{"id":6025,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-pastoral-e-o-fenomeno-do-urbanismo\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-pastoral-e-o-fenomeno-do-urbanismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-pastoral-e-o-fenomeno-do-urbanismo\/","title":{"rendered":"A pastoral e o fen\u00f3meno do urbanismo"},"content":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de D. Jorge Ortiga no Conselho Presbiteral  <!--more--> O Conselho Presbiteral \u00e9 sempre um instrumento para chegar aos Sacerdotes.  Constitu\u00eddo por representantes, cada um \u00e9 mensageiro e portador de alegrias e preocupa\u00e7\u00f5es do Pastor. Na alegria do encontro, abro o cora\u00e7\u00e3o e partilho para entusiasmar e orientar. 1 \u2013 Iniciamos este Conselho em Vig\u00edlia do Anivers\u00e1rio Natal\u00edcio do Santo Padre que, este ano, se reveste duma import\u00e2ncia especial. Em Roma ser\u00e1 assinada uma nova Concordata.  A prop\u00f3sito, permiti duas observa\u00e7\u00f5es.  1.1. Est\u00e1vamos habituados a um ordenamento jur\u00eddico que estipulava o relacionamento da Igreja com o Estado segundo uma orienta\u00e7\u00e3o determinante de separa\u00e7\u00e3o. Habitu\u00e1mo-nos a conviver e crescemos nestes par\u00e2metros que permitiram a consolida\u00e7\u00e3o do Reino nas nossas comunidades Eclesiais e suas estruturas. 1.2. Abre-se uma nova etapa cujos contornos teremos de compreender. N\u00e3o bastar\u00e1 uma leitura sum\u00e1ria e de mera curiosidade para elogiar ou condenar os interlocutores. N\u00e3o podemos fugir \u00e0 novidade e deixar de aceitar os novos desafios que nos ser\u00e3o lan\u00e7ados. Esperamos que seja uma Concordata para os tempos novos e que interpretemos os seus conte\u00fados com a alegria dum compromisso solene em a conhecer para a p\u00f4r em pr\u00e1tica. N\u00e3o choremos o passado. Invistamos na coragem de ser Sacramento, ou seja, sinal de Cristo nestes tempos diferentes. Creio ser conveniente n\u00e3o perder tempo nos coment\u00e1rios superficiais. No momento oportuno, poderemos assimilar os novos conte\u00fados e investir as nossas energias nas altera\u00e7\u00f5es que teremos de efectuar. Muito trabalho nos vai ser pedido. \u00c9 momento de unidade para nos ajudarmos a concretizar as novas determina\u00e7\u00f5es.  2 \u2013 Sempre neste ambiente de anivers\u00e1rio do Papa, quero comunicar \u00e0 Arquidiocese a Sua presen\u00e7a, atrav\u00e9s dum Legado, nas comemora\u00e7\u00f5es do 150.\u00ba anivers\u00e1rio da defini\u00e7\u00e3o do Dogma da Imaculada Concei\u00e7\u00e3o e do Centen\u00e1rio da Coroa\u00e7\u00e3o da imagem de Nossa Senhora. O Cardeal Legado ser\u00e1 portador da \u00abRosa de Ouro\u00bb como reconhecimento da peculiaridade deste Santu\u00e1rio que tanto amamos. Na verdade ao longo da hist\u00f3ria, ela foi atribu\u00edda somente a alguns pa\u00edses e personalidades, reis ou pr\u00edncipes, que o Santo Padre desejava honrar dum modo particular. Mais tarde come\u00e7a a atribuir-se a Santu\u00e1rios e Imagens que queria distinguir. Parece que o seu uso se deve atribuir a Urbano II mas o primeiro testemunho que a documenta parece ser uma Carta do Papa Eug\u00e9nio III a Afonso VII (s\u00e9c. XI), embora outros estabele\u00e7am o s\u00e9c. XI como in\u00edcio e o Papa Le\u00e3o IX como primeiro que a atribuiu.  Lembremos alguns dos \u00faltimos s\u00e9culos. Pio IX enviou \u00e0 Rainha Maria Cristina de Espanha e \u00e0 Imperatriz Eug\u00e9nia em 1856 e a Nossa Senhora de Lourdes em 1879. Le\u00e3o XIII \u00e0 Rainha Maria Henriqueta da B\u00e9lgica, em 1893. Pio X oferece \u00e0 Rainha Isabel II de Espanha, em 1907. Pio XI \u00e0 Rainha Vit\u00f3ria Eug\u00e9nia de Espanha em 1923; \u00e0 Rainha Isabel da B\u00e9lgica, em 1926; \u00e0 Rainha de It\u00e1lia, em 1937. No mesmo ano oferece ao Carmelo de Lisieux. Pio XII entrega \u00e0 Gr\u00e3-Duquesa Carlota do Luxemburgo em 1956. Aos Santu\u00e1rios, Pio XII, em 1953, \u00e0 Catedral de Goa por causa da sepultura de S. Francisco Xavier. Paulo VI \u00e0 Bas\u00edlica da Natividade, em Bel\u00e9m; Nossa Senhora de Guadalupe, em 1966; e Nossa Senhora Aparecida, em 1967. Jo\u00e3o Paulo II concede, em 1995, ao Santu\u00e1rio de Czestochova e de Loreto. Quanto a Portugal podemos evocar: Em 20.1.1770 Clemente XIV dedica-a \u00e0 Igreja de Santo Ant\u00f3nio dos Portugueses; Nicolau V, em 13.4.1454, envia-a a D. Afonso V; J\u00falio II e Le\u00e3o X, em 1506 e 1514, dedicam-na a D. Manuel; Clemente VII, em 1525, a D. Jo\u00e3o III, J\u00falio III, em 1551, ao pr\u00edncipe D. Jos\u00e9; Pio IV, em 1563, \u00e0 rainha D. Catarina; Greg\u00f3rio XVI, em 1842, a D. Maria II; Le\u00e3o XIII, em 1892, \u00e0 rainha D. Am\u00e9lia e, em 21-11-1964, Paulo VI atribua-a ao Santu\u00e1rio de F\u00e1tima. Trata-se dum objecto dourado, em forma de Rosa art\u00edstica, que, normalmente embora nem sempre isso aconte\u00e7a, o Santo Padre benze-a no 4.