{"id":61615,"date":"2013-06-29T21:40:08","date_gmt":"2013-06-29T21:40:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/06\/29\/homilia-na-missa-exequial-de-d-joao-alves-bispo-emerito-de-coimbra\/"},"modified":"2013-06-29T21:40:08","modified_gmt":"2013-06-29T21:40:08","slug":"homilia-na-missa-exequial-de-d-joao-alves-bispo-emerito-de-coimbra","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-na-missa-exequial-de-d-joao-alves-bispo-emerito-de-coimbra\/","title":{"rendered":"Homilia na missa exequial de D. Jo\u00e3o Alves, bispo em\u00e9rito de Coimbra"},"content":{"rendered":"<p>Toda a vida dos disc&iacute;pulos do Senhor &eacute; uma caminhada em dire&ccedil;&atilde;o a Ema&uacute;s. Por meio das Escrituras narradas, explicadas e rezadas vai-se acende-se a luz da f&eacute; e entra-se em maior profundidade no mist&eacute;rio de Deus que nos envolve. Por meio da Fra&ccedil;&atilde;o do P&atilde;o, sente-se arder o cora&ccedil;&atilde;o, mesmo que n&atilde;o se compreenda tudo, abrem-se os olhos para o encontro com o Senhor Ressuscitado e reconhece-se a sua presen&ccedil;a no meio de n&oacute;s.<\/p>\n<p>A f&eacute; dos Ap&oacute;stolos, recebida como dom de Deus, mas tamb&eacute;m constru&iacute;da como resposta na intimidade do encontro e da rela&ccedil;&atilde;o com a Palavra e a Eucaristia, &eacute; sempre marcada pelo solene an&uacute;ncio da sua ressurrei&ccedil;&atilde;o, tal como conclu&iacute;a o texto do Evangelho que escut&aacute;mos.<\/p>\n<p>D. Jo&atilde;o Alves concluiu esse caminho em dire&ccedil;&atilde;o a Ema&uacute;s, pois chegou ao encontro definitivo com o Senhor Ressuscitado, que durante a vida terrena acolheu por meio da explica&ccedil;&atilde;o das Escrituras, por meio da f&eacute; profunda e comprometida, que o levou ao conhecimento de Jesus Cristo, a andar com ele todos os caminhos da vida e a fazer-se seu servo. Entrou na sua intimidade aquele que, com o Senhor, partiu in&uacute;meras vezes o P&atilde;o, se sentou &agrave; mesa da Palavra e da Eucaristia para delas fazer o alimento quotidiano, e testemunhou com palavras e com a&ccedil;&otilde;es a grande not&iacute;cia de que o Senhor Ressuscitou.<\/p>\n<p>A caminhada crist&atilde; iniciada no batismo e vivida nos longos anos de amizade com Cristo, tanto no exerc&iacute;cio do minist&eacute;rio de presb&iacute;tero como do minist&eacute;rio episcopal, chegou agora ao seu termo terreno. Depois da contempla&ccedil;&atilde;o da gl&oacute;ria de Deus na terra, chegou o momento da contempla&ccedil;&atilde;o da gl&oacute;ria de Deus no C&eacute;u, a primeira ainda parcial e imperfeita, alimentada pela f&eacute;, a segunda j&aacute; como vis&atilde;o beat&iacute;fica pela qual se desfazem todos os mist&eacute;rios e se entra na comunh&atilde;o eterna para a qual fomos criados.<\/p>\n<p>Damos gra&ccedil;as a Deus por este seu disc&iacute;pulo, seu amigo e sua testemunha, D. Jo&atilde;o Alves, que entregou a sua vida ao servi&ccedil;o do Senhor Jesus Cristo, da sua Igreja e de todos aqueles que foram destinat&aacute;rios da sua a&ccedil;&atilde;o, de um modo particular a Diocese de Coimbra. Aquilo que somos hoje enquanto por&ccedil;&atilde;o do Povo de Deus deve-se tamb&eacute;m &agrave; sua f&eacute;, &agrave; sua dedica&ccedil;&atilde;o e &agrave; sua fidelidade a uma voca&ccedil;&atilde;o acolhida com amor e vivida com muita generosidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O texto do Evangelho de S. Lucas oferecia hoje &agrave; nossa reflex&atilde;o alguns pontos importantes, tanto para a nossa vida de pastores como para a vida de todo o crist&atilde;o, uns e outros chamados a incarnar a mensagem que brota da vida de Jesus.<\/p>\n<p>Na caminhada em dire&ccedil;&atilde;o a Ema&uacute;s Jesus aproximou-se dos seus disc&iacute;pulos e p&ocirc;s-se com eles a caminho. Esta &eacute; a forma de agir de Jesus na rela&ccedil;&atilde;o com cada um de n&oacute;s, com os seus irm&atilde;os e com o seu povo. Ele come&ccedil;a sempre por tomar a iniciativa de se aproximar de n&oacute;s. Na incarna&ccedil;&atilde;o veio ao nosso encontro, tornou-se um de n&oacute;s, com o &uacute;nico desejo de manifestar o amor do Pai, de nos amar e de realizar a grande obra do amor de Deus, que &eacute; a nossa salva&ccedil;&atilde;o. A cruz e a morte aproximaram-no ainda mais de n&oacute;s, pois nelas assumiu de modo real toda a nossa fraqueza e mis&eacute;ria. Pela ressurrei&ccedil;&atilde;o aproximou-se de todo o seu Povo para o elevar &agrave; gl&oacute;ria do Pai.