{"id":59476,"date":"2013-01-02T11:27:39","date_gmt":"2013-01-02T11:27:39","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/01\/02\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz-2\/"},"modified":"2013-01-02T11:27:39","modified_gmt":"2013-01-02T11:27:39","slug":"homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-bispo-do-porto-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz-2\/","title":{"rendered":"Homilia do bispo do Porto na solenidade de Santa Maria, M\u00e3e de Deus, Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<p><strong>Como nasceu a paz, como renascer&aacute; agora!<\/strong><\/p>\n<p>1.Amados irm&atilde;os: Neste primeiro dia de 2013, Solenidade de Santa Maria, M&atilde;e de Deus e Dia Mundial da Paz, come&ccedil;o por vos saudar vivamente, a todos e cada um dos que viestes a esta S&eacute;, imagem vetusta e acolhedora da Santa Madre Igreja, como se figura no Porto. Tanto quanto o possa fazer, desejo-vos do fundo do cora&ccedil;&atilde;o de Deus as maiores felicidades pessoais, familiares e sociais, para o ano que come&ccedil;a hoje. Felicidade que, para n&oacute;s, significa gra&ccedil;a divina e vida pascal, no Esp&iacute;rito de Cristo, que sempre desafia, corrige e alarga a simples expectativa humana. E, com isto mesmo, desejo-vos aquela paz que os anjos proclamaram no nascimento de Cristo e n&atilde;o deixam de bradar a quem os oi&ccedil;a: &laquo;Paz na terra aos homens!&raquo;.<\/p>\n<p>O Evangelho que escut&aacute;mos come&ccedil;ou com estas palavras: &laquo;Naquele tempo, os pastores dirigiram-se apressadamente para Bel&eacute;m e encontraram Maria, Jos&eacute; e o Menino deitado na manjedoura&raquo;. De tantas vezes que foi apresentado, este quadro b&iacute;blico gravou-se na mente e no afeto de todos n&oacute;s, evocando-nos o pres&eacute;pio em que Jesus nasceu. J&aacute; nem o imaginar&iacute;amos doutro modo e, na verdade, este mesmo &eacute; essencial e bastante.<\/p>\n<p>Das v&aacute;rias e leg&iacute;timas representa&ccedil;&otilde;es de Cristo, o pres&eacute;pio e a cruz s&atilde;o certamente as essenciais e, por isso mesmo, inultrapass&aacute;veis para os crentes que somos e queremos ser. E, assim sendo, s&atilde;o tamb&eacute;m as mais leg&iacute;timas e atraentes, o que n&atilde;o deixa de constituir um profundo mist&eacute;rio, ou seja, uma ineg&aacute;vel verdade. De facto, quem pensaria num est&aacute;bulo para o nascimento divino e quem pensaria numa cruz para entronizar um rei? Ningu&eacute;m os imaginaria assim, antes que acontecessem, porque, antes de serem conclus&atilde;o nossa, s&atilde;o oferta de Deus, gratuita e, por fim, convincente. Verdade que &eacute; imprescind&iacute;vel fonte de paz, pois esta n&atilde;o se alcan&ccedil;a nem perdura a n&atilde;o ser na coincid&ecirc;ncia que tivermos com a realidade das coisas, a maior realidade das coisas e das vidas, aquela que s&oacute; da Fonte se recebe.<\/p>\n<p>Assim sendo, &ldquo;entremos&rdquo; de algum modo no quadro que S&atilde;o Lucas ilustrou. N&atilde;o o achemos desprovido demais, nem o enfeitemos com a fantasia ou o gosto, pessoais ou alheios. Aceitemo-lo, para j&aacute;, na simplicidade e inteireza com que foi coado pelas primeiras gera&ccedil;&otilde;es crist&atilde;s. Sem demasiadas palavras, pois se trata de Palavra incarnada do pr&oacute;prio Deus; n&atilde;o s&atilde;o precisas mais imagens, porque aquele Menino &eacute; a pr&oacute;pria imagem do Deus invis&iacute;vel.