{"id":5987,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/obreiros-da-justica-e-da-paz\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"obreiros-da-justica-e-da-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/obreiros-da-justica-e-da-paz\/","title":{"rendered":"Obreiros da justi\u00e7a e da paz!"},"content":{"rendered":"<p>Homilia da b\u00ean\u00e7\u00e3o dos finalistas em Aveiro  <!--more--> \u201c A cidade n\u00e3o precisa da luz do sol nem da lua, porque a gl\u00f3ria de Deus a ilumina e a sua l\u00e2mpada \u00e9 o Cordeiro\u2026\u201d (II leitura do Apocalipse) \u201c Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz, N\u00e3o vo-la dou como a d\u00e1 o mundo. N\u00e3o se perturbe nem se intimide o vosso cora\u00e7\u00e3o. Vou partir, mas voltarei para junto de v\u00f3s\u201d.  (Evn. de Jo\u00e3o)   1. Quisestes, car\u00edssimos finalistas, livremente e sem que o seja por rotina, que o vosso final de curso fosse assinalado com um acto de louvor e de gratid\u00e3o a Deus. Ele vos deu a gra\u00e7a de terdes chegado a uma justificada hora de festa, que coroa esfor\u00e7os di\u00e1rios, concretiza longos e in\u00fameros sonhos e reconhece, por fim, os m\u00e9ritos de uma porfiada luta, de que sa\u00eds vencedores. Este acto de louvor e gratid\u00e3o centra-se no acontecimento mais alto e mais significativo da vida dos crist\u00e3os, a celebra\u00e7\u00e3o da Eucaristia. Ela constituiu, tamb\u00e9m, para muitos de v\u00f3s, ao longo dos anos, um forte est\u00edmulo e um apoio decisivo a muitos dos vossos projectos e desejos, deu sentido \u00e0 vossa vida, iluminada e fortalecida pela f\u00e9 e foi um for\u00e7a di\u00e1ria para prosseguir. Estou convosco, partilho da vossa alegria, por poder participar da vossa gratid\u00e3o a Deus. Desejo, a todos v\u00f3s, um futuro que vos compense do trabalho realizado e permita novas decis\u00f5es e op\u00e7\u00f5es, que, s\u00f3 agora, v\u00f3s podereis, em verdade,  concretizar.  2. A Universidade de Aveiro festeja os seus 30 anos. S\u00e3o t\u00e3o conhecidos, como reconhecidos, dentro e fora do pa\u00eds, os seus m\u00e9ritos de Escola de qualidade e, em muitos casos, de justificada excel\u00eancia. Escola de que se gosta e que se deixa saudades na hora da despedida. Um testemunho que vem de v\u00f3s que aqui vos preparastes para a vida profissional e de muitos dos que vos precederam, em anos atr\u00e1s.  Num ambiente acolhedor desta Universidade, proporcionado pela suas estruturas directivas, a que preside a sua Magn\u00edfica Reitora, soube-se, mais uma vez,  respeitar a vossa leg\u00edtima op\u00e7\u00e3o de f\u00e9, manifestada publicamente. Um respeito que se vem afirmando, ano a ano, no acolhimento \u00e0s op\u00e7\u00f5es leg\u00edtimas, n\u00e3o apenas individuais, pois que religi\u00e3o n\u00e3o \u00e9 intimismo e privacidade, mas mesmo quando traduzidas em express\u00e3o comunit\u00e1ria. Isto s\u00f3 dignifica o conceito activo e pluralista da democracia, bem entendida por uma Universidade, aberta \u00e0s pessoas, que acolhe aqui, hoje, um acontecimento com marcada dimens\u00e3o religiosa, tanto dos seus finalistas, como dos finalistas de outras Escolas Superiores, sediadas na cidade e na regi\u00e3o de Aveiro.  Um gesto que me apraz sublinhar no seu alto significado, como modelo de uma institui\u00e7\u00e3o que respeita as pessoas e os grupos, quando eles sabem exprimir, de modo igualmente respeitoso e normal, os seus valores e as suas leg\u00edtimas op\u00e7\u00f5es. 3.  A vossa vida, como a desta Universidade em festa comemorativa, est\u00e1 marcada por certezas j\u00e1 vividas e pela esperan\u00e7a que far\u00e1, dos seus e vossos projectos e caminhos futuros, novas certezas a enriquecer o patrim\u00f3nio humano e cultural, que estar\u00e1 sempre ao vosso alcance enriquecer mais, usufruir e transmitir a outros, com os quais sois chamados a partilhar a vida, a experi\u00eancia, o saber. A comunidade nacional tem, agora, direito a esperar das institui\u00e7\u00f5es com uma voca\u00e7\u00e3o p\u00fablica de servi\u00e7o \u00e0 na\u00e7\u00e3o, e das pessoas que beneficiam hoje de possibilidades, de que ontem tantos outros n\u00e3o puderam beneficiar, um testemunho de compromisso em projectos novos, de renova\u00e7\u00e3o e de crescimento de uma sociedade mais livre, mais justa e mais