{"id":60551,"date":"2013-03-27T15:23:12","date_gmt":"2013-03-27T15:23:12","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/03\/27\/triduo-pascal-simbolos-e-espiritualidade\/"},"modified":"2013-03-27T15:23:12","modified_gmt":"2013-03-27T15:23:12","slug":"triduo-pascal-simbolos-e-espiritualidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/triduo-pascal-simbolos-e-espiritualidade\/","title":{"rendered":"Tr\u00edduo Pascal, s\u00edmbolos e espiritualidade"},"content":{"rendered":"<p>O c\u00f3nego Luis Manuel Pereira Silva, professor de liturgia na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa e p\u00e1roco da S\u00e9 de Lisboa, apresenta os momentos centrais do ciclo de celebra\u00e7\u00f5es que leva os cat\u00f3licos da Quinta-feira Santa ao Domingo de P\u00e1scoa. <!--more--> <\/p>\n<p><em>Ag&ecirc;ncia ECCLESIA (AE) &ndash; O que celebra a Igreja nestes dias centrais do seu calend&aacute;rio lit&uacute;rgico?<\/em><\/p>\n<p><em>Luis Manuel Silva (LMS) &ndash;<\/em> A Igreja celebra, anualmente, de maneira solene a P&aacute;scoa, a que chamamos o Tr&iacute;duo Pascal (come&ccedil;a na Quinta-feira &agrave; tarde com a celebra&ccedil;&atilde;o da Ceia do Senhor e termina no Domingo de P&aacute;scoa, com as segundas v&eacute;speras). Na Quinta-feira Santa, o olhar e toda a vida da Igreja se centra no cen&aacute;culo, onde Jesus instituiu a Eucaristia e onde nos deixou o mandamento novo do amor. Expresso, concretamente, no gesto que S&atilde;o Jo&atilde;o nos relata, no cap&iacute;tulo 13 do seu evangelho, com o lava-p&eacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A espiritualidade da Quinta-feira Santa est&aacute; centrada na Ceia do Senhor?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> Na institui&ccedil;&atilde;o da Eucaristia, onde Jesus d&aacute; um sentido novo a todo aquele rito. Ele pr&oacute;prio o diz, quando pega no p&atilde;o e no vinho, &laquo;tomai e comei, tomai e bebei, este &eacute; o meu corpo, este &eacute; o meu sangue&raquo;. A P&aacute;scoa come&ccedil;a com a pr&oacute;pria celebra&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica, para Jesus, na &uacute;ltima ceia, como uma nuvem da paix&atilde;o do Senhor. Jesus celebra a &uacute;ltima ceia, j&aacute; envolvido por todos os acontecimentos.<\/p>\n<p>Na &uacute;ltima ceia, Jesus institui a Eucaristia de maneira a que a Igreja &ndash; ao longo dos s&eacute;culos &ndash; possa sempre celebrar e renovar o memorial da P&aacute;scoa de Jesus, atrav&eacute;s de elementos que Ele pr&oacute;prio escolheu na &uacute;ltima ceia. Elementos que ficassem como sinais, como presen&ccedil;a, da sua vida e da sua obra redentora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; O p&atilde;o, a &aacute;gua e o vinho&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> S&atilde;o elementos que Jesus escolheu na ceia hebraica. No entanto, &eacute; bom recordar que a ceia hebraica tinha outros elementos, como o cordeiro pascal, as ervas amargas. H&aacute; aqui um mist&eacute;rio de uma vida dada e de uma vida renovada que a Igreja pode, cada vez que celebra a Eucaristia, tornar presente. Isto &eacute; o aspecto mais impressionante, Jesus deixa-se presente para que o crist&atilde;o, o baptizado, v&aacute; peregrinando no tempo, mas alimentando-se do p&atilde;o que &eacute; da eternidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Mas existe um segundo elemento desta ceia?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> &Eacute; o mandamento novo do amor. Jesus expressou-o no gesto do lava-p&eacute;s. Realiza-o antes da pr&oacute;pria institui&ccedil;&atilde;o quando se levanta da mesa e coloca o avental. Este gesto &#8211; socialmente no tempo de Jesus era feito por criados e escravos &ndash; de lavar os p&eacute;s aos presentes. Jesus toma, este gesto, como sinal daquilo que depois, historicamente, vai realizar na cruz: dar a vida e d&aacute;-la at&eacute; ao fim.