<\/p>\n<p>Somente pondo-se a caminho connosco, partilhando a nossa vida e amizade entra no mais &iacute;ntimo de cada um de n&oacute;s; a&iacute; se d&aacute; a conhecer, a&iacute; nos cativa e a&iacute; nos conquista livremente para o amor do Pai.<\/p>\n<p>Cada um de n&oacute;s, crist&atilde;os leigos, consagrados ou pastores, &eacute; chamado, em primeiro lugar, a deixar-se alcan&ccedil;ar pelo Senhor, que vem ao nosso encontro, se aproxima e caminha connosco, quer quando j&aacute; o reconhecemos quer enquanto ainda se n&atilde;o abriram os olhos e pensamos caminhar sozinhos. Quem teve a gra&ccedil;a de acreditar no Senhor e de sentir a sua presen&ccedil;a constante nos momentos bons e maus da vida, encontrou verdadeiramente um tesouro ao qual nada se pode comparar.<\/p>\n<p>Cada um de n&oacute;s que entrou nessa intimidade, car&iacute;ssimos irm&atilde;os, &eacute; chamado a dar continuidade a essa atitude de Cristo, como condi&ccedil;&atilde;o imprescind&iacute;vel para realizar a miss&atilde;o que recebeu. N&atilde;o h&aacute; ap&oacute;stolo, nem disc&iacute;pulo ou testemunha, que n&atilde;o esteja dispon&iacute;vel para se aproximar dos outros, para ir ao seu encontro e para fazer caminho com eles, no reconhecimento daquilo que eles s&atilde;o, das suas apreens&otilde;es, alegrias e tristezas, grandezas e fragilidades.<\/p>\n<p>No desejo de atualizar para a Igreja de hoje as atitudes evang&eacute;licas de Jesus Cristo, o Conc&iacute;lio Vaticano II ajudou-nos a dar este passo de gigante: aproximou a Igreja do mundo, p&ocirc;-la a caminhar com o mundo, revelou-lhe o rosto divino nos rostos humanos, tal como nos recordou de forma lapidar a <em>Gaudium et Spes<\/em> &ldquo;As alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, s&atilde;o tamb&eacute;m as alegrias e as esperan&ccedil;as, as tristezas e as ang&uacute;stias dos disc&iacute;pulos de Cristo; e n&atilde;o h&aacute; realidade alguma verdadeiramente humana que n&atilde;o encontre eco no seu cora&ccedil;&atilde;o&rdquo; (GS 1). Tanto a Igreja enquanto institui&ccedil;&atilde;o animada pelo Esp&iacute;rito Santo de Deus, como cada um dos seus membros ou cada uma das suas pequenas comunidades sente bem vivo este apelo a sair, a ir ao encontro, a caminhar com as pessoas e com a humanidade, simplesmente para lhe possibilitar esse encontro ardente com o Mestre, com o Ressuscitado.<\/p>\n<p>Por sua vez, o Senhor fez-nos compreender que temos acesso ao conhecimento de Deus por meio das Escrituras lidas, explicadas e rezadas: &ldquo;Depois, come&ccedil;ando por Mois&eacute;s e passando pelos Profetas, explicou-lhes em todas as Escrituras o que lhe dizia respeito&rdquo;.<\/p>\n<p>O amor pelas Sagradas Escrituras lidas e interpretadas &agrave; luz da f&eacute; e da raz&atilde;o foi tamb&eacute;m promovido pelo Conc&iacute;lio Vaticano II, concretamente na <em>Dei Verbum<\/em>, que diz: &ldquo;o sagrado Conc&iacute;lio exorta com ardor e insist&ecirc;ncia todos os fi&eacute;is, mormente os religiosos, a que aprendam &laquo;a sublime ci&ecirc;ncia de Jesus Cristo&raquo; (Fil. 3,8) com a leitura frequente das divinas Escrituras, porque &laquo;a ignor&acirc;ncia das Escrituras &eacute; ignor&acirc;ncia de Cristo&raquo; (S. Jer&oacute;nimo, <em>Comm. in Is<\/em>. Prol.: PL 24, 17) (DV 25).<\/p>\n<p>Temos um grande caminho a fazer para nos aproximarmos do Deus, que se revela pelas Escrituras e para conhecer Jesus Cristo, de quem todas elas falam: o Antigo Testamento no sentido de profecia; o Novo Testamento na perspetiva da realiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O texto do Evangelho conclu&iacute;a mostrando como o Senhor se tornou acess&iacute;vel aos seus disc&iacute;pulos por meio da Fra&ccedil;&atilde;o do P&atilde;o, por meio da Eucaristia, o P&atilde;o para matar a fome de todos e o Vinho que sacia todos os que procuram o Senhor de cora&ccedil;&atilde;o aberto &agrave; convers&atilde;o e ao amor.