{"id":59665,"date":"2013-01-18T13:34:22","date_gmt":"2013-01-18T13:34:22","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/01\/18\/ecumenismo-em-portugal-um-caminho-de-transformacao\/"},"modified":"2013-01-18T13:34:22","modified_gmt":"2013-01-18T13:34:22","slug":"ecumenismo-em-portugal-um-caminho-de-transformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ecumenismo-em-portugal-um-caminho-de-transformacao\/","title":{"rendered":"Ecumenismo em Portugal, um caminho de transforma\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Na Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os, a ECCLESIA entrevista o te\u00f3logo Jo\u00e3o Duque, presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa e um dos respons\u00e1veis pelo di\u00e1logo ecum\u00e9nico na estrutura da Confer\u00eancia Episcopal que h\u00e1 mais anos acompanha esta tem\u00e1tica <!--more--> <\/p>\n<p>Jo&atilde;o Duque, secret&aacute;rio da antiga Comiss&atilde;o Episcopal para a Doutrina da F&eacute; e Ecumenismo e membro da equipa que acompanha o di&aacute;logo ecum&eacute;nico na atual Comiss&atilde;o Episcopal da Miss&atilde;o e Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, &eacute; um dos rostos mais conhecidos deste setor, destacando-se pelo seu compromisso e reflex&atilde;o sobre a unidade dos crist&atilde;os. Em entrevista &agrave; ECCLESIA nas instala&ccedil;&otilde;es da RR em Braga, este respons&aacute;vel destaca que &ldquo;todas as sociedades t&ecirc;m desafios&rdquo; que exigem uma &ldquo;interven&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, transformadora&rdquo; por parte dos crist&atilde;os.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ecclesia &ndash; O texto proposto para a semana de ora&ccedil;&atilde;o em 2013 fala em &ldquo;respeitar o direito, amar a fidelidade&rdquo;. Esta &eacute; uma exig&ecirc;ncia da unidade dos crist&atilde;os?<\/em><\/p>\n<p><em> <\/em><\/p>\n<p><em>Jo&atilde;o Duque (JD)<\/em> &ndash; &Eacute; uma exig&ecirc;ncia absolutamente fundamental. A unidade dos crist&atilde;os n&atilde;o se construir&aacute; a todo o custo e h&aacute; aqui pelo menos duas perspetivas que podemos considerar: uma, de que a unidade que se constr&oacute;i &eacute; uma unidade por refer&ecirc;ncia a algo exterior &#8211; n&atilde;o s&oacute; por causa de uma vontade interna ou porque fosse romanticamente interessante vivermos todos unidos, mas porque &eacute; um imperativo da nossa pr&oacute;pria natureza e do pr&oacute;prio Deus. Este desafio &agrave; conviv&ecirc;ncia pac&iacute;fica das diferen&ccedil;as &eacute; um desafio interno colocado &agrave;s comunidades crist&atilde;s entre si.<\/p>\n<p>Depois, h&aacute; o caso mais exterior: todas as sociedades t&ecirc;m os seus desafios, todas possuem elementos problem&aacute;ticos, que exigem uma interven&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica, transformadora dos crist&atilde;os e essa interven&ccedil;&atilde;o &eacute; de todos. Quando num contexto social determinado existem v&aacute;rias confiss&otilde;es, o desafio que &eacute; colocado aos crist&atilde;os &eacute; dar um contributo &agrave; transforma&ccedil;&atilde;o dessa sociedade. Acontece que, evidentemente, estando as Igrejas divididas ou pelo menos diferenciadas, &eacute;-lhes exigido que consigam trabalhar em conjunto.<\/p>\n<p><em>E &ndash; H&aacute; um menor denominador comum entre as Igrejas, a partir do qual se pode trabalhar?<\/em><\/p>\n<p><em>JD<\/em> &ndash; Exato: o movimento ecum&eacute;nico como tal, enquanto tentativa de trabalho em conjunto, surgiu orientado em contexto de miss&atilde;o para uma tarefa, para o exterior, em que &eacute; necess&aacute;rio dar um contributo em conjunto, mesmo que tenhamos as nossas diferen&ccedil;as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>  <object style=\"float: right;\" width=\"328\" height=\"271\" data=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-bxcy_LxXUo<param name=\"src\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/-bxcy_LxXUo\" \/><\/object> E &ndash; A estrada foi a met&aacute;fora escolhida para unir estes dias de ora&ccedil;&atilde;o do oitav&aacute;rio. Como te&oacute;logo, crist&atilde;o, como v&ecirc; essa estrada em Portugal?