<\/p>\n<p>Concentremo-nos ent&atilde;o em cada personagem. E, come&ccedil;ando pelos pastores, diz-se que se dirigiram apressadamente para Bel&eacute;m&hellip; N&atilde;o eram grande gente, nem muito considerada, aqueles pastores antigos. Viviam nos campos, tratavam de animais e eram gente pobre. Por&eacute;m, n&atilde;o hesitaram em acorrer aonde os mandavam e &ldquo;apressadamente&rdquo; o fizeram, at&eacute; verem o Menino, que adoraram tamb&eacute;m.<\/p>\n<p>Mas isso mesmo nos levar&aacute; a acorrer, urgentemente acorrer, a tudo o que for pequeno e fr&aacute;gil, a&iacute; mesmo onde Deus nos espera, fazendo-se pequeno para nos fazer pequenos, paradoxal tamanho do Reino dos C&eacute;us, isto &eacute;, da Cidade da Paz. Indica-o, sem margem de d&uacute;vida, outro passo evang&eacute;lico: &laquo;Jesus chamou um menino, colocou-o no meio deles e disse: &ldquo;Em verdade vos digo: Se n&atilde;o voltardes a ser como as criancinhas, n&atilde;o podereis entrar no Reino do C&eacute;u. Quem, pois, se fizer humilde como este menino ser&aacute; o maior no Reino do C&eacute;u. Quem receber um menino como este, em meu nome, &eacute; a mim que recebe&rdquo;&raquo; (Mt 18, 2-5).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2.Intitulada &ldquo;Bem-aventurados os obreiros da paz&rdquo;, a Mensagem do Papa Bento XVI para este dia oferece-nos um resumido mas substancial comp&ecirc;ndio da Doutrina Social da Igreja, para quanto respeite &agrave; justi&ccedil;a e &agrave; paz. Com &oacute;bvio relevo para a defesa e a promo&ccedil;&atilde;o da vida, dizendo assim: &laquo;Caminho para a consecu&ccedil;&atilde;o do bem comum e da paz &eacute;, antes de mais nada, o respeito pela vida humana, considerada na multiplicidade dos seus aspetos, a come&ccedil;ar pela conce&ccedil;&atilde;o, passando pelo seu desenvolvimento at&eacute; ao fim natural. Assim, os verdadeiros obreiros da paz s&atilde;o aqueles que amam, defendem e promovem a vida humana em todas as suas dimens&otilde;es: pessoal, comunit&aacute;ria e transcendente. A vida em plenitude &eacute; o &aacute;pice da paz. Quem deseja a paz n&atilde;o pode tolerar atentados e crimes contra a vida&raquo; (Mensagem, n&ordm; 4).<\/p>\n<p>&#8211; Que oportunidade, irm&atilde;os, que responsabilidade tamanha, se verdadeiramente procuramos a paz! Estando Deus a&iacute; mesmo, na vida em gesta&ccedil;&atilde;o, dentro ou j&aacute; fora do ventre materno, como se torna priorit&aacute;ria a promo&ccedil;&atilde;o e salvaguarda de cada vida humana, no arco total da sua exist&ecirc;ncia terrena!<\/p>\n<p>A fragilidade da vida uterina ou a fraqueza e enfermidade que a atinjam depois, s&atilde;o outros tantos apelos a que acorramos c&eacute;leres &ndash; como os pastores do Evangelho &ndash; ao seu cuidado preciso, solid&aacute;rio e eficaz. Qualquer hesita&ccedil;&atilde;o neste ponto, qualquer amolecimento cultural ou legal em rela&ccedil;&atilde;o a ele, &eacute; absolutamente um atentado &agrave; paz. &Agrave; paz das consci&ecirc;ncias, que, quanto a isto, nunca adormecer&atilde;o tranquilas, antes somar&atilde;o pesadelos; e &agrave; paz das fam&iacute;lias e de sociedades inteiras, se contemporizarem com qualquer tipo de antinatalismo ou reducionismo existencial.