{"id":59437,"date":"2012-12-26T12:59:46","date_gmt":"2012-12-26T12:59:46","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/12\/26\/misterio-de-ternura-e-de-alegria-para-o-mundo\/"},"modified":"2012-12-26T12:59:46","modified_gmt":"2012-12-26T12:59:46","slug":"misterio-de-ternura-e-de-alegria-para-o-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/misterio-de-ternura-e-de-alegria-para-o-mundo\/","title":{"rendered":"Mist\u00e9rio de ternura e de alegria para o mundo"},"content":{"rendered":"<p>Homilia de Natal de D. Ant\u00f3nio Marto  <!--more--> <\/p>\n<p><strong>1. O Natal de Cristo: ir ao cora&ccedil;&atilde;o da f&eacute;<\/strong><\/p>\n<p>Sede bem vindos todos v&oacute;s, caros irm&atilde;os e irm&atilde;s, que acorrestes &agrave; nossa catedral para celebrar nesta noite o santo nascimento do Senhor Jesus. Com esta alegria natal&iacute;cia sa&uacute;do-vos afetuosamente.<\/p>\n<p>Neste ano de 2012, somos chamados a celebrar o Natal crist&atilde;o no contexto eclesial do Ano da F&eacute; e no contexto social da crise que atravessa o nosso pa&iacute;s e toda a Europa. Recentemente, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social procuraram excitar a opini&atilde;o p&uacute;blica com a discuss&atilde;o sobre a presen&ccedil;a do burro e da vaca no pres&eacute;pio, como se essa fosse a grande quest&atilde;o. Assim se desvia a aten&ccedil;&atilde;o do centro da festa para um pormenor perif&eacute;rico e se d&aacute; a impress&atilde;o de que o Natal &eacute; folclore e pouco ou nada tem a ver com a vida quotidiana e real da gente.<\/p>\n<p>Antes de mais, o Natal convida-nos a ir ao cora&ccedil;&atilde;o da f&eacute; crist&atilde; no mist&eacute;rio da Incarna&ccedil;&atilde;o &ndash; Deus connosco na nossa carne humana &ndash;, e a renovar a certeza de que Ele est&aacute; sempre presente nas nossas vidas. &ldquo;Deus n&atilde;o &eacute; uma hip&oacute;tese long&iacute;nqua sobre a origem do mundo; n&atilde;o &eacute; uma intelig&ecirc;ncia matem&aacute;tica muito longe de n&oacute;s. Deus interessa-se por n&oacute;s, ama-nos, entrou pessoalmente na realidade da nossa hist&oacute;ria, comunicou-se at&eacute; fazer-se homem. Assim, Deus &eacute; uma realidade da nossa vida; &eacute; t&atilde;o grande que tem tempo para n&oacute;s, se ocupa de n&oacute;s. Em Jesus de Nazar&eacute;, n&oacute;s encontramos o rosto de Deus, que desceu do seu C&eacute;u para entrar em cheio no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a &ldquo;arte de viver&rdquo;, o caminho da felicidade, e para nos libertar do pecado e nos tornar filhos de Deus. Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho&rdquo; (Bento XVI). Ele continua a vir trazer aos homens a paz, a vida e a alegria verdadeira.<\/p>\n<p><strong>2. Mist&eacute;rio de ternura e de alegria para o mundo<\/strong><\/p>\n<p>Eis o encanto do mist&eacute;rio desta Noite Santa, a grande noite do Natal de Cristo! &Eacute; narrada uma hist&oacute;ria muito humilde e todavia, precisamente por isso, de uma grandeza desconcertante: o nascimento dum menino numa manjedoura. Indica-nos assim o modo surpreendente que Deus escolheu para vir ao nosso encontro: &ldquo;Um menino nasceu para n&oacute;s, um filho nos foi dado. Ser&aacute; chamado Deus forte, Pai para sempre&rdquo;(Is 9).<\/p>\n<p>Na inoc&ecirc;ncia e na fragilidade duma crian&ccedil;a indefesa que se abre &agrave; vida, no est&aacute;bulo de Bel&eacute;m e n&atilde;o no pal&aacute;cio dos poderosos, s&atilde;o-nos dadas a contemplar a humildade e a ternura com que Deus se aproxima, se faz pr&oacute;ximo de n&oacute;s. Neste menino pode-se, por assim dizer, tocar Deus, acarici&aacute;-Lo e deixar-se acariciar por Ele. As m&atilde;os estendidas do menino Jesus s&atilde;o as m&atilde;os que Deus estende &agrave; humanidade para a introduzir no seu amor; mas s&atilde;o tamb&eacute;m as m&atilde;os de Deus mendigo do nosso amor.