<\/em><\/p>\n<p><em>JD<\/em> &ndash; Eu n&atilde;o iria concentrar-me tanto na tarefa interna da rela&ccedil;&atilde;o entre as diferentes comunidades e tradi&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s, que n&atilde;o me parece que seja muito problem&aacute;tica. H&aacute; rela&ccedil;&otilde;es melhores, outras menos conseguidas, mas em geral podemos dizer que s&atilde;o boas. Estamos dispostos a caminhar na mesma estrada.<\/p>\n<p>Talvez dev&ecirc;ssemos mais caminhar: estamos na mesma estrada, mas relativamente calmos, relativamente parados. A&iacute; h&aacute; uma tarefa, para o exterior da comunidade eclesial.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o da justi&ccedil;a, por exemplo, &eacute; quente: temos de admitir que estamos a atravessar uma ocasi&atilde;o em Portugal em que a quest&atilde;o &eacute; muito premente. Portanto, faz parte da nossa estrada conjunta esta preocupa&ccedil;&atilde;o profunda com a justi&ccedil;a, sobretudo em fases nas quais esta corre riscos mais s&eacute;rios.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute;, contudo, uma aplica&ccedil;&atilde;o de justi&ccedil;a distributiva, simplesmente, mas de modo misericordioso. &Eacute; uma justi&ccedil;a do acompanhamento do outro, naquilo que lhe deve ser dado, o que &eacute; uma carater&iacute;stica mais especificamente crist&atilde;.<\/p>\n<p>Depois, a humildade: n&atilde;o temos pretens&otilde;es de poder, de dominar a sociedade, nem a Igreja como institui&ccedil;&atilde;o nem cada crist&atilde;o. Ser humilde significa, simplesmente, prestar um servi&ccedil;o a todos os nossos contempor&acirc;neos, em favor da justi&ccedil;a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; A imagem da estrada, do caminhar, faz sentido para este ano em que se celebra a f&eacute;?<\/em><\/p>\n<p><em>JD<\/em> &ndash; Estes impulsos de atividade podem ser vistos como projetos humanos, pessoais, de grupo eclesial. Penso que o Ano da F&eacute; nos ajuda a perceber que todos estes dinamismos s&atilde;o, antes de tudo e no fim de tudo, a&ccedil;&atilde;o crente, a&ccedil;&atilde;o correspondente ao que &eacute; ser crente: o nosso caminho ou &eacute; sempre um caminho crente ou ent&atilde;o pode ser um caminho problem&aacute;tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; O F&oacute;rum Ecum&eacute;nico Jovem publicou, recentemente, a &laquo;Carta da Esperan&ccedil;a&raquo;. Acha que vale a pena apostar neste tema?<\/em><\/p>\n<p><em>JD<\/em> &ndash; Os jovens s&atilde;o uma esperan&ccedil;a para o ecumenismo em Portugal, temos de admitir que o futuro do trabalho ecum&eacute;nico ter&aacute; um grande apoio neste F&oacute;rum que se tem vindo a desenvolver h&aacute; anos. &Eacute; a&iacute; que est&aacute; criada a plataforma da conviv&ecirc;ncia ecum&eacute;nica a n&iacute;vel portugu&ecirc;s: o ecumenismo tem vindo a trabalhar a um n&iacute;vel de c&uacute;pulas e estive envolvido nisso durante muito tempo, mas tamb&eacute;m de forma muito limitada. O envolvimento das comunidades crist&atilde;s &eacute; que &eacute; importante.<\/p>\n<p><em>E &ndash; O envolvimento dos jovens &eacute; fundamental para o projeto de Cristo para a humanidade?<\/em><\/p>\n<p><em>JD<\/em> &ndash; Sem d&uacute;vida. Acho que o t&oacute;pico deste ano [O que exige Deus de n&oacute;s?], &lsquo;sui generis&rsquo; do ponto de vista crente, da a&ccedil;&atilde;o da f&eacute;, &eacute; muito importante: h&aacute; uma tend&ecirc;ncia natural entre os jovens ocidentais que vivem numa sociedade de lazer, muito sentimentalista, para identificarem a sua experi&ecirc;ncia crist&atilde; de f&eacute; com essa experi&ecirc;ncia sentimental forte, de conviv&ecirc;ncia agrad&aacute;vel, entusiasta, animadora. &Eacute; preciso n&atilde;o esquecer que o Cristianismo tem uma grande componente de interven&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tico-social na dor, ou seja, naquilo que implica a cruz e a dor no servi&ccedil;o &agrave; justi&ccedil;a. Vivendo n&oacute;s, apesar da crise, num contexto felic&iacute;ssimo em Portugal, h&aacute; outros recantos do mundo em que n&atilde;o &eacute; tanto assim e at&eacute; no nosso pr&oacute;prio contexto h&aacute; um exterior &agrave; felicidade que pode ser falsa. &Eacute; a&iacute; que o envolvimento pol&iacute;tico-social dos jovens crist&atilde;os em favor da justi&ccedil;a n&atilde;o pode ser colocado em segundo plano ou abandonado, caso contr&aacute;rio a f&eacute; &eacute; vivida de uma forma muito rudimentar.