{"id":59469,"date":"2013-01-01T11:43:00","date_gmt":"2013-01-01T11:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2013\/01\/01\/homilia-do-cardeal-patriarca-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz-2\/"},"modified":"2013-01-01T11:43:00","modified_gmt":"2013-01-01T11:43:00","slug":"homilia-do-cardeal-patriarca-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/homilia-do-cardeal-patriarca-na-solenidade-de-santa-maria-mae-de-deus-dia-mundial-da-paz-2\/","title":{"rendered":"Homilia do cardeal-patriarca na solenidade de Santa Maria M\u00e3e de Deus, Dia Mundial da Paz"},"content":{"rendered":"<p><strong>&ldquo;A M&iacute;stica da Paz&rdquo;<\/strong><\/p>\n<p>1. Neste Dia Mundial da Paz o Santo Padre Bento XVI dirigiu &agrave; Igreja uma Mensagem, forte e profunda, que ilumina com o dinamismo crist&atilde;o da paz as diversas situa&ccedil;&otilde;es concretas da sociedade atual e, de modo especial, as sociedades europeias, a atravessarem uma profunda crise de civiliza&ccedil;&atilde;o. Seria importante que todos os crist&atilde;os e todos os homens que procuram a Paz, pudessem ler essa Mensagem. Neste contexto o papel de uma Homilia s&oacute; pode ser o de apontar as principais linhas de for&ccedil;a dessa Mensagem, lan&ccedil;ando luz sobre os problemas e situa&ccedil;&otilde;es que tamb&eacute;m a nossa sociedade est&aacute; a atravessar. Num ano em que a Uni&atilde;o Europeia foi distinguida com o Pr&eacute;mio Nobel da Paz, sublinhando o seu papel positivo na manuten&ccedil;&atilde;o e constru&ccedil;&atilde;o da paz, depois do drama da Segunda Guerra Mundial, o Santo Padre desafia a Europa a interrogar-se se a paz que conseguiu manter &eacute; a paz perfeita ou se n&atilde;o h&aacute; um longo caminho, nunca completamente percorrido, para a edifica&ccedil;&atilde;o de uma paz verdadeira, em que os Povos, como membros de uma grande fam&iacute;lia, sintam a grandeza da dignidade da pessoa, onde a experi&ecirc;ncia comunit&aacute;ria levar&aacute; &agrave; experi&ecirc;ncia do amor e da comunh&atilde;o.<\/p>\n<p>Bento XVI intitulou a sua Mensagem com uma das bem-aventuran&ccedil;as da Montanha: <strong>&ldquo;Bem-aventurados os obreiros da Paz&rdquo;<\/strong>. O texto evang&eacute;lico acrescenta: &ldquo;porque ser&atilde;o chamados filhos de Deus&rdquo; (Mt. 5,9). E lembra que, na mensagem b&iacute;blica, as bem-aventuran&ccedil;as s&atilde;o promessas. N&atilde;o s&atilde;o meras recomenda&ccedil;&otilde;es morais, &ldquo;mas consistem sobretudo no cumprimento de uma promessa feita a quantos se deixam guiar pelas exig&ecirc;ncias da verdade, da justi&ccedil;a e do amor&rdquo; (1).<\/p>\n<p>Esta promessa, que feita no contexto do an&uacute;ncio do Reino de Deus, toca profundamente o cora&ccedil;&atilde;o de todos os homens, mostra a paz como um caminho a fazer, que s&oacute; atingir&aacute; a sua plenitude no Reino dos C&eacute;us. &ldquo;Em cada pessoa &ndash; diz o Papa &ndash; o desejo de paz &eacute; uma aspira&ccedil;&atilde;o essencial e coincide, de certo modo, com o anseio por uma vida humana plena, feliz e bem sucedida. Por outras palavras, o desejo de paz corresponde a um princ&iacute;pio moral fundamental, ou seja, ao dever-direito de um desenvolvimento integral, social, comunit&aacute;rio, que faz parte dos des&iacute;gnios de Deus para o homem&rdquo; (2). A busca da paz coincide, assim, com a luta pela realiza&ccedil;&atilde;o da plenitude humana, &eacute; um caminho que sup&otilde;e uma verdadeira m&iacute;stica da paz, enraizada na cultura e concretizada nas op&ccedil;&otilde;es pr&aacute;ticas para a vida das comunidades humanas. A generosidade pessoal, a organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade, as estruturas pol&iacute;ticas e econ&oacute;micas precisam de ser mobilizadas por essa m&iacute;stica da paz.