<\/p>\n<p>A t&atilde;o mencionada &ldquo;qualidade de vida&rdquo;, deve significar, antes de mais, o reconhecimento da qualidade que ela essencialmente tem e sempre conserva, mesmo quando f&iacute;sica ou mentalmente atingida. A paz &ndash; enquanto harmonia &iacute;ntima e global de tudo quanto representa a verdade das coisas, come&ccedil;ando pela verdade das pessoas &ndash; &eacute; obra e fruto da justi&ccedil;a, que nos manda dar a cada um o que lhe &eacute; devido e pertence. E a vida &eacute; a primeir&iacute;ssima perten&ccedil;a de cada ser humano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3.Tamb&eacute;m aqui n&atilde;o havemos de ter medo, nem de nos sentirmos esmagados por uma responsabilidade aparentemente incomport&aacute;vel, face &agrave; insensibilidade de outros em rela&ccedil;&atilde;o a este ponto fundamental. Quando o cristianismo nasceu, no Menino do Pres&eacute;pio, toda a grandeza do c&eacute;u era pequen&iacute;ssima na terra, e em grande contraste com o que se fazia naquele imponente Imp&eacute;rio Romano, no respeitante &agrave; vida humana. A escravatura era uma realidade geral e aceite; o aborto pr&aacute;tica corrente; e o pr&oacute;prio beb&eacute; j&aacute; nascido estava sujeito &agrave; vontade paterna, para continuar ou n&atilde;o a viver&hellip; Alguma reflex&atilde;o filos&oacute;fica, como a dos estoicos, j&aacute; criticava estas &uacute;ltimas pr&aacute;ticas; mas foi, inegavelmente foi, a progressiva expans&atilde;o evang&eacute;lica nas intelig&ecirc;ncias e nos costumes que, pouco a pouco, conseguiu modificar positivamente as coisas, na legisla&ccedil;&atilde;o inclusive. &Eacute; por isso muito estranho que algu&eacute;m se lembre de apresentar hoje em dia como &ldquo;progressos civilizacionais&rdquo; aut&ecirc;nticas regress&otilde;es de dois mil anos, desprotegendo a vida em todo seu verdadeiro percurso, pr&eacute; e p&oacute;s natal. Sobretudo, quando a ci&ecirc;ncia nos demonstra agora, com toda a evid&ecirc;ncia, o desenvolvimento duma mesma vida desde o momento da sua conce&ccedil;&atilde;o. &#8211; H&aacute; muito o faz a liturgia crist&atilde;, celebrando a Anuncia&ccedil;&atilde;o do Senhor em cada 25 de mar&ccedil;o, nove meses precisos antes do seu Natal!<\/p>\n<p>N&atilde;o tenhamos receio de, tamb&eacute;m neste ponto, &laquo;confessarmos Cristo como Senhor, sempre dispostos a dar a raz&atilde;o da nossa esperan&ccedil;a a todo aquele que no-la pe&ccedil;a; com mansid&atilde;o e respeito&hellip;&raquo; (cf. 1 Pe 3, 15). Ofere&ccedil;amo-la mesmo a quem n&atilde;o a pe&ccedil;a ainda, certos como estamos de que a verdade que nos chama a n&oacute;s tamb&eacute;m chama a todos, como os pastores o foram ao pleno pres&eacute;pio de Cristo. Fa&ccedil;amo-lo com atitudes concretas de salvaguarda e prote&ccedil;&atilde;o da vida, respondendo da melhor maneira aos casos que surjam e apoiando todas as iniciativas nesse sentido, como j&aacute; existem e h&atilde;o de aumentar na nossa sociedade.<\/p>\n<p>H&aacute; aqui muita urg&ecirc;ncia, semelhante &agrave; pressa com que os pastores acorreram ao pobre lugar onde Deus nascia no mundo. E conven&ccedil;amo-nos da verdade sempre comprovada: a decis&atilde;o certa que tomamos hoje abre o amanh&atilde; que Deus nos oferece. Tamb&eacute;m aqui poder&iacute;amos aplicar a passagem b&iacute;blica: &laquo;Como deve ser santa a vossa vida e a vossa piedade, enquanto esperais e apressais a chegada do dia de Deus; [&hellip;] n&oacute;s esperamos uns novos c&eacute;us e uma nova terra, onde habita a justi&ccedil;a&raquo; ( 2 Pe 3, 11-13).