{"id":61512,"date":"2013-06-21T09:54:22","date_gmt":"2013-06-21T09:54:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/06\/21\/igreja-distingue-percurso-de-roberto-carneiro\/"},"modified":"2013-06-21T09:54:22","modified_gmt":"2013-06-21T09:54:22","slug":"igreja-distingue-percurso-de-roberto-carneiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/igreja-distingue-percurso-de-roberto-carneiro\/","title":{"rendered":"Igreja distingue percurso de Roberto Carneiro"},"content":{"rendered":"<p>O j\u00fari do Pr\u00e9mio \u00c1rvore da Vida \u2013 Padre Manuel Antunes decidiu atribuir o galard\u00e3o deste ano a Roberto Carneiro pela \u201caposta inequ\u00edvoca\u201d na pessoa humana do antigo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, que percorre mem\u00f3rias e apresenta convic\u00e7\u00f5es em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA &#8211; Certo dia, disse que tinha com a educa&ccedil;&atilde;o um &laquo;romance indestrut&iacute;vel&raquo;. Atualmente, em que estado est&aacute; esse romance?<\/em><\/p>\n<p><em>Roberto Carneiro &ndash;<\/em> Estamos cada vez mais indissoci&aacute;veis porque &eacute; uma paix&atilde;o que se vai acumulando ao longo do tempo e vai sendo consolidada. A educa&ccedil;&atilde;o &eacute; um tema inesgot&aacute;vel. Quanto mais estudo, menos sei&hellip; Estudar cada vez mais para conseguir tentar perceber as quest&otilde;es essenciais, como o sentido da vida, a miss&atilde;o da educa&ccedil;&atilde;o e a educa&ccedil;&atilde;o do homem integral. Quest&otilde;es centrais que tenho refletido e amadurecido ao longo da vida. Mas ainda n&atilde;o cheguei ao &laquo;ponto de rebu&ccedil;ado&raquo;, ainda estou muito longe disso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Ainda n&atilde;o chegou ao &laquo;ponto de rebu&ccedil;ado&raquo;, depois de tantas d&eacute;cadas de investiga&ccedil;&atilde;o nesta &aacute;rea?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Quanto mais investigamos, menos sabemos. Quanto mais conhecemos, mais desconhecemos. Temos de investigar mais e determinar novos rumos a abrir. Muitas vezes, descobrimos coisas que nunca t&iacute;nhamos pensado. A ignor&acirc;ncia do investigador &eacute;, digamos, a humildade do perguntar constantemente. O colocar perguntas com frequ&ecirc;ncia&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esta sexta-feira recebe o pr&eacute;mio &Aacute;rvore da Vida &ndash; Padre Manuel Antunes. Conheceu o docente e jesu&iacute;ta que deu o nome ao pr&eacute;mio?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Fiz um curso com ele, na d&eacute;cada de 60, na Faculdade de Letras em Lisboa. Era um homem fascinante. Fr&aacute;gil e franzino do ponto de vista f&iacute;sico, com voz abafada. Os alunos &laquo;lutavam&raquo; para ficarem nas primeiras filas para ouvir bem. Era um homem que cativava qualquer audi&ecirc;ncia. Punha todos os alunos em sentido perante a sua enorme sabedoria. Citava &laquo;coisas&raquo; em grego e em latim, mas suscitava a necessidade de aprender mais. Era um homem verdadeiramente insinuante na forma de lecionar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Isso &eacute; o verdadeiro trof&eacute;u do educador&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> &Eacute;. O trof&eacute;u do educador &eacute; persuadir o educando (aluno) a aprender. &Eacute; lev&aacute;-lo a aprender. As pessoas aprendem quando conseguem ter a sede da sabedoria. &Eacute; um libertar da mente humana para o ato cont&iacute;nuo de investigar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quando foi ministro da Educa&ccedil;&atilde;o foram essas prioridades que tentou implementar?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> O minist&eacute;rio &eacute; um servi&ccedil;o. Sou o mais humilde dos servidores da causa da educa&ccedil;&atilde;o. Sou o soldado raso desta coordena&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sou general nem marechal. &Eacute; um servi&ccedil;o que se procura fazer, &agrave;s vezes com muito mart&iacute;rio e sacrif&iacute;cio, mas &agrave;s vezes com muitas satisfa&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m. &Eacute; preciso perceber que por detr&aacute;s de cada aluno e professor, h&aacute; uma pessoa que tem direitos e deveres. Uma pessoa integralmente dedicada &agrave; tarefa de professor e outra dedicada &agrave; tarefa de aluno. &Eacute; nesta intera&ccedil;&atilde;o &uacute;nica entre aluno e professor que resulta o milagre que &eacute; a peregrina&ccedil;&atilde;o interior. &Eacute; uma viagem de alma que o aluno tem de fazer para adensar os seus conhecimentos e amadurecer os seus valores. Ver no outro a metade de si pr&oacute;prio. A pessoa &eacute; incompleta sem ir ao encontro do outro&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Atualmente, a educa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o est&aacute; muito tecnocr&aacute;tica? Esqueceu a din&acirc;mica dos valores?