{"id":60571,"date":"2013-03-28T14:08:06","date_gmt":"2013-03-28T14:08:06","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/03\/28\/missa-crismal-homilia-do-bispo-do-porto\/"},"modified":"2013-03-28T14:08:06","modified_gmt":"2013-03-28T14:08:06","slug":"missa-crismal-homilia-do-bispo-do-porto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/missa-crismal-homilia-do-bispo-do-porto\/","title":{"rendered":"Missa crismal: Homilia do bispo do Porto"},"content":{"rendered":"<p><strong>Porque h&aacute;, urgentemente, uma boa nova a anunciar, de pobres para pobres!<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;&laquo;O Esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova os pobres&hellip;&raquo;. Car&iacute;ssimos irm&atilde;os e amigos, esta autoapresenta&ccedil;&atilde;o de Jesus na sinagoga de Nazar&eacute; cont&eacute;m em poucas palavras o essencial da sua vida e miss&atilde;o, como continua no seu corpo eclesial inteiro e tamb&eacute;m entre n&oacute;s, na Igreja diocesana do Porto.<\/p>\n<p>&#8211; Sa&uacute;do-vos a todos e cada um, com o envolvimento pessoal e fraterno que a nossa conviv&ecirc;ncia j&aacute; proporciona e a vida eclesial sempre oferece. Car&iacute;ssimos irm&atilde;os Bispos, car&iacute;ssimos presb&iacute;teros do clero secular e regular, car&iacute;ssimos di&aacute;conos, consagrados, seminaristas. Car&iacute;ssimos &ndash; e verdadeiramente o sois, todos e cada um! &ndash; fi&eacute;is leigos, que connosco repartis a dignidade batismal e a voca&ccedil;&atilde;o &agrave; santidade, dignidade &uacute;nica e voca&ccedil;&atilde;o comum de todo o disc&iacute;pulo de Cristo!<\/p>\n<p>Aquele trecho de Isa&iacute;as, que Jesus tomou para se apresentar na terra em que fora criado, traz-nos tamb&eacute;m o esclarecimento fundamental sobre de Quem partimos, o que realmente somos, a quem nos dirigimos e o que oferecemos.<\/p>\n<p>&laquo;O Esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim&raquo;: Assim come&ccedil;a o trecho e assim come&ccedil;a e recome&ccedil;a tudo, a partir do Esp&iacute;rito de Deus, por iniciativa e a&ccedil;&atilde;o fundamental de Deus Esp&iacute;rito. Esta verdade &eacute; indispens&aacute;vel de reter, para nos considerarmos, do presente para o futuro, em tudo o que ao mundo respeite e em tudo o que na Igreja se fa&ccedil;a, a partir desse lugar primeir&iacute;ssimo onde o esp&iacute;rito divino toca o humano.&nbsp;<\/p>\n<p>Abrindo a B&iacute;blia Sagrada, lemos imediatamente o seguinte: &laquo;No princ&iacute;pio, quando Deus criou os c&eacute;us e a terra, a terra era informe e vazia, as trevas cobriam o abismo, e o esp&iacute;rito de Deus movia-se sobre a superf&iacute;cie das &aacute;guas&raquo; (<em>Gn<\/em>&nbsp;1, 1-2). Sabemos como esta passagem, aparentemente simples e quase linear, visa reduzir &agrave; iniciativa divina a cria&ccedil;&atilde;o inteira, em contraste com as cosmogonias antigas, que se repartiam por pretensas divindades contrastantes.<\/p>\n<p>Sabemos tamb&eacute;m que o polite&iacute;smo antigo n&atilde;o foi, nem &eacute;, r&aacute;pido de superar, pois mais facilmente nos dispersamos por refer&ecirc;ncias v&aacute;rias do que nos rendemos a um s&oacute; Criador, que imediatamente requerer&aacute; adora&ccedil;&atilde;o &uacute;nica e convers&atilde;o sem despiste. De modo mais ou menos primitivo, mais ou menos sofisticado, o polite&iacute;smo reaparecer&aacute; sempre que a convers&atilde;o tardar. Sobrevive at&eacute; quando nos consideramos a n&oacute;s mesmos como criadores e decisores principais do que fazemos ou pretendemos fazer, na vida pessoal, ou eclesial que seja.