{"id":59515,"date":"2013-01-04T12:09:36","date_gmt":"2013-01-04T12:09:36","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/01\/04\/ii-concilio-do-vaticano-inaugurou-nova-era\/"},"modified":"2013-01-04T12:09:36","modified_gmt":"2013-01-04T12:09:36","slug":"ii-concilio-do-vaticano-inaugurou-nova-era","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/ii-concilio-do-vaticano-inaugurou-nova-era\/","title":{"rendered":"II Conc\u00edlio do Vaticano inaugurou \u00abnova era\u00bb"},"content":{"rendered":"<p>O II Concilio do Vaticano abriu uma &#8220;nova era&#8221; e &#8220;p\u00f4s fim a uma \u00e9poca tridentina, se n\u00e3o mesmo constantiniana, apesar da atribulada rece\u00e7\u00e3o&#8221;, disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o bispo portugu\u00eas, D. Carlos Azevedo, ao comentar a reuni\u00e3o magna convocada pelo Papa Jo\u00e3o XXIII. <!--more--> <\/p>\n<p>O II Concilio do Vaticano abriu uma &#8220;nova era&#8221; e &#8220;p&ocirc;s fim a uma &eacute;poca tridentina, se n&atilde;o mesmo constantiniana, apesar da atribulada rece&ccedil;&atilde;o&#8221;, disse &agrave; Ag&ecirc;ncia ECCLESIA o bispo portugu&ecirc;s, D. Carlos Azevedo, ao comentar a reuni&atilde;o magna convocada pelo Papa Jo&atilde;o XXIII. Para o prelado, a exercer fun&ccedil;&otilde;es no Conselho Pontif&iacute;cio da Cultura (organismo do Vaticano), o &#8220;estilo discursivo&#8221; do II Conc&iacute;lio do Vaticano de apresenta&ccedil;&atilde;o da f&eacute; &eacute; &#8220;inovador&#8221; porque se &#8220;procurou uma exposi&ccedil;&atilde;o afirmativa&#8221;, mas &#8220;n&atilde;o anatem&aacute;tica&#8221;.<\/p>\n<p>Os conc&iacute;lios anteriores &#8220;condenaram&#8221; algumas afirma&ccedil;&otilde;es, ao contr&aacute;rio do atual que apresenta uma &#8220;proposta crist&atilde;&#8221; sem condenar ideias diferentes, sublinhou. Com uma &#8220;linguagem clara&#8221;, o II Conc&iacute;lio do Vaticano apresenta &#8220;um estilo novo&#8221; para textos conciliares.<\/p>\n<p>No seu todo, a Igreja &#8220;n&atilde;o tinha maturidade teol&oacute;gica&#8221; para fazer uma adapta&ccedil;&atilde;o &agrave; cultura do tempo e, por isso, foi necess&aacute;rio que &#8220;uma minoria preparada&#8221; orientasse e, &#8220;o sensus fidei dos bispos&#8221; fossem capazes de aderir a essa proposta feita, revelou o atual coordenador do setor do patrim&oacute;nio no Vaticano. E acentua: &#8220;Essa minoria foi capaz de ter o senso do futuro, perceber os sinais dos tempos e encontrar a linguagem mais correta e eficaz&#8221;.<\/p>\n<p>Alguns documentos conciliares foram aprovados com votos contra porque, segundo D. Carlos Azevedo, havia &#8220;tamb&eacute;m uma minoria que puxava para tr&aacute;s e queria um estilo e linguagem neoescol&aacute;stica&#8221;. Essa minoria mais conservadora queria uma &#8220;teologia imobilista e com uma fixidez de palavras e formula&ccedil;&otilde;es que o mundo j&aacute; n&atilde;o captava&#8221;.<\/p>\n<p>A preocupa&ccedil;&atilde;o pelo destinat&aacute;rio da mensagem para que esta possa ser captada foi uma &#8220;grande intui&ccedil;&atilde;o de Jo&atilde;o XXIII&#8221;. A mensagem &#8220;n&atilde;o pode ser um ouri&ccedil;o fechado&#8221; e incapaz de ser entendida, afirmou o bispo portugu&ecirc;s.<\/p>\n<p>O pensamento tomista tem sido sujeito a releituras ao longo dos tempos at&eacute; porque &eacute; &#8220;mais aberto do que aquilo que se pensa&#8221;, adiantou. Quando se l&ecirc; a Summa Theologica (obra de S&atilde;o Tom&aacute;s de Aquino), as posi&ccedil;&otilde;es defendidas &#8221; com uma linguagem aristot&eacute;lica &#8221; tinham como destinat&aacute;rios a base da cultura do seu tempo.<\/p>\n<p>As culturas emergentes &#8220;precisam de ser aproximadas da mensagem&#8221; e esse trabalho &eacute; a pastoral e a teologia, real&ccedil;ou. Os pastores s&atilde;o chamados a &#8220;correr o risco de encontrar palavras&#8221; que as pessoas s&atilde;o capazes de acolher.<\/p>\n<p>O termo pastoral &#8220;n&atilde;o se op&otilde;e&#8221; a doutrinal. &#8220;Pastoral n&atilde;o se op&otilde;e a dogm&aacute;tico&#8221;, salientou o atual coordenador do setor do patrim&oacute;nio no Vaticano.<\/p>\n<p>Ao autodefinir-se eminentemente pastoral, o II Conc&iacute;lio do Vaticano quer sublinhar uma finalidade &#8220;sui generis&#8221;. Aqui est&aacute; o &#8220;esp&iacute;rito particular deste conc&iacute;lio&#8221;, encontrar a &#8220;pastoralidade da doutrina&#8221; (Discurso de abertura de Jo&atilde;o XXIII).<\/p>\n<p>&#8220;Pela primeira vez &eacute; convocado um conc&iacute;lio para falar ao mundo e dizer de um modo atual a f&eacute; de sempre. Mas fez-se para compreender melhor a f&eacute; e procurar uma intelig&ecirc;ncia coerente da f&eacute;, pela convers&atilde;o, e a manifestar &agrave;s pessoas do nosso tempo&#8221;, concluiu.<\/p>\n<p><em>LFS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O II Concilio do Vaticano abriu uma &#8220;nova era&#8221; e &#8220;p\u00f4s fim a uma \u00e9poca tridentina, se n\u00e3o mesmo constantiniana, apesar da atribulada rece\u00e7\u00e3o&#8221;, disse \u00e0 Ag\u00eancia ECCLESIA o bispo portugu\u00eas, D. 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