{"id":60602,"date":"2013-03-31T09:50:16","date_gmt":"2013-03-31T09:50:16","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/03\/31\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-pascal-4\/"},"modified":"2013-03-31T09:50:16","modified_gmt":"2013-03-31T09:50:16","slug":"homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-pascal-4","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-de-aveiro-na-vigilia-pascal-4\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo de Aveiro na Vig\u00edlia Pascal"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>&nbsp;&ldquo;Jesus Cristo, nossa P&aacute;scoa&rdquo;<\/em><\/strong><\/p>\n<p>1.Na manh&atilde; de domingo, o primeiro dia da semana, algumas mulheres visitaram o t&uacute;mulo de Jesus. Tinham sido testemunhas da morte de Jesus e vinham agora ao t&uacute;mulo para envolverem de saudade e de perfume, &agrave; boa maneira dos judeus, a sepultura de Jesus. O t&uacute;mulo estava aberto e vazio: o corpo de Jesus j&aacute; n&atilde;o estava ali.<\/p>\n<p>&nbsp;Elas n&atilde;o podem naquele momento imaginar a dimens&atilde;o e o alcance deste acontecimento ins&oacute;lito e inesperado. Compreender&atilde;o mais tarde, juntamente com os ap&oacute;stolos, agora ainda dominados pelo medo e presos algures em Jerusal&eacute;m, a realidade, o sentido e o significado da ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus.<\/p>\n<p>Na ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo reside a raiz da nossa f&eacute;. Como diz S. Paulo: <em>&ldquo;se Cristo n&atilde;o ressuscitou, &eacute; v&atilde; a nossa f&eacute;&rdquo; (1 Cor 15, 14)<\/em>, toda a realidade crist&atilde; se desmorona ou se torna um sonho, sonho feliz, mas apenas sonho.<\/p>\n<p>E &eacute; ainda o mesmo ap&oacute;stolo que nos vai fazer compreender que a ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor n&atilde;o &eacute; apenas um acontecimento inscrito na hist&oacute;ria, a hist&oacute;ria do povo de Israel, liberto da opress&atilde;o do Egipto, como aqui ouvimos, e na hist&oacute;ria da de toda a Humanidade. Este acontecimento ultrapassa a hist&oacute;ria. &Eacute; um acontecimento que nos concerne, que vem inscrever-se em n&oacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;2. O ap&oacute;stolo Paulo, que perseguia os disc&iacute;pulos de Jesus, porque os julgava perigosos e desestabilizadores da ordem social, vai ser o grande te&oacute;logo da ressurrei&ccedil;&atilde;o. Ele mesmo se sentiu tocado por Jesus, vivo e ressuscitado, no caminho de Damasco, e vai compreender que &eacute; chamado a uma vida nova.<\/p>\n<p>&Eacute; ainda Paulo, o mesmo ap&oacute;stolo, na sua Carta aos Romanos, que abre aos primeiros baptizados esta impressionante transforma&ccedil;&atilde;o que nele operou o Senhor Jesus Cristo: <em>&ldquo;N&oacute;s fomos crucificados com Cristo. N&oacute;s estamos mortos com Ele. Com Ele fomos sepultados. Mas com ele somos chamados a entrar numa vida nova, a vida dos ressuscitados&rdquo; (Rom 6, 4-6).<\/em><\/p>\n<p>Jesus assume, com a sua morte e ressurrei&ccedil;&atilde;o, sobre Ele a nossa Humanidade e d&aacute;-nos uma vida nova, a vida de filhos de Deus, livres e felizes.<\/p>\n<p>3.A Igreja n&atilde;o cessa de nascer e de renascer desta fonte viva que &eacute; o acontecimento pascal, este acontecimento que vem buscular as categorias humanas. Aqui se revela que todas as injusti&ccedil;as humanas e viol&ecirc;ncias do mundo n&atilde;o impedem a vida de Deus de se desdobrar em n&oacute;s e que as maiores feridas humanas e sociais nos abrem tamb&eacute;m a esta for&ccedil;a da ressurrei&ccedil;&atilde;o, que d&aacute; alegria, liberdade e paz.