<\/p>\n<p>O lava-p&eacute;s &eacute; como que uma pr&eacute;-figura&ccedil;&atilde;o daquilo que ser&aacute; o acto supremo de Jesus na cruz de entrega, de doa&ccedil;&atilde;o de todo o seu ser, de toda a sua vida humana na cruz para nossa reden&ccedil;&atilde;o. &Eacute; um gesto que a liturgia da missa da ceia do Senhor tem e que &eacute; proposto, n&atilde;o &eacute; obrigat&oacute;rio, mas de renovarmos o lava-p&eacute;s.<\/p>\n<p>&Eacute; interessante este aspecto. Jesus, neste gesto, escandaliza os disc&iacute;pulos e Pedro verbaliza esse esc&acirc;ndalo. Jesus &eacute; firme com S&atilde;o Pedro: &ldquo;Deixa que se cumpra o que &eacute; de justi&ccedil;a&rdquo;. E depois termina: &ldquo;Se eu que sou Mestre e Senhor, vos lavei os p&eacute;s, v&oacute;s, meus disc&iacute;pulos, deveis lavar os p&eacute;s uns aos outros&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; nesta linha, que interpreto o Papa Francisco de ir celebrar a missa da Ceia do Senhor numa pris&atilde;o de menores. &Eacute; uma maneira, digamos, ao n&iacute;vel ritual, de valorizar este gesto. Normalmente, nas par&oacute;quias escolhe-se um grupo de paroquianos (escuteiros, jovens, adultos) e o p&aacute;roco lava-lhe os p&eacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Recorda-se de algum lava-p&eacute;s em especial?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> Numa P&aacute;scoa, celebrei a Ceia do Senhor na Comunidade de Santo Eg&iacute;dio (Roma): foram lavados os p&eacute;s, nesse gesto, aos pobres, os doentes, os representantes das faixas da comunidade crist&atilde;. Formas de valorizar o rito e n&atilde;o o infantilizar. O lava-p&eacute;s deve ser a express&atilde;o de uma atitude constante da comunidade crist&atilde;, que ao celebrar a Ceia do Senhor, expressa naquele gesto a sua constante solicitude ao longo do ano por todo este tipo de pessoas ou situa&ccedil;&otilde;es humanas que se vivem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Estas s&atilde;o as cruzes di&aacute;rias, mas a Cruz &eacute; o s&iacute;mbolo, em destaque, na Sexta-feira Santa?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> Em Sexta-feira Santa, no horizonte da Igreja, ergue-se a Cruz do Senhor. A cruz como sinal da pior das mortes, da morte mais infame, mas que para n&oacute;s, crist&atilde;os, &eacute; o sinal da gl&oacute;ria. Por exemplo, em S&atilde;o Jo&atilde;o, &eacute; importante este sentido da gl&oacute;ria da cruz. Ali&aacute;s, Jesus passa a sua vida p&uacute;blica, em S&atilde;o Jo&atilde;o, a dizer: &ldquo;Ainda n&atilde;o chegou a minha hora&rdquo;. Repete esta express&atilde;o v&aacute;rias vezes, at&eacute; que quando sobe a Jerusal&eacute;m, para celebrar a P&aacute;scoa pela &uacute;ltima vez na sua vida e far&aacute; a sua pr&oacute;pria P&aacute;scoa, Jesus diz, abertamente, que &ldquo;chegou a hora&rdquo;.<\/p>\n<p>Esta hora, &eacute; a hora da cruz, da glorifica&ccedil;&atilde;o que ao mesmo tempo &eacute; paradoxal. A crucifica&ccedil;&atilde;o era para os malfeitores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Como &eacute; que a Igreja recorda esses momentos? Como exalta a cruz em Sexta-feira Santa?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> Nos primeiros s&eacute;culos, a cruz era olhada com uma certa relut&acirc;ncia, devido a este aspecto de ignom&iacute;nia. At&eacute; na arte crist&atilde;, a cruz n&atilde;o aparece logo. Depois h&aacute; uma reabilita&ccedil;&atilde;o da cruz, como sinal da gl&oacute;ria.<\/p>\n<p>A estrutura da celebra&ccedil;&atilde;o de sexta-feira tem tr&ecirc;s momentos: liturgia da palavra, apresenta&ccedil;&atilde;o e adora&ccedil;&atilde;o da santa cruz e o rito da comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Depois da comunidade crist&atilde; ter escutado todo o relato da paix&atilde;o, meditado o texto de Isa&iacute;as e a carta aos hebreus, a Igreja centra-se na contempla&ccedil;&atilde;o, quando a cruz entra (a celebra&ccedil;&atilde;o come&ccedil;a sem cruz no templo, nem velas acesas, um total despojamento).<\/p>\n<p>A cruz &eacute; apresentada e a comunidade crist&atilde; aclama-a por tr&ecirc;s vezes quando se diz: &laquo;Eis o madeiro da cruz no qual esteve suspenso o Salvador do mundo&raquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esta aclama&ccedil;&atilde;o &eacute; um misto de adora&ccedil;&atilde;o, exalta&ccedil;&atilde;o e s&uacute;plica?