{"id":61432,"date":"2013-06-14T12:01:29","date_gmt":"2013-06-14T12:01:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/06\/14\/junho-de-1963-a-dor-e-o-jubilo-na-colina-do-vaticano\/"},"modified":"2013-06-14T12:01:29","modified_gmt":"2013-06-14T12:01:29","slug":"junho-de-1963-a-dor-e-o-jubilo-na-colina-do-vaticano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/junho-de-1963-a-dor-e-o-jubilo-na-colina-do-vaticano\/","title":{"rendered":"Junho de 1963: A dor e o j\u00fabilo na colina do Vaticano"},"content":{"rendered":"<p>Quando se celebra o cinquenten\u00e1rio da morte de Jo\u00e3o XXIII e o mesmo n\u00famero de anos da elei\u00e7\u00e3o de Paulo VI, duas palavras atravessam a mem\u00f3ria dos crist\u00e3os: dor e j\u00fabilo. Dois conceitos que marcaram o mundo cat\u00f3lico, e n\u00e3o s\u00f3, no m\u00eas de junho de 1963. <!--more--> <\/p>\n<p>Quando se celebra o cinquenten&aacute;rio da morte de Jo&atilde;o XXIII e o mesmo n&uacute;mero de anos da elei&ccedil;&atilde;o de Paulo VI, duas palavras atravessam a mem&oacute;ria dos crist&atilde;os: dor e j&uacute;bilo. Dois conceitos que marcaram o mundo cat&oacute;lico, e n&atilde;o s&oacute;, no m&ecirc;s de junho de 1963.<\/p>\n<p>Com a morte do Papa que convocou o II Conc&iacute;lio do Vaticano, a tristeza invadiu todos os continentes. O homem que escreveu a enc&iacute;clica &laquo;Pacem in Terris&raquo; foi &ldquo;o amigo do homem actual&rdquo; e deixou uma &ldquo;carta aberta ao universo&rdquo; (Urbano Duarte, Elogio f&uacute;nebre pronunciado na S&eacute; Nova de Coimbra, durante as ex&eacute;quias solenes da diocese, na tarde de 11 de Junho de 1963) (In: Revista Estudos &ndash; &oacute;rg&atilde;o do CADC, Junho de 1963, n&ordm; 418).<\/p>\n<p>A &laquo;Pacem in Terris&raquo; &eacute; um di&aacute;logo com todos os homens, convidando-os a colaborar no sentido de que se estabele&ccedil;a a paz entre eles e as na&ccedil;&otilde;es. &ldquo;&Eacute; o c&oacute;digo dos direitos do homem, agora sem suspeita subversiva, porque selado pelo anel do pescador&rdquo;, referiu Urbano Duarte. Antes da referida enc&iacute;clica de Jo&atilde;o XXIII, os textos pontif&iacute;cios situavam-se &ldquo;dentro da igreja&rdquo; e a sua &ldquo;influ&ecirc;ncia nos acontecimentos externos verificava-se por ac&ccedil;&atilde;o indirecta&rdquo;. A &laquo;Pacem in Terris&raquo; abre confiadamente a porta da Igreja, para que a voz do Papa seja &ldquo;escutada&rdquo; n&atilde;o apenas pelos crist&atilde;os, mas por todos os homens. A todos, o Papa que faleceu a 03 de junho de 1963 se dirige com simplicidade, &ldquo;sem arg&uacute;cias habilidosas, sem avisos nem an&aacute;temas de severo mentor.&rdquo; (In: Revista Estudos &ndash; &oacute;rg&atilde;o do CADC, Junho de 1963, n&ordm; 418).<\/p>\n<p>A dor do desaparecimento de Jo&atilde;o XXIII ficou gravada nos cora&ccedil;&otilde;es dos crist&atilde;os, mas a alegria jubilosa apareceu com a elei&ccedil;&atilde;o do homem que continuou a barca conciliar. Nascido na zona de Br&eacute;scia (It&aacute;lia) a 23 de Setembro de 1897, o cardeal Montini foi eleito Papa ap&oacute;s um dia de conclave (21 de junho de 1963) e tomou o nome de Paulo VI. Na ora&ccedil;&atilde;o congratulat&oacute;ria proferida na S&eacute; Nova de Coimbra por ocasi&atilde;o do solene Te Deum, no dia da coroa&ccedil;&atilde;o de Paulo VI (30 de junho de 1963), Eug&eacute;nio Martins proferiu as seguintes palavras em rela&ccedil;&atilde;o ao trabalho de Montini na arquidiocese de Mil&atilde;o: &ldquo;O seu sonho era que na sua diocese, cora&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias italianas, o ru&iacute;do das m&aacute;quinas fosse um hino e que o fumo das chamin&eacute;s se transformasse em incenso&rdquo; (In: Revista Estudos &ndash; &oacute;rg&atilde;o do CADC, Junho de 1963, n&ordm; 418, p&aacute;g 342). No seu discurso, o orador continuou: &ldquo;Mil&atilde;o, um dos centros comunistas da It&aacute;lia, est&aacute; convertida num braseiro crist&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Na mesma revista, o poeta V&iacute;tor Matos e S&aacute; publica &ldquo;oito poemas no limiar da elei&ccedil;&atilde;o do Santo Padre Paulo VI&rdquo;. Num desses poemas, o autor escreve: &ldquo;agora que sois o arquitecto dos exemplos \/ na s&aacute;bia arruma&ccedil;&atilde;o das traves \/ vis&iacute;veis do destino; \/ E porque em vosso rosto venham ler \/ o reacendido texto inesgot&aacute;vel, \/ e a vossa bondade possa unir \/ as p&aacute;ginas rasgadas \/ e as fontes divididas&rdquo;. Palavras sobre o homem que continuou a rasgar os horizontes conciliares iniciados pelo seu antecessor.<\/p>\n<p><em>LFS&nbsp;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando se celebra o cinquenten\u00e1rio da morte de Jo\u00e3o XXIII e o mesmo n\u00famero de anos da elei\u00e7\u00e3o de Paulo VI, duas palavras atravessam a mem\u00f3ria dos crist\u00e3os: dor e j\u00fabilo. Dois conceitos que marcaram o mundo cat\u00f3lico, e n\u00e3o s\u00f3, no m\u00eas de junho de 1963.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[145,174,238,272],"class_list":["post-61432","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier","tag-conclave","tag-diocese-de-coimbra","tag-joao-xxiii","tag-pacem-in-terris"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61432","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61432"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61432\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61432"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61432"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61432"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}