{"id":6001,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/concordata-e-um-acordo-para-a-historia-diz-durao-barroso\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"concordata-e-um-acordo-para-a-historia-diz-durao-barroso","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/concordata-e-um-acordo-para-a-historia-diz-durao-barroso\/","title":{"rendered":"Concordata \u00e9 um acordo para a hist\u00f3ria, diz Dur\u00e3o Barroso"},"content":{"rendered":"<p>Dur\u00e3o Barroso manifestou no Vaticano o desejo de que a nova Concordata se mantenha por muitos anos. A cerim\u00f3nia oficial de assinatura da Concordada decorreu na Sala R\u00e9gia, onde o primeiro-ministro portugu\u00eas e o Cardeal Angelo Sodano, Secret\u00e1rio de Estado do Vaticano, assinaram um documento que vai substituir a Concordata que vigorava h\u00e1 64 anos. \u201cAs concordatas s\u00e3o, por natureza, diplomas com uma voca\u00e7\u00e3o de longevidade\u201d, assinalou o primeiro-ministro. \u201cCremos que os negociadores produziram um trabalho consciencioso, minuciosos e correcto. O resultado dos trabalhos consubstancia-se num texto onde fica reconhecido o papel celular da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal, compat\u00edvel com a ordem jur\u00eddica portuguesa, mas capaz de reger o relacionamento bilateral por um largo lapso de tempo\u201d, vincou. O novo texto, de acordo com o primeiro-ministro, reconhece o papel da Igreja em Portugal e recebe o apoio da maioria da sociedade. A Concordata de 1940 foi considerada obsoleta face \u00e0 realidade e, em muitos casos, inconstitucional, pelo que se defendeu a necessidade evidente de um novo Tratado, pelo que Dur\u00e3o Barroso fez votos de que seja apoiado pelo maior n\u00famero poss\u00edvel de deputados e gere consenso. \u201cAprofundou-se na consci\u00eancia colectiva portuguesa a necessidade de um texto novo, que introduzisse conceitos contempor\u00e2neos nas rela\u00e7\u00f5es entre a Igreja e o Estado, que anulasse focos de inconstitucionalidade, abolisse disposi\u00e7\u00f5es anacr\u00f3nicas ou caducas, que garantisse a incontorn\u00e1vel perfeccionalidade daquelas rela\u00e7\u00f5es sem, contudo, entrar em colis\u00e3o com a ordem jur\u00eddica do Portugal democr\u00e1tico e moderno\u201d, disse Dur\u00e3o Barroso. \u201cEstou seguro que esta Concordata recolhe o apoio da sociedade portuguesa no seu conjunto\u201d, acrescentou. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 s\u00edntese da Concordata que o Governo inicialmente forneceu, Dur\u00e3o Barroso reconheceu que a express\u00e3o \u201csubordina\u00e7\u00e3o da religi\u00e3o e moral ao direito portugu\u00eas\u201d era infeliz. O texto concordat\u00e1rio garante, pelo contr\u00e1rio, esse mesmo ensino. O Cardeal Angelo Sodano referiu que a Concordata \u201cprop\u00f5e-se refor\u00e7ar os la\u00e7os hist\u00f3ricos e consolidar a actividade da Igreja Cat\u00f3lica em Portugal, em benef\u00edcio dos seus fi\u00e9is e da comunidade portuguesa em geral\u201d. \u201cIsso traduz a aspira\u00e7\u00e3o \u00e0 conc\u00f3rdia que constituiu uma constante nas hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es entre a Igreja e as comunidades pol\u00edticas, que n\u00e3o deixou de caracterizar as rela\u00e7\u00f5es entre a Santa S\u00e9 e Portugal\u201d, acrescentou. O Secret\u00e1rio de Estado do Vaticano lembrou que em 1940 se fizeram votos para que a Concordata de ent\u00e3o pudesse marcar o in\u00edcio de uma nova era de colabora\u00e7\u00e3o e repetiu hoje esses mesmos votos. \u201cN\u00e3o se trata, obviamente, de come\u00e7ar, mas de continuar o caminho j\u00e1 empreendido: se a Concordata de 1940 considerava a paz como a sua finalidade prim\u00e1ria, tamb\u00e9m a presente se ir\u00e1 revelar um precioso instrumento ao servi\u00e7o da mesma\u201d, assegurou. O Cardeal Sodano deixou ainda uma palavra de agradecimento ao Papa \u201cpor ter seguido com aten\u00e7\u00e3o as n\u00e3o breves negocia\u00e7\u00f5es e por ter aprovado os resultados das mesmas\u201d.  <b>Parab\u00e9ns e prendas<\/b> Os primeiros a cantar os parab\u00e9ns ao Papa foram mesmo o primeiro-ministro, as personalidades eclesi\u00e1sticas e pol\u00edticas portuguesas, al\u00e9m dos jornalistas presentes. Ap\u00f3s uma breve audi\u00eancia privada na Biblioteca do Papa, Jo\u00e3o Paulo II deslocou-se para a sala Clementina, onde estavam os membros da delega\u00e7\u00e3o portuguesa. O Papa ouviu cantar os parab\u00e9ns em portugu\u00eas e fez uma sauda\u00e7\u00e3o na nossa l\u00edngua, demonstrando o apre\u00e7o pelo empenho do Governo e da Assembleia da Rep\u00fablica em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 miss\u00e3o da Igreja. Dur\u00e3o Barroso felicitou Jo\u00e3o Paulo II, em nome do Governo portugu\u00eas e a t\u00edtulo pessoal, assinalando \u201co anivers\u00e1rio do Papa Jo\u00e3o Paulo II, grande personalidade mundial, em que todos reconhecemos um batalhador incans\u00e1vel pela paz e pelos direitos humanos\u201d. O Papa fez quest\u00e3o de lhe falar em portugu\u00eas e de lembrar as suas tr\u00eas viagens a Portugal, com F\u00e1tima em especial destaque. O chefe do Governo portugu\u00eas encontrou-se com Jo\u00e3o Paulo II durante cerca de 10 minutos a s\u00f3s e ofereceu-lhe uma imagem de Nossa Senhora de F\u00e1tima em porcelana e um registo de Senhor Santo Cristo dos Milagres dos A\u00e7ores. O Cardeal Angelo Sodano tamb\u00e9m assinalou que a assinatura da Concordata ocorreu num dia particularmente significativo para a Igreja Cat\u00f3lica. \u201cEsta Concordata nasce num dia muito especial para a Santa S\u00e9, como \u00e9 o dia do anivers\u00e1rio natal\u00edcio do nosso Santo Padre. Desta sede, dirijo vivas felicita\u00e7\u00f5es a Jo\u00e3o Paulo II, com a express\u00e3o da nossa gratid\u00e3o pela admir\u00e1vel sabedoria e for\u00e7a com que guia a Igreja\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dur\u00e3o Barroso manifestou no Vaticano o desejo de que a nova Concordata se mantenha por muitos anos. 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