<\/p>\n<p>Este encontro com a humildade e a ternura de Deus traz uma enorme alegria a quem aceita viv&ecirc;-lo. Assim foi anunciado aos pastores: &ldquo;N&atilde;o temais, porque vos anuncio uma grande alegria para todo o povo: nasceu-vos hoje, na cidade de David, um Salvador, que &eacute; Cristo Senhor&rdquo;. O Papa Bento XVI comenta deste modo: &ldquo;&Eacute; a alegria do homem que &eacute; tocado no cora&ccedil;&atilde;o pela luz de Deus e pode ver que a sua esperan&ccedil;a se realiza: a alegria daquele que encontrou Deus e foi encontrado por Ele&rdquo;. Esta alegria motiva o canto dos anjos (Gl&oacute;ria a Deus e paz na terra aos homens) e ajuda a compreender que &ldquo;o povo simples dos crentes tenha ouvido cantar tamb&eacute;m os pastores e, at&eacute; hoje, na noite santa, se una &agrave;s suas melodias, exprimindo com o canto a grande alegria que desde ent&atilde;o &eacute; dada a todos&rdquo;.<\/p>\n<p>&Eacute; esta alegria que J. S. Bach cantava num Orat&oacute;rio de Natal: &ldquo;Como poderei acolher-Te, de que modo poderei encontrar-Te, &oacute; desejado de todo o mundo, &oacute; tesouro da minha alma? &Oacute; meu amado menino Jesus, prepara um ber&ccedil;o puro e terno no &iacute;ntimo do meu cora&ccedil;&atilde;o a fim de que eu nunca me esque&ccedil;a de Ti&#8230; &Oacute; Jesus, s&ecirc; tu o meu &uacute;nico desejo; est&aacute; sempre no meu pensamento; n&atilde;o permitas que eu vacile&rdquo;.<\/p>\n<p>N&atilde;o se trata de um mero sentimentalismo intimista. O Natal de Cristo &eacute; para o mundo. Por isso, nos pede para levarmos ao mundo a alegria da ternura e do amor em gestos de proximidade, de servi&ccedil;o, de ajuda concreta: na car&iacute;cia a uma crian&ccedil;a, no sorriso e no afeto a um idoso, na visita a um enfermo ou recluso, na consola&ccedil;&atilde;o a um aflito, na partilha generosa com os carenciados, na ternura e compreens&atilde;o dentro do matrim&oacute;nio e da fam&iacute;lia, na fraternidade das rela&ccedil;&otilde;es na comunidade crist&atilde; e na sociedade.<\/p>\n<p>Como os pastores, depois de terem visto o menino, regressaram glorificando e louvando a Deus por lhes ter aberto os olhos do cora&ccedil;&atilde;o, assim tamb&eacute;m n&oacute;s louvamos e anunciamos:<\/p>\n<p>Um Menino nos foi dado<\/p>\n<p>E um Filho nos nasceu<\/p>\n<p>Gl&oacute;ria a Deus e paz na terra<\/p>\n<p>Cantam os Anjos no C&eacute;u.<\/p>\n<p>Anjos no c&eacute;u aparecem<\/p>\n<p>Cantando gl&oacute;ria e louvor,<\/p>\n<p>E os pastores reconhecem<\/p>\n<p>O Cordeiro do Senhor.<\/p>\n<p>Gl&oacute;ria seja dada ao Pai<\/p>\n<p>E ao Esp&iacute;rito tamb&eacute;m<\/p>\n<p>Gl&oacute;ria seja dada ao Filho<\/p>\n<p>Nos bra&ccedil;os da Virgem M&atilde;e.<\/p>\n<p>A todos v&oacute;s, &agrave;s vossas fam&iacute;lias, a todos os que vos s&atilde;o queridos, a toda a nossa Diocese desejo um Santo Natal de alegria, de fraternidade e de esperan&ccedil;a no Senhor!<\/p>\n<p><em>Catedral de Leiria, 25 de dezembro de 2012<br \/>D. Ant&oacute;nio Marto, Bispo de Leiria-F&aacute;tima<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Homilia de Natal de D. Ant\u00f3nio Marto<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,203,267],"class_list":["post-59437","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-europa","tag-natal"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59437","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59437"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59437\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59437"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59437"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59437"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}