{"id":59075,"date":"2012-11-27T10:59:19","date_gmt":"2012-11-27T10:59:19","guid":{"rendered":"http:\/\/localhost:81\/dados_wp\/2012\/11\/27\/viseu-uma-igreja-em-sinodo-desafiada-pela-crise\/"},"modified":"2012-11-27T10:59:19","modified_gmt":"2012-11-27T10:59:19","slug":"viseu-uma-igreja-em-sinodo-desafiada-pela-crise","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/agencia.ecclesia.pt\/portal\/viseu-uma-igreja-em-sinodo-desafiada-pela-crise\/","title":{"rendered":"Viseu, uma Igreja em S\u00ednodo desafiada pela crise"},"content":{"rendered":"<p>A meio do S\u00ednodo Diocesano o bispo de Viseu antecipa a forma\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os como uma reforma a realizar. Para isso quer envolver os padres que pediram dispensa do sacerd\u00f3cio com o objetivo de alicer\u00e7ar a f\u00e9 dos que est\u00e3o dentro e ir ao encontro de quem se distanciou da Igreja Cat\u00f3lica. <!--more--> <\/p>\n<p>D. Il&iacute;dio Leandro, bispo diocesano, fala &agrave; ECCLESIA dos desafios que se colocam &agrave; Igreja viseense, em plena caminhada sinodal, perante os sinais de afastamento da pr&aacute;tica religiosa, por parte dos cat&oacute;licos, e face a uma situa&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica e social que coloca cada vez mais problemas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Ecclesia (E) &#8211; A Diocese de Viseu foi das poucas que realizou um recenseamento da pr&aacute;tica religiosa e os resultados demonstram uma quebra acentuada na pr&aacute;tica dominical. Estes resultados est&atilde;o a ser estudados?<\/em><\/p>\n<p><em>D. Il&iacute;dio Leandro (IL) &#8211;<\/em> O recenseamento tinha como objetivo contribuir para a constru&ccedil;&atilde;o do S&iacute;nodo Diocesano (que come&ccedil;ou em 2010, ndr) e este procura fazer e acreditar numa renova&ccedil;&atilde;o na diocese. Esta renova&ccedil;&atilde;o s&oacute; &eacute; feita partindo da realidade.<\/p>\n<p>O S&iacute;nodo tinha de partir da quest&atilde;o &#8211; o que &eacute; que a Diocese de Viseu est&aacute; a perder de essencial e o que &eacute; que podemos dar &agrave;s pessoas que est&atilde;o descrentes, motivando-as para o que &eacute; importante?<\/p>\n<p>Estamos a fazer este caminho e vamos acreditar que ao longo destes cinco anos &#8211; de que j&aacute; passaram dois e que nos vai levar a 2015 e aos 50 anos do encerramento do Conc&iacute;lio Vaticano II &ndash; vai ser fundamental na nossa renova&ccedil;&atilde;o dar perspetivas de esperan&ccedil;a a todos que se sentem descrentes na diocese de Viseu.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; O S&iacute;nodo, que come&ccedil;ou em 2010, encontra-se a meio. Que balan&ccedil;o pode fazer?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> Dentro do que projetamos e da avalia&ccedil;&atilde;o que sistematicamente fazemos o balan&ccedil;o &eacute; positivo. Termin&aacute;mos os dois primeiros anos que tiveram como centro o estudo das quatro constitui&ccedil;&otilde;es fundamentais do Conc&iacute;lio Vaticano II. Constat&aacute;mos que o que falta de essencial nos crist&atilde;os de Viseu &eacute; a forma&ccedil;&atilde;o &#8211; viver uma identidade a partir do reconhecimento de valores fundamentais que devem construir o crente.<\/p>\n<p>Ao entrar numa segunda fase, que se vai centrar no inqu&eacute;rito global feito &agrave; diocese, para posteriormente passarmos &agrave;s propostas e &agrave;s assembleias sinodais, constat&aacute;mos que apostar na forma&ccedil;&atilde;o vai ser decisivo e, antecipando, talvez das conclus&otilde;es mais fortes no S&iacute;nodo diocesano.<\/p>\n<p>Estamos a prever que o S&iacute;nodo mobilize as pessoas a pouco e pouco, desde os sacerdotes a agentes da pastoral, e mobilize quem est&aacute; mais dentro para ir ao encontro de outros e, consequentemente, d&ecirc; mais qualidade ao testemunho e a&ccedil;&atilde;o. A come&ccedil;ar pela pr&oacute;pria celebra&ccedil;&atilde;o de domingo.