{"id":60682,"date":"2013-04-08T16:13:00","date_gmt":"2013-04-08T16:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/04\/08\/discurso-de-d-jose-policarpo-na-abertura-da-181a-assembleia-plenaria-da-conferencia-episcopal-portuguesa\/"},"modified":"2013-04-08T16:13:00","modified_gmt":"2013-04-08T16:13:00","slug":"discurso-de-d-jose-policarpo-na-abertura-da-181a-assembleia-plenaria-da-conferencia-episcopal-portuguesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/discurso-de-d-jose-policarpo-na-abertura-da-181a-assembleia-plenaria-da-conferencia-episcopal-portuguesa\/","title":{"rendered":"Discurso de D. Jos\u00e9 Policarpo na abertura da 181\u00aa Assembleia Plen\u00e1ria da Confer\u00eancia Episcopal Portuguesa"},"content":{"rendered":"<p>1. No in&iacute;cio da 181&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, sa&uacute;do o Senhor N&uacute;ncio Apost&oacute;lico, os Senhores Arcebispos e Bispos, os representantes da CIRP e da CNISP, e os Senhores Agentes da Comunica&ccedil;&atilde;o Social.<\/p>\n<p>Come&ccedil;amos os nossos trabalhos inspirados por dois acontecimentos que marcam este momento presente da vida da Igreja: a Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo e a elei&ccedil;&atilde;o do novo Bispo de Roma, o Papa Francisco.<\/p>\n<p>A Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, plenitude da Encarna&ccedil;&atilde;o e da Hist&oacute;ria da Salva&ccedil;&atilde;o &eacute; a grande surpresa de Deus, que traz um sentido e uma exig&ecirc;ncia nova a toda a vida humana. N&atilde;o podemos fechar-nos a essa novidade ao analisarmos a vida e miss&atilde;o da Igreja. Quero sublinhar dois aspetos desta exig&ecirc;ncia pascal: o sentido do nosso presente hist&oacute;rico &eacute; a eternidade, o santu&aacute;rio celeste, onde Cristo ressuscitado, com a multid&atilde;o infind&aacute;vel dos santos que Lhe foram fi&eacute;is, apontam &agrave; humanidade peregrina a dire&ccedil;&atilde;o e o destino &uacute;ltimo da sua luta pela vida. Todos temos consci&ecirc;ncia de que &eacute; urgente acentuar, nos crist&atilde;os e nas comunidades, esta voca&ccedil;&atilde;o de peregrinos do santu&aacute;rio celeste. O desejo de participar, com Cristo, da plenitude da vida, em Deus, &eacute; fr&aacute;gil na compreens&atilde;o da f&eacute; de muitos dos nossos crist&atilde;os.<\/p>\n<p>O segundo aspeto da exig&ecirc;ncia pascal &eacute;, para os crist&atilde;os, a coragem de assumir todas as realidades criadas, ao ritmo da plenitude de Cristo. A P&aacute;scoa n&atilde;o exclui nenhuma realidade humana, mas exige que a vivamos numa verdade nova que nos &eacute; comunicada por Cristo ressuscitado. Essa &eacute; tamb&eacute;m uma exig&ecirc;ncia para o nosso magist&eacute;rio de Bispos: nada fica de fora do ensinamento da Igreja, mas &eacute; nosso dever falar de todas as realidades, iluminando-as com essa voca&ccedil;&atilde;o de eternidade. Podemos falar de tudo, mas n&atilde;o devemos falar de nada sem iluminar a realidade com a luz pascal, que revela o verdadeiro sentido de todas as coisas.&nbsp;<\/p>\n<p>2. O segundo acontecimento &eacute; a recente elei&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco. Foi, no dinamismo do Conclave, uma aut&ecirc;ntica surpresa do Esp&iacute;rito Santo e est&aacute; a surpreender mesmo aqueles que o elegeram. Do seu ainda curto pontificado ressaltam algumas linhas de for&ccedil;a que, inevitavelmente, nos interpelam no nosso minist&eacute;rio pastoral:<\/p>\n<p>* O Bispo de Roma, que &eacute; Sucessor de Pedro, &eacute; um Pastor. O seu poder n&atilde;o se compreende &agrave; luz dos poderes deste mundo. As multid&otilde;es precisam de ser amadas, atra&iacute;das pelo amor do Bom Pastor. Nesse amor, carregado de alegria e de ternura &ndash; logo no in&iacute;cio falou-nos da import&acirc;ncia da ternura na nossa rela&ccedil;&atilde;o pastoral &ndash; d&aacute; um lugar privilegiado aos pobres, aos marginalizados, a todos os que sofrem. Foi muito claro ao afirmar que o modelo de Igreja que o atrai &eacute; uma Igreja pobre, ao servi&ccedil;o dos pobres.