{"id":59283,"date":"2012-12-12T12:04:00","date_gmt":"2012-12-12T12:04:00","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/12\/12\/mensagem-de-natal-da-loc-mtc-2\/"},"modified":"2012-12-12T12:04:00","modified_gmt":"2012-12-12T12:04:00","slug":"mensagem-de-natal-da-loc-mtc-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/mensagem-de-natal-da-loc-mtc-2\/","title":{"rendered":"Mensagem de Natal da LOC\/MTC"},"content":{"rendered":"<p><em>&ldquo;Que formosos s&atilde;o os p&eacute;s do mensageiro que apregoa a boa-nova&rdquo; Is 52,7<\/em><\/p>\n<p>A simplicidade e o despojamento do nascimento de Jesus revela o conhecimento de Deus acerca da humanidade. Um Deus que se esvazia do seu poder para cativar os nossos cora&ccedil;&otilde;es. Enche-se de humanidade para experimentar a nossa fragilidade. Participa das nossas indig&ecirc;ncias, acolhendo sem reservas os que t&ecirc;m &ldquo;fome de p&atilde;o, de justi&ccedil;a e de Deus&rdquo;.<\/p>\n<p>Deus sai novamente ao nosso encontro na debilidade do Menino Jesus, a partir do pres&eacute;pio, para, em primeiro lugar, nos escutar e ouvir os nossos clamores, participando desde o seu nascimento nas l&aacute;grimas de tantos rostos sofridos e de vidas crucificadas.<\/p>\n<p>O que dizemos, de n&oacute;s pr&oacute;prios e do mundo que habitamos, a este Menino que, sem darmos conta da sua &ldquo;insond&aacute;vel riqueza&rdquo;, temos dificuldade em deixarmo-nos surpreender pela sua mensagem suportada por uma aparente fragilidade?<\/p>\n<p>Come&ccedil;amos por afirmar que as nossas vidas t&ecirc;m sido fustigadas por austeridades tempestivas, que deixam um rasto de destrui&ccedil;&atilde;o e abalam as funda&ccedil;&otilde;es da nossa civiliza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Parece que tudo se tornou relativo, inclusive a pr&oacute;pria pessoa humana, express&atilde;o m&aacute;xima do amor de Deus.<\/p>\n<p>Estamos numa noite que teima permanecer por muito mais tempo, sem ir ao encontro da madrugada e da luz do dia.<\/p>\n<p>Nem sabemos se queremos passar para a outra margem, onde o desconhecido, a aventura e a imprevisibilidade s&atilde;o possibilidades muito fortes, mesmo reconhecendo que nesta margem onde nos encontramos h&aacute; uma muralha que nos impede de olhar o futuro, de fortalecer o sentido da fraternidade.<\/p>\n<p>Acontece que a dignidade humana e a justi&ccedil;a social encontram-se exiladas e a sua aus&ecirc;ncia tem levado multid&otilde;es a procurar o &ecirc;xodo, mesmo sem terem a certeza do tempo que levar&atilde;o a consegui-lo.<\/p>\n<p>E quem &eacute; essa multid&atilde;o que foi esvaziada dos meios que possibilitam alimentar a sua boca e a sua humanidade?<\/p>\n<p>S&atilde;o os trabalhadores, com empregos prec&aacute;rios, mal pagos, que sofrem diariamente cortes nos direitos laborais, nos sal&aacute;rios, nas f&eacute;rias e nos dias de descanso; s&atilde;o os desempregados de hoje e de longa dura&ccedil;&atilde;o; s&atilde;o os (e)imigrantes, as crian&ccedil;as, os jovens, as mulheres; s&atilde;o os idosos e pensionistas, as fam&iacute;lias e principalmente os casais novos que experimentam em suas vidas o empobrecimento, a instabilidade e a inseguran&ccedil;a destes tempos, escurecidos pelo poder econ&oacute;mico, que renega instantemente a primazia e a dignidade da pessoa humana.&nbsp;<\/p>\n<p>Estes clamores traduzem sofrimento mas tamb&eacute;m procuram acordar quem dorme embalado pelo destino da incapacidade.<\/p>\n<p>S&atilde;o, igualmente, vozes de an&uacute;ncio, suportadas por cora&ccedil;&otilde;es buscadores da emergente novidade trazida pelo mensageiro da boa nova. Em Jesus, Deus vem para curar as nossas feridas, reavivar a nossa esperan&ccedil;a e lan&ccedil;ar-nos na constru&ccedil;&atilde;o da fraternidade universal.<\/p>\n<p>O natal de Jesus &eacute;, por isso, alegre not&iacute;cia que vem congregar vontades, universalizar culturas, humanizar o ser humano, dar a conhecer o Deus desconhecido. Um Deus que se meteu completamente dentro da aventura humana, atrav&eacute;s da encarna&ccedil;&atilde;o de Jesus, e que interpela todos os crentes a envolverem-se na hist&oacute;ria e a indignarem-se contra toda a forma de injusti&ccedil;a.<\/p>\n<p>Como dizia Paulo VI, a Igreja &ldquo;tem uma aut&ecirc;ntica dimens&atilde;o secular, inerente &agrave; sua &iacute;ntima natureza e miss&atilde;o, cuja raiz mergulha no mist&eacute;rio do Verbo encarnado&rdquo;.<\/p>\n<p>Deixemos que o natal de Jesus sustente a nossa humanidade e comunique-nos um f&ocirc;lego de vida, porque a sua vinda desperta o futuro e faz correr nas veias a esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Dezembro de 2012<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&ldquo;Que formosos s&atilde;o os p&eacute;s do mensageiro que apregoa a boa-nova&rdquo; Is 52,7 A simplicidade e o despojamento do nascimento de Jesus revela o conhecimento de Deus acerca da humanidade. 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