{"id":59355,"date":"2012-12-18T10:37:56","date_gmt":"2012-12-18T10:37:56","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/12\/18\/o-natal-na-historia\/"},"modified":"2012-12-18T10:37:56","modified_gmt":"2012-12-18T10:37:56","slug":"o-natal-na-historia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/o-natal-na-historia\/","title":{"rendered":"O Natal na hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p>O dia 25 de dezembro n&atilde;o &eacute;, necessariamente, a data hist&oacute;rica do nascimento de Jesus em Bel&eacute;m, na Judeia, no ano 748 da funda&ccedil;&atilde;o de Roma. O &lsquo;Dies Natalis&rsquo; ou &lsquo;Natalis Domini&rsquo; foi marcado no dia 25 de dezembro pela Igreja, com o Papa Lib&eacute;rio, desde o s&eacute;culo IV, a fim de suplantar a festa pag&atilde; do deus Sol, celebrada no solst&iacute;cio de inverno. O nascimento de Jesus ter&aacute; mesmo ocorrido no ano 6 ou 7 a.C.<\/p>\n<p>Para afastar os fi&eacute;is da pr&aacute;tica dessas festas pag&atilde;s, a Igreja quis ressaltar que a verdadeira luz que ilumina todo homem &eacute; Cristo e a celebra&ccedil;&atilde;o de seu nascimento &eacute; a solenidade pr&oacute;pria para afirmar a aut&ecirc;ntica f&eacute; no mist&eacute;rio da Encarna&ccedil;&atilde;o do &ldquo;Verbo&rdquo;, contra as grandes heresias cristol&oacute;gicas dos s&eacute;culos IV e V, solenemente afirmada nos quatro conc&iacute;lios ecum&eacute;nicos de Niceia, &Eacute;feso, Calced&oacute;nia e Constantinopla.<\/p>\n<p>Liturgicamente, a solenidade &eacute; caracterizada por tr&ecirc;s missas: a da Meia-Noite ou do Galo (&lsquo;ad noctem&rsquo; ou &lsquo;ad galli cantum&rsquo;), que remontar&aacute; ao Papa Sisto III, por ocasi&atilde;o da reconstru&ccedil;&atilde;o da bas&iacute;lica liberiana no Esquilino (Santa Maria Maior), depois do conc&iacute;lio de &Eacute;feso, em 431; a da Aurora (&lsquo;in aurora&rsquo;), originariamente em honra de Santa Anast&aacute;cia, que tinha um culto celebrado com solenidade em Roma no s&eacute;culo VI e, na liturgia atual, conserva ainda uma ora&ccedil;&atilde;o de comemora&ccedil;&atilde;o; a do Dia (&lsquo;in die&rsquo;), a que primeiro foi institu&iacute;da, no s&eacute;c. IV.<\/p>\n<p>O tempo lit&uacute;rgico do Natal compreende ainda as festas da Sagrada Fam&iacute;lia (Domingo ap&oacute;s o Natal, ou, se este n&atilde;o ocorrer, a 30 de dezembro); a de Santa Maria, M&atilde;e de Deus, a 1 de janeiro; a Solenidade da Epifania do Senhor, a 6 de janeiro ou no Domingo que ocorre entre os dias 2 e 8 de janeiro.<\/p>\n<p>O tempo de Natal termina com a festa do batismo do Senhor, no Domingo ap&oacute;s a Epifania, ou, se esta coincide com o dia 7 ou 8 de janeiro, na segunda-feira seguinte.<\/p>\n<p>T&ecirc;m tamb&eacute;m lugar a celebra&ccedil;&atilde;o das festas de S. Est&ecirc;v&atilde;o, S. Jo&atilde;o evangelista e dos Santos Inocentes respetivamente a 26, 27 e 28 de dezembro, dentro da oitava do Natal, que vai do dia 26 at&eacute; 1 de janeiro, Solenidade de Santa Maria, M&atilde;e de Deus, Dia Mundial da Paz.<\/p>\n<p>Em dezembro de 2009, Bento XVI dedicou uma catequese &agrave; origem hist&oacute;rica do Natal, frisando que &ldquo;o primeiro que afirmou com clareza que Jesus nasceu a 25 de dezembro foi Hip&oacute;lito de Roma, no seu coment&aacute;rio ao Livro do profeta Daniel, escrito por volta de 204&rdquo;. Depois, alguns exegetas observam que naquele dia se celebrava a festa da Dedica&ccedil;&atilde;o do Templo de Jerusal&eacute;m, institu&iacute;da por Judas Macabeu em 164 a.C. A coincid&ecirc;ncia de datas &ldquo;significaria ent&atilde;o que com Jesus, que apareceu como luz de Deus na noite, se realiza deveras a consagra&ccedil;&atilde;o do templo, o Advento de Deus nesta terra&rdquo;.<\/p>\n<p>Na cristandade, explicava o Papa, a festa do Natal assumiu uma forma definitiva no s&eacute;culo IV, quando substituiu a festa romana do &ldquo;Sol invictus&rdquo;, o sol invenc&iacute;vel, como foi referido, mas &ldquo;a particular e intensa atmosfera espiritual que rodeia o Natal desenvolveu-se na Idade M&eacute;dia, gra&ccedil;as a S&atilde;o Francisco de Assis, que estava profundamente apaixonado pelo homem Jesus, pelo Deus-connosco&rdquo;.<\/p>\n<p>O seu primeiro bi&oacute;grafo, Tom&aacute;s de Celano, na Vida segunda narra que S&atilde;o Francisco &ldquo;acima de todas as outras solenidades celebrava com inef&aacute;vel solicitude o Natal do Menino Jesus, e chamava festa das festas ao dia no qual Deus, feito pequeno infante, se tinha amamentado num seio humano&rdquo; (Fontes Franciscanas, n. 199, p. 492).<\/p>\n<p>Tom&aacute;s de Celano fala da noite do pres&eacute;pio de Greccio de modo vivo e comovedor, oferecendo uma contribui&ccedil;&atilde;o decisiva para a difus&atilde;o da tradi&ccedil;&atilde;o natal&iacute;cia mais bonita, a do pres&eacute;pio. &ldquo;De facto, a noite de Greccio voltou a dar &agrave; cristandade a intensidade e a beleza da festa do Natal, e educou o Povo de Deus para compreender a sua mensagem mais aut&ecirc;ntica.&rdquo;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O dia 25 de dezembro n&atilde;o &eacute;, necessariamente, a data hist&oacute;rica do nascimento de Jesus em Bel&eacute;m, na Judeia, no ano 748 da funda&ccedil;&atilde;o de Roma. 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