{"id":60601,"date":"2013-03-31T12:12:00","date_gmt":"2013-03-31T12:12:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/03\/31\/homilia-do-cardeal-patriarca-no-domingo-de-pascoa\/"},"modified":"2013-03-31T12:12:00","modified_gmt":"2013-03-31T12:12:00","slug":"homilia-do-cardeal-patriarca-no-domingo-de-pascoa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-patriarca-no-domingo-de-pascoa\/","title":{"rendered":"Homilia do cardeal-patriarca no Domingo de P\u00e1scoa"},"content":{"rendered":"<p><strong>&ldquo;A Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus e a surpresa da vida&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>1. A P&aacute;scoa &eacute; a festa da vida. Esta &eacute; a maravilha da cria&ccedil;&atilde;o, encerra toda a beleza, &eacute; o desafio de todas as descobertas, a semente do horizonte que se abre sempre de novo em busca da sua plenitude. &Eacute; na nossa experi&ecirc;ncia de seres vivos que podemos descobrir Deus, o Vivo e fonte da vida. O respeito pela vida &eacute; o pilar decisivo de toda a civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus foi surpresa, mesmo para os seus amigos mais pr&oacute;ximos, porque a plenitude da vida exprimiu-se na vit&oacute;ria sobre a morte, que em termos humanos, aparece como o fim da vida, a nega&ccedil;&atilde;o da vida. Afinal, a vida venceu a morte.<\/p>\n<p>A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus &eacute; a plenitude do mist&eacute;rio da encarna&ccedil;&atilde;o. Quem ressuscitou foi o Homem, Jesus de Nazar&eacute;. Aquela vida nova, desconhecida e misteriosa, &eacute; uma vida humana, do Filho de Deus feito Homem, para garantir a todos os homens, seus irm&atilde;os, que o triunfo da vida &eacute; poss&iacute;vel. Tendo-se unido a todos os homens, a sua ressurrei&ccedil;&atilde;o encerra a promessa do maior anseio da humanidade: viver sempre, aprofundar a experi&ecirc;ncia da vida. Quem se uniu a Cristo nunca desiste de viver, nada o trava no anseio da vida em plenitude.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo encerra o segredo da vida, comunica-nos uma pedagogia da vida. Ela revela-nos que &eacute; preciso fazer da vida um dom, para a descobrir e alcan&ccedil;ar. A generosidade do dom &eacute; a ess&ecirc;ncia do amor e o segredo da vida. Aprofundar a vida &eacute; indeslig&aacute;vel do amor. Do seu triunfo sobre o sofrimento e a morte, recebemos for&ccedil;a para fazer da nossa exist&ecirc;ncia um dom. Todas as causas generosas para o bem da humanidade recebem dessa fonte a coragem da generosidade. A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo continua a ser uma for&ccedil;a decisiva para o triunfo do homem.<\/p>\n<p>A beleza da vida est&aacute; impressa na cria&ccedil;&atilde;o como dinamismo fundamental.<\/p>\n<p>Basta contemplar o &ecirc;xtase da m&atilde;e que d&aacute; &agrave; luz um filho, ou a exulta&ccedil;&atilde;o de um amor sincero que d&aacute; sentido a toda a exist&ecirc;ncia e a inunda de felicidade. Esta est&aacute; sempre ligada &agrave; frui&ccedil;&atilde;o da vida. A vida sente-se quando se descobre a vida do outro. A alegria da vida &eacute; sempre a alegria do amor. A ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo d&aacute; perenidade a estas experi&ecirc;ncias belas da natureza, que sem a liga&ccedil;&atilde;o &agrave; vida, corremos o risco de deixar esmorecer ou mesmo atrai&ccedil;oar. &Eacute; como se a vida se desmoronasse sob os escombros da infidelidade humana. Percebe-se porque &eacute; que Jesus pregou aos disc&iacute;pulos com tanta insist&ecirc;ncia: &ldquo;Dou-vos um mandamento novo, que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei&rdquo; (Jo. 13, 34).<\/p>\n<p>A nossa fragilidade continua e a sua concretiza&ccedil;&atilde;o mais grave &eacute; atrai&ccedil;oar a vida, desistir da vida. &Eacute; o preg&atilde;o do Ap&oacute;stolo Paulo aos Cor&iacute;ntios: &ldquo;Celebremos a festa, n&atilde;o com fermento velho, nem com fermento de mal&iacute;cia e perversidade, mas com os p&atilde;es &aacute;zimos da pureza e da verdade&rdquo; (1Co. 5,8). Unidos &agrave; ressurrei&ccedil;&atilde;o de Cristo, a nossa vida transforma-se progressivamente na for&ccedil;a que nos aguenta, na alegria de viver, fazendo viver, descobrindo sempre novas manifesta&ccedil;&otilde;es desse dom supremo de Deus.<\/p>\n<p>Vivemos num tempo em que se fez da qualidade de vida um valor a conseguir.<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o haver&aacute; qualidade de vida se reduzirmos esta ao bem estar material. Ela s&oacute; se consegue com um cora&ccedil;&atilde;o aberto &agrave; surpresa da ressurrei&ccedil;&atilde;o. Nela &eacute;-nos revelada a fonte da vida, o amor de Deus pelo Seu Filho Jesus Cristo, amor que envolve todos os homens nossos irm&atilde;os.<\/p>\n<p>Nesta P&aacute;scoa fa&ccedil;amos como o Ap&oacute;stolo Jo&atilde;o: aos primeiros sinais da morte vencida, acreditou. Esta nova manifesta&ccedil;&atilde;o da vida surpreendeu-os; deixemo-nos surpreender pela Vida.<\/p>\n<p>S&eacute; Patriarcal, 31 de mar&ccedil;o de 2013<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;A Ressurrei&ccedil;&atilde;o de Jesus e a surpresa da vida&rdquo; 1. A P&aacute;scoa &eacute; a festa da vida. 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