{"id":59322,"date":"2012-12-14T15:11:34","date_gmt":"2012-12-14T15:11:34","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/12\/14\/manter-acesa-a-esperanca-do-natal\/"},"modified":"2012-12-14T15:11:34","modified_gmt":"2012-12-14T15:11:34","slug":"manter-acesa-a-esperanca-do-natal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/manter-acesa-a-esperanca-do-natal\/","title":{"rendered":"Manter acesa a esperan\u00e7a do Natal"},"content":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do bispo de Leiria-F\u00e1tima <!--more--> <\/p>\n<p>1. O Natal de Cristo e a &ldquo;arte de viver&rdquo;<\/p>\n<p>Neste ano de 2012, somos chamados a celebrar o Natal crist&atilde;o no contexto eclesial do Ano da F&eacute; e no contexto social da crise que atravessa o nosso pa&iacute;s e toda a Europa. Recentemente, os meios de comunica&ccedil;&atilde;o social procuraram excitar a opini&atilde;o p&uacute;blica com a discuss&atilde;o sobre a presen&ccedil;a do burro e da vaca no pres&eacute;pio, como se essa fosse a grande quest&atilde;o. Assim se desvia a aten&ccedil;&atilde;o do centro da festa para um pormenor perif&eacute;rico e se d&aacute; a impress&atilde;o de que o Natal &eacute; folclore e pouco ou nada tem a ver com o momento dif&iacute;cil e trepidante que o mundo est&aacute; a viver.<\/p>\n<p>Antes de mais, o Natal convida-nos a ir ao cora&ccedil;&atilde;o da f&eacute; crist&atilde; no mist&eacute;rio da Incarna&ccedil;&atilde;o &ndash; Deus connosco na nossa carne humana &ndash;, e a renovar a certeza de que Ele est&aacute; sempre presente nas nossas vidas. &ldquo;Deus n&atilde;o &eacute; uma hip&oacute;tese long&iacute;nqua sobre a origem do mundo; n&atilde;o &eacute; uma intelig&ecirc;ncia matem&aacute;tica muito longe de n&oacute;s. Deus interessa-se por n&oacute;s, ama-nos, entrou pessoalmente na realidade da nossa hist&oacute;ria, comunicou-se at&eacute; fazer-se homem. Assim, Deus &eacute; uma realidade da nossa vida; &eacute; t&atilde;o grande que tem tempo para n&oacute;s, se ocupa de n&oacute;s. Em Jesus de Nazar&eacute;, n&oacute;s encontramos o rosto de Deus, que desceu do seu C&eacute;u para entrar em cheio no mundo dos homens, no nosso mundo, e ensinar a &ldquo;arte de viver&rdquo;, o caminho da felicidade, e para nos libertar do pecado e nos tornar filhos de Deus. Jesus veio para salvar-nos e mostrar-nos a vida boa do Evangelho&rdquo; (Bento XVI). Ele continua a vir trazer aos homens a paz, a vida e a alegria verdadeira.<\/p>\n<p>&nbsp;2. Manter acesa a Esperan&ccedil;a<\/p>\n<p>O mist&eacute;rio que celebramos no Natal encoraja e conforta o nosso caminho incerto e obscuro, ilumina o sentido da hist&oacute;ria, &eacute; fonte de esperan&ccedil;a perene para o mundo.<\/p>\n<p>A f&eacute; crist&atilde; tem um enorme potencial de esperan&ccedil;a para o momento dif&iacute;cil que vivemos e nos traz inquietos, inseguros e assustados. A nossa esperan&ccedil;a tem o fundamento s&oacute;lido no Deus fiel &ldquo;que levar&aacute; a bom termo a obra que em n&oacute;s come&ccedil;ou&rdquo;, mas que pede tamb&eacute;m a nossa colabora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em concreto, a esperan&ccedil;a crist&atilde; oferece-nos:<\/p>\n<p>&#8211; a confian&ccedil;a na bondade da vida face &agrave; tenta&ccedil;&atilde;o do desencanto;<\/p>\n<p>&#8211; a luz que nos orienta no meio da escurid&atilde;o e da confus&atilde;o que abala as nossas certezas;<\/p>\n<p>&#8211; a perseveran&ccedil;a que supera o des&acirc;nimo no meio da prova&ccedil;&atilde;o e da adversidade;<\/p>\n<p>&#8211; o despertar para a consci&ecirc;ncia de que s&atilde;o necess&aacute;rios os valores espirituais para se dar verdadeiro fundamento &agrave; vida e &agrave; sociedade;<\/p>\n<p>&#8211; a descoberta da necessidade de novos modos ou estilos de vida frente &agrave;s ilus&otilde;es do facilitismo, do consumismo e do desperd&iacute;cio;<\/p>\n<p>&#8211; o grande sentido da hist&oacute;ria que nos permite ver a presente crise como fim de um