&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4.Outras figuras nos mostrou o Evangelho ao redor daquele Menino em que nascia a paz, o &laquo;eterno menino de ainda agora&raquo;, como magnificamente lhe chamou um escritor seiscentista (Padre Manuel Bernardes): Maria e Jos&eacute;, luminosamente. Com eles e nos sentimentos que tiveram em rela&ccedil;&atilde;o a Jesus, encontraremos a paz e a maneira dela acontecer, nos cora&ccedil;&otilde;es e no mundo.<\/p>\n<p>Sobretudo nas fam&iacute;lias, de dificuldades acrescidas nos tempos que correm. N&atilde;o lhes falte a esperan&ccedil;a, com a f&eacute; e a caridade em que a vida divina se faz sua tamb&eacute;m, nelas continuando o que o Evangelho nos deu a contemplar. Nas dificuldades que atravessarem, nunca estar&atilde;o s&oacute;s, recorrendo &ndash; sempre e al&eacute;m do mais &ndash; &agrave; lembran&ccedil;a viva e &agrave; companhia certa daqueles que primeiro viveram com o Filho de Deus feito homem. Como escreveu o Beato Jo&atilde;o Paulo II, na exorta&ccedil;&atilde;o apost&oacute;lica que t&atilde;o oportunamente dedicou ao pai adotivo de Jesus: &laquo;Um tal v&iacute;nculo de caridade constituiu a vida da Sagrada Fam&iacute;lia; primeiro, na pobreza de Bel&eacute;m, depois, durante o ex&iacute;lio no Egito e, em seguida, quando ela morava em Nazar&eacute;. A Igreja rodeia de profunda venera&ccedil;&atilde;o esta Fam&iacute;lia, apresentando-a como modelo para todas as fam&iacute;lias. [&hellip;] Juntamente com a assun&ccedil;&atilde;o da humanidade, em Cristo foi tamb&eacute;m &ldquo;assumido&rdquo; tudo aquilo que &eacute; humano e, em particular, a fam&iacute;lia, primeira dimens&atilde;o da sua exist&ecirc;ncia na terra&raquo; (Redemptoris Custos, 21). Jesus, Maria e Jos&eacute; n&atilde;o se pouparam a nada, para estarem connosco em tudo. &Eacute; esta a raz&atilde;o mais profunda da nossa paz.&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>De novo vos recordo, car&iacute;ssimos irm&atilde;os e irm&atilde;s, que o Papa Bento XVI nos dirigiu uma Mensagem para este Dia Mundial da Paz, oferecendo-nos um aut&ecirc;ntico comp&ecirc;ndio das principais propostas da Doutrina Social da Igreja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; vida, &agrave; fam&iacute;lia, &agrave; economia e &agrave; sociedade em geral. Bom ser&aacute; e tamb&eacute;m urgente que a leiais e estudeis, pessoalmente e em grupo, nas fam&iacute;lias e comunidades crist&atilde;s. Neste momento complexo e exigente que vivemos, no pa&iacute;s e al&eacute;m dele, temos responsabilidades irrecus&aacute;veis, at&eacute; pelo facto do continente europeu e da sua Uni&atilde;o em curso denotarem uma essencial contribui&ccedil;&atilde;o crist&atilde;, que n&atilde;o h&aacute; de faltar agora.<\/p>\n<p>&#8211; Para todos e para as vossas estimadas fam&iacute;lias, desejo-vos um feliz 2013, que seja verdadeiramente, em cada dia e ocasi&atilde;o, pleno da gra&ccedil;a e da paz de Nosso Senhor Jesus Cristo!<\/p>\n<p>S&eacute; do Porto, 1 de janeiro de 2013<em><\/em><\/p>\n<p><em>D. Manuel Clemente, bispo do Porto<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Como nasceu a paz, como renascer&aacute; agora! 1.Amados irm&atilde;os: Neste primeiro dia de 2013, Solenidade de Santa Maria, M&atilde;e de Deus e Dia Mundial da Paz, come&ccedil;o por vos saudar vivamente, a todos e cada um dos que viestes a esta S&eacute;, imagem vetusta e acolhedora da Santa Madre Igreja, como se figura no Porto. 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