<\/p>\n<p>V&oacute;s, irm&atilde;os que ides ser baptizados nesta Vig&iacute;lia pascal, Duarte e Eurico, sois testemunhas felizes deste acontecimento. N&oacute;s vos acolhemos n&atilde;o somente como novos membros da nossa comunidade, mas como sinais de Deus que nos ensinam a acolher esta vida nova.<\/p>\n<p>Desta Igreja Catedral, igreja m&atilde;e da Diocese, sa&uacute;do todos os catec&uacute;menos e todas as crian&ccedil;as, hoje baptizados em toda a Diocese e sa&uacute;do desde j&aacute; as crian&ccedil;as das nossas catequeses que, depois de tr&ecirc;s anos de caminhada catequ&eacute;tica, v&atilde;o ser baptizadas proximamente. E s&atilde;o muitas dezenas! Demos gra&ccedil;as a Deus!<\/p>\n<p>Quero saudar, igualmente nestes tempos dif&iacute;ceis onde parece que as leis aprisionaram o direito a nascer e que se asfixiou no cora&ccedil;&atilde;o humano a alegria do acolhimento da vida, todas as fam&iacute;lias que acolhem no seu rega&ccedil;o ou aguardam com alegria o nascimento dos seus filhos. Aconchegai-os com o carinho e ternura de pais e de m&atilde;es. Eles s&atilde;o dons de Deus. Eles s&atilde;o b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o do vosso amor fecundo e generoso. Que Deus os aben&ccedil;oe!<\/p>\n<p>3.Ao percebermos os efeitos reais da P&aacute;scoa de Cristo em n&oacute;s, n&oacute;s entramos no mist&eacute;rio de Deus pelo qual viveremos e desta Alian&ccedil;a nova e eterna que faz renascer pela esperan&ccedil;a no mundo.<\/p>\n<p><em>&ldquo;N&atilde;o tenhais medo! N&atilde;o procureis entre os mortos Aquele que est&aacute; vivo! Ele ressuscitou&rdquo;<\/em> ( Luc 24, 5-6). A P&aacute;scoa &eacute; Cristo Vivo. A P&aacute;scoa &eacute; obra de Deus que n&atilde;o mais termina e que n&atilde;o mais acaba de trabalhar a nossa humanidade.<\/p>\n<p>Esta n&atilde;o &eacute; a hora de olhar para o sepulcro vazio. &Eacute; a hora de partilhar a alegria que Deus nos d&aacute;, fazendo de n&oacute;s um povo de baptizados, um povo de crentes, um povo de irm&atilde;os e de irm&atilde;s que se encorajam a viver de Cristo ressuscitado, o Senhor.<\/p>\n<p>&Eacute; este o sentido e o horizonte da nossa Miss&atilde;o Jubilar: fazer de n&oacute;s um povo pascal, feliz e decidido a anunciar as bem-aventuran&ccedil;as do Reino.<\/p>\n<p>Temos na nossa m&atilde;o uma grande miss&atilde;o, que nasce desta for&ccedil;a da P&aacute;scoa, que d&aacute; sabor &agrave; vida!<\/p>\n<p>Sabemos que a nossa casa &eacute; o mundo, que a nossa arma &eacute; o amor redentor de Cristo e que o nosso tempo &eacute; agora!<\/p>\n<p><em>&ldquo;Vive esta hora!&rdquo; <\/em>como dia que o Senhor fez, como hora jubilar que vos chamo a envolver da alegria da P&aacute;scoa e que vos envio a anunciar de casa em casa, de rua em rua, de cora&ccedil;&atilde;o em cora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Uma santa e feliz P&aacute;scoa! Aleluia! Aleluia!<\/p>\n<p>S&eacute; de Aveiro, 30 de mar&ccedil;o de 2013<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Francisco dos Santos, bispo de Aveiro<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&ldquo;Jesus Cristo, nossa P&aacute;scoa&rdquo; 1.Na manh&atilde; de domingo, o primeiro dia da semana, algumas mulheres visitaram o t&uacute;mulo de Jesus. Tinham sido testemunhas da morte de Jesus e vinham agora ao t&uacute;mulo para envolverem de saudade e de perfume, &agrave; boa maneira dos judeus, a sepultura de Jesus. 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