\u00ba domingo da Quaresma.    N\u00e3o podemos ficar no privil\u00e9gio. Oportunamente surgir\u00e1 um Programa de celebra\u00e7\u00f5es a n\u00edvel nacional e Diocesano. A Diocese ter\u00e1 de se envolver e empenhar para que o amor a Nossa Senhora do Sameiro, por parte do Santo Padre, nos conduza a um encontro mais consciente com Cristo. O Cardeal Legado, como enviado do Santo Padre, \u00e9 acompanhado por sacerdotes do nosso presbit\u00e9rio que comp\u00f5em a chamada Miss\u00e3o Pontif\u00edcia. No caso concreto, esta Miss\u00e3o ser\u00e1 constitu\u00edda por Mons. Eduardo de Melo Peixoto e Mons. Domingos Coutinho da Silva.  3 \u2013 Neste Conselho Presbiteral gostaria que o presbit\u00e9rio, como express\u00e3o de toda a Arquidiocese, manifestasse a sua gratid\u00e3o ao D. Ant\u00f3nio Augusto dos Santos Marto. A sua passagem foi fugaz mas a sua presen\u00e7a perdurar\u00e1 na recorda\u00e7\u00e3o de quem caminhou connosco na aposta da renova\u00e7\u00e3o diocesana. N\u00e3o sei se soubemos aproveitar todos os seus talentos. Ele nos perdoar\u00e1 e continuaremos numa proximidade de cora\u00e7\u00f5es e de vidas. D. Marto, bem haja pela dedica\u00e7\u00e3o e aceite, como mero sinal de admira\u00e7\u00e3o e gratid\u00e3o, esta colec\u00e7\u00e3o de Fastos Episcopais da Igreja de Braga. Com a sua palavra e testemunho tamb\u00e9m entrou a fazer parte dos seus conte\u00fados.  4 \u2013 Continuamos a empresa de dotar a Arquidiocese de estruturas que permitam uma pastoral actualizada. Como \u00e9 do conhecimento geral, n\u00e3o pretendemos alienar patrim\u00f3nio e estou atento \u00e0 gest\u00e3o do existente. Continuaremos no esfor\u00e7o o aproveitar e de o adaptar \u00e0s novas situa\u00e7\u00f5es. No momento destinado \u00e0 Vida Diocesana estarei aberto e dispon\u00edvel para prestar qualquer esclarecimento. Procuro fazer o melhor, mas s\u00f3 ouvindo todos o conseguirei e o di\u00e1logo sincero e transparente tem de ser o \u00fanico caminho a percorrer. Creio que ningu\u00e9m ignora que procuro o consenso, penso as ideias e adapto-me com facilidade \u00e0 vontade da maioria. Sem confian\u00e7a m\u00fatua e comunica\u00e7\u00e3o do que sentimos, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel edificar Igreja. 5 \u2013 N\u00e3o posso deixar de dizer uma palavra de alegria pela Beatifica\u00e7\u00e3o da Alexandrina Maria da Costa. Atingiu-se uma meta. Temos outras a percorrer. Acredito que com a colabora\u00e7\u00e3o de todos o conseguiremos. Urge conhecer, verdadeiramente, a sua mensagem e a sua experi\u00eancia m\u00edstica.  No pr\u00f3ximo ano, comemorando os os cinquenta anos da sua morte (13 de Outubro de 2005), teremos de organizar, entre outras coisas, um Congresso Cient\u00edfico capaz de nos proporcionar as dimens\u00f5es teol\u00f3gicas, m\u00edsticas e pastorais desta vida maravilhosa. Entretanto, saibamos extrair para a Igreja Diocesana o resumo da vida efectuado pelo Santo Padre. \u00abSacrificar a vida por quem se ama\u00bb. Amar a Cristo\u2026 amar a Igreja e\u2026 para isso, sacrificar a vida. Tenho pedido esta gra\u00e7a particularmente para os nossos sacerdotes.  6 \u2013 Abordaremos, neste Conselho, duas tem\u00e1ticas de primordial import\u00e2ncia. O fen\u00f3meno novo do urbanismo com a mobilidade e globaliza\u00e7\u00e3o a suscitar respostas pastorais novas e deixaremos sugest\u00f5es para o Ano Vocacional que ser\u00e1 o nosso Programa Pastoral em 2004-05. Teremos de vocacionalizar a nossa pastoral e fazer com que todos se empenhem neste problema. N\u00e3o basta lamentar-se ou esperar que os outros fa\u00e7am. Na economia da Salva\u00e7\u00e3o, Deus continua a chamar por interm\u00e9dio de todos e hoje poder\u00e1 pedir-nos atitudes novas no servi\u00e7o pastoral \u00e0s comunidades. N\u00e3o h\u00e1 Igreja sem voca\u00e7\u00f5es de especial consagra\u00e7\u00e3o. Mas os leigos, pelo baptismo, vivem em corresponsabilidade para a miss\u00e3o. Invistamos na forma\u00e7\u00e3o para agir, convenientemente, no presente e no futuro. Aceitemos estas ideias e que elas dominem as nossas conversas destes dias.  Sameiro, 18-05-04 +Jorge Ortiga, A. P.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Interven\u00e7\u00e3o de D. 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