{"id":61594,"date":"2013-06-28T13:00:58","date_gmt":"2013-06-28T13:00:58","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/06\/28\/cadeira-vazia-encantamento-e-desconfianca\/"},"modified":"2013-06-28T13:00:58","modified_gmt":"2013-06-28T13:00:58","slug":"cadeira-vazia-encantamento-e-desconfianca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/cadeira-vazia-encantamento-e-desconfianca\/","title":{"rendered":"Cadeira vazia, encantamento e desconfian\u00e7a"},"content":{"rendered":"<p>Oct\u00e1vio Carmo <!--more--> <\/p>\n<p>Bastou uma cadeira vazia para que regressassem ao Vaticano as teorias da conspira&ccedil;&atilde;o, as declara&ccedil;&otilde;es n&atilde;o confirmadas, as fontes privilegiadas que nunca d&atilde;o a cara e as cr&iacute;ticas ao Papa, agora outro. Francisco ainda goza da sua &lsquo;lua de mel&rsquo; com boa parte da Igreja Cat&oacute;lica e da imprensa, mas a sua aus&ecirc;ncia no concerto do &uacute;ltimo s&aacute;bado, nas celebra&ccedil;&otilde;es do Ano da F&eacute;, por causa de uma &ldquo;tarefa urgente e inadi&aacute;vel&rdquo;, como foi ent&atilde;o explicado, serviu para mostrar (se d&uacute;vidas houvesse) que o gosto pelos bastidores, pela coscuvilhice (que ele tanto tem criticado) e a intriga n&atilde;o desapareceu&hellip;<\/p>\n<p>H&aacute; pessoas que temem (desejam?) que o Papa argentino n&atilde;o esteja &agrave; altura da miss&atilde;o que lhe foi confiada pelos cardeais e que ainda n&atilde;o se tenha apercebido da real implica&ccedil;&atilde;o das suas decis&otilde;es, que afetam n&atilde;o s&oacute; a Diocese de Roma, mas todo o mundo cat&oacute;lico. Mais ainda: n&atilde;o se co&iacute;bem de o criticar por declara&ccedil;&otilde;es que ningu&eacute;m sabe se proferiu nem t&ecirc;m qualquer pejo em definir exatamente como &eacute; que ele deve falar e comportar-se, para n&atilde;o embara&ccedil;ar a Igreja. Francisco, s&oacute; Francisco como decidiu ser chamado, n&atilde;o &eacute; um Papa monarca, por certo, mas n&atilde;o &eacute; por isso que ocupa com menos dignidade o seu lugar.<\/p>\n<p>Tenho a convic&ccedil;&atilde;o, que j&aacute; vi partilhada nos muitos balan&ccedil;os que foram feitos dos primeiros dias do pontificado, de que a lideran&ccedil;a do Papa, deste e de todos, &eacute; espiritual e quando se trata disso o estilo n&atilde;o &eacute; quest&atilde;o secund&aacute;ria, mas essencial. A reforma, na Igreja, nasce sempre dentro de cada pessoa e &eacute; o exemplo do pr&oacute;prio Francisco, na sua simplicidade e proximidade, que tem de questionar todos sobre o que deve mudar, a come&ccedil;ar por si pr&oacute;prios.<\/p>\n<p>A op&ccedil;&atilde;o tomada em rela&ccedil;&atilde;o ao &lsquo;Banco do Vaticano&rsquo;, criando uma comiss&atilde;o de inqu&eacute;rito, que responde apenas perante o Papa, &eacute; a primeira medida de &lsquo;governo&rsquo; de Francisco, que deixa claro que o patamar de decis&atilde;o ser&aacute; sempre o dele: uma mensagem importante para dentro e para o exterior, mostrando que h&aacute; vontade de decidir e que essas decis&otilde;es ser&atilde;o tomadas, mesmo que sejam duras.<\/p>\n<p>Tenho medo das pessoas que se acham demasiado boas para terem um Papa como Francisco e das que acham que ele &eacute; demasiado bom para ser Papa. Compreendo que, por causa da personalidade de cada um, este in&iacute;cio de pontificado se viva entre o encantamento e a desconfian&ccedil;a, mas estou certo de que os primeiros sinais promissores de que a mensagem do sucessor de Bento XVI &eacute; capaz de chegar ao mundo e &agrave; Igreja, apesar das suas diferen&ccedil;as, redundar&atilde;o em palavras e gestos muito significativos. E as pessoas v&atilde;o ter de se habituar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Oct\u00e1vio Carmo<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[120],"class_list":["post-61594","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-editorial","tag-bento-xvi"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61594","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61594"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61594\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61594"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61594"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61594"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}