fraterna. Todo o saber aut\u00eantico \u00e9, de facto, chamado a tornar mais rico um patrim\u00f3nio comum, que o ser\u00e1 se for mais ben\u00e9fico para todos. Pessoas e institui\u00e7\u00f5es s\u00e3o chamadas hoje, de modo a n\u00e3o haver demoras no vencer da rotina, a trabalhar pela sua mais vis\u00edvel identidade; chamadas a dizer, de modo intelig\u00edvel, a raz\u00e3o do seu ser e do seu agir, de modo a que se possam constituir propostas renovadoras para tantos que ainda n\u00e3o  encontraram caminho que os empenhe e as justifique. N\u00e3o h\u00e1 melhor resposta \u00e0 indiferen\u00e7a, qualquer que ela seja, que  aprofundar, com raz\u00f5es v\u00e1lidas, a experi\u00eancia pr\u00f3pria de caminhos andados e de lutas vencidas,  bem como fortalecer, de igual modo, a capacidade de dar um testemunho, que se possa tornar uma proposta s\u00e9ria e contagiante. 5. Como a festa, nesta t\u00f3nica religiosa e crist\u00e3, \u00e9 sobretudo vossa, car\u00edssimos finalistas, permiti que vos deixe o meu contributo para a valoriza\u00e7\u00e3o da vossa identidade crist\u00e3, tamb\u00e9m ela uma garantia da vossa realiza\u00e7\u00e3o pessoal e do vosso compromisso qualificado \u00e0 sociedade. A grande novidade de n\u00f3s crist\u00e3os \u00e9 que a nossa hist\u00f3ria nos vem de Algu\u00e9m. N\u00f3s a constru\u00edmos com Algu\u00e9m que, pela f\u00e9, nossa e da comunidade que nos integra, entrou na nossa vida e a vai mudando.  Esse Algu\u00e9m \u00e9 Jesus Cristo: Mestre e Companheiro, Redentor e Senhor, Caminho, Verdade e Vida, Luz que n\u00e3o deixa que as trevas obscure\u00e7am os nossos projectos e caminhos, Irm\u00e3o universal que a todos se oferece, sem reserva, Sedutor fascinante para quem deseja ir sempre mais al\u00e9m.  Jesus Cristo, Algu\u00e9m que se aprende no dia a dia e faz dessa aprendizagem, ocasi\u00e3o de uma transforma\u00e7\u00e3o interior que, depois, se projecta no que se \u00e9, no que se diz, no que se faz, no que se sonha. Todo o crist\u00e3o tem em Jesus Cristo, n\u00e3o apenas a raz\u00e3o do seu nome, mas a sua refer\u00eancia di\u00e1ria, a sua inst\u00e2ncia critica permanente e a sua for\u00e7a. A vida, por\u00e9m, vai-nos mostrando que tamb\u00e9m Jesus Cristo se pode esfumar no horizonte de um crente, quando este n\u00e3o alimenta, esclarece e revigora a sua f\u00e9, quando n\u00e3o se disp\u00f5e a aprender a viver num mundo que a torna mais dif\u00edcil, ao mesmo tempo que mais necess\u00e1ria.  A tenta\u00e7\u00e3o de \u201cfingir n\u00e3o crer\u201d pode atingir e, por vezes, atinge mesmo os pr\u00f3prios crist\u00e3os, sobretudo quando o rumor circundante aumenta de ru\u00eddo e n\u00e3o tem a t\u00f3nica do Evangelho da liberta\u00e7\u00e3o e da paz, ou quando os problemas inevit\u00e1veis que v\u00e3o surgindo, amea\u00e7am submergir quanto de transcendente e de grito de vida existe em cada um de n\u00f3s. Na pr\u00e1tica da solidariedade se redescobre o projecto de Cristo, porque se redescobre tamb\u00e9m a nossa indispens\u00e1vel liga\u00e7\u00e3o aos outros, eles que nos completam, nos interpelam, nos julgam e, a favor de quais, vale sempre a pena fazer da vida uma d\u00e1diva, alegre e generosa. O individualismo ego\u00edsta e o querer viver apenas na satisfa\u00e7\u00e3o do imediato e do transit\u00f3rio, empobrecem as pessoas at\u00e9 \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o total, at\u00e9 \u00e0 ced\u00eancia ao vazio sem sentido, at\u00e9 \u00e0 perda de capacidades, que n\u00e3o se resignam a um investimento banal, nem a que se despreze a hist\u00f3ria que dignifica, em favor da historieta que malbarata a vida.. 6. A gente nova, car\u00edssimos jovens, sendo por vezes mais vulner\u00e1vel, \u00e9 certo, tem, no entanto, sensibilidade que muitos dos mais velhos j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam, para n\u00e3o opor obst\u00e1culos \u00e0 verdade e perceber o mundo em que vivemos, com seus m\u00e9ritos e dem\u00e9ritos, com seus desafios e insinua\u00e7\u00f5es, com seus valores e banalidades. Esta sensibilidade cultiva-se, em cada dia, pelo di\u00e1logo confiante com Deus e com os outros, pela procura da interioridade espiritual, pela escuta serena da Palavra de Deus, pela reflex\u00e3o cuidada sobre a realidade humana e social, pela abertura ao pluralismo, pelo empenhamento generoso em projectos dignos e dignificantes, pelo compromisso assumido em prol da dignifica\u00e7\u00e3o das pessoas e na promo\u00e7\u00e3o do bem comum. A identidade crist\u00e3 n\u00e3o se traduz apenas em atitudes de pr\u00e1tica do culto religioso, mas atinge todo o agir humano na sua dimens\u00e3o pessoal e social, no modo de sentir, de pensar, de viver e de conviver, que leva o crente, como disc\u00edpulo de Jesus Cristo, a ser uma pessoa harm\u00f3nica realizada e socialmente comprometida.      