{"id":5973,"date":"2006-04-03T14:44:19","date_gmt":"2006-04-03T14:44:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2006\/04\/03\/a-familia-merece-uma-atencao-particular\/"},"modified":"2006-04-03T14:44:19","modified_gmt":"2006-04-03T14:44:19","slug":"a-familia-merece-uma-atencao-particular","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/a-familia-merece-uma-atencao-particular\/","title":{"rendered":"A Fam\u00edlia merece uma aten\u00e7\u00e3o particular"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de D. Jorge Ortiga no Dia Diocesano da Fam\u00edlia <!--more--> Estamos, ainda, em pleno tempo pascal. Continuamos a saborear e vivenciar a presen\u00e7a do Ressuscitado que acontece como resultado dum empenho em acolher a Sua Palavra. \u00abQuem me ama guardar\u00e1 a minha palavra\u2026 N\u00f3s viremos a ele e faremos nele a nossa morada\u00bb. (1.\u00aa Leitura) Santu\u00e1rio por excel\u00eancia \u00e9 a fam\u00edlia onde a paz de Jesus Cristo faz com que o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o viva perturbado. As raz\u00f5es poder\u00e3o ser muitas mas com Ele a vida transforma-se em \u00abcidade santa\u00bb onde resplandece a conc\u00f3rdia e o amor qual \u00abpedra precios\u00edssima\u00bb e de valor incalcul\u00e1vel. (2.\u00aa Leitura) Sabemos que a respeito da doutrina sobre a fam\u00edlia muitos nos querem \u00abinquietar\u00bb perturbando as nossas almas com palavras desorientadoras. Temos, por\u00e9m, um projecto que o Esp\u00edrito Santo nos vai impondo e sugerindo. N\u00e3o fugimos aos problemas s\u00f3 que n\u00e3o aceitamos a agita\u00e7\u00e3o que nos querem impor. Possuidora deste projecto familiar, como voca\u00e7\u00e3o assumida no dia da celebra\u00e7\u00e3o do Sacramento, temos uma miss\u00e3o muito concreta dominada por duas vertentes. Por um lado, a fam\u00edlia tem de acolher com alegria o ser \u00abobjecto\u00bb duma evangeliza\u00e7\u00e3o onde os lares, que pretendem ser crist\u00e3os, procuram sedimentar alicerces doutrinais e espirituais que permitam aguentar e suportar todas as intemp\u00e9ries. Os casais crist\u00e3os n\u00e3o se contentam com qualquer esquema de vida familiar nem se deixam ultrapassar por quest\u00f5es que a modernidade lhe coloca. Orgulham-se de estar na vanguarda dum itiner\u00e1rio de vida que, n\u00e3o coincidindo com outras alternativas, proporciona a felicidade que estas n\u00e3o possuem. Se \u00e9 fundamental que as fam\u00edlias procurem este alimento, torna-se imprescind\u00edvel que as mesmas se tornem \u00absujeitos\u00bb duma ac\u00e7\u00e3o pastoral que, sendo antecedida por uma experi\u00eancia forte, motiva e congrega. Trata-se de uma corresponsabilidade eclesial onde ningu\u00e9m \u00e9 capaz de substituir os casais. \u00c9 para criar e consolidar esta pastoral familiar que, anualmente, celebramos este Dia Diocesano da Fam\u00edlia esperando que as par\u00f3quias e arciprestados organizem \u00abDias da Fam\u00edlia\u00bb noutros momentos e circunst\u00e2ncias. A celebra\u00e7\u00e3o destes dias tem como finalidade imediata dar consist\u00eancia ao Departamento e \u00e0s Equipas Arciprestais da Pastoral Familiar. Onde for poss\u00edvel tamb\u00e9m a par\u00f3quia deveria dispor duma Equipa que interpretasse um conjunto de iniciativas. Estas estruturas n\u00e3o valem por si. S\u00e3o essenciais se se tornarem um sinal do amor que a Diocese ou Par\u00f3quia dedica \u00e0 Institui\u00e7\u00e3o Familiar. N\u00e3o ignoramos as dificuldades com que se debatem as fam\u00edlias de hoje. Procedem dum conte\u00fado cultural diferente, concentram-se no interior da mesma realidade familiar, expressam-se em interroga\u00e7\u00f5es e perplexidades de \u00e2mbito social e apresentam-se em dramas e situa\u00e7\u00f5es complexas que hoje dominam as mentes e a sociedade. Nesta consci\u00eancia, a Igreja e a Diocese n\u00e3o podem furtar-se \u00e0 responsabilidade de propor a voca\u00e7\u00e3o matrimonial e de realizar uma permanente ac\u00e7\u00e3o de acompanhamento na prepara\u00e7\u00e3o e no quotidiano da realidade familiar. Toca aos sacerdotes e bispos um papel important\u00edssimo a que os movimentos familiares devem dar uma colabora\u00e7\u00e3o de maior proximidade. Preocupados com o aprofundamento e viv\u00eancia da voca\u00e7\u00e3o matrimonial n\u00e3o podemos deixar de lado situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis que conhecemos e existem nas nossas comunidades. Nada nos \u00e9 estranho e a todos teremos de dar uma resposta de esperan\u00e7a. Poderemos n\u00e3o concordar com determinadas op\u00e7\u00f5es. Devemos reflecti-las e verificar o acolhimento que lhe podemos oferecer. H\u00e1 divorciados recasados, fam\u00edlias monoparentais e fam\u00edlias com filhos deficientes que reclamam uma aten\u00e7\u00e3o pastoral e humana que n\u00e3o podemos deixar de lhes oferecer. \u00abDar \u00e0 fam\u00edlia crist\u00e3 actual, muitas vezes tentada por des\u00e2nimos e angustiada por crescentes dificuldades, raz\u00f5es de confian\u00e7a em si mesma, nas pr\u00f3prias riquezas que lhe v\u00eam da natureza e da gra\u00e7a, e na miss\u00e3o que Deus lhe confiou\u00bb (F. C.). Convido os casais crist\u00e3os a associarem-se, solicito aos movimentos associativos da fam\u00edlia um renovado ardor e empenho. Importa que o esplendor da fam\u00edlia resplande\u00e7a e que o mundo moderno possa ver alternativas v\u00e1lidas. Esperam-nos tr\u00eas anos de empenhamento particular da Diocese num Programa Pastoral sobre a fam\u00edlia, depois do Ano Vocacional (2004-05). Vamos preparar e discernir ideias e compromissos. O terreno tem de ser cuidado. Vejamos o mundo da fam\u00edlia. S\u00f3 em conjunto \u2013 Equipas e Movimentos \u2013 elaboraremos um Plano que comprometa a todos. A Fam\u00edlia merece a nossa dedica\u00e7\u00e3o. Dia Diocesano da Fam\u00edlia, Sameiro, 16-05-04 D. Jorge Ortiga, A. P.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de D. Jorge Ortiga no Dia Diocesano da Fam\u00edlia<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[168,206],"class_list":["post-5973","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-diocese-da-guarda","tag-familia"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5973","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5973"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5973\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5973"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5973"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5973"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}