ciclo, ou de um mundo que passa pelas dores de parto de uma nova realidade ainda em gesta&ccedil;&atilde;o;<\/p>\n<p>&#8211; o impulso da solidariedade fraterna e da partilha que nos ajudam a superar o individualismo, nos levam a darmos as m&atilde;os, a sermos apoio uns dos outros e a estarmos junto dos mais carenciados, dos sem trabalho, dos desamparados ou desesperados;<\/p>\n<p>&#8211; o empenho na transforma&ccedil;&atilde;o dos mecanismos e do modelo que causaram esta situa&ccedil;&atilde;o socioecon&oacute;mica t&atilde;o desumana, para construir uma sociedade mais justa, equitativa e fraterna. Todos solid&aacute;rios, venceremos com a for&ccedil;a do Senhor!<\/p>\n<p>N&oacute;s, crist&atilde;os, somos chamados a manter acesa esta esperan&ccedil;a que Jesus veio atear no mundo: atrav&eacute;s de redes de solidariedade, de acolhimento, de constru&ccedil;&atilde;o de respostas &agrave;s necessidades fundamentais, de promo&ccedil;&atilde;o dos la&ccedil;os de vizinhan&ccedil;a e coes&atilde;o social, de educa&ccedil;&atilde;o para uma nova cultura do social e da pol&iacute;tica, do an&uacute;ncio da beleza, da bondade e da novidade de Cristo, nossa esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Quero ainda apelar a todos os diocesanos para a participa&ccedil;&atilde;o ativa e generosa na campanha natal&iacute;cia promovida pela C&aacute;ritas Portuguesa: &ldquo;10 milh&otilde;es de estrelas, um gesto pela paz&rdquo;. Comprando uma vela por um euro, cada um est&aacute; a acender uma estrela de esperan&ccedil;a no cora&ccedil;&atilde;o de algu&eacute;m necessitado.<\/p>\n<p>A todos os diocesanos e suas fam&iacute;lias, desejo um Santo Natal de Esperan&ccedil;a, de Solidariedade e de Alegria fraterna!<\/p>\n<p><em>D. Ant&oacute;nio Marto, Bispo de Leiria-F&aacute;tima<br \/>Leiria, 13 de dezembro de 2012<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mensagem de Natal do bispo de Leiria-F\u00e1tima<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"site-sidebar-layout":"default","site-content-layout":"","ast-site-content-layout":"default","site-content-style":"default","site-sidebar-style":"default","ast-global-header-display":"","ast-banner-title-visibility":"","ast-main-header-display":"","ast-hfb-above-header-display":"","ast-hfb-below-header-display":"","ast-hfb-mobile-header-display":"","site-post-title":"","ast-breadcrumbs-content":"","ast-featured-img":"","footer-sml-layout":"","ast-disable-related-posts":"","theme-transparent-header-meta":"","adv-header-id-meta":"","stick-header-meta":"","header-above-stick-meta":"","header-main-stick-meta":"","header-below-stick-meta":"","astra-migrate-meta-layouts":"default","ast-page-background-enabled":"default","ast-page-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-4)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"ast-content-background-meta":{"desktop":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"tablet":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""},"mobile":{"background-color":"var(--ast-global-color-5)","background-image":"","background-repeat":"repeat","background-position":"center center","background-size":"auto","background-attachment":"scroll","background-type":"","background-media":"","overlay-type":"","overlay-color":"","overlay-opacity":"","overlay-gradient":""}},"footnotes":""},"categories":[9],"tags":[120,177,203,207,267,314],"class_list":["post-59322","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-documentos","tag-bento-xvi","tag-diocese-de-leiria-fatima","tag-europa","tag-fatima","tag-natal","tag-solidariedade"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59322","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=59322"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/59322\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=59322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=59322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=59322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}