<\/p>\n<p>Se o recenseamento foi na pr&aacute;tica dominical, damo-nos conta que a forma como se vive o domingo desmotiva. Este ano pastoral est&aacute; a ser vivido segundo o tema &laquo;&Eacute; domingo, juntos na festa&raquo; precisamente para marcar este dia junto dos que v&atilde;o &agrave; missa mas tamb&eacute;m junto de quem n&atilde;o pratica e n&atilde;o tem f&eacute;.<\/p>\n<p>Queremos implicar no domingo valores como a festa, a fam&iacute;lia, as rela&ccedil;&otilde;es humanas, o partilhar algo diferente que d&aacute; sentido &agrave; vida e n&atilde;o se encontra durante a semana. O valorizar o domingo &eacute; j&aacute; de si, numa conclus&atilde;o do S&iacute;nodo, uma dimens&atilde;o importante para darmos mais qualidade e dignidade &agrave; viv&ecirc;ncia crist&atilde;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; Sobre a situa&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, como &eacute; que a Igreja acompanha e como &eacute; que est&aacute; a dar resposta a situa&ccedil;&otilde;es dram&aacute;ticas?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> A Diocese de Viseu procura atrav&eacute;s das suas Institui&ccedil;&otilde;es Particulares de Solidariedade Social (IPSS) &ndash; s&atilde;o 84 e cobrem a diocese, para al&eacute;m da exist&ecirc;ncia de outras institui&ccedil;&otilde;es n&atilde;o ligadas &agrave; Igreja &#8211; cobrir as solicita&ccedil;&otilde;es, mas come&ccedil;am a n&atilde;o ter capacidade de resposta para todos os pedidos, sobretudo &agrave; maiores dificuldades que se centram no emprego, que desencadeiam outras consequ&ecirc;ncias, nomeadamente a realiza&ccedil;&atilde;o e dignidade da pessoa e de cada fam&iacute;lia.<\/p>\n<p>A diocese sente-se impotente perante muitos destes aspetos. O que mais me interroga &eacute; a falta de esperan&ccedil;a. Parece que os pol&iacute;ticos portugueses e europeus vivem hoje a aus&ecirc;ncia de esperan&ccedil;a. Vive-se dentro de um mar de dificuldades sem perspetiva de sa&iacute;da.<\/p>\n<p>Naturalmente que a Igreja tem uma vis&atilde;o muito marcada pela esperan&ccedil;a, na aurora que vai acontecer. Mas no quadro pol&iacute;tico isso n&atilde;o se sente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; Essa descren&ccedil;a reflete-se nos cidad&atilde;os?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> Reflete-se nos cidad&atilde;os e na incapacidade de olhar com alguma expectativa o dia de amanh&atilde;. N&oacute;s acreditamos que este tempo vai passar &ndash; s&atilde;o crises c&iacute;clicas e que neste momento se prolongam por um tempo demasiado longo &ndash; mas eu gostaria que os pol&iacute;ticos fossem capazes de dar a dimens&atilde;o da esperan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Neste momento apenas apresentam cargas e cortes e diminui&ccedil;&atilde;o de expetativas de crescimento e desenvolvimento que tiram a capacidade de rea&ccedil;&atilde;o das pessoas.<\/p>\n<p>Mas acredito que n&atilde;o vamos ficar aqui. O esfor&ccedil;o que estamos a fazer e que &eacute; not&oacute;rio, brevemente vai apresentar a luz no t&uacute;nel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; Nas 84 IPSS da responsabilidade da Igreja h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es de rutura nas respostas?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> N&atilde;o aceito situa&ccedil;&otilde;es de rutura quando s&atilde;o institui&ccedil;&otilde;es da Igreja que t&ecirc;m a partilha, a solidariedade e o amor como valores fundamentais. Num momento em que uma institui&ccedil;&atilde;o n&atilde;o puder responder &agrave;s necessidades tem de se fazer um novo apelo &agrave; capacidade de d&aacute;diva e partilha que os crist&atilde;os e n&atilde;o s&oacute;, todos os que s&atilde;o solicitados s&atilde;o abertos &agrave; partilha. Por isso, neste momento n&atilde;o h&aacute; rutura.