{"id":61201,"date":"2013-05-22T17:02:18","date_gmt":"2013-05-22T17:02:18","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/05\/22\/oscar-romero-modelo-profeta-para-hoje\/"},"modified":"2013-05-22T17:02:18","modified_gmt":"2013-05-22T17:02:18","slug":"oscar-romero-modelo-profeta-para-hoje","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/oscar-romero-modelo-profeta-para-hoje\/","title":{"rendered":"Oscar Romero, modelo profeta para hoje"},"content":{"rendered":"<p>D. Gregorio Rosa, amigo e colaborador do arcebispo salvadorenho, veio a Portugal, a convite dos Mission\u00e1rios da Consolata, para falar sobre pensamento e espiritualidade do homem de Igreja assassinado h\u00e1 33 anos <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA &ndash; Como conheceu D. Oscar Romero?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Gregorio Rosa &ndash;<\/em>Ele era um sacerdote, quando eu o conheci &ndash; ele tinha 40 anos e eu tinha 15 anos, quando come&ccedil;ava os meus estudos no semin&aacute;rio menor. Depois trabalhei com ele um ano inteiro no semin&aacute;rio menor de San Miguel, como seu assistente, em 1968, e tornamo-nos amigos.<\/p>\n<p>No seu di&aacute;rio, o meu nome aparece muitas vezes, porque &eacute;ramos muito pr&oacute;ximos. Aparece sobretudo quando Romero era arcebispo e tinha de preparar relat&oacute;rios para Roma, a fim de explicar-se e defender-se de ataques injustos que chegavam contra ele. Isso aparece no di&aacute;rio, era uma experi&ecirc;ncia de amizade muito profunda e uma gra&ccedil;a para mim, muito especial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O percurso de vida de D. Oscar Romero ficou marcado por incompreens&otilde;es, d&uacute;vidas. Pensa que ainda hoje h&aacute; gente na Igreja e n&atilde;o s&oacute; que n&atilde;o entendeu esta figura?<\/em><\/p>\n<p><em>GR <\/em>&ndash; Eu tamb&eacute;m sou jornalista e preparei com ele muitas vezes um programa de r&aacute;dio, de 30 minutos, que era transmitido todas as semanas. Fazia quest&otilde;es muito provocadoras a Romero e uma vez perguntei-lhe: voc&ecirc; transformou-se, monsenhor? Ele respondeu-me que n&atilde;o diria que era uma transforma&ccedil;&atilde;o, mas uma evolu&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Esta mesma ideia aparece num document&aacute;rio da televis&atilde;o su&iacute;&ccedil;a em 1979, um ano antes de morrer. Perguntam-lhe a mesma coisa e ele diz com mais pormenor como, quando era bispo no interior do pa&iacute;s (<em>Tambeae, ndr<\/em>), via as coisas de uma forma e quando chegou a arcebispo e est&aacute; na capital, descobre de forma brutal o que &eacute; a viol&ecirc;ncia estrutural, o que chama de injusti&ccedil;a institucionalizada. E descobre que tem uma voca&ccedil;&atilde;o, a de acompanhar o povo que est&aacute; esmagado pela viol&ecirc;ncia, pela repress&atilde;o, pelos esquadr&otilde;es da morte, e ser voz dos que n&atilde;o t&ecirc;m voz.<\/p>\n<p>Romero vai evoluindo para uma miss&atilde;o prof&eacute;tica &ndash; os profetas nunca s&atilde;o compreendidos -, ele nas suas homilias fala muito do tema do profeta e compara a miss&atilde;o de Jesus com a miss&atilde;o dos profetas. Ele foi um profeta e por isso foi incompreendido, perseguido, foi assassinado: &eacute; muito f&aacute;cil perceber, a partir da&iacute;, o que foi a miss&atilde;o de Romero, o que foi a sua op&ccedil;&atilde;o, a sua vida, tamb&eacute;m o seu mart&iacute;rio, um profeta fiel &agrave; sua miss&atilde;o, porque foi acima de tudo um disc&iacute;pulo de Jesus Cristo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esse mart&iacute;rio aconteceu j&aacute; h&aacute; 33. Porque h&aacute; tantas dificuldades no processo de beatifica&ccedil;&atilde;o de D. Oscar Romero?