<\/p>\n<p>* Teve a ousadia de traduzir essa sua vis&atilde;o de Igreja nos s&iacute;mbolos exteriores da grandeza do minist&eacute;rio Petrino: a simplicidade no vestir, a ren&uacute;ncia &agrave;s joias preciosas, escolher viver num s&iacute;tio onde a conviv&ecirc;ncia, em Igreja, seja dado fundamental.<\/p>\n<p>* A predile&ccedil;&atilde;o pelos jovens.<\/p>\n<p>* Uma afirma&ccedil;&atilde;o clara da atualidade do esp&iacute;rito conciliar, relativizando tens&otilde;es e correntes, atualizando a esperan&ccedil;a de Jo&atilde;o XXIII numa primavera da Igreja, que h&aacute; de florir a partir das sementes do Conc&iacute;lio.<\/p>\n<p>3. Este Papa &eacute; um sinal de esperan&ccedil;a. N&atilde;o deixar morrer a esperan&ccedil;a j&aacute; &eacute; sua mensagem expl&iacute;cita. Isso significa reformas inevit&aacute;veis na vida da Igreja? Com certeza. Toda a gente fala na reforma da C&uacute;ria; ele ainda n&atilde;o falou. Mas j&aacute; deu para perceber a linha que seguir&aacute;:<\/p>\n<p>* Trata-se de conduzir esse grande servi&ccedil;o do minist&eacute;rio do Papa &agrave; sua verdade e &agrave; sua funcionalidade. Corrigir algo que tamb&eacute;m sentimos nas nossas Dioceses que &eacute; dar prioridade &agrave; vitalidade pastoral, n&atilde;o deixando que a burocracia administrativa tome o primeiro lugar. No caso da C&uacute;ria Romana a sua reforma tem de ser feita revalorizando a doutrina do Conc&iacute;lio Vaticano II sobre a colegialidade dos Bispos e a justa autonomia das Igrejas particulares. Esta reforma n&atilde;o pode ser feita a partir de erros e esc&acirc;ndalos, concentrados num t&atilde;o falado relat&oacute;rio. Os erros s&atilde;o para corrigir, as pessoas para converter. A Igreja ser&aacute; sempre o lugar da convers&atilde;o e do perd&atilde;o. E ele pr&oacute;prio j&aacute; nos lembrou dois aspetos centrais: Deus perdoa amando; s&oacute; n&atilde;o se abre ao perd&atilde;o quem recusa o amor. E Deus perdoa sempre; n&oacute;s &eacute; que podemos cansar-nos de lhe pedir perd&atilde;o.<\/p>\n<p>Estejamos abertos &agrave;s exig&ecirc;ncias da surpresa. Tamb&eacute;m nas nossas estruturas diocesanas h&aacute; muito que mudar, &agrave; luz dessa prioridade pastoral da Igreja.&nbsp;<\/p>\n<p>4. O Papa Francisco pediu-me duas vezes que consagrasse o seu novo minist&eacute;rio a Nossa Senhora de F&aacute;tima. &Eacute; mandato que posso cumprir no sil&ecirc;ncio da ora&ccedil;&atilde;o. Mas seria belo que toda a Confer&ecirc;ncia Episcopal se associasse &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o deste pedido. Maria guiar-nos-&aacute; em todos os nossos trabalhos e tamb&eacute;m na forma de dar cumprimento a este desejo do Papa Francisco.<\/p>\n<p>F&aacute;tima, 8 de abril de 2013<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, presidente da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1. No in&iacute;cio da 181&ordf; Assembleia Plen&aacute;ria da Confer&ecirc;ncia Episcopal Portuguesa, sa&uacute;do o Senhor N&uacute;ncio Apost&oacute;lico, os Senhores Arcebispos e Bispos, os representantes da CIRP e da CNISP, e os Senhores Agentes da Comunica&ccedil;&atilde;o Social. 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