7. Abri a  minha reflex\u00e3o deste dia, citando a Palavra de Deus que acabava de ser proclamada e corresponde \u00e0 liturgia deste Domingo. Deixai que vos diga qual a raz\u00e3o da escolha e o sentido que vi nestas palavras:  \u201cA cidade n\u00e3o precisa da luz do sol nem da lua, porque a gl\u00f3ria de Deus a ilumina e a sua l\u00e2mpada \u00e9 o Cordeiro.\u201d Esta sociedade de que fazemos parte, cada vez mais de conhecimentos, mas tamb\u00e9m mais ef\u00e9mera, n\u00e3o precisa, no seu rumo, da luz passageira que se apaga de cansada logo que se acende. A sua luz verdadeira ser\u00e1 sempre a dimens\u00e3o de servi\u00e7o aos outros e a pr\u00e1tica efectiva da solidariedade fraterna, porque s\u00f3 pela dignifica\u00e7\u00e3o das pessoas e pela satisfa\u00e7\u00e3o dos seus direitos fundamentais, se pode traduzir o louvor de Deus. Ele quer que \u201co homem viva\u201d, caminhe para a plenitude e a alcance. Por isso, fez do homem o Seu caminho, o Seu eterno projecto. Por isso, o Cordeiro, Jesus Cristo, o Enviado do Pai, ser\u00e1, por meio dos seus disc\u00edpulos e pela ac\u00e7\u00e3o solid\u00e1ria destes com todos os homens de boa vontade e de cora\u00e7\u00e3o sincero, a l\u00e2mpada que ilumina uma sociedade, que esteja preocupada com o bem e a verdade e seja construtora da liberdade e da justi\u00e7a.   \u201cDeixo-vos a paz, dou-vos a minha paz. N\u00e3o vo-la dou como o mundo a d\u00e1\u2026\u201d A grande aspira\u00e7\u00e3o da humanidade \u00e9 hoje e ser\u00e1 sempre a paz. N\u00e3o uma paz,  fruto apenas do sil\u00eancio das armas de morte ou conseguida atrav\u00e9s de estrat\u00e9gias ou de pactos de n\u00e3o agress\u00e3o, que mais n\u00e3o fazem que manter na humanidade um ambiente de guerra fria,  de medo e de desconfian\u00e7a.  A paz, pela qual clama o cora\u00e7\u00e3o de cada um de n\u00f3s e a comunidade humana, \u00e9 a harmonia constru\u00edda na justi\u00e7a, temperada no respeito m\u00fatuo, traduzida em amor gratuito, enraizada num cora\u00e7\u00e3o pacificado e pacificador. Essa paz identifica-se com os tempos messi\u00e2nicos, novos e renovadores, \u00e9 dom que Deus outorga ao homem, para que ele a construa, dentro de si e \u00e0 sua volta, com todos os outros, num processo que se vai alargando sempre mais, porque a paz que vem de Deus, \u00e9 sempre poss\u00edvel.  Obreiros da justi\u00e7a e da paz! Isso vos auguro, a todos v\u00f3s, que agora partis, equipados para novas aventuras que a vida vos vai proporcionar.  Sentireis na vossa carne que, porque muitos se omitem no seu dever de constru\u00edrem uma sociedade justa e fraterna, uma sociedade de todos e para todos, parece agora s\u00f3 haver lugar para alguns e mais parece uma sociedade de muitos exclu\u00eddos, que de cidad\u00e3os iguais, em direitos e deveres. \u00c0 vossa frente, uma tarefa urgente e inadi\u00e1vel, a que n\u00e3o vos podeis negar. Sirva-vos de est\u00edmulo \u00e0 vossa f\u00e9, a Palavra do Evangelho: \u201c N\u00e3o se intimide, nem se perturbe o vosso cora\u00e7\u00e3o. Voltarei para junto de v\u00f3s e estarei sempre convosco at\u00e9 ao fim\u201d. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia da b\u00ean\u00e7\u00e3o dos finalistas em Aveiro<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[170,246,285,314],"class_list":["post-5987","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-de-aveiro","tag-liturgia","tag-patrimonio","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5987","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5987"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5987\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5987"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5987"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5987"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}