<\/em><\/p>\n<p><em>GR <\/em>&ndash; Essa pergunta aparece permanentemente e vou aprendendo a responder com elementos novos. Quero fazer uma breve hist&oacute;ria deste facto: Romero foi incompreendido em primeiro lugar pelos seus pr&oacute;prios irm&atilde;os bispos &ndash; quando era arcebispo, eram seis bispos no pa&iacute;s (<em>El Salvador, ndr<\/em>), quatro contra dois, tinha apenas um bispo a seu favor (05h00), que foi depois seu sucessor em San Salvador (<em>D. Arturo Rivera Damas<\/em>), quando havia vota&ccedil;&otilde;es, perdia sempre. Este &eacute; um ponto importante.<\/p>\n<p>Ele disse uma vez, falando com jovens de um col&eacute;gio cat&oacute;lico: &ldquo;Para uns sou a causa de todos os males do pa&iacute;s, para outros sou o pastor que acompanha o povo&rdquo;. Portanto, h&aacute; duas vis&otilde;es sobre Romero, o homem recusado e o homem amado como pastor.<\/p>\n<p>Depois, h&aacute; um segundo momento: Romero &eacute; assassinado por um grupo preparado por um militar (<em>Roberto D&#8217;Aubuisson<\/em>) que fundou um partido pol&iacute;tico (<em>ARENA<\/em>), e esse partido chegou ao Governo, governando durante 20 anos. Nunca nesses 20 ano se interessou por Romero, pelo contr&aacute;rio, interessou-se em ir contra ele, j&aacute; que tinha morrido por causa deles. Por isso, Roma nunca teve um sinal positivo sobre a canoniza&ccedil;&atilde;o por parte do Governo, porque Romero era um inimigo.<\/p>\n<p>H&aacute; quatro anos, temos um primeiro Governo de esquerda, que levou Romero a s&eacute;rio. O presidente (<em>Mauricio<\/em>) Funes, no dia da sua proclama&ccedil;&atilde;o, disse: Romero &eacute; a minha inspira&ccedil;&atilde;o, o meu modelo, e quero como ele optar pelos pobres e seguir os seus ensinamentos. Assim, Roma come&ccedil;a a ouvir algo diferente, nos &uacute;ltimos anos.<\/p>\n<p>Um terceiro elemento &eacute; que Romero &eacute; um Santo inc&oacute;modo, os profetas s&atilde;o inc&oacute;modos. N&atilde;o &eacute; Madre Teresa de Calcut&aacute;, &eacute; outra coisa, por isso &eacute; um profeta que, como Jeremias, &eacute; inc&oacute;modo e querem acabar com ele. Estes santos desinstalam-nos, tiram-nos do s&iacute;tio, obrigam-nos a rever a nossa vida med&iacute;ocre.<\/p>\n<p>Isso tamb&eacute;m foi um fator contra Romero, mas ao mesmo tempo h&aacute; uma corrente cada vez maior em seu favor e os Papas foram entendendo isto. O Papa Jo&atilde;o Paulo II entendeu Romero a partir do ano de 1983, quando visitou o seu t&uacute;mulo pela primeira vez, e acabou por compreend&ecirc;-lo bem a partir dos anos 2000 e 2001, quando disse que era um m&aacute;rtir da Igreja.<\/p>\n<p>Tenho os testemunhos diretos dessa vis&atilde;o do Papa: n&atilde;o foi f&aacute;cil para o Papa Jo&atilde;o Paulo II entender como &eacute; que um bispo &eacute; morto por crist&atilde;os, como eram os comunistas de El Salvador &ndash; que n&atilde;o eram como os da Pol&oacute;nia ou da Europa de Leste -, era outra coisa. Finalmente foi-o compreendendo, era outra vis&atilde;o do que era a esquerda, &eacute; um problema complexo que se foi esclarecendo, pouco a pouco.