<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o &eacute;, nem pode ser assim. Bem pelo contr&aacute;rio, &eacute; sempre em Deus, na for&ccedil;a do seu Esp&iacute;rito, que tudo realmente come&ccedil;a e tudo finalmente se retoma. Porque, se aqueles vers&iacute;culos do G&eacute;nesis se referem &agrave; cria&ccedil;&atilde;o, teologicamente considerada, outro vers&iacute;culo id&ecirc;ntico se refere &agrave; nova cria&ccedil;&atilde;o, soteriologicamente apresentada. Assim na resposta a Maria: &laquo;O Esp&iacute;rito Santo vir&aacute; sobre ti e a for&ccedil;a do Alt&iacute;ssimo estender&aacute; sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer &eacute; Santo e ser&aacute; chamado Filho de Deus&raquo; (<em>Lc<\/em>&nbsp;1,&nbsp;35).<\/p>\n<p>Esta essencial&iacute;ssima verdade b&iacute;blica &eacute; especialmente oportuna agora, para a vida eclesial que levamos e projetamos, certamente inspirados pelas palavras e gestos que o t&atilde;o providencial Papa Francisco nos tem oferecido. O seu imediato apelo &agrave; ora&ccedil;&atilde;o da Igreja para o desempenho da miss&atilde;o que lhe foi atribu&iacute;da, a insist&ecirc;ncia com que nos lembra a responsabilidade que temos em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; cria&ccedil;&atilde;o inteira, obra divina confiada a todos e a todos destinada, tudo nos inculca uma consci&ecirc;ncia deveras crente, face &agrave; Igreja e ao mundo.<\/p>\n<p>A consci&ecirc;ncia certa de que tudo o que se fa&ccedil;a ou refa&ccedil;a s&oacute; legitimamente acontecer&aacute; a partir de Deus e do seu Esp&iacute;rito, manifestava-a Jesus naquele dia, aplicando a si mesmo o antigo vers&iacute;culo de Isa&iacute;as. Por isso mesmo era o &ldquo;Ungido&rdquo; &#8211; o &ldquo;Messias&rdquo;, que em grego se diz &ldquo;Cristo&rdquo;. Semelhante consci&ecirc;ncia que mantivermos n&oacute;s, viva e ativa, car&iacute;ssimos crist&atilde;os e especialmente os que participamos do sacerd&oacute;cio ministerial, &eacute; indispens&aacute;vel para sermos aut&ecirc;nticos e inadi&aacute;vel para sermos criativos &#8211; evangelicamente criativos, eficazes e finalmente prest&aacute;veis.<\/p>\n<p>Partamos ent&atilde;o de Deus, da sua constante vontade criadora e recriadora de tudo e de todos em Cristo, na for&ccedil;a do Esp&iacute;rito. E assim mesmos seremos &ldquo;crist&atilde;os&rdquo;, como o mundo espera que sejamos e tanto se alegra quando o somos. Disto tivemos tamb&eacute;m a exemplifica&ccedil;&atilde;o nos dias que vivemos em torno da elei&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco, como j&aacute; a tiv&eacute;ramos no modo como o Papa Bento apresentou e realizou a sua ren&uacute;ncia.<\/p>\n<p>A maneira surpreendente com que ambos fizeram o que sentiram incumbir-lhes, em clima de ora&ccedil;&atilde;o e discernimento espiritual, tudo surpreendeu o mundo, mas porque diametralmente contrastava com o esp&iacute;rito habitual do mesmo mundo. E tanto assim foi, que mesmo comentadores n&atilde;o confessionais o acentuaram e continuam a acentuar.<\/p>\n<p>Como disse o Papa Francisco, dirijamo-nos aos pobres, numa Igreja pobre e para os pobres. Sucessor de Pedro, repetiu a seu modo o que o ap&oacute;stolo respondeu ao mendigo de Jerusal&eacute;m: &laquo;N&atilde;o tenho ouro nem prata, mas o que tenho, isto te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!&raquo; (<em>Act<\/em>&nbsp;3, 6).