consegue dar &agrave; escola o melhor de si mesma.<\/p>\n<p>E aqui a Igreja tem uma palavra a dizer, um testemunho a dar e uma experi&ecirc;ncia de muitos s&eacute;culos a partilhar. O professor de EMRC n&atilde;o est&aacute; s&oacute;. A escola n&atilde;o pode ser uma desconhecida ou ignorada da comunidade. A miss&atilde;o de ensinar e o direito de aprender n&atilde;o devem estar ausentes nem distantes do viver coletivo da comunidade no seu todo.<\/p>\n<p>As aulas de EMRC n&atilde;o se mendigam nem se imp&otilde;em automaticamente. Merecem-se. A escola tem direito de as exigir da comunidade como verdadeiro e insubstitu&iacute;vel compromisso em prol do bem comum e da causa da educa&ccedil;&atilde;o. O ensino nas nossas escolas tem de exprimir o que a comunidade pensa, sente e quer e deve espelhar a pr&oacute;pria alma da comunidade no que de mais belo ela possui.<\/p>\n<p>A presente legisla&ccedil;&atilde;o &eacute;, tamb&eacute;m neste contexto, uma oportunidade que a escola deve valorizar, que os alunos e encarregados de educa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o chamados a conhecer, que os professores de EMRC t&ecirc;m o dever de implementar com compet&ecirc;ncia e que toda a comunidade deve assumir com verdade.<\/p>\n<p>O quadro legal em que nos movemos cumpre a Constitui&ccedil;&atilde;o da Rep&uacute;blica e regulamenta, naquilo que lhe concerne, a Concordata de 2004, celebrada entre o Estado Portugu&ecirc;s e a Santa S&eacute;. A adapta&ccedil;&atilde;o a este novo enquadramento legislativo vai exigir muito da escola e da comunidade.<\/p>\n<p>Pertence-nos a todos concretizar caminhos e cumprir objetivos expressos nesta legisla&ccedil;&atilde;o, para que cada vez mais os alunos possam encontrar nas aulas de EMRC as respostas a que t&ecirc;m direito e procurar a&iacute; os valores onde se respaldem os horizontes do seu futuro.<\/p>\n<p>Nesta &eacute;poca de matr&iacute;culas cumpre-nos sensibilizar as fam&iacute;lias, a escola e a comunidade para o bem que a disciplina lhes oferece. Estamos, assim, a construir uma escola melhor e a lan&ccedil;ar bases s&oacute;lidas do futuro de Portugal.<\/p>\n<p>Aveiro, 1 de julho de 2013<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro e presidente da Comiss&atilde;o Episcopal da Educa&ccedil;&atilde;o Crist&atilde; e Doutrina da F&eacute;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com a realiza&ccedil;&atilde;o dos &uacute;ltimos exames, calendarizados para estes dias, vemos conclu&iacute;do o presente ano letivo. Isso n&atilde;o significa que estejam terminados na escola todos os trabalhos deste ano. 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