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> A educa&ccedil;&atilde;o tecnocratizou-se ao longo do tempo. As ci&ecirc;ncias da educa&ccedil;&atilde;o tornaram-se muito dominantes. Somos filhos do iluminismo europeu e este elegeu a raz&atilde;o, a ci&ecirc;ncia e a tecnologia como a verdade absoluta. Ao fim de v&aacute;rias d&eacute;cadas de ensino e investiga&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria chego &agrave; conclus&atilde;o que a verdade absoluta n&atilde;o se encontra s&oacute;, na ci&ecirc;ncia e na tecnologia. H&aacute; verdade na revela&ccedil;&atilde;o (para quem tem f&eacute;). H&aacute; verdade na emo&ccedil;&atilde;o, nos afetos&hellip; Coisas muito importantes que a ci&ecirc;ncia n&atilde;o chega l&aacute;. Este imperativo que veio do s&eacute;culo XVIII &eacute; redutor. Hoje, chegamos &agrave; conclus&atilde;o que o mundo &eacute; feito de poucos vencedores e muitos vencidos. H&aacute; uma multid&atilde;o de vencidos e muita exclus&atilde;o. Precisamos de uma melhor capacidade de discernir.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>AE &ndash; A magia do aprender est&aacute; nesta rela&ccedil;&atilde;o entre o educando e o educador.<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Numa rela&ccedil;&atilde;o intersubjetiva. N&atilde;o se pode abrir a cabe&ccedil;a do educando e colocar l&aacute; dentro os conhecimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; &Eacute; um assimilar lentamente&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Sim. E para isso &eacute; preciso tempo&hellip; A escola ainda tem tempo, ao contr&aacute;rio de tudo o resto, porque tem muitas horas de rela&ccedil;&atilde;o entre aluno e educador. Atualmente, n&atilde;o h&aacute; tempo para nada, tudo &eacute; urgente e tudo &eacute; descart&aacute;vel. A escola e a fam&iacute;lia t&ecirc;m de ter tempo&hellip; Se tal n&atilde;o acontece, n&atilde;o se &eacute; educador. &Eacute; preciso fazer uma viagem interior com os educandos. A educa&ccedil;&atilde;o deve fazer a pessoa feliz e n&atilde;o apenas instruir.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Com este dinamismo todo, ainda tem tempo para fazer a sua peregrina&ccedil;&atilde;o interior e escutar o sil&ecirc;ncio?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> O sil&ecirc;ncio &eacute; fundamental para o exame de consci&ecirc;ncia. A educa&ccedil;&atilde;o para os valores come&ccedil;a em casa&hellip; Com os pais. A fam&iacute;lia &eacute; o primeiro educador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas alguns pais demitem-se da educa&ccedil;&atilde;o<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Alguns atiram os alunos para as escolas e pensam que os professores v&atilde;o resolver a sua fun&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um erro. O problema da incivilidade e da falta de obedi&ecirc;ncia &eacute; um problema que vem casa. O respeito pelos mais velhos&hellip; O respeito pelo ato de educar&hellip; Tem de vir de casa. Os pais s&atilde;o os primeiros educadores, n&atilde;o por aquilo que dizem, mas pelo testemunho e pelo exemplo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; As ci&ecirc;ncias neurol&oacute;gicas mostram isso.<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Sim. Estas ci&ecirc;ncias mostram que o ser humano imita. Imitam aquilo que os adultos fazem. O papel de testemunho &eacute; essencial, tanto nos pais como nos professores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; No seu percurso de vida tamb&eacute;m esteve ligado ao projeto da TVI. O que falhou? A Igreja n&atilde;o estava preparada para um canal de televis&atilde;o ou a sociedade n&atilde;o soube aproveitar esta embalagem?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> N&atilde;o sei se falhou&hellip; O projeto TVI continua a&iacute; e at&eacute; &eacute; l&iacute;der de audi&ecirc;ncias. Continua a ter a missa. Penso que &eacute; a &uacute;nica televis&atilde;o privada tem uma eucaristia ao domingo. &Eacute; preciso ver as coisas pelas partes &ndash; basta ver um jornal que tem v&aacute;rias sec&ccedil;&otilde;es &ndash; e a televis&atilde;o &eacute; um processo muito complexo e muito caro. Envolve uma grande disponibilidade de meios, que n&atilde;o t&iacute;nhamos na altura, e uma grande disponibilidade aos aspetos de pormenor. Cada pessoa tinha a sua ideia de uma televis&atilde;o de Igreja e uma televis&atilde;o de inspira&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &eacute; diferente. Hoje, a TVI tirando algumas coisas que s&atilde;o mais reprov&aacute;veis mant&eacute;m um rumo certo.