<\/p>\n<p>Anunciar a boa nova aos pobres, car&iacute;ssimos irm&atilde;os, exige que sejamos pobres, porque assim mesmo come&ccedil;ou Pedro: &laquo;N&atilde;o tenho ouro nem prata&hellip;&raquo;. Trata-se duma atitude evang&eacute;lica fundamental, de desprendimento do cora&ccedil;&atilde;o mesmo daquilo de que eventualmente possamos dispor, ou tenhamos inclusivamente o dever de administrar para benef&iacute;cio de todos. Porque n&atilde;o &ldquo;tinha&rdquo; ouro nem prata, Pedro ofereceu a Cristo. Ai de n&oacute;s, quando nos distra&iacute;mos com muitas coisas, mesmo de teres e saberes, e adiamos para n&oacute;s e para os outros o essencial que s&oacute; em Cristo se oferece&hellip;<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;Porque a boa nova &eacute; essa mesma, de em Cristo encontrarmos a P&aacute;scoa universal, ou seja, a possibilidade de &ldquo;passarmos&rdquo; j&aacute; &agrave;quele Reino de m&uacute;tua doa&ccedil;&atilde;o e partilha&nbsp;em que Deus&nbsp;unitrino tudo reconhecer&aacute; como seu. Em cada uma das comunidades que sacerdotalmente servimos, com a indispens&aacute;vel colabora&ccedil;&atilde;o de di&aacute;conos, consagrados e fi&eacute;is leigos, apenas disso se trata, mas indispensavelmente h&aacute; de ser assim, por palavras e obras.<\/p>\n<p>&Agrave; expectativa do mundo, t&atilde;o insistente hoje em dia, devolveremos a resposta que Jesus deu &agrave; de Jo&atilde;o Baptista: &laquo;Ide contar a Jo&atilde;o o que vedes e ouvis: Os cegos veem e os coxos andam, os leprosos ficam limpos e os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e a boa nova &eacute; anunciada aos pobres&raquo; (<em>Mt<\/em>&nbsp;11, 4-5).<\/p>\n<p>Nem sempre tais coisas acontecem fisicamente, mas todos sabemos que s&atilde;o sinais de uma cura maior, essa sim definitiva e indispens&aacute;vel: que se passe a ver tudo a outra luz, a ouvir com outro entendimento e a andar doutra maneira; que se ultrapassem todas as &ldquo;lepras&rdquo; que impossibilitam a conviv&ecirc;ncia e que sobretudo se reviva duma vida maior e consistente.<\/p>\n<p>Deixai-me referir, a prop&oacute;sito, a experi&ecirc;ncia magn&iacute;fica das Jornadas Vicariais da F&eacute;, que v&atilde;o decorrendo por toda a diocese. Um dos seus momentos altos e decerto marcantes para os que nelas t&ecirc;m participado &ndash; e contam-se j&aacute; por v&aacute;rios milhares &ndash; &eacute; a tarde reservada aos testemunhos de f&eacute;, vivida por tantos fi&eacute;is e em diversos contextos. E o que sobressai e convence &eacute; o realismo crist&atilde;o com que aqueles sinais do Reino continuam hoje nas fam&iacute;lias, nas comunidades, nas escolas, nas empresas e em tantas circunst&acirc;ncias concretas.&nbsp; &nbsp;E, se a &ldquo;crise&rdquo; &eacute; para refazermos a vida, tais obras da f&eacute; j&aacute; demonstram como isso h&aacute; de ser.&nbsp;<\/p>\n<p>Numa sociedade como a que integramos hoje, todo o programa de Cristo ganha irrecus&aacute;vel urg&ecirc;ncia. E&nbsp;para n&oacute;s sacerdotes, que somos em cada comunidade sinais vivos de Cristo sacerdote e pastor, redobra-se a exig&ecirc;ncia espiritual nesse sentido.<\/p>\n<p>Humanamente somos poucos, muito poucos, para tanto trabalho. Por isso mesmo, precisamos de ensaiar e incrementar novas formas de coopera&ccedil;&atilde;o pastoral, entre n&oacute;s e com os outros membros do Povo de Deus. Mas essencialmente porque a nova evangeliza&ccedil;&atilde;o tem um sujeito coletivo &ndash; as comunidades crist&atilde;s, trabalhando &ldquo;em rede&rdquo; &ndash; aquela rede que Jesus sempre nos manda relan&ccedil;ar.<\/p>\n<p>No entanto, mesmo se fossemos muitos mais, ficar&iacute;amos sempre aqu&eacute;m duma tarefa que &eacute; fundamentalmente divina e s&oacute; em comunh&atilde;o apost&oacute;lica se pode exercer. Esta consci&ecirc;ncia nos levar&aacute;, car&iacute;ssimos sacerdotes, a duas inevit&aacute;veis consequ&ecirc;ncias: teremos de refor&ccedil;ar a nossa vida espiritual e teremos de nos apoiar sempre mais uns aos outros.