{"id":59990,"date":"2013-02-13T13:18:05","date_gmt":"2013-02-13T13:18:05","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/02\/13\/mensagem-de-quaresma-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-3\/"},"modified":"2013-02-13T13:18:05","modified_gmt":"2013-02-13T13:18:05","slug":"mensagem-de-quaresma-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-3","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-quaresma-do-bispo-de-portalegre-castelo-branco-3\/","title":{"rendered":"Mensagem de Quaresma do bispo de Portalegre-Castelo Branco"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong>Viver a Quaresma em Ano da F&eacute; e em Caminhada Sinodal<\/strong><\/p>\n<p><span style=\"text-align: justify;\">O Santo Padre, neste Ano da F&eacute; e baseando-se na primeira Carta de S. Jo&atilde;o (4, 16), intitulou a sua mensagem para a Quaresma com o mote: <\/span><em>&ldquo;Crer na caridade suscita a caridade&rdquo;.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sendo um dom gratuito de Deus, a f&eacute; &eacute; um ato livre, pessoal e autenticamente humano, em que a intelig&ecirc;ncia e a vontade humanas cooperam com a gra&ccedil;a divina. Esta f&eacute; n&atilde;o nos engana porque se funda na pr&oacute;pria Palavra de Deus. Faz com que a pessoa compreenda melhor Aquele em Quem acreditou e conhe&ccedil;a mais e melhor a grandeza e a majestade de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela f&eacute;, cada crente vive em cont&iacute;nua a&ccedil;&atilde;o de gra&ccedil;as e conhece, de forma diferente, a unidade e a verdadeira dignidade de todos os homens. &Eacute; pela f&eacute;, f&eacute; que n&atilde;o vai contra a raz&atilde;o nem se imp&otilde;e pela for&ccedil;a, que o homem toma consci&ecirc;ncia da sua dignidade, valoriza a sua pr&oacute;pria vida como Dom de Deus para si e como dom de si para os outros, aprende a ter confian&ccedil;a em Deus em todas as circunst&acirc;ncias e a fazer bom uso das coisas criadas que sabe respeitar, agradecer, promover, multiplicar e partilhar. Sendo um ato &ldquo;soberanamente pessoal&rdquo;, a f&eacute; &eacute;, ao mesmo tempo, um ato &ldquo;plenamente eclesial&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme refere o Catecismo da Igreja Cat&oacute;lica que estou a seguir de perto, &ldquo;ningu&eacute;m se deu a f&eacute; a si mesmo, como ningu&eacute;m a si mesmo se deu a vida. Foi de outrem que o crente recebeu a f&eacute;; a outrem a deve transmitir. O nosso amor a Jesus e aos homens impele-nos a falar aos outros da nossa f&eacute;. Cada crente &eacute;, assim, um elo na grande cadeia dos crentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o posso crer sem ser amparado pela f&eacute; dos outos, e pela minha f&eacute; contribuo tamb&eacute;m para amparar os outros na f&eacute;&rdquo; (CIC 166). Necess&aacute;ria para a salva&ccedil;&atilde;o, a f&eacute;, verdadeiramente vivida e celebrada, faz com que possamos saborear j&aacute;, neste mundo, a alegria e a luz da vis&atilde;o beat&iacute;fica, vivendo no tempo a vida que existe em Deus: a Caridade, o Amor (cf. CIC 135 &hellip;).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo que nos revela o rosto de Deus que entregou o seu Filho por n&oacute;s, a f&eacute;, afirma Bento XVI, &ldquo;gera em n&oacute;s a certeza vitoriosa de que isto &eacute; mesmo verdade: Deus &eacute; amor!&rdquo;. O crist&atilde;o, conquistado e movido por este amor, consciente de ser amado, perdoado e servido pelo Senhor que lavou os p&eacute;s dos ap&oacute;stolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus, o crist&atilde;o, porque disc&iacute;pulo de Cristo, est&aacute; aberto de modo profundo e concreto ao amor do pr&oacute;ximo. &ldquo;Assim como Eu vos amei, tamb&eacute;m v&oacute;s deveis amar-vos uns aos outros. Se tiverdes amor uns para com os outros, todos reconhecer&atilde;o que sois meus disc&iacute;pulos&rdquo; (Jo 13, 34-35).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>RELA&Ccedil;&Acirc;O ENTRE F&Eacute; E CARIDADE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebrar a Quaresma no contexto do Ano da F&eacute; leva-nos a refletir, pois, sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre &ldquo;o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que &eacute; fruto da a&ccedil;&atilde;o do Esp&iacute;rito Santo e nos guia por um caminho de dedica&ccedil;&atilde;o a Deus e aos outros&rdquo;. H&aacute; um entrela&ccedil;amento indissol&uacute;vel entre f&eacute; e caridade, como escreve o Santo Padre. &ldquo;A f&eacute; &eacute; conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tim 2, 4); a caridade &eacute; &ldquo;caminhar&rdquo; na verdade (cf. Ef 4, 15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pela f&eacute; entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A f&eacute; faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade d&aacute;-nos a felicidade de p&ocirc;-lo em pr&aacute;tica (cf. Jo 13, 13-17). Na f&eacute;, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filia&ccedil;&atilde;o divina de modo concreto, produzindo o fruto do Esp&iacute;rito Santo (cf. Gal 5, 22). A f&eacute; faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade f&aacute;-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30)&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E f&aacute;-los frutificar na vida pessoal e familiar, no trabalho e na profiss&atilde;o, na vida pol&iacute;tica e econ&oacute;mica, na vida cultural, social e comunit&aacute;ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>EVANGELIZAR: A MELHOR OBRA DE CARIDADE<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por vezes, diz-nos Bento XVI na sua Mensagem, &ldquo;por vezes, tende-se a circunscrever a palavra &ldquo;caridade&rdquo; &agrave; solidariedade ou &agrave; mera ajuda humanit&aacute;ria; &eacute; importante recordar, ao inv&eacute;s, que a maior obra de caridade &eacute; precisamente a evangeliza&ccedil;&atilde;o, ou seja, &ldquo;o servi&ccedil;o da Palavra&rdquo;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N&atilde;o h&aacute; a&ccedil;&atilde;o mais ben&eacute;fica e, por conseguinte, caritativa para com o pr&oacute;ximo, do que repartir-lhe o p&atilde;o da Palavra de Deus, faz&ecirc;-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangeliza&ccedil;&atilde;o &eacute; a promo&ccedil;&atilde;o mais alta e integral da pessoa humana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como escreveu Paulo VI na Enc&iacute;clica <em>Populorum Progressio<\/em>, &ldquo;o an&uacute;ncio de Cristo &eacute; o primeiro e principal fator de desenvolvimento&rdquo;. E isto acontece na e pela comunidade, espa&ccedil;o rico e diversificado pela inclus&atilde;o et&aacute;ria, cultural e social.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&Eacute; na comunidade crist&atilde; que a f&eacute; se faz amor, convocando, propondo, agindo e seduzindo. S&oacute; a f&eacute; traduzida em amor pode ser proposta evangelizadora e transmissora do reino que acontece. S&oacute; a amor motivado pela f&eacute;, leva &agrave; convers&atilde;o e &agrave; din&acirc;mica sacramental na vida, deitando m&atilde;o de muitos meios sem esquecer os tradicionais, sempre recomendados e atuais: a ora&ccedil;&atilde;o, o jejum, a partilha. Empenhar-nos mais e melhor na caminhada sinodal &eacute; tamb&eacute;m um gesto de amor: &eacute; a evangeliza&ccedil;&atilde;o que est&aacute; em causa, &eacute; a evangeliza&ccedil;&atilde;o que nos move com esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>DESAFIOS<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Vivamos a Quaresma em familiaridade com a Palavra de Deus que aumenta em n&oacute;s a f&eacute;. Sintamos a alegria de A anunciar para que outros se abram mais decididamente ao dom precioso da f&eacute;. Descubramos cada vez mais o valor e a import&acirc;ncia da comunidade crist&atilde; que, movida pelo Esp&iacute;rito Santo, &eacute; o agente principal e principal respons&aacute;vel pelo empenhamento dos fi&eacute;is na din&acirc;mica da f&eacute; e do amor fraterno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E porque a f&eacute; sem obras est&aacute; morta, partilhemos a nossa vida com generosidade atenta e alegria contagiante, sentindo-nos pr&oacute;ximos e irm&atilde;os de todos, com discri&ccedil;&atilde;o e amizade. Partilhemos tamb&eacute;m do pouco que temos com aqueles que ainda t&ecirc;m menos, de modo que todos se possam sentir amados e possam alimentar a esperan&ccedil;a de que melhores dias h&atilde;o de vir e, sobretudo, possam reconhecer em n&oacute;s as raz&otilde;es daquela Esperan&ccedil;a que n&atilde;o engana. A f&eacute; que atua pela caridade renova-nos e renova a sociedade &agrave; luz do mist&eacute;rio de Cristo morto e ressuscitado por todos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atendendo &agrave; dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica que continuamos a viver, a ren&uacute;ncia quaresmal deste ano voltar&aacute; a ser para o Fundo Social Diocesano, verba que ser&aacute; gerida pela C&aacute;ritas Diocesana, retirando cinco mil euros para o Centro nutricional do Liupo, Mo&ccedil;ambique, o valor indicado para um projeto que a Congrega&ccedil;&atilde;o do Verbo Divino, presente na nossa Diocese, tem sob o lema: <em>Campanha &ldquo;M&atilde;os Unidas&rdquo; 2013.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>D. Antonino Dias, bispo de Portalegre-Castelo Branco<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Viver a Quaresma em Ano da F&eacute; e em Caminhada Sinodal O Santo Padre, neste Ano da F&eacute; e baseando-se na primeira Carta de S. 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