<\/p>\n<p>A Igreja n&atilde;o cessa de abrir-nos as portas para o encontro com Cristo, especialmente por meio do sacramento da Eucaristia, o sacramento que alimenta toda a vida de Deus em n&oacute;s e pelo qual partilhamos j&aacute; a comunh&atilde;o com Ele. Tamb&eacute;m neste aspeto o Conc&iacute;lio nos abriu as portas a uma participa&ccedil;&atilde;o mais viva na imensa riqueza de Cristo que se oferece ao Pai no altar da cruz e se d&aacute; aos homens no altar da Eucaristia em que podem tomar parte. O uso das diferentes l&iacute;nguas faladas pelos diversos povos, a pluralidade dos minist&eacute;rios e servi&ccedil;os, tanto laicais como ordenados, a presen&ccedil;a ativa de todos por meio da leitura e da escuta, das palavras e dos sil&ecirc;ncios, dos gestos e dos sinais, do canto e da recita&ccedil;&atilde;o, da partilha e da entrega, exprimem uma Igreja, Povo de Deus, onde cada um p&otilde;e ao servi&ccedil;o dos outros o que &eacute; e o que tem para edifica&ccedil;&atilde;o comum.<\/p>\n<p>Os Onze e os que estavam com eles, anunciavam que o Senhor ressuscitou e apareceu a Sim&atilde;o. No fundo, toda a comunidade crist&atilde;, animada pela f&eacute;, se sentiu enviada e protagonista da miss&atilde;o de evangelizar centrada no mist&eacute;rio pascal de Jesus Cristo. O Conc&iacute;lio reavivou na Igreja esta consci&ecirc;ncia de que a miss&atilde;o cabe a todos os crist&atilde;os e que cada um tem a sua parte de responsabilidade na constru&ccedil;&atilde;o do Corpo, de acordo com o dom da voca&ccedil;&atilde;o que recebeu.<\/p>\n<p>Estas perspetivas que ressaltam do testo do Evangelho de Lucas e postas em evid&ecirc;ncia pelo Conc&iacute;lio Vaticano II, constitu&iacute;ram pontos fortes do pensamento, da a&ccedil;&atilde;o e da vida de D. Jo&atilde;o Alves. Plenamente imbu&iacute;do da letra e do esp&iacute;rito do Conc&iacute;lio Vaticano II, fez dele a magna carta da sua a&ccedil;&atilde;o pastoral e procurou p&ocirc;r em pr&aacute;tica as suas intui&ccedil;&otilde;es fundamentais: procurou abrir a Igreja e lev&aacute;-la ao encontro do mundo e ao di&aacute;logo com o mundo; incentivou o regresso ao Evangelho posto ao alcance de toda a Igreja; levou &agrave; descoberta da Eucaristia, como lugar de constru&ccedil;&atilde;o da Igreja e sinal vis&iacute;vel da unidade da comunidade crist&atilde; ao &uacute;nico Senhor e Salvador; trabalhou por uma Igreja, verdadeiro Povo de Deus, tanto nas afirma&ccedil;&otilde;es teol&oacute;gicas e doutrinais como no efetivo assumir da corresponsabilidade por parte de todos os seus membros.<\/p>\n<p>No desejo de construir a Igreja no tempo que nos &eacute; dado, todos n&oacute;s, comunidade diocesana, procuremos ser fi&eacute;is &agrave; linha de continuidade de que somos herdeiros e que teve um ponto alto na reflex&atilde;o e na a&ccedil;&atilde;o de D. Jo&atilde;o Alves, que teve a gra&ccedil;a de colher e transmitir &agrave; Diocese o dinamismo renovador do Conc&iacute;lio Vaticano II.<\/p>\n<p>Pedimos ao Senhor que nos ajude a prosseguir no caminho de constru&ccedil;&atilde;o de uma Igreja bem enraizada na f&eacute; e nas Escrituras, dispon&iacute;vel para ir ao encontro de todos os homens e mulheres do nosso tempo e para caminhar com eles em todas as situa&ccedil;&otilde;es. Pedimos ao Senhor que fa&ccedil;a de n&oacute;s uma Igreja viva em todos os seus membros, onde todos t&ecirc;m o seu lugar e sentem a alegria de viver e testemunhar a f&eacute;.<\/p>\n<p>Que Maria acompanhe e proteja esta Igreja Diocesana de Coimbra na fidelidade a Cristo e aos caminhos novos que o Esp&iacute;rito Santo em cada tempo nos faz descobrir. &Aacute;men.<\/p>\n<p>S&eacute; Nova de Coimbra, 29 de junho de 2013<\/p>\n<p><em>D. Virg&iacute;lio do Nascimento Antunes, bispo de Coimbra<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toda a vida dos disc&iacute;pulos do Senhor &eacute; uma caminhada em dire&ccedil;&atilde;o a Ema&uacute;s. Por meio das Escrituras narradas, explicadas e rezadas vai-se acende-se a luz da f&eacute; e entra-se em maior profundidade no mist&eacute;rio de Deus que nos envolve. 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