{"id":61114,"date":"2013-05-16T15:02:08","date_gmt":"2013-05-16T15:02:08","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/05\/16\/a-familia-num-novo-ciclo-de-conversao-e-libertacao\/"},"modified":"2013-05-16T15:02:08","modified_gmt":"2013-05-16T15:02:08","slug":"a-familia-num-novo-ciclo-de-conversao-e-libertacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-familia-num-novo-ciclo-de-conversao-e-libertacao\/","title":{"rendered":"A Fam\u00edlia num Novo Ciclo de Convers\u00e3o e Liberta\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Reis Lopes, Departamento Nacional da Pastoral Familiar <!--more--> <\/p>\n<p>Vivemos tempos muito especiais, marcados por importantes mudan&ccedil;as ou ambientes, que exigem grandes altera&ccedil;&otilde;es a n&iacute;vel social, econ&oacute;mico e politico.<\/p>\n<p>Apesar do esfor&ccedil;o que a humanidade tem feito para se libertar dos constrangimentos provocados pela natureza, continuamos muito influenciados por ela. N&atilde;o somos indiferentes aos ciclos, aos anivers&aacute;rios, aos ritmos, da&iacute; a import&acirc;ncia de percebermos que estamos no final de um ciclo civilizacional e no in&iacute;cio de um novo ciclo marcado por certos valores e vetores.<\/p>\n<p>Ao fim de 12 meses dizemos que temos um novo ano. Porque n&atilde;o dizer que ao fim de 12 anos temos um novo ciclo? Neste ano de 2013 temos raz&otilde;es mais fortes para o afirmar. Sempre associ&aacute;mos o 13 &agrave; sorte ou ao azar mas, considero mais correto associ&aacute;-lo &agrave; mudan&ccedil;a. Mudan&ccedil;a que pode ser boa ou m&aacute;, positiva ou negativa, mais libertadora ou escravizante.<\/p>\n<p>No que toca &agrave; fam&iacute;lia vivemos tempos muito dif&iacute;ceis, em que a fam&iacute;lia foi e &eacute; muito atacada. O n&uacute;mero de div&oacute;rcios &eacute; enorme, os nascimentos fora do casamento tamb&eacute;m, os conflitos e a viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica a mesma coisa e por fim as agress&otilde;es aos menores, um verdadeiro esc&acirc;ndalo. &Eacute; dif&iacute;cil imaginar pior cen&aacute;rio e por isso quase imposs&iacute;vel mudar para pior. A nossa esperan&ccedil;a &eacute; que este ciclo que se inicia em 2013 traga boas not&iacute;cias para as fam&iacute;lias.<\/p>\n<p>Mas &eacute; poss&iacute;vel promover a fam&iacute;lia neste quadro de instabilidade econ&oacute;mica, social, politica? Com a falta de emprego, sem perspetiva de vida e realiza&ccedil;&atilde;o pessoal o modelo de fam&iacute;lia crist&atilde;, como a concebemos, poder&aacute; sobreviver? A minha resposta &eacute;: s&oacute; por milagre.<\/p>\n<p>Creio que, nem a sociedade nem a Igreja, perceberam a gravidade do momento que vivemos e da urg&ecirc;ncia de encontrar solu&ccedil;&otilde;es. A fam&iacute;lia tem sido esquecida pelos governantes e por essa nova divindade que s&atilde;o os mercados. Assim como a natureza que &eacute; bajulada em discursos e compromissos internacionais e depois &eacute; destru&iacute;da no dia-a-dia, a fam&iacute;lia tamb&eacute;m &eacute; muito elogiada mas pouco apoiada, protegida, incentivada.<\/p>\n<p>Os n&uacute;meros saltam &agrave; vista: mais mortes que nascimentos, mais div&oacute;rcios que casamentos. N&atilde;o ser&atilde;o estes os sinais que fazem redobrar os sinos?<\/p>\n<p>Acordar as consci&ecirc;ncias para a realidade da fam&iacute;lia &eacute; tamb&eacute;m uma obriga&ccedil;&atilde;o dos agentes da pastoral familiar. Perceber novos fen&oacute;menos sociais e culturais que influenciam a forma&ccedil;&atilde;o de uma fam&iacute;lia e que tamb&eacute;m as podem p&ocirc;r em risco &eacute; nossa obriga&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&Eacute; urgente mudar de caminho e reconhecer que ainda existe capacidade para contrariar as atuais tend&ecirc;ncias. O sal ainda n&atilde;o perdeu a sua for&ccedil;a e o fermento tem de se misturar com a massa. Sobretudo em Portugal onde as fam&iacute;lias possuem um patrim&oacute;nio espiritual, religioso, cultural maravilhoso.<\/p>\n<p>Criar condi&ccedil;&otilde;es, um ambiente favor&aacute;vel, para o desenvolvimento de modelos de economia amiga das fam&iacute;lias, novos equipamentos comunit&aacute;rios, deve ser tarefa de todos.<\/p>\n<p>Acredito que este &eacute; o tempo favor&aacute;vel. Sobretudo depois da atitude l&uacute;cida, humilde e corajosa do Papa Em&eacute;rito Bento XVI que percebeu os &ldquo;sinais dos tempos&rdquo;, a Vontade do Pai, e preparou a Igreja para este novo Ciclo que agora se abre, que deve dar uma maior aten&ccedil;&atilde;o &agrave;s fam&iacute;lias.<\/p>\n<p>S&oacute; uma Igreja que seja uma fam&iacute;lia de fam&iacute;lias, pr&oacute;xima do modelo apost&oacute;lica, que tenha coragem de romper com o modelo imperial que ainda vigora, poder&aacute; ser libertadora. O Concilio Vaticano II, que este ano celebramos o seu quinquag&eacute;simo anivers&aacute;rio, foi fundamental para criar as condi&ccedil;&otilde;es dessa renova&ccedil;&atilde;o. Chegou o tempo de aprofundar tudo o que o Espirito Santo nos tem ensinado e libertar as fam&iacute;lias deste pesadelo suicida que esta sociedade as quer condenar.<\/p>\n<p>Um novo ciclo de convers&atilde;o e liberta&ccedil;&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel e creio desejado pelo Espirito Santo que renovar&aacute; a face da terra.<\/p>\n<p>Que esta Semana da Vida que estamos a celebrar, com o lema: d&aacute; mais vida &agrave; tua vida, possa ajudar as fam&iacute;lias a perceberem que &eacute; em Jesus Cristo que encontrar&atilde;o mais for&ccedil;a para constru&iacute;rem a &ldquo;civiliza&ccedil;&atilde;o do amor&rdquo;.<\/p>\n<p>Neste Ano da F&eacute; precisamos de reaprender em fam&iacute;lia, a seguir o Caminho da Verdade para experimentarmos a Vida que nos &eacute; prometida. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Boa Semana da Vida!<\/p>\n<p><em>Lu&iacute;s Reis Lopes, Departamento Nacional da Pastoral Familiar<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lu\u00eds Reis Lopes, Departamento Nacional da Pastoral Familiar<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center 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