<\/p>\n<p>Mas que h&aacute; mais pedidos e mais fam&iacute;lias a sentirem a necessidade de apoio, isso com certeza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; Promoveu um encontro com os padres da diocese que abandonaram o sacerd&oacute;cio. Como decorreu este encontro?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> J&aacute; realiz&aacute;mos tr&ecirc;s encontros. Foram reflex&otilde;es importantes mas chegamos a um momento em que nos interrogamos sobre como &eacute; que os padres que pediram a dispensa do exerc&iacute;cio do sacerd&oacute;cio se podem integrar mais na a&ccedil;&atilde;o da Igreja.<\/p>\n<p>Neste momento estou a preparar um encontro com todos os que t&ecirc;m forma&ccedil;&atilde;o teol&oacute;gica &ndash; n&atilde;o ser&aacute; apenas com os padres que pediram dispensa do minist&eacute;rio sacerdotal, mas tamb&eacute;m com os professores de Educa&ccedil;&atilde;o Moral e Religiosa Cat&oacute;lica, os di&aacute;conos e antigos alunos de Semin&aacute;rio que completaram o seu curso de teologia mas ausentaram-se da vida da diocese.<\/p>\n<p>Quero colocar-lhes esse problema &ndash; que contributo podem dar na forma&ccedil;&atilde;o que estamos a concluir ser a aposta fundamental na diocese de Viseu? Esta forma&ccedil;&atilde;o deve englobar os agentes da pastoral mas deve tamb&eacute;m propor um caminho para aqueles que sendo crist&atilde;os porventura ficando numa forma&ccedil;&atilde;o mais b&aacute;sica e at&eacute; sem inicia&ccedil;&atilde;o crist&atilde; completa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; Esse encontro tem data marcada?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> &#8211; N&atilde;o h&aacute; ainda uma data concreta. Talvez na altura da Quaresma.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>E &#8211; Com quantos sacerdotes que pediram a dispensa do minist&eacute;rio se reuniu?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> Muitos n&atilde;o vivem na diocese &ndash; alguns est&atilde;o em Lisboa. Nem todos participaram nos tr&ecirc;s encontros, mas cont&aacute;mos sempre com cerca de 20 presen&ccedil;as.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; Eles queixam-se da falta de aten&ccedil;&atilde;o por parte da Igreja ou da falta de alguma miss&atilde;o?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> Eles n&atilde;o se queixam, mas h&aacute; pouco referi a interroga&ccedil;&atilde;o que partilh&aacute;mos. H&aacute; sempre uma dificuldade de apresentar uma possibilidade de servir a Igreja sendo eles padres porque pediram a dispensa do exerc&iacute;cio sacerdotal mas n&atilde;o deixaram de ter o sacramento da ordem.<\/p>\n<p>N&atilde;o se queixam, mas por vezes lamentam &ndash; uns lamentam profundamente um certo ostracismo, um esquecimento, uma marginaliza&ccedil;&atilde;o mesmo que em algumas situa&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Todos falaram e todos fizeram propostas para a diocese. H&aacute; alguns bem realizados e felizes na rela&ccedil;&atilde;o que t&ecirc;m com a Igreja porque est&atilde;o identificados com a sua miss&atilde;o e voca&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><em>&nbsp;<\/em><\/p>\n<p><em>E &#8211; Ordenou h&aacute; cinco meses os primeiros di&aacute;conos da diocese. Que contributo est&atilde;o a dar a esta comunidade?