<\/p>\n<p>Uma conce&ccedil;&atilde;o imperfeita de paz pode enfraquecer a exig&ecirc;ncia desta m&iacute;stica da paz, como ideal de humanidade. H&aacute; 50 anos o Conc&iacute;lio Vaticano II lembrava: &ldquo;A paz n&atilde;o &eacute; s&oacute; a aus&ecirc;ncia de guerra e n&atilde;o se limita a procurar o equil&iacute;brio entre for&ccedil;as contr&aacute;rias&hellip; ela &eacute; &laquo;obra de justi&ccedil;a&raquo;, lembrando que &ldquo;a paz n&atilde;o &eacute; realidade adquirida uma vez por todas, mas algo a construir sem cessar&raquo;&rdquo; (3). &Eacute; um ideal de humanidade, que os crist&atilde;os partilham com todos os homens e que exige o empenhamento de todos.<\/p>\n<p>O Santo Padre recorda as principais concretiza&ccedil;&otilde;es desta constru&ccedil;&atilde;o da paz como &ldquo;obra de justi&ccedil;a&rdquo;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>2. <strong>A paz &eacute; uma experi&ecirc;ncia de comunh&atilde;o<\/strong>.<\/p>\n<p>Citando Jo&atilde;o XXIII, o atual Papa recorda: &ldquo;A paz implica principalmente a constru&ccedil;&atilde;o de uma conviv&ecirc;ncia humana baseada na verdade, na liberdade, no amor e na justi&ccedil;a&rdquo; (4). Faz parte da verdade profunda do homem, encontrar a sua realiza&ccedil;&atilde;o na comunh&atilde;o com os outros homens. A paz &eacute;, assim, vit&oacute;ria sobre o individualismo e os ego&iacute;smos, busca, antes de mais, o bem-comum de toda a comunidade. Bento XVI &eacute; claro: &ldquo;A &eacute;tica da paz &eacute; uma &eacute;tica de comunh&atilde;o e de partilha. Por isso &eacute; indispens&aacute;vel que as v&aacute;rias culturas de hoje superem antropologias e &eacute;ticas fundadas sobre motivos te&oacute;rico-pr&aacute;ticos meramente subjetivistas e pragm&aacute;ticos, em virtude dos quais as rela&ccedil;&otilde;es da conviv&ecirc;ncia se inspiram em crit&eacute;rios de poder ou de lucro, os meios tornam-se fins e vice-versa, a cultura e a educa&ccedil;&atilde;o concentram-se apenas nos instrumentos, na t&eacute;cnica e na efici&ecirc;ncia&rdquo; (5).<\/p>\n<p>Sem este objetivo de constru&ccedil;&atilde;o da comunh&atilde;o, em comunidade, perde-se o sentido da prioridade do bem-comum, da comunidade em todos os seus n&iacute;veis: mundial, europeia, nacional, local, familiar. &Eacute; preciso denunciar, com lucidez e coragem, os erros sociais e pol&iacute;ticos em sociedades que n&atilde;o d&atilde;o prioridade ao bem-comum. O Papa afirma: causam apreens&atilde;o os focos de tens&atilde;o e conflito causados por crescentes desigualdades entre ricos e pobres, pelo predom&iacute;nio duma mentalidade ego&iacute;sta e individualista que se exprime inclusivamente por um capitalismo financeiro desregrado&rdquo; (6).