{"id":61515,"date":"2013-06-21T11:34:00","date_gmt":"2013-06-21T11:34:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/06\/21\/ii-concilio-do-vaticano-fenomeno-da-igreja-e-facto-do-mundo\/"},"modified":"2013-06-21T11:34:00","modified_gmt":"2013-06-21T11:34:00","slug":"ii-concilio-do-vaticano-fenomeno-da-igreja-e-facto-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-fenomeno-da-igreja-e-facto-do-mundo\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano: Fen\u00f3meno da igreja e facto do mundo"},"content":{"rendered":"<p>Quando o Papa Jo\u00e3o XXIII convocou o II Conc\u00edlio do Vaticano sentiu-se \u201cgrande estupefac\u00e7\u00e3o\u201d, mas tal como ele disse v\u00e1rias vezes a ideia foi fruto de inesperada inspira\u00e7\u00e3o. Num artigo publicado na revista Estudos, \u00f3rg\u00e3o do Centro Acad\u00e9mico de Democracia Crist\u00e3 (CADC), Ant\u00f3nio Sousa Franco escreveu que esta assembleia magna foi convocada \u201cna inten\u00e7\u00e3o de lan\u00e7ar uma ponte para todo o mundo contempor\u00e2neo\u201d. <!--more--> <\/p>\n<p>Quando o Papa Jo&atilde;o XXIII convocou o II Conc&iacute;lio do Vaticano sentiu-se &ldquo;grande estupefac&ccedil;&atilde;o&rdquo;, mas tal como ele disse v&aacute;rias vezes a ideia foi fruto de inesperada inspira&ccedil;&atilde;o. Num artigo publicado na revista Estudos, &oacute;rg&atilde;o do Centro Acad&eacute;mico de Democracia Crist&atilde; (CADC), Ant&oacute;nio Sousa Franco escreveu que esta assembleia magna foi convocada &ldquo;na inten&ccedil;&atilde;o de lan&ccedil;ar uma ponte para todo o mundo contempor&acirc;neo&rdquo;.<\/p>\n<p>Numa pastoral dedicada ao conc&iacute;lio, explicava o cardeal Montini (na altura arcebispo de Mil&atilde;o-It&aacute;lia, mas eleito Papa em junho de 1963), o sentido a atribuir ao conceito de reforma, que a designa&ccedil;&atilde;o de certo fen&oacute;meno hist&oacute;rico poderia levar a interpretar erradamente. O arcebispo de Mil&atilde;o dizia: &ldquo;Donde nasce o conceito de reforma? Nasce de duas ra&iacute;zes: a observa&ccedil;&atilde;o de um mal e uma reac&ccedil;&atilde;o concebida de modos variados.&rdquo;<\/p>\n<p>A obra de Deus realiza-se &ldquo;em homens deste mundo&rdquo;, os quais podem &ldquo;ser fal&iacute;veis e caducos&rdquo;, ainda que sustentados pela &ldquo;sua gra&ccedil;a e pelo desejo de seguir Cristo&rdquo;, escreveu o cardeal Montini na Quaresma de 1962.<\/p>\n<p>Perante esta ideia de reforma, &eacute; fundamental distinguir dois aspectos na Igreja: o de institui&ccedil;&atilde;o divina e o de comunidade composta por homens, pode-se dizer, em certo sentido, o ideal e o real. &ldquo;A reforma &eacute; um esfor&ccedil;o perene na Igreja, que tende a aproximar a ideia divina da realidade humana, e esta daquela&rdquo;, sublinhou na altura o arcebispo italiano.<\/p>\n<p>Para este di&aacute;logo com o mundo t&ecirc;m de se encarar de frente &ldquo;todos os problemas, especialmente os que envolvem op&ccedil;&otilde;es directamente operantes no &acirc;mbito sobrenatural (ou que neles se repercutem). E a Igreja tem considerado de modo muito particular as religi&otilde;es n&atilde;o crist&atilde;s, que adoram o mesmo Deus, procurando, ao mostrar-lhes os seus erros, salvar aquilo que nelas representa sincero louvor a Deus e esperan&ccedil;a de evangeliza&ccedil;&atilde;o do Mundo&rdquo;, escreveu Ant&oacute;nio Sousa Franco, na revista &laquo;Estudos&raquo;, Outubro-Novembro 1963; N&ordm; 420-421.<\/p>\n<p>Com realismo determinado por um esp&iacute;rito crist&atilde;o esclarecido, &ldquo;n&atilde;o esperemos do Conc&iacute;lio mais do que ele pode dar&rdquo;, escreveu na referida revista o pol&iacute;tico portugu&ecirc;s e um dos pais da &uacute;ltima Concordata entre Portugal e a Santa S&eacute;. Nesse mesmo texto, Ant&oacute;nio Sousa Franco dizia: &ldquo;Para que corresponda &agrave;s necessidades da Igreja, que s&atilde;o as do mundo, comecemos desde j&aacute; a dar execu&ccedil;&atilde;o ao que, se n&oacute;s fizermos, assegurar&aacute; o bom &ecirc;xito do conc&iacute;lio&rdquo;.<\/p>\n<p>Esse &ecirc;xito s&oacute; acontecer&aacute; se existir uma renova&ccedil;&atilde;o de vida, de mentalidades, costumes, &ldquo;com base nos ditames conciliares a aprovar pelo Papa&rdquo;, frisou e conclui Ant&oacute;nio Sousa Franco: &ldquo;O conc&iacute;lio, no fundo, ser&aacute; para o mundo o que n&oacute;s formos&rdquo;.<\/p>\n<p>Passados 50 anos do in&iacute;cio desta assembleia magna e baseado no texto de Sousa Franco, apetece perguntar: &ldquo;O &ecirc;xito do II Conc&iacute;lio do Vaticano j&aacute; apareceu?&rdquo;.<\/p>\n<p><em>LFS&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o Papa Jo\u00e3o XXIII convocou o II Conc\u00edlio do Vaticano sentiu-se \u201cgrande estupefac\u00e7\u00e3o\u201d, mas tal como ele disse v\u00e1rias vezes a ideia foi fruto de inesperada inspira\u00e7\u00e3o. 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