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> Cada um dos 10 ordenados foi mandatado para receber uma miss&atilde;o na diocese &ndash; concretamente nos secretariados diocesanos ou da pastoral social, ou da fam&iacute;lia, ou da educa&ccedil;&atilde;o crist&atilde; &ndash; e tamb&eacute;m exerce a sua colabora&ccedil;&atilde;o com um p&aacute;roco nas par&oacute;quias que o sacerdote orienta. Os di&aacute;conos permanentes est&atilde;o ainda a alargar o seu horizonte de agentes pastorais uma vez que est&atilde;o integrados no arciprestado.<\/p>\n<p>Est&atilde;o ainda a colaborar comigo porque considero importante a partilha pr&oacute;xima com o bispo.<\/p>\n<p>Penso que o contributo est&aacute; a ser positivo e est&aacute; tamb&eacute;m a servir para aprofundar a miss&atilde;o da Igreja enquanto servidora da humanidade. Se o sacerdote tem como orienta&ccedil;&atilde;o a realiza&ccedil;&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o de Cristo nas comunidades, o di&aacute;cono permanente tem como miss&atilde;o a express&atilde;o do Cristo servidor, nas mais diversas dimens&otilde;es.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; As Jornadas de Teologia, em Viseu, debateram &laquo;A F&eacute; numa sociedade sem refer&ecirc;ncias&raquo;. Na sua opini&atilde;o, que refer&ecirc;ncias se foram perdendo nesta sociedade contempor&acirc;nea?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> As refer&ecirc;ncias relacionam-se com o acreditar na transcend&ecirc;ncia. O homem tornou-se &iacute;dolo de si pr&oacute;prio, deixou de viver a sua vida em rela&ccedil;&atilde;o. E quando perde a alteridade, a refer&ecirc;ncia ao outro, e este Outro, com letra grande que &eacute; Deus, o homem procura-se a si pr&oacute;prio e ilusoriamente constr&oacute;i a sua vida pensando que, realizando-se a si pr&oacute;prio, realiza o ideal de si mesmo e um ideal que &eacute; portador de felicidade.<\/p>\n<p>Hoje a falta de refer&ecirc;ncias centra-se na solid&atilde;o do homem. Olha-se e v&ecirc;-se um vazio, um anular de convic&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Hoje a falta de convic&ccedil;&otilde;es e a falta de refer&ecirc;ncias assenta na falta de rela&ccedil;&otilde;es com os outros, em p&eacute; de igualdade e com Deus. Esta rela&ccedil;&atilde;o, origem e fonte de toda a comunh&atilde;o, seria consequ&ecirc;ncia de uma vida fraterna, da dignidade humana e de uma sociedade com valores em vista ao bem comum.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>E &#8211; A Igreja Cat&oacute;lica foi uma das institui&ccedil;&otilde;es que mais sofreu com a perda dessas refer&ecirc;ncias na sociedade?<\/em><\/p>\n<p><em>IL &#8211;<\/em> A Igreja n&atilde;o perdeu porque s&oacute; existe enquanto acredita na miss&atilde;o. A Igreja continua a ver a miss&atilde;o de Jesus Cristo e de constru&ccedil;&atilde;o do reino. Mas vai perdendo espa&ccedil;o e, ela pr&oacute;pria tamb&eacute;m, refer&ecirc;ncias uma vez que se sente isolada e ausente dos contornos da miss&atilde;o.<\/p>\n<p>A Igreja, constru&iacute;da por pessoas e pela sociedade, realizada nas pessoas e na sociedade deste tempo, vai sendo truncada na sua orienta&ccedil;&atilde;o e vai-se interrogando at&eacute; que ponto &eacute; capaz de, na contemporaneidade das dificuldades, projetar a miss&atilde;o que est&aacute; no Evangelho e que hoje numa Nova Evangeliza&ccedil;&atilde;o tem de surgir com contornos novos, procurando viver a alegria e o entusiasmo que deve pautar cada tempo e a origem de cada an&uacute;ncio.<\/p>\n<p>Ao celebrar os 50 anos do Conc&iacute;lio Vaticano II a Igreja deve permanentemente interrogar-se at&eacute; que ponto a alegria e o entusiasmo, que o Evangelho projeta em quem vive e testemunha a f&eacute;, est&aacute; presente hoje nas pessoas que solidificam a Igreja.<\/p>\n<p><em>PTE\/LS<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A meio do S\u00ednodo Diocesano o bispo de Viseu antecipa a forma\u00e7\u00e3o dos crist\u00e3os como uma reforma a realizar. 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