<\/p>\n<p>Esta paz edificada com generosidade, centrada no amor fraterno, &eacute; &ldquo;dom messi&acirc;nico e obra humana&rdquo;, isto &eacute;, &eacute; esfor&ccedil;o da liberdade apoiada pela f&eacute; e pela for&ccedil;a de Deus. O Santo Padre recorda-o: &ldquo;Para nos tornarmos aut&ecirc;nticos obreiros da paz, s&atilde;o fundamentais a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; dimens&atilde;o transcendente e o di&aacute;logo constante com Deus, Pai misericordioso, pelo Qual se implora a reden&ccedil;&atilde;o que nos foi conquistada pelo seu Filho Unig&eacute;nito. Assim o homem pode vencer aquele g&eacute;rmen de obscurecimento e nega&ccedil;&atilde;o da paz que &eacute; o pecado em todas as suas formas: ego&iacute;smo e viol&ecirc;ncia, avidez e desejo de poder e dom&iacute;nio, intoler&acirc;ncia, &oacute;dio e estruturas injustas&rdquo; (7).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>3. <strong>Obra de liberdade, a paz &eacute; um dom de Deus.<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; esta certeza que nos permite acreditar, em todas as circunst&acirc;ncias, que a paz &eacute; poss&iacute;vel. Ela &eacute; a aventura do amor que nos foi comunicado pelo Esp&iacute;rito de Jesus. A paz &hellip; na novidade humana enraizada na P&aacute;scoa de Jesus: &ldquo;A Paz &eacute; uma ordem vivificada e integrada pelo amor&rdquo;, Cristo &eacute; a nossa paz. &Eacute; preciso, &eacute; urgente, anunciar de novo e por caminhos novos, a import&acirc;ncia de Jesus Cristo para o futuro da humanidade (8). Esta dimens&atilde;o transcendente da paz est&aacute; no centro da revela&ccedil;&atilde;o b&iacute;blica, como escut&aacute;mos na Primeira Leitura desta celebra&ccedil;&atilde;o: &ldquo;O Senhor te aben&ccedil;oe e te proteja. O Senhor fa&ccedil;a brilhar sobre ti a Sua face e te seja favor&aacute;vel. O Senhor dirija sobre ti o Seu olhar e te conceda a paz&rdquo; (Num. 24-26). &ldquo;O Senhor d&aacute; for&ccedil;a ao seu Povo; o Senhor aben&ccedil;oar&aacute; o seu Povo na paz&rdquo;, reza o Salmo 29). Nas nossas sociedades europeias &eacute; urgente voltar a valorizar a sabedoria contida na religi&atilde;o, constitutiva de um quadro cultural que favorece e exige uma m&iacute;stica da paz.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>4. Se n&atilde;o tivermos medo de Deus e da sua interven&ccedil;&atilde;o na hist&oacute;ria a favor dos homens, se n&atilde;o nos deixarmos embriagar pela total autonomia do homem e do seu poder na constru&ccedil;&atilde;o da paz, poderemos encontrar em conjunto os verdadeiros pilares da constru&ccedil;&atilde;o da justi&ccedil;a e da paz.<\/p>\n<p>* A promo&ccedil;&atilde;o e defesa intransigente da dignidade da pessoa humana, a promo&ccedil;&atilde;o da vida em todas as suas etapas e vicissitudes, a defesa dos direitos fundamentais da pessoa humana para que possa construir a sua dignidade, entre os quais est&aacute; o direito ao trabalho (9).<\/p>\n<p>* Os pr&oacute;prios modelos econ&oacute;micos e pol&iacute;ticos de organiza&ccedil;&atilde;o da sociedade t&ecirc;m de visar esta constru&ccedil;&atilde;o da paz como obra de justi&ccedil;a (10).