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Essa visita de Jo&atilde;o Paulo II ao t&uacute;mulo de D. Oscar Romero, em 1983, foi um momento de tens&atilde;o&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>GR <\/em>&ndash; O que &eacute; surpreendente &eacute; o que conta o seu secret&aacute;rio pessoal, Dom Estanislau (Dziwisz), agora arcebispo de Crac&oacute;via, num livro que se intitula &lsquo;Uma vida com Karol&rsquo;. H&aacute; um cap&iacute;tulo dedicado ao mart&iacute;rio, no qual fala de apenas um m&aacute;rtir, Romero, e relata dois factos relacionados com o Papa Jo&atilde;o Paulo II, que &eacute; importante partilhar com quem est&aacute; a ver este programa.<\/p>\n<p>O primeiro &eacute; do ano 1983: conta ele que antes da visita a El Salvador, disseram ao Papa que n&atilde;o convinha que visitasse o t&uacute;mulo de Romero, porque esse era um tema muito politizado, e o Papa respondeu: Como n&atilde;o o vou visitar, se morreu no altar, durante a Eucaristia?<\/p>\n<p>Houve press&otilde;es no pa&iacute;s para que n&atilde;o fosse ao t&uacute;mulo de Romero e quero contar uma hist&oacute;ria: para preparar essa visita, houve uma comiss&atilde;o mista, Governo-Igreja, para tratar da seguran&ccedil;a, do protocolo, etc., e eu fui um dos encarregados. Est&aacute;vamos reunidos quando chegou uma nota da Nunciatura que dizia que o Papa gostaria de visitar o t&uacute;mulo. Diziam que n&atilde;o era adequado, que era perigoso, que n&atilde;o havia condi&ccedil;&otilde;es, que n&atilde;o o devia visitar.<\/p>\n<p>Numa segunda reuni&atilde;o, chegou outra nota da Nunciatura onde se dizia que o Papa visitar&aacute; o t&uacute;mulo. Visitar&aacute;. Ent&atilde;o, negociamos com o Governo que a visita n&atilde;o seria publicada no programa, que seria privada e confidencial, digamos. A 6 de mar&ccedil;o de 1983, quando chega o dia da visita do Papa, prevista para depois do almo&ccedil;o, o cardeal Tucci disse-me de manh&atilde;: &ldquo;Vamos j&aacute; para a Catedral&rdquo;. Jo&atilde;o Paulo II chegou ao t&uacute;mulo quando n&atilde;o estava ningu&eacute;m &agrave; sua espera.<\/p>\n<p>Outro facto aconteceu no ano 2000, com o Jubileu dos M&aacute;rtires, a 7 de maio, no Coliseu. Na quarta-feira anterior, anunciou-se na sala de imprensa da Santa S&eacute; como seria a cerim&oacute;nia, uma grande paraliturgia, e falou-se de cada continente, quem ia ser evocado como m&aacute;rtir. Na Am&eacute;rica Latina, s&atilde;o mencionados tr&ecirc;s nomes de bispos, mas n&atilde;o apareceu o de Romero, e os jornalistas perguntaram porque &eacute; que n&atilde;o estava. Houve uma rea&ccedil;&atilde;o em Roma, muito forte, de protesto.<\/p>\n<p>Dois dias depois, o Papa convidou v&aacute;rios cardeais, para jantar, entre eles o cardeal Kasper, que tamb&eacute;m me contou o que vem no livro: Jo&atilde;o Paulo II pediu o livro que ia ser usado na cerim&oacute;nia dos m&aacute;rtires, procurou a p&aacute;gina da Am&eacute;rica Latina e a ora&ccedil;&atilde;o conclusiva dessa sec&ccedil;&atilde;o, onde escreveu &ldquo;bispos como o inesquec&iacute;vel monsenhor Romero, que entregou a sua vida no altar&rdquo;. E teve de se fazer um novo folheto.<\/p>\n<p>N&oacute;s temos os dois folhetos, o que se ia utilizar, sem refer&ecirc;ncia a Romero, e o que se usou, mencionando-o. Foi o &uacute;nico nome evocado.<\/p>\n<p>H&aacute; um &uacute;ltimo dado, de que sou testemunha pessoal, no ano 2001, m&ecirc;s de novembro. Temos visita &lsquo;ad Limina&rsquo; com Jo&atilde;o Paulo II, a &uacute;ltima que lhe fizemos, e no momento pessoal com o Papa, o arcebispo (Fernando S&aacute;enz Lacalle) chega e eu vou com ele. O Papa est&aacute; muito cansado, muito doente, n&atilde;o reage ao que diz o arcebispo, mas de repente levanta a cabe&ccedil;a e pergunta: E Monsenhor Romero?