{"id":61034,"date":"2013-05-10T00:11:29","date_gmt":"2013-05-10T00:11:29","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/05\/10\/ii-concilio-do-vaticano-as-dores-de-parto-do-decreto-inter-mirifica\/"},"modified":"2013-05-10T00:11:29","modified_gmt":"2013-05-10T00:11:29","slug":"ii-concilio-do-vaticano-as-dores-de-parto-do-decreto-inter-mirifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-as-dores-de-parto-do-decreto-inter-mirifica\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano &#8211; As dores de parto do Decreto \u00abInter Mirifica\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>Aprovado a 04 de dezembro de 1963, o Decreto \u00abInter Mirifica, sobre os Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social, \u00e9 o segundo entre os dezasseis documentos publicados pelo II Conc\u00edlio Vaticano. <!--more--> <\/p>\n<p>Aprovado a 04 de dezembro de 1963, o Decreto &laquo;Inter Mirifica, sobre os Meios de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, &eacute; o segundo entre os dezasseis documentos publicados pelo II Conc&iacute;lio Vaticano.<\/p>\n<p>Este documento apresenta uma peculiaridade marcante, visto que foi aquele que teve maior dificuldade na sua aprova&ccedil;&atilde;o em raz&atilde;o da influ&ecirc;ncia que os padres conciliares &laquo;sofreram pela resist&ecirc;ncia de uma parcela do clero e de jornalistas franceses, alem&atilde;es e americanos, que &ldquo;consideravam o texto fraco, vago e indigno de ser um Decreto Conciliar&rdquo;&raquo;. (Ver: http:\/\/www.ambientevirtual.org.br\/fichas-de-estudo\/decreto-inter-mirifica\/)<\/p>\n<p>Com este decreto, o conc&iacute;lio convocado pelo Papa Jo&atilde;o XXIII reconhece que os &ldquo;Instrumentos da Comunica&ccedil;&atilde;o Social&rdquo; est&atilde;o &ldquo;entre as maravilhas&rdquo; (Inter Mirifica) da tecnologia, que, at&eacute; ent&atilde;o, contava com a imprensa escrita, o cinema, a r&aacute;dio e a televis&atilde;o, pois a internet ainda n&atilde;o figurava entre estes &ldquo;instrumentos&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; a primeira vez que um documento conciliar apresenta esta quest&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o social como &ldquo;um dever e um direito&rdquo; de uso pela Igreja. Anteriormente, outros documentos trataram do assunto, mas de forma incipiente e at&eacute; mesmo negativa. A sinaliza&ccedil;&atilde;o para a valoriza&ccedil;&atilde;o dos novos meios de comunica&ccedil;&atilde;o surge em 1938, com a Enc&iacute;clica &laquo;Vigilanti Cura&raquo;, de Pio XI, que reconhece o cinema como um importante meio para divulgar a proposta crist&atilde; e o Evangelho, e, em 1957, com a Enc&iacute;clica &laquo;Miranda Prorsus&raquo;, de Pio XII, que acrescenta a import&acirc;ncia da r&aacute;dio e da televis&atilde;o.<\/p>\n<p>A partir destas enc&iacute;clicas, a Igreja passa a compreender a comunica&ccedil;&atilde;o como linguagem, como cultura, como uma grande articuladora da sociedade, e como uma aliada &agrave; sua miss&atilde;o de evangeliza&ccedil;&atilde;o no mundo contempor&acirc;neo, vindo de encontro com a sua necessidade.<\/p>\n<p>O texto do decreto conciliar foi apresentado ao conc&iacute;lio na 25&ordf; congrega&ccedil;&atilde;o geral e debatido durante tr&ecirc;s congrega&ccedil;&otilde;es. Contava ent&atilde;o com 114 par&aacute;grafos e ocupava 40 p&aacute;ginas, dividia-se em duas partes, e cada uma delas era formada de v&aacute;rios cap&iacute;tulos.<\/p>\n<p>Na 28&ordf; congrega&ccedil;&atilde;o geral foi decidido por 2138 votos contra 15 que fosse confiado &agrave; comiss&atilde;o competente o encargo de formular mais concisamente os princ&iacute;pios doutrinais e as directrizes pastorais.<\/p>\n<p>Quase um ano depois, a 14 de Novembro de 1963, durante a 67&ordf; congrega&ccedil;&atilde;o geral, a comiss&atilde;o apresentou aos padres conciliares o novo texto, emendado e reduzido a 24 par&aacute;grafos e a 2 cap&iacute;tulos. Depois de consideradas as emendas propostas pelos padres conciliares, o texto foi sujeito &agrave; vota&ccedil;&atilde;o geral na 74&ordf; congrega&ccedil;&atilde;o com o seguinte resultado: 2112 votantes; 1598 placet (concordo) e 503 non placet (n&atilde;o concordo). N&atilde;o obstante o n&uacute;mero elevado de padres a quem o texto n&atilde;o agradou, o Papa que sucedeu a Jo&atilde;o XXIII, Paulo VI, decidiu promulgar o decreto no dia 04 de dezembro de 1963.<\/p>\n<p>A vota&ccedil;&atilde;o final realizada na presen&ccedil;a do Papa que iniciou o seu pontificado meses antes teve o seguinte resultado: 2124 votantes; 1960 placet e 164 non placet. (Cf. II Conc&iacute;lio do Vaticano).<\/p>\n<p><em>LFS<\/em>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Aprovado a 04 de dezembro de 1963, o Decreto \u00abInter Mirifica, sobre os Meios de Comunica\u00e7\u00e3o Social, \u00e9 o segundo entre os dezasseis documentos publicados pelo II Conc\u00edlio Vaticano.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"class_list":["post-61034","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-dossier"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61034","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=61034"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/61034\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=61034"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=61034"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=61034"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}