<\/p>\n<p>* Fortalecer a Fam&iacute;lia. O Santo Padre afirma: &ldquo;A fam&iacute;lia &eacute; um dos sujeitos sociais indispens&aacute;veis para a realiza&ccedil;&atilde;o de uma cultura de paz&rdquo; (11). Somos um Pa&iacute;s a lutar corajosamente para vencer um per&iacute;odo dif&iacute;cil da nossa hist&oacute;ria. Mas olhemos corajosamente para o que est&aacute; a acontecer &agrave;s fam&iacute;lias: leis permissivas que n&atilde;o valorizam o aprofundamento dos seus valores constitutivos; leis fiscais que penalizam a fam&iacute;lia; a incapacidade de evitar que o drama do desemprego se abata sobre as fam&iacute;lias; a diminui&ccedil;&atilde;o da natalidade, que p&otilde;e em causa o futuro da comunidade humana que pretendemos salvar. Para quando uma pol&iacute;tica de prote&ccedil;&atilde;o &agrave; fam&iacute;lia?<\/p>\n<p>5. <strong>Uma pedagogia para a paz<\/strong>.<\/p>\n<p>O Santo Padre, na sua Mensagem, alerta-nos para a urg&ecirc;ncia de uma pedagogia da paz. A sua primeira express&atilde;o &eacute; cultural. Todos os agentes culturais, as universidades e as escolas, os &ldquo;m&eacute;dia&rdquo;, a Igreja, devem contribuir para uma transforma&ccedil;&atilde;o cultural que promova a verdadeira paz; que sup&otilde;e um novo pensamento e uma convers&atilde;o ideol&oacute;gica. Diz ele: &ldquo;o mundo atual, particularmente o mundo da pol&iacute;tica, necessita do apoio dum novo pensamento, duma nova s&iacute;ntese cultural, para superar tecnicismos e harmonizar as v&aacute;rias tend&ecirc;ncias pol&iacute;ticas em ordem ao bem-comum&rdquo; (12). O Santo Padre alerta a Igreja: &ldquo;nesta tarefa imensa de educar para a paz, est&atilde;o envolvidas, de modo particular, as comunidades crentes. A Igreja toma parte nesta grande responsabilidade atrav&eacute;s da nova evangeliza&ccedil;&atilde;o, que tem como pontos de apoio a convers&atilde;o &agrave; verdade e ao amor de Cristo e, consequentemente, o renascimento espiritual e moral das pessoas e das sociedades. O encontro com Jesus Cristo plasma os obreiros da paz, comprometendo-os na comunh&atilde;o e na supera&ccedil;&atilde;o das injusti&ccedil;as&rdquo;. &Eacute; uma pedagogia da bondade e do perd&atilde;o. &ldquo;&Eacute; um trabalho lento, porque sup&otilde;e uma evolu&ccedil;&atilde;o espiritual, uma educa&ccedil;&atilde;o para os valores mais altos, uma vis&atilde;o nova da hist&oacute;ria humana. &Eacute; preciso renunciar &agrave; paz falsa (&hellip;) a pedagogia da paz implica servi&ccedil;o, compaix&atilde;o, solidariedade, coragem, perseveran&ccedil;a&rdquo; (13). &Eacute; marcada pelo ideal de uma humanidade nova, que anuncia o Reino dos C&eacute;us.<\/p>\n<p>Par&oacute;quia de Rio de Mouro,1 de janeiro de 2013<\/p>\n<p><em>D. Jos&eacute; Policarpo,<\/em><em> cardeal-patriarca de Lisboa<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>NOTAS:<\/strong><\/p>\n<p><strong>1 Bento XVI, Mensagem para o Dia Mundial da Paz, 2013, n&ordm; 2<\/strong><\/p>\n<p><strong>2 Ibidem, n&ordm; 1<\/strong><\/p>\n<p><strong>3 Gaudium et Spes, n&ordm; 28<\/strong><\/p>\n<p><strong>4 cf. Pacem in Terrus; Mensagem para o dia Mundial da Paz 2013, n&ordm; 3<\/strong><\/p>\n<p><strong>5 Mensagem para o dia Mundial da Paz 2013, n&ordm; 2<\/strong><\/p>\n<p><strong>6 Ibidem, n&ordm; 1<\/strong><\/p>\n<p><strong>7 Ibidem, n&ordm; 3<\/strong><\/p>\n<p><strong>8 cf. Ibidem, n&ordm; 3<\/strong><\/p>\n<p><strong>9 cf. Ibidem, n&ordm; 4<\/strong><\/p>\n<p><strong>10 cf. Ibidem, n&ordm; 5<\/strong><\/p>\n<p><strong>11 Ibidem, n&ordm; 6<\/strong><\/p>\n<p><strong>12 Ibidem, n&ordm; 6<\/strong><\/p>\n<p>13 <strong>Ibidem<\/strong>, n&ordm; 7<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;A M&iacute;stica da Paz&rdquo; 1. 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