{"id":59579,"date":"2013-01-10T17:16:32","date_gmt":"2013-01-10T17:16:32","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/01\/10\/portugal-crise-atinge-refugiados-e-exige-novas-solucoes\/"},"modified":"2013-01-10T17:16:32","modified_gmt":"2013-01-10T17:16:32","slug":"portugal-crise-atinge-refugiados-e-exige-novas-solucoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/portugal-crise-atinge-refugiados-e-exige-novas-solucoes\/","title":{"rendered":"Portugal: Crise atinge refugiados e exige novas solu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p>Presidente do Conselho que acompanha esta popula\u00e7\u00e3o fala em \u00abdescontentamento\u00bb generalizado <!--more--> <\/p>\n<p>Lisboa, 10 jan 2013 (Ecclesia) &ndash; A presidente da dire&ccedil;&atilde;o do Conselho Portugu&ecirc;s para os Refugiados (CPR) revelou que o descontentamento provocado pela falta de solu&ccedil;&otilde;es para esta popula&ccedil;&atilde;o est&aacute; a crescer no pa&iacute;s.<\/p>\n<p>&ldquo;Sou testemunha de que os refugiados em Portugal n&atilde;o est&atilde;o satisfeitos, h&aacute; um descontentamento generalizado que n&atilde;o podemos ignorar&rdquo;, referiu Teresa Tito Morais em entrevista hoje publicada na edi&ccedil;&atilde;o digital do Seman&aacute;rio ECCLESIA, a prop&oacute;sito do 99.&ordm; Dia Mundial do Migrante e Refugiado que a Igreja Cat&oacute;lica vai celebrar no domingo.<\/p>\n<p>Segundo a respons&aacute;vel, a crise econ&oacute;mica est&aacute; a agravar a situa&ccedil;&atilde;o, &ldquo;porque a maior felicidade para um refugiado &eacute; tornar-se independente&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Ao contr&aacute;rio do que a opini&atilde;o p&uacute;blica muitas vezes pode pensar, os refugiados n&atilde;o pretendem ser apoiados indefinidamente e viver &agrave; custa do pa&iacute;s que lhes deu asilo. Eles pretendem &eacute; ter condi&ccedil;&otilde;es para que possam exercer as compet&ecirc;ncias que trazem ou adquiriram, oportunidades v&aacute;lidas de trabalho, contribuindo para o desenvolvimento do pa&iacute;s que os acolheu&rdquo;, explica.<\/p>\n<p>Teresa Tito Morais revela que no final de 2011 se come&ccedil;ou a desenhar &ldquo;um grande fosso&rdquo; entre as estruturas que acompanhavam os refugiados, particularmente a Seguran&ccedil;a Social e a Santa Casa da Miseric&oacute;rdia de Lisboa, e o CPR, &ldquo;que se viu confrontado com as pessoas que j&aacute; c&aacute; estavam h&aacute; mais tempo e com novas entradas&rdquo;.<\/p>\n<p>Nesse sentido, est&aacute; a ser desenvolvida um novo projeto para a integra&ccedil;&atilde;o dos requerentes de asilo com autoriza&ccedil;&atilde;o de resid&ecirc;ncia provis&oacute;ria, que passa por &ldquo;uma descentraliza&ccedil;&atilde;o, noutros pontos do pa&iacute;s onde possa haver mais oportunidades de trabalho&rdquo;.<\/p>\n<p>A l&iacute;der do CPR, constitu&iacute;do em 20 de setembro de 1991, diz que h&aacute; um caminho &ldquo;muito grande a fazer&rdquo; por causa da confus&atilde;o entre &ldquo;o imigrante econ&oacute;mico e o refugiado&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;Os refugiados est&atilde;o numa situa&ccedil;&atilde;o extrema, porque n&atilde;o foi uma decis&atilde;o pensada, foram for&ccedil;ados a fugir do pa&iacute;s. Essas condicionantes determinam uma situa&ccedil;&atilde;o muito traumatizante, emocionalmente&rdquo;, sublinha.<\/p>\n<p>Segundo o Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados (ACNUR), dirigido pelo portugu&ecirc;s Ant&oacute;nio Guterres, havia em 31 de dezembro de 2011 mais de 26 milh&otilde;es de deslocados internos em todo o mundo, enquanto o n&uacute;mero de refugiados formalmente reconhecidos pela Conven&ccedil;&atilde;o de Genebra de 1951 (pessoas que atravessaram fronteiras internacionais) era de 15,2 milh&otilde;es.<\/p>\n<p>Teresa Tito Morais diz que estas s&atilde;o pessoas &ldquo;extremamente vulner&aacute;veis&rdquo; que precisam de uma &ldquo;aten&ccedil;&atilde;o especial&rdquo;, e lamenta que Portugal ainda seja um pa&iacute;s com poucos refugiados: em 2012, o total de requerentes acolhidos n&atilde;o chegou a 300 e n&atilde;o foi preenchida a quota de reinstala&ccedil;&atilde;o (30 pessoas).<\/p>\n<p>&ldquo;H&aacute; quest&otilde;es que t&ecirc;m de ser melhor conduzidas de maneira a proporcionar maior envolvimento das estruturas administrativas numa primeira fase, eu diria no primeiro ano, em que estas pessoas chegam e se querem integrar no nosso pa&iacute;s&rdquo;, <a href=\"http:\/\/www.agencia.ecclesia.pt\/cgi-bin\/noticia.pl?id=93976\" target=\"_blank\">observa<\/a>.<\/p>\n<p>As principais atividades do <a href=\"http:\/\/www.cpr.pt\/\" target=\"_blank\">CPR<\/a> dividem-se entre a sede, em Chelas (Lisboa), onde funciona o Centro de Acolhimento para Crian&ccedil;as Refugiadas, e o Centro de Acolhimento para Refugiados na Bobadela (Loures).<\/p>\n<p><em>OC<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Presidente do Conselho que acompanha esta popula\u00e7\u00e3o fala em \u00abdescontentamento\u00bb 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