<\/p>\n<p><em>E &ndash; Portugal &eacute; um pa&iacute;s sociologicamente cat&oacute;lico, mas h&aacute; grupos significativos de outras Igrejas crist&atilde;s. Como tem sido o caminho ecum&eacute;nico no p&oacute;s-Conc&iacute;lio Vaticano II?<\/em><\/p>\n<p><em>JD<\/em> &ndash; Tem sido um caminho bastante simples, se quisermos. Tamb&eacute;m n&atilde;o temos comunidades n&atilde;o-cat&oacute;licas muito fortes, do ponto de vista quantitativo, ou em que tenha havido uma hist&oacute;ria de enfrentamento. &Eacute; certo e temos de admitir que houve epis&oacute;dios menos felizes, no s&eacute;culo XIX, e a supera&ccedil;&atilde;o sadia dessa perspetiva [de confronto] foi dos grandes frutos do movimento ecum&eacute;nico em Portugal.<\/p>\n<p>A rela&ccedil;&atilde;o com as principais tradi&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s n&atilde;o-cat&oacute;licas, desimpedida e s&atilde;, superou todas essas perspetivas, sem grande exibicionismo. H&aacute; &oacute;rg&atilde;os pr&oacute;prios para esse trabalho not&oacute;rio como a Comiss&atilde;o Episcopal da Miss&atilde;o e Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o, juntamente com o Conselho Portugu&ecirc;s de Igrejas Crist&atilde;s.<\/p>\n<p>Com a Alian&ccedil;a Evang&eacute;lica o trabalho n&atilde;o tem sido t&atilde;o intenso, por haver a&iacute; outra perspetiva de ecumenismo, mas n&atilde;o se pode dizer que haja uma situa&ccedil;&atilde;o de conflito.<\/p>\n<p>Sendo n&oacute;s um pa&iacute;s maioritariamente cat&oacute;lico, penso que h&aacute; uma educa&ccedil;&atilde;o ecum&eacute;nica interna &agrave; pr&oacute;pria comunidade. A educa&ccedil;&atilde;o dos crentes para o facto de que para al&eacute;m da Igreja Cat&oacute;lica, pode haver modos de viver o Cristianismo que n&atilde;o s&atilde;o necessariamente falsos faz parte da catequese.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &ndash; Como &eacute; que a Igreja Cat&oacute;lica participa nos atos ecum&eacute;nicos de ora&ccedil;&atilde;o, como se vivem estes momentos?<\/em><\/p>\n<p><em>JD<\/em> &ndash; Ao longo do pa&iacute;s, esta &eacute; uma realidade vari&aacute;vel. &Eacute; evidente que o Porto &eacute; a regi&atilde;o mais est&aacute;vel a esse n&iacute;vel, uma vez que tem um grupo ecum&eacute;nico apadrinhados pela Diocese, com membros de v&aacute;rias confiss&otilde;es crist&atilde;s, que trabalham ao longo de todo o ano. Houve uma fase em que procuramos reanimar o trabalho ecum&eacute;nico em v&aacute;rias dioceses, com a celebra&ccedil;&atilde;o nacional desta semana e o F&oacute;rum Ecum&eacute;nico.<\/p>\n<p>Para as Igrejas n&atilde;o-cat&oacute;licas, minorit&aacute;rias, este &eacute; um momento mais significativo, do que para as comunidades cat&oacute;licas.<\/p>\n<p>PRE\/OC<\/p>\n<p>[[v,d,,]]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Semana de Ora\u00e7\u00e3o pela Unidade dos Crist\u00e3os, a ECCLESIA entrevista o te\u00f3logo Jo\u00e3o Duque, presidente do Centro Regional de Braga da Universidade Cat\u00f3lica Portuguesa e um dos respons\u00e1veis pelo di\u00e1logo ecum\u00e9nico na estrutura da Confer\u00eancia Episcopal que h\u00e1 mais anos acompanha esta tem\u00e1tica<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[6],"tags":[172,192],"class_list":["post-59665","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-entrevistas","tag-diocese-de-braga","tag-ecumenismo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59665","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59665"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59665\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59665"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59665"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59665"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}