<\/p>\n<p>O arcebispo responde: Estamos a falar sobre a devo&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o sabemos se h&aacute; algum milagre por sua intercess&atilde;o&hellip;<\/p>\n<p>O Papa p&ocirc;s-se de p&eacute;, pega na bengala e diz: &Eacute; um mart&iacute;rio. E vai-se embora.<\/p>\n<p>S&atilde;o dados do pontificado de Jo&atilde;o Paulo II que indicam que ele foi compreendendo e chegou &agrave; convic&ccedil;&atilde;o de que Romero &eacute; um m&aacute;rtir. S&atilde;o dados interessantes, totalmente comprovados, que indicam uma evolu&ccedil;&atilde;o no Papa: ele entendeu o que se passou com Romero e chegou &agrave; conclus&atilde;o de que &eacute; um m&aacute;rtir da Igreja.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA &ndash;Que atualidade tem este arcebispo assassinado no altar para uma jovem gera&ccedil;&atilde;o que nunca teve contacto com ele?<\/em><\/p>\n<p><em>GR &ndash;<\/em> Vou responder com uma hist&oacute;ria do ano 2000. Nesse ano, no 20.&ordm; anivers&aacute;rio (da morte) de Romero, houve uma grande marcha nas ruas de San Salvador, com archotes. Havia bispos italianos na marcha e eu estava a celebrar em Roma. Quando eles voltaram, emocionados, os bispos vinham surpreendidos porque os jovens gritavam na marcha &ldquo;Sente-se, sente-se, Romero est&aacute; presente&rdquo;.<\/p>\n<p>Os jovens de hoje est&atilde;o a conhecer Romero e entusiasmam-se com ele, porque veem um homem coerente com as suas convic&ccedil;&otilde;es, um homem que &eacute; fiel ao ser humano e defende os Direitos Humanos, que &eacute; fiel a Jesus Cristo, que &eacute; fiel &agrave; Igreja e d&aacute; a vida por esses ideais.<\/p>\n<p>Os jovens precisam de algo que d&ecirc; sentido &agrave; sua vida e veem em Romero um disc&iacute;pulo de Jesus Cristo que &eacute; coerente com o que diz, com o que faz, e as pessoas precisam de modelos assim. Hoje vivemos num mundo que n&atilde;o tem modelos, n&atilde;o tem l&iacute;deres. Romero &eacute; um l&iacute;der, um modelo para os jovens de hoje, para as pessoas, e por isso &eacute; um santo muito atual.<\/p>\n<p>&Eacute; espantoso que mesmo no mundo dos n&atilde;o crentes, Romero seja uma inspira&ccedil;&atilde;o, pelo que estamos em muito boa companhia e com o Papa Francisco temos, penso, o melhor momento para que o processo de canoniza&ccedil;&atilde;o possa avan&ccedil;ar at&eacute; ao final.<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>D. Gregorio Rosa, amigo e colaborador do arcebispo salvadorenho, veio a Portugal, a convite dos Mission\u00e1rios da Consolata, para falar sobre pensamento e espiritualidade do homem de Igreja assassinado h\u00e1 33 anos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[189,199,203,246,248,260,274],"class_list":["post-61201","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-direitos-humanos","tag-espiritualidade","tag-europa","tag-liturgia","tag-madre-teresa","tag-missionarios-da-consolata","tag-papa-francisco"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61201","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61201"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61201\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61201"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61201"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61201"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}