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> Verdade. Diante da cruz do Senhor desvanece-se tudo aquilo que no ser humano nos afasta da cruz: orgulho, auto-sufici&ecirc;ncia, inveja&hellip; Contemplando a cruz do Senhor e o que ali esteve de decisivo para a hist&oacute;ria da humanidade, a morte e a vida travaram um duelo admir&aacute;vel. Este duelo travou-se na cruz. Naquela morte est&aacute; o drama da hist&oacute;ria da humanidade, o drama da hist&oacute;ria de cada um de n&oacute;s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A dramaticidade da Sexta-feira Santa d&aacute; lugar ao sil&ecirc;ncio no s&aacute;bado santo que desemboca na vig&iacute;lia pascal. Uma celebra&ccedil;&atilde;o carregada de simbolismo?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> A vig&iacute;lia pascal &eacute; a grande noite dos crist&atilde;os. &Eacute; a santa noite dos crist&atilde;os. Ali&aacute;s, na liturgia h&aacute; uma valoriza&ccedil;&atilde;o da noite. Nessa noite, a Igreja reunida aguarda, expectante, a Ressurrei&ccedil;&atilde;o do Senhor. Celebramos a vit&oacute;ria de Cristo sobre o pecado e a morte. A vig&iacute;lia pascal &eacute; tamb&eacute;m uma vig&iacute;lia c&oacute;smica onde os quatro elementos da natureza est&atilde;o presentes: terra, ar, fogo e &aacute;gua. Estes elementos foram escolhidos por Ele para a vida sacramental da Igreja.&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; A luz irrompe da escurid&atilde;o&hellip;<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> Em todo o tempo pascal, o c&iacute;rio estar&aacute; ao lado do amb&atilde;o. &Eacute; nessa luz de Cristo Ressuscitado que a comunidade crist&atilde; l&ecirc; as escrituras e toda a hist&oacute;ria da salva&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Na liturgia baptismal surge o s&iacute;mbolo da &aacute;gua. <\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> A b&ecirc;n&ccedil;&atilde;o da &aacute;gua. Nessa &aacute;gua ser&atilde;o baptizados os catec&uacute;menos e com essa &aacute;gua &eacute; aspergida toda a assembleia crist&atilde;. A assembleia renova, de maneira solene, os votos do seu baptismo. A &aacute;gua aparece como s&iacute;mbolo da vida. O baptismo &eacute; este viver para uma vida nova. Na &aacute;gua do baptismo morre o homem velho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; Esse homem novo recebe mais tarde o Crisma. Esse sopro do Esp&iacute;rito Santo.<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> Esse &eacute; o s&iacute;mbolo do ar. &Eacute; o s&iacute;mbolo da vida renovada e confirmada. Toda a palavra proclamada vive neste sentido da simb&oacute;lica do ar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>AE &ndash; E onde encontramos o s&iacute;mbolo da terra?<\/em><\/p>\n<p><em>LMS &ndash;<\/em> A terra est&aacute; presente no p&atilde;o e no vinho. Celebrar a P&aacute;scoa de maneira solene n&atilde;o &eacute; um conjunto de ritualidade. &Eacute; uma vida que se vai transformando atrav&eacute;s da realidade sacramental.&nbsp;<\/p>\n<p><em>SN\/LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O c\u00f3nego Luis Manuel Pereira Silva, professor de liturgia na Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa e p\u00e1roco da S\u00e9 de Lisboa, apresenta os momentos centrais do ciclo de celebra\u00e7\u00f5es que leva os cat\u00f3licos da Quinta-feira Santa ao Domingo de P\u00e1scoa.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[168,199,246,274,275],"class_list":["post-60551","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-da-guarda","tag-espiritualidade","tag-liturgia","tag-papa-francisco","tag-pascoa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60551","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=60551"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/60551\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=60551"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=60551"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=60551"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}