<\/p>\n<p>Mas foi uma experi&ecirc;ncia fascinante, no sentido do servi&ccedil;o e de conhecer melhor o povo portugu&ecirc;s. As audi&ecirc;ncias s&atilde;o uma coisa terr&iacute;vel&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Quando nasceu, a TVI tinha um projeto educativo.<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash; <\/em>A lei da televis&atilde;o imp&otilde;e um certo conte&uacute;do educativo. Mas a TVI tinha um sentido mais intenso desse lado educativo e cultural. Um respeito pelos valores da humanidade e da pessoa. N&atilde;o faz&iacute;amos programas que pudessem ferir o sentido civilizacional portugu&ecirc;s e europeu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Atualmente, isso acontece?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Infelizmente, acontece devido &agrave; guerra das audi&ecirc;ncias. Quem vai para este combate, tem de conhecer as regras de jogo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Arrependido de ter liderado aquele projeto?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> De maneira nenhuma. Aprendi muito e fiz grandes amigos. Deix&aacute;mos uma marca importante na televis&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A taxa de desemprego no mundo juvenil &eacute; alta. Um flagelo da sociedade atual.<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> &Eacute; uma desgra&ccedil;a terr&iacute;vel. &Eacute; dos aspetos mais negativos da atual conjuntura econ&oacute;mica e social portuguesa. Os jovens representam a esperan&ccedil;a do pa&iacute;s. Houve um investimento deles e dos pais e depois n&atilde;o conseguem arranjar emprego. N&atilde;o conseguem entrar na cidadania da produ&ccedil;&atilde;o. Ningu&eacute;m &eacute; plenamente cidad&atilde;o, se n&atilde;o entrar na produ&ccedil;&atilde;o. Sente-se parasita e dependente dos outros.<\/p>\n<p>Muitos deles emigram. Emigrar &eacute; um direito&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Estamos a exportar massa cinzenta.<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> &Eacute; o grande capital humano. N&oacute;s investimos e outros &eacute; que se aproveitam dessa massa cinzenta. Isso &eacute; mau. A emigra&ccedil;&atilde;o &eacute; um direito, mas na base da liberdade. Essa &eacute; das maiores trag&eacute;dias que vivemos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Essa trag&eacute;dia tem o seu lado positivo. Cria pilares intergeracionais.<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> A escassez pode ter dois efeitos. Pode levar &agrave; competi&ccedil;&atilde;o e ao conflito ou pode levar &agrave; colabora&ccedil;&atilde;o. Era bom que a sociedade portuguesa fosse uma fam&iacute;lia &uacute;nica e se ajudasse mutuamente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Utopia?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Vejo a sociedade muito conflituosa. Professores contra alunos. Velhos contra novos. N&atilde;o acho isso muito positivo&hellip; ali&aacute;s, o discurso do governo n&atilde;o tem sido muito positivo nesse sentido.&nbsp; O governo devia levar mais &agrave; coopera&ccedil;&atilde;o e menos ao confronto.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Com esse vigor intelectual que projeto tem para o futuro?<\/em><\/p>\n<p><em>RC &ndash;<\/em> Tenho v&aacute;rias livros para escrever. A revela&ccedil;&atilde;o &eacute; um grande mentor da verdade. &Eacute; o principal inspirador da minha verdade. Tudo o que fiz na vida de importante, foi pela paix&atilde;o e n&atilde;o pela racionalidade.<\/p>\n<p>Penso tamb&eacute;m escrever um &lsquo;paper&rsquo; sobre o m&eacute;todo cient&iacute;fico como n&atilde;o sendo o &uacute;nico m&eacute;todo para chegar &agrave; verdade. &Eacute; extremamente insuficiente.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O j\u00fari do Pr\u00e9mio \u00c1rvore da Vida \u2013 Padre Manuel Antunes decidiu atribuir o galard\u00e3o deste ano a Roberto Carneiro pela \u201caposta inequ\u00edvoca\u201d na pessoa humana do antigo ministro da Educa\u00e7\u00e3o, que percorre mem\u00f3rias e apresenta convic\u00e7\u00f5es em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[193],"class_list":["post-61512","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-educacao"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61512","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61512"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61512\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61512"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61512"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61512"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}