<\/p>\n<p>Como sabemos, a &ldquo;ora&ccedil;&atilde;o sacerdotal&rdquo; do cap&iacute;tulo 17 do Evangelho de S&atilde;o Jo&atilde;o vincula a comunh&atilde;o de todos &agrave; comunh&atilde;o basilar dos disc&iacute;pulos, como Jesus pede ao Pai: &laquo;N&atilde;o rogo s&oacute; por eles, mas tamb&eacute;m por aqueles que h&atilde;o de crer em mim, por meio da sua palavra, para que todos sejam um s&oacute;, como Tu, Pai, est&aacute;s em mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em N&oacute;s e o mundo creia que Tu me enviaste&rdquo; (<em>Jo<\/em>&nbsp;17, 20-21). O mundo acreditar&aacute; pelo amor m&uacute;tuo que em n&oacute;s lhe evidencie o Deus Amor.<\/p>\n<p>&Eacute; tamb&eacute;m neste sentido que o&nbsp;<em>Diret&oacute;rio para o minist&eacute;rio e a vida dos presb&iacute;teros<\/em>&nbsp;nos d&aacute; indica&ccedil;&otilde;es como as seguintes, ligando a vida sacerdotal de cada presb&iacute;tero &agrave; comunh&atilde;o sacerdotal de todos: &laquo;O pr&oacute;prio presb&iacute;tero &eacute; o primeiro e principal respons&aacute;vel da sua forma&ccedil;&atilde;o permanente.<\/p>\n<p>De facto, sobre cada sacerdote incumbe o dever de ser fiel ao dom de Deus e ao dinamismo de convers&atilde;o quotidiana que prov&eacute;m do mesmo dom. Tal dever deriva do facto de que ningu&eacute;m pode substituir cada um dos presb&iacute;teros no &ldquo;vigiar sobre si mesmo&rdquo; (cf&nbsp;<em>1 Tim<\/em>&nbsp;4, 16)&raquo; (n&ordm; 87).<\/p>\n<p>Mas para continuar mais adiante: &laquo;Em todos os aspetos da exist&ecirc;ncia sacerdotal vir&atilde;o ao de cima os especiais v&iacute;nculos de caridade apost&oacute;lica, de minist&eacute;rio e de fraternidade, sobre os quais se funda a ajuda rec&iacute;proca que os presb&iacute;teros dar&atilde;o uns aos outros. &Eacute; desej&aacute;vel que cres&ccedil;a e se desenvolva a coopera&ccedil;&atilde;o de todos os presb&iacute;teros no cuidado da sua vida espiritual e humana e bem assim no servi&ccedil;o ministerial&raquo; (n&ordm; 88).<\/p>\n<p>E se tal indicava o&nbsp;<em>Diret&oacute;rio<\/em>&nbsp;h&aacute; quase vinte anos, na esteira ali&aacute;s do Vaticano II (cf.&nbsp;<em>PO<\/em>, 8), as condi&ccedil;&otilde;es atuais da nossa vida e diocese, car&iacute;ssimos presb&iacute;teros, tornam tudo isto mais indispens&aacute;vel e premente. Recolhamos tamb&eacute;m nesse ponto a exorta&ccedil;&atilde;o do Papa Francisco na Missa de inaugura&ccedil;&atilde;o do pontificado: cuidemos de tudo, cuidemos de todos, cuidemos de n&oacute;s, quais guardi&otilde;es uns dos outros.<\/p>\n<p>Sejamos mutuamente pastores de pastores, para todos sermos pastores do povo que nos &eacute; confiado, como este mesmo povo h&aacute; de ser de algum modo pastor da cria&ccedil;&atilde;o inteira!<\/p>\n<p>E fa&ccedil;amo-lo humildemente, como quem acolhe e partilha o dom do pr&oacute;prio Deus. Porque h&aacute;, urgentemente, uma boa nova a anunciar, de pobres para pobres, assim cumprindo a primeira bem-aventuran&ccedil;a (cf.&nbsp;<em>Mt<\/em>&nbsp;5, 3). &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>+ Manuel Clemente<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 28 de mar&ccedil;o de 2013<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porque h&aacute;, urgentemente, uma boa nova a anunciar, de pobres para pobres! &nbsp;&laquo;O Esp&iacute;rito do Senhor est&aacute; sobre mim, porque Ele me ungiu para anunciar a boa nova os pobres&hellip;&raquo;. 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